Processo Civil II Resumo
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Processo Civil II Resumo


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é ato processual que se pratica por petições. O certo é que cada modalidade seja feita a através de uma petição. 
Havendo decurso do prazo para resposta, estará impedida a desistência da ação sem o consentimento do réu. Isso porque o réu pode ter interesse de se livrar daquela ameaça e a desistência possibilita a oportunidade de ajuizar outra ação sobre o mesmo fato. Por isso, pode ser preferível ao réu uma sentença para impedir que o autor possa ingressar novamente em juízo.
Contestação
É por excelência o instrumento de defesa do réu. Não se argue as matérias de defesa utilizadas na exceção.
Aqui há toda uma defesa de caráter processual (incompetência absoluta, falta de um pressuposto processual, irregularidade em uma procuração) e de mérito (inexistência da relação jurídica de direito material arguida pelo autor na sua petição inicial, ou seja, defesa que visam obter do órgão jurisdicional decisão de improcedência do pedido).
As defesas de mérito se subdividem em defesas diretas e indiretas. 
a) Direta - a mais simples atitude do mérito é negar o fato constitutivo do direito autor ou negar que essa consequencia por ele se produza. É mais simples de se compreender; é direto porque se volta diretamente contra a colocação que o autor fez na inicial negando-a.
b) Indireta - tem como modalidade específica as exceções. Ela pode se somar a defesa direta. Na contestação, o réu deve esgotar toda a matéria de defesa, principalmente no que diz respeito ao mérito. Assim, ele deve alegar todas as defesas do art. 300 e 301, ou seja, negar todos os fatos constitutivos trazidos pelo autor, e alegar também todas as defesas de mérito.
Determinadas modalidades de defesa indireta podem ser matéria de exceção de direito material. Estas modalidades precisam ser alegadas, não podendo ser conhecidas de ofício. Ex.: exceção de contrato não cumprido.
Quinta, 29 de abril
Art. 300 - no momento da contestação, o réu fica com o ônus de alegar tudo que se conceder na defesa, mesmo que as alegações seja incompatíveis entre si. 
É ônus do réu também se manifestar especificadamente sobre cada uma das questões levantadas pelo autor. É preciso que haja uma impugnação especificamente sobre os fatos narrados pelo autor na sua petição inicial. Não basta uma negativa genérica, sob pena do efeito semelhante da ausência de contestação. 
Assim, se ele não quiser que fatos sejam tidos como verdadeiros, o réu precisa impugnar precisamente cada um. Isso diz respeito a defesa de mérito, estabilizando com a contestação a lide. 
A contestação deve conter as matérias processuais (o art. 301 não é exaustivo). 
Os incisos seguintes tratam das matérias que devem ser alegadas em contestação:
Inciso I - ?
Inciso II - incompetência absoluta, que é alegada na contestação. A incompetência relativa é alegada via exceção de incompetência.
Inciso III - esse inciso deve ser lido como indeferimento da petição inicial. 
Inciso IV - casos em que o processo não pode prosseguir por abandono de três causas seguidas pelo autor (vide art. 268).
Inciso VII - alertar para o juiz a existência de feitos conexos ou continentes (identidade entre a causa de pedir ou entre as partes), que devem ser reunidos num só juízo para julgamento conjunto. A conexão é um instrumento que visa evitar decisões contraditórias.
Inciso VIII - qualquer defeito sobre os pressupostos processuais para o desenvolvimento regular do processo
Inciso IX - convenção regular de arbitragem é o gênero de duas espécies: (i) compromisso arbitral; (ii) cláusula compromissória/arbitral. A parte que quiser valer esse compromisso ou cláusula deve apontá-las na contestação, com o objetivo de afastar a jurisdição estatal. Obs.: compromisso é quando as partes estão diante de um litígio em concreto. 
