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Soluções extrativas

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PREPARAÇÕES INTERMEDIÁRIAS OU 
SOLUÇÕES EXTRATIVAS 
Profa Dra Maria Bernadete Pierre- UFRJ- Faculdade de Farmácia 
http://sites.google.com/site/farmacotecnicaufrj 
PREPARAÇÕES INTERMEDIÁRIAS OU SOLUÇÕES 
EXTRATIVAS 
I- Processos de Extração 
1- Destilação 
Preparações Intermediárias obtidas por destilação 
 A- Hidrolato/pseudo hidrolato 
 B- Alcoolatos ou Espíritos /pseudoalcoolato 
 
2- Maceração 
3- Dissolução pelo uso do calor: Digestão, Infusão e Decocção 
4- Percolação ou lixiviação 
 
II- Preparações Intermediárias Alcoólicas 
A- Tinturas 
B- Alcoolaturas 
 
III- Preparações Intermediárias obtidas por dissolução e 
evaporação 
Extratos 
DEFINIÇÕES 
Droga vegetal 
Planta medicinal 
Derivado de droga vegetal 
Planta usada com finalidade terapêutica 
Planta medicinal ou suas partes, após o processo de coleta, estabilização ou 
secagem. Pode ser íntegra, rasurada, triturada ou pulverizada. 
São os produtos de extração da matéria-prima vegetal (Preparações 
Intermediárias) 
 
É caracterizado pela reprodutibilidade e constância na sua qualidade. 
Ex: Arnica, anti-inflamatoria 
DEFINIÇÃO 
Tais preparações possuem substâncias medicamentosas, mas não 
constituem por si mesmas um medicamento. 
DROGA Vegetal: São extraídos as substâncias de interesse farmacológico (PAs) 
a serem utilizados no preparo de medicamentos. 
Preparações Intermediárias ou Soluções Extrativas 
LÍQUIDO EXTRATOR OU DISSOLVENTE 
SOLUÇÕES EXTRATIVAS 
Solução verdadeira (dispersão molecular) x solução extrativa 
Dissolução total x dissolução parcial 
 
P reparações Intermediárias 
Fármaco 
Droga 
Solução Extrativa 
(Preparação intermediária) 
Medicamento 
• Resultantes da dissolução parcial de uma droga (matéria-prima 
animal, vegetal ou mineral) de composição heterogênea num 
determinado solvente (alcoólico ou hidroalcoólico) 
 
• As soluções extrativas contém os P.As que possuem atividade 
farmacológica: 
-alcalóides, taninos, flavonas, essências, óleos, etc. 
 
-O restante (amido, gomas, açúcares, pectina, celulose, que não tem 
atividade farmacológica) são inativos e não tem interesse na extração 
(marco ou resíduo) 
Preparações Intermediárias ou Soluções Extrativas 
alcachofra 
Processo 
extrativo Obtenção da 
preparação 
intermediária 
contendo os PA de 
interesse Medicamento 
contendo os PA 
da alcahofra 
Alcalóides: grupo heterogêneo 
 
 
Óleos essenciais: Antissépticos, diuréticos, antiespasmódicos, 
anti-inflamatórios, expectorantes 
Taninos: Adstringentes, antissépticos, antidiarréicos 
Flavanóides: ação sobre os capilares/ distúrbios cardíacos e circulatórios/ ação 
antiespasmódica 
 
Atropina (Atropa belladona), morfina (Papaver somniferum), cafeína 
(Coffea arabica) e quinina (Chinchona sp). 
Ácidos Orgânicos: ácido málico/ ácido cítrico, etc (refrescante, laxativo, etc) 
CLASSES DE PRINCIPIOS ATIVOS EM DROGAS VEGETAIS 
• CONSIDERAÇÕES GERAIS PROCESSOS DE 
EXTRAÇÃO 
REQUISITOS DO LÍQUIDO EXTRATOR 
 
• SELETIVIDADE: do líquido extrator QUEM?? 
 
