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Fisiologia da reprodução e Exame ginecológico em vacas e éguas

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Amanda Arantes Farinelli 
Fernando Cruz 
08.08.17 
Fisiologia da reprodução animal 
Eixo hipotálamo hipófise gonadal 
Introdução 
- Sistema reprodutivo: é uma interação do sistema nervoso e endócrino. O 
endócrino secreta os hormônios por estímulos nervosos (cheiros, danças, cantos, abertura de 
asas, luminosidade - como os gatos e éguas que só ciclam na primavera e verão; a retina dos 
animais capta o estímulo nervoso luz que é interpretado pela pineal, que secreta menos 
melatonina e assim elas começam a ciclar) que levam à secreção hormonal. 
- O que é um hormônio? os hormônios são produzidos por glândulas, no caso de 
reprodução é a pineal, hipotálamo, hipófise, testículos e ovários. Cada hormônio têm um 
tecido alvo para causar uma reação. Existem estímulos olfativos e táteis que estimulam a 
secreção dos hormônios. 
- *PROVA* Eixo hipotalâmico hipofisário gonadal: é um sistema formado por 
três glândulas 
- Caso o animal seja fotossensível, antes de acontecer a cascata do eixo vai ter a 
captação de luz pela retina e diminuição da melatonina 
- Hipotálamo: é a primeira glândula que secreta GnRH (hormônio liberador das 
gonadotrofinas). O hipotálamo produz e secreta o GnRH e esse hormônio age na 
hipófise. 
- Hipófise: sofre ação do GnRH e causa estímulo para a secreção do FSH e LH (são as 
gonadotrofinas), que já estavam produzidos na hipófise. No início do ciclo há maior 
secreção de FSH (hormônio folículo estimulante) que age nos folículos que estão dentro 
do ovário e estimula o crescimento desses folículos. No início de um ciclo estral há vários 
folículos no ovário e o FSH vai até eles e faz com que eles crescam, e ai esse folículos 
começam a produzir estrógeno e quando o folículo se torna grande ele produz muito 
estrógeno, que causa nas fêmeas comportamento de cio (receptivas aos machos, fase 
fértil). Há um momento que um dos folículos se torna o dominante, ele é maior que os 
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outros e ele produz a inibina para que os outros folículos não crescam tanto quanto ele. A 
inibina faz feed-back negativo com a hipófise, ela faz com que haja a diminuição da 
secreção de FSH. Ao mesmo tempo o estrógeno está fezendo feed-back positivo no 
hipotálamo, estimulando uma maior secreção de GnRH que vai até a hipófise e estimula 
a secretar FSH e LH, mas como a inibina está impedindo a secreção de FSH, então nesse 
momento há maior quantidade de LH (hormônio luteinizante). O LH vai agir no folículo 
dominante, porque o dominante têm receptores de LH (os não dominantes tem 
receptores de FSH), o LH causa no folículo dominante a maturação folicular e oocitária, 
o LH também causa a ovulação, fazendo com que o folículo se rompa e libere o oócito e 
por fim o LH causa a luteinação (que é a diferenciação das células do folículo para formar 
um corpo lúteo). O corpo lúteo produz progesterona (P4) que é o hormônio da gestação, 
se o óvulo não for fertilizado o útero (endométrio) percebe que não há embrião ele produz 
a prostaglandina (PGF2α) e esse hormônio age no corpo lúteo para que aconteça a 
luteólise. A progesterona causa um feed-back negativo no hipotálamo para que haja a 
diminuição da secreção de GnRH, porque não precisa haver crescimento folicular nessa 
fase. 
- Nutrição: para que haja toda a secreção hormonal o animal deve estar bem nutrido, 
a reprodução é secundária, os animais devem estar bem fisiologicamente para reproduzir, se 
não o animal entra em anestro e não cicla mais. A má nutrição diminui a secreção de LH, 
assim o animal não matura e não ovula. Animais muito gordos também podem ter a 
diminuição da secreção hormonal, acontece muito em vacas. Há falha de secreção de 
GnRH pela influência da baixa taxa de gordura do corpo. 
- Temperatura: para algumas espécies o calor causa estresse térmico o que atrapalha 
o macho (diminui esperma) e a fêmea (morte embrionária precoce). 
	 O cortisol liberado com o estresse diminui a resposvidade da hipófise ao GnRH. 
