Plano da Existência - Resumo (parte 2)
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Plano da Existência - Resumo (parte 2)


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É a coisa (res) ou a prestação acerca da qual é rmada a relação jurídica. Esse objeto
pode ser material ou imaterial, podendo ser uma coisa, no sentido físico da palavra, ou
um serviço.
Trata-se de conceito amplo, que transcende a coisa, abarcando, além dela, as obrigações
que estão à sua volta.
Exemplo: O objeto de uma locação é, obviamente, o bem a ser locado, mas também as
obrigações que se relacionam a esse bem, como o pagamento em dia do aluguel e a devo-
lução do bem após o término do contrato.
Ou seja, quando falamos em objeto, temos que ter em mente que ele pode incluir as coisas
(materialmente falando), as ações humanas (que são as imaterialidades) e também o con-
teúdo das obrigações contraídas, que seriam, os deveres que tangenciam os dois conceitos.
Tipos de Objeto
Objeto Material: Aquilo que materializa, que é a parte tangível do negócio. É o ob-
jeto material que forma física a um bem jurídico tutelado pelo ordenamento, o
qual está no centro de uma transação entre as partes.
Objeto Imaterial: Não tem uma coisa palpável para representá-lo, não se refere a
propriedade, posse ou entrega de algo, mas sim a uma prestação qualquer, poden-
do ser uma atividade, um fazer, um não fazer, etc.
Diferença entre causa e motivo
Motivo traduz a vontade particular de cada uma das partes; é aquilo que cada uma
das pastes almeja ao rmar determinado negócio.
Causa é um elemento subjetivo, está no interior das mentes das partes. Assim, no
mesmo exemplo de locação, temos que será a causa do contrato o interesse sub-
jetivo que ambas as partes tem em fazer a transação, a troca do dinheiro mensal
pela habitação, reciprocamente.
Objeto
Plano de Existência - Parte 2
Direito Civil II
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1 CC/02, art. 107. A validade da declaração de vontade não dependerá de forma especial, senão quando a lei expressamente
a exigir.
2 CC/02, art. 191. A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, sem prejuízo de terceiro,
depois que a prescrição se consumar; tácita é a renúncia quando se presume de fatos do interessado, incompatíveis com
a prescrição.
Necessidade de que o contrato seja materializado de alguma maneira que o traga para
o mundo jurídico, para que se possa averiguar sua existência.
Diferença entre forma e formalidade
Forma é qualquer maneira de externalização que nos permita visualizar o negócio.
Formalidade é o caminho, a solenidade que a lei exige para determinado ato, que
se vincula ao plano da validade.
Classicação das Formas
Forma verbal ou escrita. Também chamadas de formas verbal e escrita.1 Quando a
lei não exigir, a regra é de forma livre, não necessariamente escrita.
Expressa ou tácita. A forma expressa é a regra, pois, raros os casos em que a lei
autoriza a presunção de vontade. De outro lado, sendo legalmente autorizado, o
negócio pode ter forma tácita. Exemplo: renúncia tácita à prescrição.2
Real e consensual. Será real o negócio que se concretiza concretize no momento
do que chamamos de tradição, que é o ato de entrega da coisa. Consensual é aque-
le que existe no mundo jurídico, mesmo que não haja entrega da coisa, como, por
exemplo, na compra e venda. Numa compra e venda, o negócio é tranquilamente
existente mesmo queainda que se pactue que a coisa será entregue em um momen-
to posterior.
Solenes ou não solenes. Entendemos por solenes os negócios cuja existência de-
pendam do cumprimento de alguma formalidade, tão essencial que, se não for
obedecida, teremos o negócio por inexistência. É o caso, por exemplo, do casamen-
to, cujos proclamas são fundamentais. Sem eles, o casamento sequer existe.
Forma