 
 
 
 
 
 
• CONSERVAÇÃO 
Natureza da matéria-prima: 
- vegetal: precária, sujeito a alterações (enzimas, fungos) 
- líquido extrator pode determinar melhor conservação (água x álcool) 
 
• ECONOMIA: 
- Baixo custo do líquido extrator (quantidade x tempo) 
Stes Polares: 
 Água destilada 
 Etanol 
 Glicerina 
 Propilenoglicol 
 Mistura destes 
 
Stes orgânicos: 
Éter etilico 
Clorofórmio 
Acetato etila 
Metanol 
Etc 
• CONSIDERAÇÕES GERAIS 
FATORES QUE INFLUENCIAM NA EXTRAÇÃO: 
 
 
• DIVISÃO DA DROGA (divisão, contusão, moagem, prensagem, 
pulverização) 
 
• AGITAÇÃO (dissolução/ tempo) 
 
• TEMPERATURA 
 
• TENSÃO SUPERFICIAL: entre a droga e o líquido extrator 
 
• NATUREZA DO LÍQUIDO EXTRATOR (stes ou T.A) 
 
• TEMPO 
I- PROCESSOS DE EXTRAÇÃO 
Operações preliminares: divisão da droga 
 
1. DESTILAÇÃO 
 
2. MACERAÇÃO 
 
3. DISSOLUÇÃO PELO CALOR: DIGESTÃO 
 INFUSÃO 
 DECOÇÃO 
 
 
4. PERCOLAÇÃO OU LIXIVIAÇÃO 
 
I- PROCESSOS DE EXTRAÇÃO 
1- DESTILAÇÃO 
 
-Separação de substâncias de PE ou volatilidades 
diferentes 
 
-Tipos: 
1.1. Simples 
 
1.2. DESTILAÇÃO POR ARRASTE A VAPOR 
VAPOR DE ÁGUA 
DROGA VEGETAL 
DROGAS VEGETAIS AROMÁTICAS contendo essências/óleo essencial 
1 kg droga (recente)----- 1 litro preparação intermediária. 
 
 
 
EM ÁGUA: 
 
• Hidrolatos = São soluções saturadas de óleos essenciais e outras 
substancias aromáticas em água, obtidas por destilação. 
 Águas aromáticas ou águas medicinais (droga fresca) 
 
Pulverização grosseira---------maceração em água------------Destilação 
 
• Pseudohidrolatos: obtida por dissolução de substâncias aromáticas 
(essência em água) 
 
Essência + Talco/ terra sílica /polpa papel ou T.A--------- + 1L Água ---- 
agitar 10 min----- FILTRAÇÃO 
 
Preparações Intermediárias obtidas por destilação 
Exemplos de derivados terpênicos são mentol (1), funchona 
(2), citronelol (3) e borneol (4) e dos derivados do 
fenilpropano como o anetol (5), o eugenol (6) e o aldeído 
cinâmico (7). 
• COM ÁLCOOL: 
 
Alcoolatos ou Espíritos: drogas aromáticas frescas ou secas 
 
Maceração droga com álcool (5 dias) ----destilação em água---- obter 1 
L da preparação intermediária 
 
Pseudoalacoolatos: dissolução da essência no álcool 
 
5: 100 v/v = 5% 
 
Preparações Intermediárias obtidas por 
destilação 
•incolores e quase sempre límpidos 
•odor semelhante às plantas que provém 
•Uso: aromatizantes Aromatizantes de 
 xaropes, bochechos, etc 
Cosmetologia: em loções ou 
cremes, perfumes, etc. 
 
• Líquido extrator: água ou soluções hidroalcoólicas (20 g/100 mL). 
 
Droga previamente dividida 
 
solvente = água, até 12 horas devido ao ataque de 
microrganismos e riscos de hidrólise; 
álcool até 10 dias, à temperatura ambiente 
 
 Macerado* 
 
Filtração da mistura 
Completar com líquido extrator qsp 1L. 
Término: quando líquido extrator está saturado. 
Maceração Fracionada: 2 ou mais porções do solvente. 
Simples ou estática 
Dinâmica 
I- PROCESSOS DE EXTRAÇÃO 
2- Maceração 
Maceração 
A pulverização provocou a ruptura das células antes de serem molhadas pelo 
solvente. 
 
 1) Logo que as células, até ai retraídas, entram em contacto com o solvente, são 
embebidas por este. 
 
2: Decorrido algum tempo, as células ficam túrgidas e o suco celular já está 
recomposto, iniciando-se a difusão do líquido intracelular para o exterior. 
 
