Cobrança de dívidas, banco de dados e cadastro de consumidores - Resumo
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Cobrança de dívidas, banco de dados e cadastro de consumidores - Resumo

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Práticas abusivas – continuação
Recusa de vendas de bens com pagamento a vista (art. 39, IX)
Proibição da negativa de venda a quem de imediato se apresenta à celebração do
negócio.
Sentido mais amplo do que o inciso II, do art. 39 do CDC.
Refere-se a qualquer situação de alienação de bens.
Elevação do preço de produtos e serviços (art. 39, inciso X)
É vedada a elevação do preço, sem justa causa.
Protege a boa-fé objetiva e às legítimas expectativas depositadas no negócio de
consumo.
Em uma economia estabilizada os preços devem parear com a inação; aumentos
superiores a este patamar presumem abusividade.
Inexistência de prazo para cumprimento de obrigação e índice de reajuste –
(art. 39, XII e XIII)
Todo contrato de consumo deve trazer o prazo de cumprimento das obrigações.
É vedada a prática puramente potestativa.
É abusiva a modicação unilateral de índice de reajuste tão somente para que o for-
necedor lucre mais com este ou aquele índice.
Cobrança de Dívidas, banco de dados e cadastro de consumidores
Direito do Consumidor
Cobrança de dívidas
Forma de cobrança de dívidas
Art. 42, do CDC - abuso de direito na cobrança de dívidas.
Vedação à cobrança vexatória.
Exemplo: o STJ já entendeu que congura cobrança vexatória o cárcere privado em
loja, por suposto furto de mercadoria, o que gera o dever de reparar.
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A repetição do indébito no caso de cobrança abusiva
Art. 42, parágrafo único do CDC – “ o consumidor cobrado em quantia indevida tem
direito à repetição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso,
acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justicável”.
2 requisitos: a) cobrança indevida; b) pagamento pelo consumidor do valor indevida-
mente cobrado (Rizzatto Nunes).
Punição contra o fornecedor.
Não afasta o direito de o consumidor requerer outros prejuízos.
Exceção: engano justicável.
Pelo entendimento majoritário, há necessidade de prova da má-fé ou da culpa por
parte do credor (entendimento criticado, já que a responsabilidade no CDC é objetiva).
Súmula 412 do STJ: “A ação de repetição de indébito de tarifas de água e esgoto su-
jeita-se ao prazo prescricional estabelecido no Código Civil”.
Banco de dados e cadastro de consumidores
Lidam com o nome de consumidor, razão pela qual é necessário um regramento especí-
co. Pelo art. 43, § 4º, do CDC são consideradas entidades de caráter público.
Banco de dados X cadastro de consumidores
Cadastros Bancos
Coleta individualizada de
dados objetivos.
Coleta aleatória de informações, normalmente
arquivadas sem requerimento do consumidor.
Visa incrementar as atividades
das empresas.
Divulgação permanente de dados obrigatoria-
mente objetivos.
Fonte: consumidor. Fonte: fornecedor.
Destino: um fornecedor especíco. Destino: diversos fornecedores/mercado (SPC, Sera-
sa e CCF).
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Requisitos para negativação do nome
Art. 43 do CDC + artigo 6°, inciso III do CDC: direito de acesso a informação.
Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos, claros, verdadeiros e
em linguagem de fácil compreensão.
“A abertura de cadastro, cha, registro e dados pessoais e de consumo deverá ser
comunicada por escrito ao consumidor, quando não solicitada por ele” – art. 43 §
do CDC.
Requisitos para negativação do nome: a) existência da dívida; b) vencimento da dívi-
da; c) dívida líquida; d) noticação do devedor.
Súmulas 359 e 404 do STJ.
Prazo para correção das informações
Art. 43, § 3º CDC.
Prazo de 5 dias úteis para o arquivista comunicar a alteração.
O STJ entende que esse prazo deve ser aplicado para o dever do credor de retirar o
nome do devedor de cadastro negativo.
Súmula 548 do STJ: “Incumbe ao credor a exclusão do registro da dívida em nome
do devedor no cadastro de inadimplentes no prazo de cinco dias úteis, a partir do
integral e efetivo pagamento do débito”.
Prazo de manutenção das informações negativas
Art. 43 § 1º do CDC - cadastros não podem conter informações negativas referentes
a período superior a 5 anos.
Súmula 323 do STJ.
Existem 2 limites temporais: (i) a dívida prescrita não pode ser mantida no cadastro
de proteção ao crédito; e (ii) prazo máximo de 5 anos para a manutenção do nome
do consumidor no arquivo de inadimplentes.