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AVALIAÇÃO DE IMÓVEIS E PERÍCIAS

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dispõe:
Art. 2.º Compreende-se como a atribuição privativa dos Engenheiros em suas diversas especialidades, dos Arquitetos, 
dos Engenheiros Agrônomos, dos Geólogos, dos Geógrafos e dos Meteorologistas, as vistorias, perícias, avaliações 
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17|Aspectos legais da atividade de avaliador
e arbitramentos relativos a bens móveis e imóveis, suas partes integrantes e pertences, máquinas e instalações in-
dustriais, obras e serviços de utilidade pública, recursos naturais e bens e direitos que, de qualquer forma, para a sua 
existência ou utilização, sejam atribuições destas profissões.
Assim, o Confea, em sua atribuição legítima, determina uma reserva de mercado para os pro-
fissionais inscritos no sistema que compõe os CREAs, ao tratar como competência exclusiva destes 
profissionais as atividades relativas a avaliações, vistorias e perícias. Além disso, a resolução em es-
tudo dispõe em seu artigo 3.º sobre a nulidade de laudos feitos por outros profissionais que não os 
inscritos no CREA, in verbis:
Art. 3.º Serão nulas de pleno direito as perícias e avaliações e demais procedimentos indicados no art. 2.º, quando efe-
tivados por pessoas físicas ou jurídicas não registradas nos CREAs.
No entanto, essa nulidade somente poderá ser estabelecida se for declarada judicialmente. Isso 
não exerce uma função terminativa quanto à atividade de avaliação; como se afirmou, a atividade de 
avaliador está restrita à habilidade e à competência desenvolvidas pelo profissional.
Lei 6.530, de 12 maio de 1978
Essa lei dá nova regulamentação à profissão de corretor de imóveis, disciplina o funcionamento 
de seus órgãos de fiscalização e dá outras providências; seu artigo 3.º determina, in verbis:
Art. 3.º Compete ao Corretor de Imóveis exercer a intermediação na compra, venda, permuta e locação de imóveis, 
podendo, ainda, opinar quanto à comercialização imobiliária.
A competência do corretor de imóveis é restrita à intermediação da compra e venda, da permuta 
e da locação de imóveis; quanto à comercialização imobiliária, a ele cabe apenas opinar. Essa lei é de 
1978, quando a profissão de corretor de imóveis encontrava-se regulada de forma incipiente; na época, 
a regulamentação da profissão – com a criação do Cofeci e dos Conselhos Regionais de Corretores de 
Imóveis – consistiu em um grande avanço. Atualmente, no entanto, essa matéria encontra-se disciplina-
da pela novíssima Resolução 957/06, que será analisada a seguir.
Resolução n.º 957, de 2006, 
do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci)
Essa resolução dispõe sobre a competência do corretor de imóveis para a elaboração de parece-
res técnicos de avaliação imobiliária e dá outras providências; seu artigo 2.º determina, in verbis:
Art. 2.º É competente para elaboração de parecer técnico de avaliação mercadológica o Corretor de Imóveis, pessoa fí-
sica, regularmente inscrito em Conselho Regional de Corretores de Imóveis e com inscrição válida no Cadastro Nacional 
de Avaliadores Imobiliários que seja, cumulativa ou alternativamente:
I – possuidor de diploma de curso superior em gestão imobiliária ou equivalente;
II – possuidor de certificado de especialista em avaliação imobiliária.
Como se viu, quem possui diploma de curso superior em Gestão Imobiliária é competente para 
a elaboração de pareceres técnicos de avaliação. Assim, neste momento há um conflito de regula-
mentação entre o Confea e o Cofeci, pois ambos atribuem a seus profissionais inscritos a capacidade 
de avaliar imóveis.
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18 | Aspectos legais da atividade de avaliador
O perito judicial
O chamado perito judicial é aquele nomeado para realizar avaliações e perícias em juízo, ou seja, 
em processos que correm na Justiça. Segundo disposição do artigo 145 do Código de Processo Civil 
(CPC), cabe ao juiz escolher seus auxiliares, de acordo com os requisitos ditados pela lei processual em 
vigor, in verbis:
Art. 145. Quando a prova do fato depender de conhecimento técnico ou científico, o juiz será assistido por perito, se-
gundo o disposto no art. 421.