 
3: A difusão terminou e neste momento a concentração das soluções dentro e 
fora das células é igual. 
2- Maceração 
 
• Drogas que são facilmente permeáveis aos líquidos 
(cascas e folhas) 
• P.As solúveis à frio ou 
• Alteráveis pelo calor. 
• Exemplo:arnica 
 
 
I- PROCESSOS DE EXTRAÇÃO 
Alcaçúz Glicirizina: edulcorante, úlcera gástrica. 
 
3.1. Digestão 
solvente= água e álcool 
 
• A droga é posta em contato com o solvente, em tempo variável, à 
temperatura de 35-40˚C. 
 
• A temperatura aumenta a capacidade extrativa do solvente e a 
solubilidade dos PAs existentes na droga. 
 
3- Dissolução acelerada pelo uso do calor: 
I-PROCESSOS DE EXTRAÇÃO 
 
droga + solvente em balão tampado 
 
 
Banho de água aquecido 
 
 
Balsamo 
de Tolu 
3.2. Infusão 
solvente= água fervente 
Uso: drogas vegetais com PA volátil, de consistência frouxa. Utilizar imediatamente. 
 
Droga dividida (flores, folhas: contusão, corte ou pulverização) 
 
 
águafervente/ recipiente fechado, 1 hora 
 
Esfriar 
 
Filtrar (Infuso) 
 
Proporção de 5% (5g/100 mL água) 
Desvantagens: 
Conservação precária (degradação microbiana); 
Dissolve material inerte que podem precipitar no resfriamento (mucilagens) ou coagular 
(gomas). 
 
 
3- Dissolução acelerada pelo uso do calor: 
I- PROCESSOS DE EXTRAÇÃO 
Folhas de Malva............................................................................................... 5 g 
Água fervente .................................................................................................. 100 mL 
Ingrediente Quantidade 
usada 
Estado físico e 
solubilidade 
Uso na prescrição 
Folhas Malva 
(Malva= folium 
malvae= malva 
selvagem= malva 
maior) 
10 g A folha fresca é 
inodora, porém 
a droga tem 
sabor fraco, 
característico; 
mastigada 
possui sabor 
mucilaginoso 
Antiinflamatória 
 
 
• Infuso de Malvas: Preparar 200 mL 
 
3- Dissolução acelerada pelo uso do calor: 
3.3. Decocção ou cozimento 
solvente= água 
Produto obtido= decocto 
 
Uso: drogas com PA não volátil; não alteráveis pelo calor. 
Para drogas compactas e de natureza lenhosa (raízes, cascas) cujos PAs sejam 
solúveis a quente, sem alterações. 
 
 Droga + água (5%) 
 
 
Fervura; 15 min. 
 
 
Esfriar 
 
 
Coar- Filtrar 
 
 
Completar o volume 
 
Droga em pó grosso..................................................... 50g 
Água .................................................................................................q.s. 1L 
•. 
DECOCTO DE CALUMBA 
Preparar 100 mL 
Ingrediente Quantidade usada Estado físico 
e 
solubilidade 
Uso na prescrição 
Calumba (raizes) 
radix calumbae; raiz 
de Colombo. 
5% Cheiro 
desagradável
, sabor forte 
e amargo. 
Problemas digestivos 
4. Lixiviação ou Percolação 
 
(solvente: água ou álcool de diversas graduações respectivamente) 
 
 
• Extração dinâmica: líquido extrator está em movimento, atravessando 
a droga em único sentido, pelo movimento descendente, dissolvendo os 
PAs de interesse. 
 
 
I- PROCESSOS DE EXTRAÇÃO 
Vantagem da Percolação : renovação constante do solvente, não há 
saturação do meio 
Lixiviação ou Percolação 
 
• Processo: 
 
 
 
 
 
 
1. Pulverização droga 
2. Umedecimento do pó (50% do peso do pó em solvente) com líquido 
extrator (álcool de várias graduações, dependendo da tenuidade do 
pó) . 
3. Acondicionamento pó no lixiviador 
4. Adição de mais solvente 
5. Maceração (tempo variável, depende monografia farmacopéia) 
6. Lixiviação: após regular o ritmo de deslocação do solvente a torneira 
é aberta e inicia-se a lixiviação 
7. Final: quando líquido sair incolor, sem cheiro ou sabor da droga. 
I- PROCESSOS DE EXTRAÇÃO 
I- PROCESSOS DE EXTRAÇÃO 
Rápido Moderado Lento 
3 a 5 mL 
lixiviado/min 
1 a 3 mL 
lixiviado/min 
Máximo 1 mL 
lixiviado/min 
I- PROCESSOS DE EXTRAÇÃO 
Esgotamento da droga: como saber? 
 
