Aula 3_Fisiop e Dieto I_Fase
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Aula 3_Fisiop e Dieto I_Fase


DisciplinaFisiopatologia da Nutrição e Dietoterapia I365 materiais1.167 seguidores
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proteína de transporte (cálcio, cobre, 
ácidos graxos, remédios) 
 
- A hipoalbuminemia pode estar relacionada à desnutrição e, 
portanto, a dosagem dessa proteína representa uma 
medida de avaliação do estado nutricional 
 58 
ALBUMINA X EDEMA X DESNUTRIÇÃO 
59 
Interpretação do resultado: 
 
> 3,5 g% = normal 
3,0 \u2013 3,5 g% = depleção leve 
2,4 \u2013 2,9 g% = depleção moderada 
< 2,4 g% = depleção severa 
Massa Protéica Visceral 
\u2022 Albumina 
60 
MASSA PROTÉICA VISCERAL 
Albumina 
 
Desvantagens 
 
Longa vida média (18 a 20 dias)\u2192 Baixa sensibilidade 
(não permitindo ver alterações em períodos curtos); 
 
Outros fatores podem determinar hipoalbuminemia\u2192 
Baixa especificidade (pode está alterada em doenças 
hepáticas e em enfermidades graves durante a fase 
aguda) 
 
 
61 
MASSA PROTÉICA VISCERAL 
Albumina 
 
Vantagens 
o Baixo custo; 
o Se mostra eficiente como indicativo de prognóstico 
nutricional e de risco de complicações durante a internação. 
A hipoalbunemia como \u201cíndice de doença\u201d parece 
útil, enquanto o seu valor diagnóstico ou de 
rastreamento de desnutrição é atualmente objeto 
de revisão crítica 
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MASSA PROTÉICA VISCERAL 
Transferrina 
 
o É uma proteína de síntese hepática relacionada com o 
transporte sérico de ferro. 
 
o Vida Média: 7 a 8 dias, mais sensível nos casos de 
desnutrição aguda e no controle de intervenções 
dietoterápicas. 
 
o A transferrina é uma proteína plasmática que pode ser 
utilizada como indicador de reserva proteica visceral. 
 
Transferrina 
63 
MASSA PROTÉICA VISCERAL 
Transferrina 
 
Interpretação dos resultados: 
150 a 200 mg/dl = depleção leve 
100 a 150 mg/dl = depleção moderada 
< 100 mg/dl = depleção grave 
 
Transferrina 
64 
MASSA PROTÉICA VISCERAL 
Transferrina 
 
Desvantagens 
Sua utilização como parâmetro de avaliação do estado 
nutricional deve ser restrita em condições como: 
doenças hepáticas e neoplasias 
Vantagens 
Mais sensível que a albumina devido à meia-vida mais 
curta. 
 
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MASSA PROTÉICA VISCERAL 
Pré-albumina 
 
o Sintetizada no fígado com ação no transporte da tirosina. 
 
o Possui vida média de 2 dias. 
 
o Está diminuída na desnutrição e nas enfermidades 
hepáticas. 
 
 66 
MASSA PROTÉICA VISCERAL 
Pré-albumina 
 
Valores de referência para a análise no contexto da 
abordagem nutricional: 
 
20 mg/dL = normal 
10 a 15 mg/dL = depleção leve 
5 a 10 mg/dL = depleção moderada 
< 5 mg/dL = depleção grave 
 
67 
MASSA PROTÉICA VISCERAL 
Pré-albumina 
 
Desvantagens 
Está alterada nas enfermidades hepáticas. 
 
Vantagens 
Mais sensível a alterações nutricionais recentes do que a 
transferrina, devido à meia vida de 2 dias. 
68 
COMPETÊNCIA IMUNOLÓGICA 
A avaliação da resposta imunológica auxilia na 
identificação de alterações nutricionais. 
A competência imunológica é avaliada, principalmente, 
por meio da contagem total de linfócitos e pela resposta 
quanto à sensibilidade a 
testes cutâneos 
69 
COMPETÊNCIA IMUNOLÓGICA 
Testes cutâneos 
 
 A desnutrição pode alterar a imunidade celular e uma das 
manifestações é a hipersensibilidade cutânea tardia a 
antígenos específicos. 
 
A avaliação da imunidade celular 
 Testes cutâneos através da administração intradérmica de 
antígenos padronizados. 
 
 
 
70 
COMPETÊNCIA IMUNOLÓGICA 
Testes cutâneos 
 Interpretação dos resultados: 
5 a 10 mm de diâmetro = depleção moderada 
< 5 mm de diâmetro = depleção grave 
 
Desvantagens 
 Fatores não nutricionais: idade avançada, câncer, anestesia, 
trauma, quimioterapia e radioterapia, podem modificar a 
resposta cutânea ao antígeno administrado. 
 
