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AVALIAÇÃO DE IMÓVEIS E PERÍCIAS

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do mercado e 
da amostra coletada, o grau de precisão não pode ser estabelecido inicialmente pelo contratante.
Independente do método utilizado ou do bem avaliado, os graus de fundamentação e de preci-
são das avaliações variam de I a III, sendo I o grau mais baixo e III o grau superior.
Laudo de avaliação
O resultado da avaliação deve ser apresentado em um laudo. Esse laudo de avaliação é o relatório 
técnico elaborado em conformidade com a NBR 14.653 (ABNT, 2001, p. 9). Na engenharia legal, esse ter-
mo é reservado ao trabalho de perito, ou seja, o laudo é o documento resultante da atividade de perito. 
O laudo de avaliação pode ser apresentado em duas modalidades: simplificado ou completo.
O laudo simplificado contém de forma resumida as informações essenciais para seu entendimen-
to; já o laudo completo contém todas as informações necessárias e suficientes para ser autoexplicável.
As informações que devem constar em cada um desses laudos dependem do tipo de imóvel ava-
liado. Para imóveis urbanos, esses requisitos são encontrados no item 10 da parte 2 da NBR 14.653 (ABNT, 
2004a, p. 23-24), e para imóveis rurais, no item 11 da parte 3 da mesma norma (ABNT, 2004b, p. 19-20).
Em determinados casos, o laudo de avaliação pode não obedecer a esses requisitos mínimos, sen-
do então chamado de laudo de avaliação de uso restrito. Nessa situação, o laudo obedecerá a condições 
específicas combinadas pelo avaliador e pelo contratante, e não terá validade para outros usos ou para 
exibição a terceiros.
Procedimentos de excelência
O profissional, em uma avaliação de imóveis, além de possuir os conhecimentos necessários, deve 
observar certos procedimentos de excelência. Tais procedimentos, a serem seguidos corriqueiramente 
e em situações específicas, são analisados a seguir.
Quanto à capacitação profissional
A NBR 14.653-1 (ABNT, 2001, p. 6) estabelece que o avaliador deve “manter-se atualizado quanto 
ao estado da arte e somente aceitar o encargo para o qual esteja especificamente habilitado e capacita-
do, assessorando-se de especialistas quando necessário.”
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., 
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61|Procedimentos e atividades relacionados à avaliação de imóveis
É importante para o profissional manter-se atualizado quanto aos avanços nas técnicas de avalia-
ção e quanto aos debates e inovações na área. Além disso, é fundamental possuir informação a respeito 
dos aspectos legais relacionados à atividade de avaliador, principalmente quanto às atribuições da pro-
fissão. Nesse sentido, deve-se ter bem claro até onde vão os limites das funções do gestor imobiliário, 
e a partir de que ponto passa a ser necessário o auxílio de outros profissionais, como arquitetos, enge-
nheiros e advogados, entre outros.
Quanto ao sigilo
A respeito do sigilo profissional, a norma (ABNT, 2001, p. 6) diz que se deve “considerar como con-
fidencial o resultado do trabalho realizado e toda informação técnica, financeira ou de outra natureza 
recebida do cliente.”
Aqui fica claro que as informações obtidas para a realização dos trabalhos, bem como os resulta-
dos finais, não devem ser comunicados a terceiros sem o consentimento do cliente contratante.
Quanto à propriedade intelectual
A Norma Brasileira também estabelece restrições quanto à propriedade intelectual; são elas 
(ABNT, 2001, p. 6): “Jamais reproduzir trabalhos alheios publicados sem a necessária citação. No caso de 
trabalhos não publicados, obter autorização para reproduzi-lo. Ao reproduzi-lo, fazê-lo sem truncamen-
tos, de modo a expressar corretamente o sentido das teses desenvolvidas.”
A norma esclarece que não se devem reproduzir trabalhos que não tenham sido elaborados pelo 
próprio profissional, sem se fazer referência ao autor original; ou seja, sempre que se utilizar trabalho 
alheio, deve-se mencionar de onde ele foi extraído, para que seja possível a terceiros localizá-lo. Além 
disso, é importante que ao se fazer referência a esses trabalhos não se deturpe o seu sentido original, 
muito menos para interesse próprio.
Quanto ao conflito de interesses
Outro aspecto a ser observado está relacionado ao conflito de interesses. Nesse caso, a norma 
(ABNT, 2001, p. 6) indica que o profissional pode “declinar da sua contratação e informar as razões ao 
cliente, se houver motivo de impedimento ou suspeição em decorrência de conflito de interesse.” 
Nesses casos, o avaliador pode se afastar do trabalho, devendo então informar seus motivos ao cliente.
Quanto à independência na atuação profissional
Quanto à independência profissional, a norma (ABNT, 2001, p. 6) diz que o avaliador deve “as-
sessorar com independência a parte que o contratou, com o objetivo de expressar a realidade.” Ao se 
realizar uma avaliação, está-se prestando uma assessoria ao cliente; portanto, ao se aceitar tal função, 
deve-se estar capacitado para realizar tal tarefa com autonomia.
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62 | Procedimentos e atividades relacionados à avaliação de imóveis
Quanto à competição por preços
No que diz respeito à competição por preços, o avaliador deve “evitar a participação em compe-
tições que aviltem honorários profissionais” (ABNT, 2001, p. 6). Isso quer dizer que, em uma situação de 
competição de preços por trabalhos de avaliação, deve-se ter o cuidado de não aceitar honorários que 
rebaixem o valor dos serviços da categoria como um todo.
Quanto à difusão do conhecimento técnico
A norma também estabelece procedimentos quanto à difusão do conhecimento técnico. Nesse 
sentido, os profissionais devem “envidar esforços na difusão de conhecimentos para a melhor e mais cor-
reta compreensão dos aspectos técnicos e assuntos relativos ao exercício profissional. Expressar-se publi-
camente sobre assuntos técnicos somente quando devidamente capacitado para tal” (ABNT, 2001, p. 6).
É fundamental que os profissionais empenhem esforços na propagação do conhecimento dentro 
da área de avaliação, qualificando e aumentando o prestígio da categoria como um todo. Além disso, 
jamais se deve manifestar publicamente a respeito de assuntos sobre os quais não se tem atribuição ou 
conhecimento.
Atividades
1. Identifique os procedimentos básicos para a avaliação de imóveis propostos pela NBR 14.653-1, e 
faça uma discussão em mesa-redonda sobre o assunto com seus colegas.
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2. Relacione as fontes de dados mais usuais na avaliação de imóveis. 
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64 | Procedimentos e atividades relacionados à avaliação de imóveis
3. Indique os procedimentos de excelência, segundo a NBR 14.653-1, a serem seguidos na condução 
adequada de uma avaliação de imóveis. 
Ampliando conhecimentos
Para revisão e obtenção de mais informações sobre as atividades básicas e os procedimentos de 
excelência abordados nesta aula, recomenda-se o acesso direto às determinações da NBR 14.653-1, 
ou seja, a parte 1 da Norma Brasileira que indica procedimentos gerais para a avaliação de bens (ver 
referências).
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Vistoria para imóveis urbanos
Eugenia Aumond Kuhn
Patrícia de Freitas Nerbas
O principal objetivo desta aula é mostrar a importância da vistoria no processo de avaliação imo-
biliária. Além disso, apresenta-se uma síntese sobre como desenvolver a vistoria para diferentes finalida-
des, como a venda, o aluguel ou a feitura de laudo para a desapropriação de um imóvel.
Em geral, a finalidade da vistoria na avaliação é caracterizar os