Inciso X - todas as hipóteses de falta das condições genéricas do exercício do direito de ação para quem adota a teoria eclética do direito de ação ou, para quem adota a teoria abstrata, condições para o julgamento do mérito (não só as condições genéricas como as específicas).
Inciso XI - ex.: caso em que seja necessário uma caução quando se tratar de autor estrangeiro quando não possuir bens que aqui se localizem. Nesses casos, qualquer questão que esteja relacionada com caução.
Art. 299
A contestação também precisa conter a especificação das provas, como na petição inicial (art. 300, in fine). Essa especificação é admitida de forma genérica ("protesta por todos os meios de prova admitidas em Direito").
Assim como na petição inicial, deve o réu na contestação indicar o endereço no qual o advogado receberá as intimações que deverão ser feitas pessoalmente.
A contestação deve, ainda, apresentar aqueles documentos que sejam essenciais, nos termos do art. 396. Deve conter a procuração que confere poderes ao advogado, salvo se protestar nas hipóteses de urgência, quando o advogado se compromete, sob pena de inexistência, em juntar a procuração no prazo.
Efeitos da contestação
O réu deve alegar toda a defesa que lhe incumbe, sob pena de preclusão, salvo se for o caso de certas matérias que estão previstas no art. 303.
Inciso I - diz respeito sobre o direito subjetivo que surge. O direito subjetivo será aplicado se for superveniente.
Inciso II - questões de direito ou fato que o juiz pode conhecer de ofício, não precisando a parte alegar
Inciso III - ex.: prescrição.
Efeitos da falta de impugnação específica estão previstas no art. 302, trazendo as exceções de quando não se presumem verdadeiros os fatos não impugnados.
Inciso I - nas matérias que não se admite a confissão, ou seja, naquelas em que se a parte vier ao juiz e se confessar não será o suficiente. Ex.: direito indisponível. 
Não se produzirá o efeito da revelia nem a falta de contestação especificada prevista no art. 303
Inciso II
Inciso III - é intuitivo que, se na interpretação sistemática da contestação, o réu negou o fato A e o fato B estava relacionado a existência do fato A, ele não precisa negar o fato B.
Pár. ún. - essas pessoas descritas foram dados ao réu sem que ele tenha tido oportunidade de instruir seu advogado dativo ou curador especial de como deve ser formulada a defesa. Nesses casos, a defesa será presa a questões formais, que o advogado ou defensor público consiga vislumbrar sem a colaboração do réu. O réu se limitará a contestar por negativa geral. Ele não precisa impugnar A, B, C, D porque não tem fundamento específico para essa impugnação.
Outro efeito da falta de contestação, é responder pelas custas do retardamento, nos termos do pár. 3 do art. 267.
Ainda, há o art. 22 - ele é ilustrativo da diferença da alegação das defesas indiretas daquelas matérias objeto de exceção.
Revelia
Art. 319 - hipótese de falta absoluta (art. trata da impugnação específica de cada fato). Segundo o art. 320, inciso I, os efeitos da revelia não se produzirão se, no caso de pluralidade de réus, algum deles contestar a ação. Isso se aquela contestação disser respeito a matéria comum. Se no litisconsorte que contesta não houver relação de defesa com fato que deveria contestar o outro réu, os efeitos da revelia se produzem.
O inciso III diz que fato do réu não ter contestado ou impugnado determinado fato alegado pelo autor não induz a presunção de veracidade caso estse esse fato só possa ser alegado por determinado documento que não foi apresentado nos autos.
A revelia não signifca necessariamente vitória do autor que viu sua demanda sem contestação. Primeiro porque não se admitirá determinado fato apenas por efeito da revelia. Isso diante de fatos absurdos, segundo uma crença razoavelmente universal. Outro exemplo é no caso de fato que não demanda prova, quando tratar-se de uma situação notoriamente conhecida (datas históricas - não é só porque o autor diz que a II Guerra Mundial acabou em 2009 e o réu é revel porque não contestou que se presume verdadeiro).
Outro exemplo é no caso de simples