Sem cheiro, cor ou sabor da droga 
Amostragem do lixiviado para analise do teor de PA ou presença de 
resíduo por evaporação;OU 
Após obter quantidade de preparação 10 x maior que a droga de partida 
(100 g---- 1000 g do lixiviado no final) 
A.Tinturas 
 
 
 
B. Alcoolaturas 
III- Preparações Intermediárias 
alcoólicas 
• São soluções extrativas alcoólicas obtidas a partir de 
drogas vegetais, animais e minerais, no estado seco. 
 
• São ricas em princípios dotados de cor (taninos, 
clorofila). 
 
Vantagens: 
Grande riqueza em PA 
Excelente conservação 
 
Usos: 
Xaropes, elixires, etc. 
T 
I 
N 
T 
U 
R 
A 
S 
 
A. Tinturas 
Droga: 
 
• Origem vegetal. 
• Droga deve ser previamente dividida 
• Proporção droga: álcool= 10:100 (drogas ativas ou heróicas) ou 20:100 
(comuns ou não-heróicas) 
 
Dissolvente: 
 
• Álcool de graduação variável entre 30 e 90˚ (Farmacopéia). 
 
Baixa graduação: drogas ricas em substâncias hidrossolúveis (sais de 
alcalóides, taninos). 
 
Alta graduação: PAs mais liposolúveis (essências, resinas) 
 
 
PREPARAÇÃO TINTURAS 
Ex: alcool 80° GL para tintura de canela, eucalipto, laranja 
amarga 
T 
I 
N 
T 
U 
R 
A 
S 
 
MÉTODOS GERAIS DE OBTENÇÃO DAS TINTURAS (U. S. P) 
 
1- Maceração (PROCESSO M) 
 
Ex: Tintura de açafrão, canela, eucalipto, quina, Tintura de casca de 
laranja doce, arnica (FOLHAS E FLORES). 
 
 
 
 
 
 
 
 
2- Percolação (PROCESSO P) 
Ex: tintura de Beladona 
 
Folhas 
 
Dose adulto: 0,6 a 1 mL (= 0,2 a 0,3 mg atropina) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Lobélia em pó.............................................................. 100 g 
Álcool diluído 
(70%).....................................................................q.s 
1L 
Ingrediente Quantidade 
usada 
Uso na prescrição 
Lobélia (folhas e 
flores) 
10% Asma brônquica e bronquite crônica. 
Preparar 100 mL. 
 
TINTURA DE LOBÉLIA 
Preparar 100 mL 
T 
I 
N 
T 
U 
R 
A 
S 
 
Considerações Gerais sobre tinturas 
Características 
 
• Tintura é sempre límpida (não pode ser opaca) 
• Pode apresentar cor variada: verde, amarela, palha, etc 
• Odor de álcool etílico 
• Sabor amargo, adstringente, ácido, etc 
•Densidade entre 0,870 a 0,980 
 
 
 
Alterações 
 
• Reações de oxidação: contato com ar 
• Reações de precipitação: calor 
• Reações de hidrólise: perigosas, podem decompor as substâncias 
• Reações com os componentes cedidos pelo vidro do recipiente. 
Prescrição: 
Tintura de Boldo-----10 g 
(d= 0,90) 
V medir: 
0,90= 10 g/v 
V= 11,1 mL 
 
TINTURAS USO EXTERNO 
TINTURA PLANTA PRINCÍPIO ATIVO USOS AÇÃO 
Tintura 
Alecrim 
Folhas e flores de 
Rosmarinus off. 
Acetato bornila, 
borneol, 
linalonol. 
Loções capilares 
e shampoos 
Anti 
caspa 
Tintura de 
Capsicum 
Capsicum sp 
pimentão 
vermelho e 
verde (frutos 
maduros e secos) 
Alcalóide 
capsaicina (sabor 
picante) 
Alopecias 
(5-10%) 
rubefaciente 
Tintura de 
Arnica 
retirada das 
flores de Arnica 
montana L. 
Esteróides 
antiinflamatórios 
Indicada em 
contusões, 
hematomas, 
distensões, 
furúnculos 
antiinflamatório 
Tintura de 
Jaborandi 
extraída das 
folhas de 
Pilocarpus 
jaborandi. 
 Shampoos. 
Loções 
anti-queda dos 
cabelos e como 
estimulante do 
crescimento 
capilar. 
TINTURAS USO INTERNO 
TINTURA PLANTA PRINCÍPIO 
ATIVO 
USOS AÇÃO 
Tintura de 
Berinjela – 
extraída do 
próprio fruto, 
indicada para 
colesterol alto e 
triglicérides 
Anticolesterolêmica 
Eucalipto 
 