§ 1.º Os peritos serão escolhidos entre profissionais de nível universitário, devidamente inscritos no órgão de classe 
competente, respeitado o disposto no Cap. VI, seção VIII, deste Código.
Entende-se que a permissão legal do CPC afasta as hipóteses das resoluções dos Conselhos 
de Classe, e atribui ao juiz a prerrogativa de escolher seus auxiliares. Como a peritagem é uma 
atividade auxiliar da Justiça, compete ao juiz escolher o perito dentre os profissionais que preen-
cham os requisitos do parágrafo primeiro transcrito acima. É importante destacar que o profissio-
nal deve ter nível universitário e estar inscrito em seu Conselho de Classe. Outro aspecto que o juiz 
deve levar em conta na hora da nomeação do perito é o conhecimento técnico e científico deste; 
assim sendo, o curso de Gestão Imobiliária fornece o conhecimento necessário para a avaliação 
de bens imóveis.
Normas de avaliação
Como devem ser realizadas as avaliações imobiliárias? O segundo cuidado que se deve tomar 
em um trabalho avaliatório diz respeito aos métodos a serem adotados. Nesse sentido, as avaliações 
devem ser realizadas com base em normas técnicas editadas pela ABNT, com a aplicação de metodo-
logia apropriada.
Aqui, uma explicação indispensável para a compreensão do assunto: o que significa ABNT? Essa 
é a sigla da Associação Brasileira de Normas Técnicas; fundada em 1940, é o órgão responsável pela 
normatização (ou normalização) técnica no país, fornecendo a base necessária para o desenvolvimento 
tecnológico do Brasil. É uma entidade privada, sem fins lucrativos, reconhecida como Fórum Nacional 
de Normalização; e, como determina a Resolução 7 do Conmetro, de 24 de agosto de 1992, essa é a 
única entidade brasileira responsável por normatizações.
Quem é o responsável, e como é elaborado o conteúdo dessas normas técnicas? Seu con- 
teúdo é responsabilidade dos Comitês Brasileiros e dos Organismos de Normalização Setorial, sendo 
elaborado por Comissões de Estudo, formadas por representantes dos setores envolvidos, ou seja, 
produtores, consumidores e neutros (exemplos de neutros são as universidades e os laboratórios, 
entre outros).
Quais são as normas que podem subsidiar os trabalhos avaliatórios? As principais normas técni-
cas relacionadas à avaliação imobiliária são descritas a seguir.
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19|Aspectos legais da atividade de avaliador
NBR 14.653
A avaliação de bens possui fundamento na Norma Técnica NBR 14.653; aqui, serão analisadas suas 
partes 1, 2, 3 e 4, que se relacionam estritamente à avaliação de bens imóveis e suas respectivas etapas. 
A NBR 14.563 se divide em cadernos, os quais são assim identificados:
a) NBR 14.653-1 (Parte 1) – Procedimentos Gerais:: trata de procedimentos gerais, aplicados a 
todos os tipos de imóveis e empreendimentos sujeitos ao processo de avaliação;
b) NBR 14.653-2 (Parte 2) – Imóveis Urbanos:: estabelece as regras a serem seguidas na avalia-
ção de bens imóveis urbanos;
c) NBR 14.653-3 (Parte 3) – Imóveis Rurais:: relaciona os procedimentos utilizados para a avalia-
ção de imóveis rurais;
d) NBR 14.653-4 (Parte 4) – Empreendimentos:: dispõe sobre os procedimentos técnicos para a 
avaliação de empreendimentos.
NBR 12.721
Para se realizar avaliações imobiliárias, também é preciso conhecimento sobre a Norma Técnica 
NBR 12.721, de 1999, que possui o seguinte título: Avaliação de Custos Unitários e Preparo de Orçamento 
de Construção para Incorporação de Edifícios em Condomínio – Procedimento. Essa norma da ABNT trata 
da classificação das edificações

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