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Condição - Resumo (parte 4)

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Introdução: O mais básico aspecto do Direito Civil é o Princípio da Boa-Fé Objetiva,
segundo o qual as partes devem seguir uma regra de conduta de acordo com padrões
sociais de moral, ética, lisura e honestidade, com o objetivo de não frustrar a legítima
conança da outra parte.
Dessa forma, quando uma da parte, agindo com má-fé, impede o implemento da con-
dição de forma maliciosa, a lei considerará como implementada a condição, fazendo
surtir todos os efeitos jurídicos dela.1
Obstáculo malicioso: ocorre quando a parte desfavorecida pela condição cria um
óbice, um empecilho, para que o evento futuro e incerto não venha a ocorrer.
Nesse caso, devemos considerar implementada a condição, podendo o prejudica-
do requerer a transferência graciosa da propriedade.
Exemplo: Prometo a alguém que lhe darei meu tênis se essa pessoa me zer um
bolo, mas, de má fé, corto o fornecimento de gás da casa.
Comprovado o ato malicioso, terei de entregar o tênis, mesmo não tendo recebido
o bolo, como se a lei dissesse “se você não tivesse agido de má-fé, a condição teria
sido implementada”.
Indução maliciosa: é o inverso do obstáculo malicioso. Aqui, aquele favorecido
pelo implemento da condição induz a sua ocorrência. Usando o exemplo acima: o
sujeito não faz, mas compra o bolo em uma confeitaria e me diz que o fez com suas
próprias mãos. Nesse caso, considera-se não implementada a condição.
Observação: malícia é requisito fundamental para que se invoque a interferência in-
justa e voluntária reprovada pela lei, sendo imprescindível o dolo na ação de criar obstá-
culo ou de induzir o implemento da condição.
Obstáculo Malicioso e Indução Maliciosa ao Implemento da Condição
Formas de violação da boa-fé
1 CC/02, art. 129. Reputa-se vericada, quanto aos efeitos jurídicos, a condição cujo implemento for maliciosamente obstado pela parte a quem des-
favorecer, considerando-se, ao contrário, não vericada a condição maliciosamente levada a efeito por aquele a quem aproveita o seu implemento.
Consequências da Boa-Fé e a Proteção ao Direito Eventual
Direito Civil II

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Conceito: É o poder que o titular de direito sob condição tem de praticar todos os atos ne-
cessários a preservá-lo, mesmo ainda não sendo, de fato, titular do direito.
Exemplo: “A” promete vender seu apartamento a “B” por 50% do valor real se o Vasco ven-
cer o Campeonato Brasileiro. Só que, logo após, o apartamento é penhorado por “C”, para
pagamento de uma dívida que “A” tinha com ele. Neste caso, “B” pode intervir para impedir
a penhora, mesmo sendo titular de um direito apenas eventual.
Direitos do Titular de Direito Eventual
CC, Art. 130. Ao titular do direito eventual, nos casos de condição suspen-
siva ou resolutiva, é permitido praticar os atos destinados a conservá-lo.