 
 
Folhas eucalipto Eucaliptol e 
taninos 
xaropes Antisséptico vias 
respiratórias e 
expectorante 
Dedaleira Dedaleira heterosídeos 
cardiotônicos 
Insuficiência 
cardíaca 
Cardiotônico (para 
ins. card) 
Ipecacuanha 
 
 
 
Ipecacuanha Emetina, 
cefalina, 
psicotrina 
xaropes Expectorante 
e 
Vomitivo (emético) 
Tintura de 
Própolis 
 
 
própolis é uma 
substância 
complexa. 
formada de 
material 
resinoso, 
gomoso ou 
balsâmico e 
cera 
gripe, resfriado, 
tosse,bronquite, 
garganta, 
prostatite,cistite, 
sinusite e 
herpes. 
e feridas 
antibiótico natural 
cicatrizante 
Ex. de Alcoolaturas: 
•Alcoolatura de Tuia- antisséptico (dermatológico) 
•Alcoolatura de alecrim- para fricção em dores musculares 
( 500 g folhas alecrim + 600 mL etanol 90 GL--- macerar 10 dias)Definição: são preparações líquidas obtidas a frio, por simples Maceração 
da droga FRESCA com o álcool (conc. elevada evita diluição) 
 
Preparo 
Alcoolaturas ordinárias a frio: obtidas por maceração, 1:1 ou 1:2, com 
álcool (75-90°). Após 10 dias, filtrar em papel. 
 
Alcoolaturas estabilizadas: usa-se álcool fervente (75-90C). 
Ex. Valeriana, castanha-Índia, etc. 
Conservação 
Abrigo da luz e calor: reações de oxidação, precipitação, hidrólise, 
racemização. 
 
 
B. Alcoolaturas 
III- Preparações Intermediárias alcoólicas 
ALECRIM 
ORIGEM DROGA: 
ALCOOL 
DISSOLVENTE MÉTODO 
TINTURA Vegetal 
Droga 
seca 
10:100 
(= 1:10) 
 
20:100 
(= 1:5) 
álcool Maceração 
Percolação 
ALCOOLATURA Vegetal 
Droga 
fresca 
1:2 
 
1:1 
 
álcool Maceração 
TINTURA X ALCOOLATURA 
ALCOOLATURA (1:1 OU 1:2) EQUIVALE A TINTURA (10:100 OU 20:100) POIS 
 
1000 PARTES DROGA FRESCA (ALCOOLAT)--- 200 PARTES DROGA SECA (TINTURA) 
 5x mais concentrada que a fresca 
 (diluição 5 x) 
 1:2------------------------------------------1:10 (ou 10:100) 
 1:1--------------------------------------------1:5 (ou 20:100) 
PROPORÇÕES EQUIVALENTES ALCOOLATURA X TINTURA!!!! 
PARTE 2 
 
 
 
 
 
EXTRATOS 
 
 
 
 
IV- Preparações Intermediárias obtidas por 
dissolução e evaporação 
EXTRATOS são preparações extrativas 
concentradas, obtidas de drogas 
vegetais ou animais, frescas ou secas, 
por meio de um dissolvente apropriado, 
seguido de sua evaporação total ou 
parcial. 
EXTRATOS- DEFINIÇÃO 
EXTRATOS- COMPOSIÇÃO 
A composição do extrato depende da: 
 
• Droga 
• Dissolvente utilizado 
• Processo extrativo 
 
COMPOSIÇÃO 
 
• Natureza complexa: Princípios ativos (alcalóides, flavonas, 
heterosídeos, quinonas, taninos, saponosídeos) 
 
• ELIMINADOS: Material inerte (gordura, albuminas, mucilagens, 
pigmentos) 
 
