SISTEMA DIGESTÓRIO PERITONIO PANCREAS E FÍGADO
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SISTEMA DIGESTÓRIO PERITONIO PANCREAS E FÍGADO


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de água contaminada, é uma zoonose, repteis e cães tbm são acometidos. Sendo a lesão mais grave em indivíduos imunossuprimidos. 
Cães: 
Isospora canis
Giardia spp: causa lesão em humanos, cães e gatos. Em casos de infecção massiva, diminui a absorção de glicose, disponibilizando esta para as bactérias intestinais, gerando desbalanço da microbiota e consequentemente diarreia, abdome abaulado (gases).
NEOPLASIAS
-Pólipos: tumor benigno da mucosa
-Adenocarcinoma: gatos idosos, causa obstrução do trato \u2013 ruptura, dilatação, vômito, perda de peso.
-Linfoma: neoplasia secundária, linfossarcoma alimentar que afeta as placas de Peyer. 
SISTEMA HEPATOBILIAR E PANCREAS EXÓCRINO
Alterações do Peritônio:
Conteúdo anormal na cavidade abdominal: 
-corpos estranhos (palito de dente, agulha e linhas (felinos), instrumental cirúrgico, fetos ectópicos)
-ingesta (ruptura do TGI)
-sangue (hemoperitônio)
-líquido (hidroperitônio ou ascite \u2013 ICCD, cirrose)
-parasitas \u2013 Dioctophyma renale (perfuração da capsula renal e chegar na cavidade peritoneal)
 -- Stephanurus dentatus (gordura perirenal de suínos)
 -- Fasciola hepática (ductos biliares)
 -- Eurytrema coelomaticum (pâncreas)
Peritonite: Infamação da cavidade abdominal Abdômen agudo: emergência 
- Ruptura/ Perfuração: TGI, Bexiga (uroperitônio), Piometra
- Extensão de infecções virais: agentes que causam lesões nos órgãos da cav. abdominal
			 Hepatite Infecciosa Canina
			 Parvovirose Canina 
			 Peritonite Infecciosa Felina 
			 
- Extensão de Infecções bacterianas: Retículo peritonite traumática
				 Contaminação de pontos cirúrgicos
				 Cistites
 Peritonite Haemophilus suis - Doença de Glasser \u2013 serosite (peritonite fibrinosa)
Alterações Degenerativas: 
-Esteatonecrose: necrose da gordura devido a pancreatites com liberação das enzimas digestivas pancreáticas, principalmente lipases e além de traumas. 
-Esteatites: inflamação da gordura devido a dieta rica em AGI e pobre em vit. E e outros tocoferóis, levando a peroxidação lipídica devido ao excesso de radicais livres, gerando resposta inflamatória evoluindo para esteatonecrose. Comum em felinos.
Neoplasias:
- Mesotelioma: neoplasia das clls mesoteliais que reveste as serosas. 
- Lipomas: neoplasia benigna de adipócitos
- Metástases de carcinomas ovarianos
PÂNCREAS EXÓCRINOComunicação do peritônio com bolsa escrotal, o peritônio reveste a cavidade escrotal \u2013 Mesotelioma no testículo, ascite - hidrocele
-Hipoplasia pancreática: comum em terneiros, no entanto, em bovinos não causam prejuízos ao longo da vida, pois não necessitam tanto de enzimas pancreáticas como carnivoros. 
-Atrofia pancreática: o pâncreas se desenvolveu normalmente, mas por algum motivo as clls acinares atrofiam, diminuindo sua função, levando a Insuficiência Pancreática Exócrina, ocasionado queda na produção das enzimas digestivas (lipases, fosfolipases, tripsina, quimiotripsina e amilase).. Esses animais comem bastante, mas não conseguem absorver os alimentos, e consequentemente são caquéticos, pelo feio, opaco e fezes abundantes, odoríferas e diarreicas. Esteatoquezia e coprofagia. 
A atrofia pode ocorrer devido a pancreatites recorrentes (fibrose), desenvolvimento de reação autoimune contra as clls pancreáticas. Comum em Pastor Alemão e em gatos pancreatite crônica. 
Exame de tripsina e lipase nas fezes. 
Pancreatite Aguda: se caracteriza por necrose multifocal e vários graus de infamação no pâncreas. Está associada a fêmeas obesas, animais sedentários. 
Causas: 
-Liberação de enzimas pancreáticas ativas (tripsina e quimiotripsina) que degradam o parênquima pancreático \u2013 suspeita-se que animais obesos, devido dieta rica em lipídeos liberam enzimas ativas. Cães e Gatos.