 
71 
COMPETÊNCIA IMUNOLÓGICA 
Contagem total de linfócitos (CTL) 
 
Mede as reservas imunológicas momentâneas 
 
 
Indicando as condições do mecanismo de defesa celular do 
organismo 
 
CTL= % de linfócitos x leucócitos 
 100 
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COMPETÊNCIA IMUNOLÓGICA 
Contagem total de linfócitos (CTL) 
 
Interpretação dos resultados: 
 depleção leve: 1.200 a 2.000/mm3 
 depleção moderada: 800 a 1.199/mm3 
 depleção grave: < 800/mm3 
 
Desvantagem 
Pode ser influenciada por infecções, cirrose hepática, 
queimaduras e alguns medicamentos. 
 
 
 
73 
ÍNDICE CREATININA -ALTURA 
Pelo fato da creatinina urinária de 24 horas 
correlacionar-se com o músculo esquelético, 
ela tem sido utilizada como parâmetro para 
identificar as condições da massa muscular 
do organismo 
 
Nos processos carenciais, quando ocorre diminuição da 
massa muscular 
 
 
 Menor produção de creatinina e menor excreção 
urinária de creatinina 
74 
 
 
*Excreção urinária ideal de creatinina Homens: 23 mg X PESO kg 
 Mulheres: 18 mg X PESO kg 
ÍNDICE CREATININA -ALTURA 
 Índice creatinina= Excreção urinária de creatinina 24h 
 Excreção urinária ideal de creatinina* 
X 100 
75 
76 
Interpretação do resultado: 
90 a 100%= Normal 
89 a 75% = depleção leve 
74 a 45% = depleção moderada 
< 60% = depleção severa 
ÍNDICE CREATININA -ALTURA 
77 
Desvantagens: 
 
\uf0a7 Necessário coleta da urina de 24 horas; 
 
\uf0a7 Restrições a pacientes nefropatas (elevação de creatinina); 
 
\uf0a7 Restrições para idosos (fisiologicamente mais elevada); 
 
 
ÍNDICE CREATININA -ALTURA 
78 
Desvantagens: 
 
\uf0a7 Recomendado que 24 a 48 horas antes da coleta da urina 
os pacientes façam uma dieta restrita em carne e derivados; 
 
\uf0a7 Pacientes em trauma é contra indicado (excreção de 
creatinina elevada nesta fase). 
 
ÍNDICE CREATININA -ALTURA 
79 
MONITORAÇÃO DA TERAPIA NUTRICIONAL 
Balanço Nitrogenado (BN) 
 
Fornece uma medida dinâmica e não estática do balanço 
protéico energético. 
 
Cálculo do Balanço Nitrogenado 
 
BN= Nitrogênio ingerido - Nitrogênio eliminado 
 
80 
Balanço Nitrogenado (BN) 
 
Quando a introdução de nitrogênio é suficiente para substituir as 
perdas, obtém-se um balanço positivo (> 0). 
 
Ao contrário, as perdas superarem as introduções, verifica-se um 
balanço negativo (<0). 
 
Comum em: catabolismo aumentado nos traumas, sepse, 
queimaduras, perdas de nutrientes aumentadas pelo TGI, 
por fístulas, queimaduras, drenagem ,etc. 
MONITORAÇÃO DA TERAPIA 
NUTRICIONAL 
81 
Balanço Nitrogenado (BN) 
 
Cálculo: 
 
BN = (gramas de proteínas introduzidas / 6,25*) \u2013 N uréico 
urinário + 4**) 
 
* O nitrogênio introduzido é avaliado dividindo-se por 6,25 
das proteínas consumidas pelo organismo, visto que 16% 
das proteínas são nitrogênio (100: 16 = 6,25) 
 
MONITORAÇÃO DA TERAPIA 
NUTRICIONAL 
82 
Balanço Nitrogenado (BN) 
 
Cálculo: 
BN = (gramas de proteínas introduzidas / 6,25*) \u2013 N uréico 
urinário + 4**) 
 
** Na prática clínica, é adicionado 4 g de nitrogênio, em 
consideração às perdas de nitrogênio através da pele, 
fezes e produtos finais da degradação protéica não 
medidos, como por exemplo a amônia. 
MONITORAÇÃO DA TERAPIA 
NUTRICIONAL 
83 
Balanço Nitrogenado (BN) 
O período adequado para avaliação do BN é de 3 dias, e os 
dados de balanço são expressos como média em gramas. 
 
Desvantagens: 
o Deve-se coletar precisamente toda a urina de 24 horas; 
 
o Imprecisões na determinação do nitrogênio excretado