Assim, a composição do extrato geralmente NÃO corresponde 
qualitativamente e quantitativamente à composição da droga que lhe 
deu origem (eliminação de substancias inertes) 
 
Preparo dos extratos (pós secos, sólidos e moles) 
 
3 etapas de obtenção: 
 
 
a) Obtenção da solução extrativa 
 
 
b) Concentração 
 
 
c) Depuração ou Purificação 
 
EXTRATOS 
a) Obtenção da solução extrativa 
 
 Divisão da droga ( moagem, prensagem) 
 
 
 Secagem 
 
 Operações extrativas e veículos 
 1- Maceração 
 2- Lixiviação ou Percolação (MAIORIA) 
 3- Digestão 
 4- Infusão 
 5- Decocção 
 
 
 
 
 
 Filtração 
 
PREPARO DOS EXTRATOS 
Dissolução pelo calor 
PREPARO DOS EXTRATOS 
b) Concentração (PARCIAL OU TOTAL) 
 
• B.M; baixa temperatura (T≺ 50˚C) 
 
 
 
•Estufas ar quente/ radiação UV 
 
• Atomização (Spray Dryer): solução extrativa é nebulizada em 
equipamento onde passa ar quente, o qual seca o extrato obtido. 
 
 
Cápsulas de porcelana, metal ou vidro 
Tabuleiros metalicos 
PREPARO DOS EXTRATOS 
c) Depuração ou Purificação 
•Eliminação de substâncias sem interesse terapêutico (< estabilidade e 
qualidade) 
• Realizado na droga antes da extração, ou nas soluções extrativas. 
•Saponinas e Flavonas= positivas! 
 
•Eliminação das gorduras: 
Por que? Dificultam a dissolução do extrato na água e no álcool; Diminuem o 
teor do extrato. 
Como? SE/droga + hexano ou pentano; ou SE + parafina sólida fundida 
Eliminação de albuminas: 
Por que? liberam ácido sulfídrico e espumam facilmente, dificultando a 
concentração do extrato. 
Como? SE + coagulação pelo calor 80-90°C e filtração ou 
Droga/SE coagulação pelo álcool 95ºGL- 60% do peso 
•Eliminação de mucilagens: Por que? tornam o extrato fermentescível e de 
difícil pulverização. Como? coagulação pela adição de álcool 
•Eliminação clorofila e outros pigmentos: Por que? oxidam e mudam a cor do 
extrato. Como? SE repouso após concentração para ppt ou precipitação por 
caulim. 
 
CLASSIFICAÇÃO DOS EXTRATOS 
C 
L 
A 
S 
S 
I 
F 
I 
C 
A 
Ç 
à 
O 
 
Quanto à consistência 
 
Extratos secos ou pulvurulentos (pó seco) 
 
• 2 a 5% de água (melhor conservação) 
• Preparados por extração com água ou álcool 
• Fácil manipulação; melhor conservação 
• Utilizado no preparo de pós, cápsulas, comprimidos. 
• Ex: extrato de Cáscara sagrada, boldo do Chile. 
 
Extratos firmes ou pilulares (sólidos) 
 
• Umidade ± 10% 
• Consistência de massa pilular 
• São menos utilizados pois tendem a perder a umidade, 
ficando duros. 
•Difícil manipulação; fácil decomposição (água) 
•Uso no preparo de pomadas, supositórios. 
 
CLASSIFICAÇÃO DOS EXTRATOS 
C 
L 
A 
S 
S 
I 
F 
I 
C 
A 
Ç 
à 
O 
 
Extratos moles ou semi-sólidos 
 
• 20 a 25% água 
•consistência semelhante a mel espesso 
• Difícil manipulação 
• Decomposição fácil do P.A (muita água) 
• Uso: pomadas e supositórios 
 
 
Extratos fluidos 
• líquidos 
PREPARO DOS EXTRATOS 
PADRONIZAÇÃO DOS EXTRATOS 
 
•Relação droga: extrato geralmente é 3:1 
 
3 kg da planta fornecem 1 kg do extrato seco 
 
 
• Proporção 2:1 (50% de resíduo) 
 
• Absurdos do mercado: 1:2!!! 
 
1 kg planta fornece 2 kg de extrato seco!!! 
(diluição em excipientes) 
 
DOSAGEM DOS EXTRATOS 
 
• Maior que o preconizado: diluir 
 
• Extrato seco: diluir com lactose, glucose, amido de milho/arroz, fosfato 
tricalcico ou extrato da droga menos rico em Pas. 
 
