Plano da Existência - Resumo (parte 1)
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Plano da Existência - Resumo (parte 1)

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É a pessoa, do ponto de vista mais amplo possível, conforme Art. 1º, CC. Isto é, qualquer
pessoa, já que todas são capazes de direitos e deveres na esfera civil, independente-
mente de sua aptidão para exercer tais direitos e deveres.
Negócio sem agente é negócio inexistente.
Exemplo: Contrato rmado entre uma pessoa e um cachorro é inexistente, pois falta o
requisito de agente em um dos polos do negócio jurídico; se não há pessoas em ambos
os polos, não há agentes; e se não há agentes, o contrato simplesmente não existe.
Trata-se da capacidade legal do ser humano de fazer ou deixar de fazer alguma coisa,
conforme sua própria consciência.
Difere da ideia de declaração de vontade:
Declaração de vontade signica a voluntária expressão de produzir efeitos através da
ação dos seres humanos. Exemplo: contrato de locação. O locador, ao assinar, mani-
festa vontade de locar o imóvel; de outro lado, o locatário, também manifesta a vonta-
de de, mediante certo preço, ocupar o bem objeto do contrato.
Manifestação de vontade: dá-se de forma implícita, sendo presumida através dos
atos periféricos. Tem-se a percepção de o indivíduo desejar ou não determinada situ-
ação. Exemplo: quando alguém joga um objeto no lixo, é de se presumir o abandono
da coisa.
Conceito: o nascituro ainda não tem vida, tem expectativa de vida, não podendo ser par-
te, embora tenha seus direitos resguardados desde a concepção2.
Assim, os efeitos de uma doação, por exemplo, realizada em favor de um nascituro, ca-
rão suspensos até que haja o nascimento com vida do donatário.
1 CC/02, art. 1º. Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil.
2 CC/02, art. 2º. A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção,
os direitos do nascituro.
Agente1
Vontade
E o nascituro?
Plano da Existência - Parte 1
Direito Civil II
2
Signica anuência, quando as circunstâncias ou os usos o autorizarem, e não for necessária
a declaração de vontade expressa3
. É o que se chama de efeitos vinculativos do silêncio.
Exemplo: contrato preliminar de promessa de compra e venda.
Já o efeito liberatório está relacionado, por exemplo, ao Art. 5134
, casos em que o titular
da preferência não exercer seu direito de preempção no prazo legal ou convencional.
Silêncio
3 CC/02, art. 111. O silêncio importa anuência, quando as circunstâncias ou os usos o autorizarem, e não for necessária a
declaração de vontade expressa.
4 CC/02, art. 513. A preempção, ou preferência, impõe ao comprador a obrigação de oferecer ao vendedor a coisa que aque-
le vai vender, ou dar em pagamento, para que este use de seu direito de prelação na compra, tanto por tanto.