- Luminosidade: fotoperíodo positivo (éguas e gatas) e fotoperíodo negativo 
(ruminantes) - Pineal/Melatonina. 
Em um animal fotoperíodo positivo a 
luminosidade é captada pela retina que estimula a 
pineal à diminuir a secreção de melatonina e assim se 
dá início ao ciclo com a secreção de GnRH pelo 
hipotálamo. 
TECNOLOGIA DA REPRODUÇÃO !2
Fases do ciclo estral 
- Anestro 
- Proestro: cadela, vaca (comportamento homossexual), ovelha, cabra, gata - 
crecimento fol., estrógeno, FSH 
- Estro: cadela, vaca (deixa ser montada), ovelha, cabra, gata, égua - crescimento fol, 
estrógeno, FSH, LH, aceitação ao macho 
- Metaestro: cadela, vaca, ovelha, cabra - ovulação vaca, P4 
- Diestro: cadela, vaca, obelha, cabra, gata, égua - CL, P4, gestação 
- Interestro: gata - após estro sem ovulação queda de estrógeno 
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Exame Ginecológico em vacas e éguas 
Indicações do exame 
- Verificar estágio do ciclo estral (detectar o cio) 
- Estabelecer causa da infertilidade 
- Diagnóstico de gestação - uma vez por mês como nos humanos 
- Início da estação de monta e venda 
- Evitar gestações gemilares em éguas, para elas parir dois é muito 
prejudicial, quando se identifica deve-se retirar um. 
Etapas do exame ginecológico 
- Anamnese: 
	 Nutrição: quantidade e qualidade 
	 Sanitário: densidade populacional, separação dos lotes, doenças infecto contagiosas e 
seus testes e sua periodicidade, manejo pré e pós parto 
	 Índices reprodutivos: controle zootécnico; comportamento e duração do ciclo estral; 
acasalamento prévio ou I.A; tratamento prévio, idade. 
- Exame geral: 
	 Score corporal 
	 Presença de ecto parasitas 
	 Aprumos 
	 Estado dos cascos 
	 Comportamento diante do macho 
- Exame físico: 
	 Mucosas 
	 Auscultação 
	 Temperatura 
	 FR e FC 
- Exame ginecológico: avaliar todo o trato reprodutivo 
	 Algumas diferenças anatômicas: em vacas a cérvix têm aneis cartilaginosos, 
enquanto as éguas não têm; As éguas têm no ovário, a medular e a cortéx invertida e por isso 
elas ovula só pela fossa ovulatória; O útero das vacas é voltado ventralmente e o das éguas é 
dorsal (égua corno uterino para cima e da vaca para baixo) 
TECNOLOGIA DA REPRODUÇÃO !4
	 Aspecto da vulva: é uma barreira para que não entre sujidades para dentro do 
útero, deve-se olhar corrimento e edema (estro ou patologia) e sem alterações (diestro). Deve-
se olhar se os lábios se coaptam (se quando você abre os lábios se fecham, se eles não se 
fecham é um problema), posição e angulação da vulva que deve ser 90º em relação ao ânus. 
	 Assimetria dos lábios vulvares - neoplasia, hematoma, abcesso, ferimento. 
	 Fechamento dos lábios-laceração, prolapso da vagina (geralmente associado ao parto 
ou à aplicações hormonais erradas). 
	 Presença de cicatrizes, aderências, inflamações 
	 Fêmeas jovens ou com hipoplasia ovariana possuem lábios pequenos (vulva infantil) 
	 Fêmeas com cistos ovarianos, após parição ou vulvite 
	 Aspecto da vagina: muito úmida e avermelhada (estro - sinais causados pelo 
estrógeno que faz vasodilatação e fica mais úmido porque ela se lubrifica para receber o 
macho) e pouco úmida e rósea (diestro) 
	 Aspecto da cérvix: muito úmida, avermelhada e aberta (estro) e pouco úmida, 
rósea e fechada (diestro). Pode-se usar exames complementares, citologia, swab, raspado para 
detectar inflamações ou infecções. 
	 Aspecto do útero: pode ser palpada por palpação transretal; Nas éguas o útero 
flácido é no estro e rígido em diestro e nas vacas em estro ele é rígido e em diestro é flácido. 
	 Na palpação dos ovários pode-se detectar a presença de folículo (consistência 
flutuante) e presença de corpo lúteo, em vacas consistência firme (diestro). 
	 EX: Quando se palpa no ovário