• Extrato mole: diluir com outro extrato mole menos rico em Pas. 
 
 
Extrato solvente Método Temp. (ºC) 
concentração 
Consistência Usos 
beladona Álcool 70GL lixiviação 50 mole anticolinérgico 
ipecacuanha Álcool 70GL 
 
lixiviação 
 
B.M (< 70C) mole Emético, 
expectorante 
ópio Água fervida maceração 60 seco Hipnótico e 
sedativo 
Ratânia 
 
Água 
 
infusão B.M (< 70C) 
 
seco Adstringente 
(óvulos), 
antidiarreico 
(supositórios) 
Quais precisam de dosagem? 
Tinturas x Extratos: 
 
 
 Método de Preparo Teor de PAs 
Extratos Maceração, lixiviação, e métodos 
de dissolução pelo calor) 
+ 
etapa de concentração 
+ 
depuração/purificação 
Mais concentrados que 
as tinturas 
Tinturas Maceração 
Percolação 
Concentração final de 
Pas entre 10- 20% 
EXTRATOS FLUIDOS 
São preparações extrativas líquidas, obtidas por Lixiviação ou 
Percolação, equivalendo o seu conteúdo em PA às drogas vegetais de 
onde foram obtidos. 
 
 
Não sofrem ação do calor; P.As são os mesmos encontrados na 
respectiva droga; 
Não sofrem etapa de concentração; 
Não sofrem etapa de Depuração; 
Apresentam relação ponderal entre droga-extrato, pois são ajustados 
de modo que: 
 
1g (peso) OU 1mL (volume) de extrato fluido equivale a: 1 g de droga 
seca. 
 
FARMACOPÉIA BRASILEIRA: 
1000 G EXTRATO FLUIDO DEVE CONTER O EQUIV. A 1000 G DA 
DROGA SECA. 
Cada g (peso) ou 
mL (volume) do 
extrato fluido 
contém os 
constituintes 
terapêuticos de 1 
grama da droga 
padronizada que 
ele representa. 
EXTRATOS FLUIDOS- VANTAGENS 
•O efeito deletério do calor pode ser reduzido ao mínimo 
 ou ausente, pois pode ser obtido a frio. 
 
 
•Não sofrem etapa de concentração pelo calor. 
 
•São mais concentrados que as tinturas e superiores aos extratos 
sólidos, que precisam ser concentrados. 
 
 
• A relação entre peso da droga e peso ou volume do extrato fluido 
facilita seu uso. 
 
 
 
 
 
•Densidadedos E fluidos= 1,030 a 1,10 (Prista, Vol 1). 
 
Boldo contem alcaloide boldina (0,1%) 
 
0,1 g boldina em 100 g droga seca e 
0,1 g boildina em 100 g do e fluido 
EXTRATOS FLUIDOS 
USOS EM DIVERSAS FORMAS FARMACÊUTICAS 
•Supositórios 
• Xaropes • Gargarejos •Elixires 
•Pomadas 
JURUBEBA COMPOSTA 
ELIXIR - 
 extrato fluido de jurubeba 
+ 
 extrato fluido de boldo em 
veículo elixir simples q.s.p. 
5,00 ml. 
PREPARO DOS EXTRATOS FLUIDOS 
Métodos 
 
Percolação***: veículo é o álcool (30, 45, 60, 70, 80˚) 
 
Lixiviação: em meio aquoso. 
 
 
Adjuvantes dos métodos: 
 
•Ácidos: acético, tartárico1, fórmico e fosfórico: aumentam 
ação dissolvente. 
 
•Maceração antes da Lixiviação: 24 a 48 horas. 
Alcalóide + ácidos------SAL DO 
ALCALÓIDE (mais solúvel em água) 
 
Outros adjuvantes evitam oxidação 
PAs frágeis: 
1 Quelantes e Antioxidantes (Vit C) 
PREPARO DOS EXTRATOS FLUIDOS 
PROCESSO A (OFICIAL) 
 