-Traumas: liberam enzimas ativas 
-Intoxicação por Senna Ocidentalis e Zinco em bovinos
-Micotoxinas T-2 em suínos
-Infecções sistêmicas por vírus epiteliotrópico: Adenovírus, cinomose, parvovírus tipo 2, herpesvírus felino 1, febre aftosa, encefalomiocardite, peste suína africana e peste suína clássica.
Normalmente a pancreatite aguda vem associada a esteatonecrose e peritonite. 
Pancreatite Crônica: consequência de pequenos focos de pancreatite aguda recorrentes que não foram tratados. Há substituição do tecido glandular por fibrose e atrofia do parênquima. 
Calculose: é raro, achado acidental na necropsia \u2013 pancreolitíase \u2013 bovinos \u2013 obstrução do canal pancreático e acúmulo de enzimas desenvolvendo pancreatites.
Macro: aumento de volume, hiperemia, focos brancos (fibrose)
Parasitas: Eurytrema pancreaticum, parasitam o ducto pancreático, levando a uma pancreatite granulomatosa com atrofia do parênquima. Ciclo: animal contaminado elimina ovos no ambiente, que se desenvolvem em caramujos Bradybaena similares, que liberam cercarias que ficam no pasto e são ingeridas por grilos, que desenvolvem a metacercária, e consumidos por bovinos, que desenvolvem a forma adulta do parasita. 
Hiperplasia nodular: ocorre em cães, gatos e bovinos senis, não tem importância clínica mas deve ser diferenciada de neoplasia pancreática.
Neoplasia do pâncreas exócrino: Carcinoma pancreático, mais comum, pouco circunscrito, irregular, consistência variável e infiltrativo. Altamente metastático (peritônio, mesentério e órgãos gastrointestinais adjacentes, pulmões, fígado, e menos frequente, baço, rim e diafragma). 
Neoplasia do pâncreas endócrino: raros, pouco metastáticos e pouco invasivos. 
-Insulinoma: cll beta \u2013 secreta insulina \u2013 hipoglicemia (sinais nervosos)
-Glucagoma: cll alfa \u2013 secreta glucagon \u2013 hiperglicemia (estimula gliconeogênese e glicogenólise)
FÍGADO
Lóbulo hepático: estrutura hexagonal, com uma veia central e a tríade portal nos ângulos do hexágono (ducto biliar, ramo da veia porta, artéria hepática, nervos e vasos linfáticos), possui 6 ácinos formados por cordões de hepatócitos, separados por sinusóides. A região que tem mais sangue oxigenado é na periferia do lobo hepático, à medida que o sangue vai passando em direção ao centro, há diminuição do oxigênio, sendo as clls centro lobulares mais propensas a hipóxia e necrose hepática. Um ácino é subdivido em zonas: zona centrolobular (onde concentra hepatócitos com maior atividade enzimática e metabolização de toxinas, e mais susceptível a hipóxia), zona mediozonal e zona periportal. 
É muito vulnerável a uma grande variedade de insultos, desde extenção direta (peritonite), via sanguínea, até transporte biliar retrógrado (Salmonella spp)
Reações gerais a agressão:
- Degeneração e acúmulo intracelular: 
- Necrose e apoptose: 
- Inflamação
- Fibrose
Nomenclatura:
-Hepatite (inflamação parênquima hepático)
-Colangiohepatite (inflamação dos ductos biliares e parênquima hepático)
-Colecistite (inflamação vesica biliar)
-Colangite (inflamação ductos biliares)
-Colestase (parada do conteúdo biliar)
ICCD: acúmulo de sangue retrógado na veia cava e veia centrolobular, congestão e hipóxia e necrose dos hepatócitos da zona centrolobular, há fibrose dessa região (cirrose), deixando o fígado com aspecto de noz moscada. 
Hemorragias: CID (sepse), intoxicação aguda por samambaia \u2013 bovinos \u2013 (necrose da medula óssea): trombocitopenia
Telangectasia: acúmulo de sangue no parênquima hepático, sem significado clínico, achado acidental em abatedouro de bovinos. Não se sabe a causa, é uma área de ausência de hepatócitos preenchido por sague.
Desvios portossistêmicos
Anastomoses - SHUNT: É um desvio do sangue que chega a veia porta, direto pra veia vaca, podendo ser extra-hepático (não passando pelo parênquima hepático) ou intra-hepático (os vasos da tríade portal se comunicam diretamente com os vasos da veia centro lobular, sem passar pelos sinusoides e hepatócitos), o sangue não é detoxificado (apresenta amônia, toxinas). 
Congênitos: cães jovens
Adquiridos: