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AVALIAÇÃO DE IMÓVEIS E PERÍCIAS

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a NBR 14.653-1 (ABNT, 
2001, p. 5) perícia é definida como a “atividade técnica realizada por profissional com qualificação 
específica, para averiguar e esclarecer fatos, verificar o estado de um bem, apurar as causas que mo-
tivaram determinado evento, avaliar bens, seus custos, frutos ou direitos.” Como se percebe, perícia é 
uma atividade técnica, mas nem todos os tipos de perícia fazem parte da atribuição profissional do 
gestor imobiliário. Como será visto adiante, apenas a perícia para avaliar bens pertence ao exercício 
profissional desse.
Quais são os conhecimentos básicos necessários?
Diversos conhecimentos básicos são necessários à fundamentação do trabalho avaliatório, en-
tre eles os das áreas de: direito imobiliário, matemática financeira, engenharia, arquitetura, topografia 
e informática. Essas noções auxiliam o gestor imobiliário a prestar boa assessoria a seus clientes nas 
intermediações imobiliárias, mas especificamente para esta disciplina, será preciso estudar também as-
pectos legais da atividade de avaliador e aspectos gerais relacionados a sistemas construtivos e a projetos 
arquitetônicos.
Que operações podem ser subsidiadas por avaliações imobiliárias?
Entre os diversos serviços que podem ser realizados, as avaliações de imóveis podem subsidiar:
vendas em leilões;::::
partilhas amigáveis ou judiciais;::::
determinação do valor de imóveis para atualização de ativos;::::
definição do valor de mercado de bens em processos judiciais;::::
extinção de condomínios;::::
determinação do valor justo do imóvel para fins de desapropriação;::::
composição da planta de valores municipal.::::
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13|Aspectos fundamentais da avaliação de imóveis e perícias
Atividades
1. A partir das explanações desta unidade, explique com suas palavras por que o homem dá valor 
às coisas. 
2. Relacione exemplos de elementos valorizados pelo homem e que são pertencentes ou criados 
pela tecnologia, pela ciência e pela cultura. 
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14 | Aspectos fundamentais da avaliação de imóveis e perícias
3. Qual é a diferença entre preço e valor de mercado? Por que eles não são, necessariamente, 
coincidentes? 
4. Explique com suas palavras quais são os componentes formadores do mercado, e como eles 
interferem na formação dos preços em um mercado de concorrência perfeita.
Ampliando conhecimentos
Como dica de estudo para esta aula, sugere-se o site do Conselho Federal de Corretores, no ende-
reço eletrônico <http://www.cofeci.gov.br>, e os sites dos Conselhos Regionais de Corretores de Imó-
veis (Creci), para se ter contato com as notícias da área imobiliária.
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Aspectos legais 
da atividade de avaliador
Luis Portella Pereira*
Considerando que as avaliações e perícias de bens móveis e imóveis – bem como de suas partes 
integrantes e acessórios, como máquinas e instalações industriais, obras, serviços, bens e direitos –, é 
matéria essencialmente técnica e exige qualificação específica, é de suma importância entender as leis 
e competências envolvidas nesses procedimentos. A atividade mercadológica impõe aos bens imóveis 
a avaliação de seu valor de mercado, tendo como fundamento a compra e a venda, que é praticada na 
gestão imobiliária por seu profissional, o gestor imobiliário.
No decorrer do tema, será visto que diversas profissões praticam a chamada reserva de mercado, 
que consiste na regulamentação do seu exercício por meio de leis federais. As profissões liberais são 
representadas por seus respectivos órgãos de classe: os corretores de imóveis e os gestores imobiliários 
pela Confederação Nacional de Corretores de Imóveis (Cofeci), os advogados pela Ordem dos Advoga-
dos do Brasil (OAB), os engenheiros, os arquitetos e os agrônomos pelo Conselho Federal de Engenharia 
e Arquitetura (Confea), os administradores pelo Conselho Federal de Administradores (Confa), os médi-
cos pelo Conselho Federal de Medicina (Cofem), e assim por diante.
Sendo assim, existem conflitos de competência entre profissões cujas atividades se aproximam; por 
exemplo, no caso de médicos, enfermeiros e demais profissionais de saúde, a grande discussão atual é que 
somente o médico pode prescrever. Com relação aos advogados e corretores de imóveis, uma das ques-
tões diz respeito à assessoria imobiliária, que de acordo com o Estatuto da OAB é ato privativo do advoga-
do; na prática, porém, quem elabora os contratos de promessa de compra e venda e demais instrumentos 
relacionados ao negócio jurídico é o corretor de imóveis.
Todas essas nuances serão analisadas no desenvolvimento da aula, além de esclarecer as dúvidas 
relativas a quem efetivamente pode avaliar um bem imóvel, determinando-lhe um valor de mercado 
para a venda.
* Formado em Direito pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), advogado nas áreas de Direito Imobiliário e Urbanístico. Consultor 
jurídico e professor do Curso Tecnológico de Gestão Imobiliária da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA). Escritor de livros e artigos.
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16 | Aspectos legais da atividade de avaliador
Legislação referente à avaliação imobiliária
Qual é a legislação de que o gestor imobiliário precisa conhecer para conduzir uma avaliação? O 
avaliador deve conhecer a legislação e as normas específicas para cada tipo de trabalho a ser realizado; para 
isso, existem leis municipais, estaduais e federais, além de normas e regulamentos de diversas entidades.
Contudo, o conhecimento principal está ligado às normas técnicas brasileiras, editadas pela Associa-
ção Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), além do conhecimento da legislação específica de cada profissão.
Exercício profissional
Quem possui atribuição para realizar avaliações e perícias de imóveis? O exercício profissional é 
o primeiro cuidado que se deve ter em relação às avaliações imobiliárias. Para um melhor entendimento 
do assunto, deve-se estar baseado na seguinte premissa: qual a qualificação profissional que se deve 
ter para proceder a um parecer técnico-mercadológico? O gestor imobiliário está habilitado para ava-
liar o valor de mercado de um imóvel, mas, quando esse procedimento envolver técnicas e sistemas 
construtivos e suas implicações nas edificações, ficará a cargo de um profissional habilitado para tal, 
inscrito no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA). Assim, devem ser observadas as leis 
e resoluções a seguir.
Lei 5.194, de 24 de dezembro de 1966
Essa lei regulamenta o exercício das profissões de engenheiro, arquiteto e engenheiro-agrônomo 
(os inscritos no CREA), e dá outras providências. As competências desses profissionais estão previstas no 
artigo 7.º da lei; entre elas, está a de proceder a avaliações, vistorias e perícias, in verbis:
Art. 7.º As atividades e atribuições profissionais do engenheiro, do arquiteto e do engenheiro-agrônomo consistem em:
[...]
c) estudos, projetos, análises, avaliações, vistorias, perícias, pareceres e divulgação técnica;
Como se nota, aqui há uma reserva mercadológica feita para engenheiros e arquitetos; essa ma-
téria foi regulamentada pela Resolução 345/90 do Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura (Con-
fea), que será analisada a seguir.
Resolução 345, de 27 de julho de 1990, 
do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea)
Essa resolução dispõe sobre o exercício do profissional de nível superior das atividades de enge-
nharia de avaliações e perícias de engenharia. Cabem aqui alguns comentários sobre essa resolução do 
Confea; seu artigo 2.º assim

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