Líquido extrator: álcool + água ou só álcool 
• A partir de 1000 g da droga, em 2 etapas: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1- Percolar e separar os primeiros 800-850 mL do 
percolato (percolato forte); 
1 
2 
2- Prossegue-se a percolação até o esgotamento da droga; 
Concentra-se o último percolato até consistência xaroposa (T< 60°C): reduzir 
até 200 g de extrato----- 
Dissolver este percolato no Percolato forte (1)---- repouso 6 dias----completar 
vol. qsp 1L com liquido extrator. 
Exemplos 
E. fluido de hamamélis 
 
 
PROCESSO B 
 
 
Usa-se 2 líquidos extratores sucessivamente: 
 
 
Processo: 
 
Líquido I- Mistura de álcool ou água + ácido ou glicerina, empregados 
na primeira fase da percolação; 
 
 
Líquido II- Mistura de álcool + água ou somente álcool, para o 
prosseguimento do esgotamento da droga. 
 
eX: extrato fluido de Quina 
 
PREPARO DOS EXTRATOS FLUIDOS 
Ácido: transforma os 
alcalóides em sais solúveis 
 
Glicerina: facilita dissolução 
dos taninos ou heterosideos 
(ex: digitalis- cardioativa) 
evitando sua precipitação 
posterior. 
 
1˚ percolador 2˚ percolador 3˚ percolador 
 
500 g 300 g 200 g 
 
 
200 mL 300 mL 500 mL 
 
 
5 x 300 mL 4 x 200 mL 
Peso droga 
Lixiviado a 
separar 
Lixiviado 
para 
esgotar 
PROCESSO C (Percolação fracionada= Método Squibb) 
 
• Drogas com PA muito frágil e volátil ou 
• Drogas alteráveis pelo calor: não há concentração 
• Usa-se 3 percoladores, com 3 porções da droga. 
 
PREPARO DOS EXTRATOS FLUIDOS 
PROCESSO D 
 
Uso: drogas com PAs hidrossolúvel e resistente ao calor. 
Líquido extrator: água fervente (Infusão) 
 
Droga no percolador 
 
 
Percolato 
 
Evaporação em B. M ou à vácuo até determinado volume 
 
Adição de álcool para conservação. 
 
Repouso 
Filtração 
Completar volume qsp 1litro 
 
Ex: Extrato fluido Cáscara sagrada (purgativo)- USP XXI 
Água fervente 
PREPARO DOS EXTRATOS FLUIDOS 
Teor do extrato superior ao estabelecido: usar o próprio 
líquido extrator para diluição. 
 
 
 + solvente da extração 
 
 
Extrato fluido 
 
Teor do extrato inferior ao estabelecido: 
- usa-se técnica de concentração ou 
 
- preparar extrato mais concentrado e misturar com o 
primeiro para corrigir seu título. 
 
 
PREPARO DOS EXTRATOS FLUIDOS 
composição Origem Droga: 
álcool 
Liq Extrator Método 
EXTRATO Não 
corresponde à 
composição da 
droga original 
Vegetal 
ou 
Animal 
Fresca ou 
seca 
variável Água 
Álcool 
Hidroalcoolico 
Infusão 
Digestão 
Maceração 
Lixiviação 
 
concentração 
EXTRATO
FLUIDO 
corresponde à 
composição da 
droga original 
 
E 
 
Relação 
ponderal 
droga-extrato 
Vegetal Uniformida
de potencia 
Água 
Álcool 
Hidroalcoólico 
Percolação ou 
Lixiviação 
 
 
Sem 
concentração 
Extratos x Extratos fluidos 
ALCACHOFRA- Hepatoprotetor- Extrato fluido 
 
 
 
CASTANHA DA INDIA- Hemorróidas: Extrato: fluido 
 mole 
 seco (cápsulas) 
 
 
 
GINKO BILOBA: Vasodilatador 
 Extrato seco: cápsulas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EXEMPLOS 
Hamamelis 
 
Ruibarbo 
 
Valeriana 
Hemorróidas, varizes. 
Extrato fluido 
Extrato mole: pomada 
Extrato seco: drágeas 
 
 
Colagogo, desintoxicante 
Antiinflamatório, laxante 
Extrato fluido 
Extrato mole 
 
 
 
 
Calmante 
Extrato seco: drágeas. 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
• TECNOLOGIA FARMACÊUTICA. PRISTA, J.N; 
ALVES, A. C; MORGADO, R. 1996, 4a EDIÇÃO. ED. 
FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBERKIAN, VOL II. 
http://sites.google.com/site/farmacotecnicaufrj

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