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RELATÓRIO PARCIAL III

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NOEMIA PATRÍCIA FERREIRA BATISTA DA SILVA
RELATÓRIO PARCIAL
ESTÁGIO SUPERVISIONADO OBRIGATÓRIO III
RECIFE 
2017
NOEMIA PATRÍCIA FERREIRA BATISTA DA SILVA
RELATÓRIO PARCIAL 
ESTÁGIO SUPERVISIONADO OBRIGATÓRIO III
RECIFE
2017
SUMÁRIO
1. Introdução.............................................................................................. 04
2. OBJETIVOS.................................................................................................. 05
3. METODOLOGIA........................................................................................... 06
4. CRONOGRAMA.......................................................................................... 09 
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS............................................................ 10
INTRODUÇÃO
O estágio curricular supervisionado é um componente curricular obrigatório que visa à implementação do desempenho profissional do aluno docente por meio da experiência e vivência das práticas educativas em campo, propiciando ao aluno uma aproximação à realidade na qual atuará. Compreendido como instrumento potencializador do processo de formação de um professor pesquisador e reflexivo, o estágio articula-se à pesquisa, integrando práticas educativas de caráter investigativo, interdisciplinar, extensivo e de aplicação de conhecimentos. O estágio curricular supervisionado, considerando a legislação vigente, é a disciplina que oportuniza ao licenciando o exercício da atividade profissional que irá exercer, sendo, portanto, um momento formativo em que se deve priorizar a vivência do aluno da licenciatura na realidade educacional.
 	Considerando, portanto, o disposto na legislação vigente, o estágio supervisionado é concebido como tempo de aprendizagem, pois demandará uma relação pedagógica entre um profissional reconhecido em um ambiente institucional de trabalho e um aluno estagiário, conforme estipulado no parecer do MEC 28/ 2001, intermediados pela ação de orientação e acompanhamento do professor de estágio. Nesse caso, esse mesmo parecer expressa que o estágio curricular supervisionado “é o momento de efetivar, sob a supervisão de um profissional experiente, um processo de ensino-aprendizagem que, tornar-se-á concreto e autônomo quando da profissionalização deste estagiário”.
 	O estágio curricular supervisionado é, portanto, no corpo da legislação, concebido como um momento de formação profissional que deve ser efetivado pelo exercício in loco, pela presença participativa do licenciando em ambientes reais d trabalho. Por isso é um componente curricular que deve ser realizado direta e efetivamente em unidades escolares dos sistemas de ensino, pois é um momento “para se verificar e provar (em si e no outro) a realização das competências exigidas na prática profissional e exigíveis dos formandos” (Parecer MEC 28/2001).
OBJETIVOS
Propiciar a inserção do licenciando em Licenciatura em Física na escola, lócus primeiro de sua atuação como professor;
Criar condições para uma inter-relação mais efetiva entre teoria e prática no processo formativo do licenciando;
Estimular a reflexão sobre contextos de educação formal a partir de pesquisa sistemática;
Contribuir para a produção de conhecimento na área de Ensino de Física.
METODOLOGIA
O presente relatório foi realizado na Escola EREM Cardeal Dom Jaime Câmara situada no Município de Moreno, na Rua 1º de Maio, nº 212 – Centro, Região Metropolitana do Recife, de CNPJ: 10.572.071/2167-19, tendo como mantenedor o Governo do Estado de Pernambuco, funciona em regime integral no horário de 07:30h às 16:30h. Oferece a Educação com o nível de Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos. A escola possui uma infraestrutura não muito confortável, mesmo a escola sendo espaçosa e de referência, pois as salas não são climatizadas, as cadeiras não são muito confortáveis e os laboratórios que temos estão inutilizados, falta os aparatos e materiais para aulas práticas e lúdicas. 
O público alvo são turmas do 2º Ano e 3º Ano do Ensino Médio. Na primeira semana do estágio, foi observado o dia a dia da escola, conheci a professora orientadora Thaise Naiara Silva da Costa e conversei com a diretora Carla Susana sobre a Escola. Foi mostrada a realidade da escola, como é sua infraestrutura, os recursos que a escola dispõem, etc. Posteriormente, foram observadas as aulas da professora de Física Thaise Naiara, acompanhando o conteúdo, para uma futura intervenção, e ter um entendimento de sua prática. 
Tive a oportunidade de intervir em uma aula na turma no 2º ano A durante uma aula sobre Dilatação. Tentei explicar as coisas de um jeito um pouco interativo. O assunto sobre Dilatação já era algo que os alunos tinham uma noção do conteúdo. No dia da intervenção, levei uma porca, parafuso e vela. É interessante que os alunos tenham contato prático com o assunto que estão estudando. Trabalhar com algo apenas teórico, abstrato, requer que o aluno tenha uma imaginação aguçada. Já trazendo algo mais concreto facilita a interação do aluno com o assunto. Para os alunos foi uma experiência muito boa porque eles perceberam que poderiam usar a física para uma situação do dia a dia e não apenas se limitar a resolver exercícios propostos, apenas no intuito da memorização. A mesma aula foi feita na turma do 2º ano B e C, que tiveram uma participação mais ativa dos alunos, com mais perguntas, mais empenho e dedicação.
Nas aulas seguintes, voltei a acompanhar a professora em suas aulas, buscando outro momento para intervir novamente. Infelizmente a Escola não conta com nenhum tipo de equipamento para experimentos de Física. Sendo assim, tive a iniciativa de pesquisar alguns experimentos de Física de baixo custo para serem realizados como aulas práticas. A princípio, fiquei trabalhando as turmas do 2º ano, já que a aula com Dilatação tinha feito sucesso. As três turmas do 3º participaram dos experimentos de Eletromagnetismo em momentos diferentes, mas em todas elas, a participação e a interação dos alunos foi notória. No final de cada experimento eu perguntava-os: “ Ficou mais fácil a compreensão do assunto ? ”, e os alunos respondiam: “ Assim fica bem mais fácil o entendimento e aprendizado...”.
Depois dessa primeira parte das experiências com as turmas do 2º ano e 3º ano, a Professora Thaise pediu pra que eu acompanha-se mais algumas aulas. Acompanhei algumas aulas e já ia pensando no que abordaria para facilitar o aprendizado da turma. Ela pediu para observar a aula e se os alunos estavam acompanhando / prestando atenção. Ela pediu também, depois de duas aulas, que eu fizesse uma aula sobre Transformações Gasosas e ministrasse para os alunos do 2º A, 2º B e 2º C de uma maneira diferente da que ela vinha trabalhando. A professora dispõe de livro, slides e da biblioteca para pesquisa. 
Levei em consideração alguns fatores: tempo da aula, complexidade do assunto, tempo de atenção dos alunos, etc. Fiz uma aula rápida, mas com bastantes imagens, gráficos e exemplos do nosso cotidiano. Usei mais a linguagem visual, já que percebi que os alunos não prestavam muito atenção nas aulas expositivas da professora. Percebi que os alunos passaram a acompanhar mais a aula pelo fato de que a mesma estava mais interativa. Depois dessa aula, acompanhei outras aulas da professora e ia anotando todos os pontos da aula em que os alunos perdiam a atenção. Cheguei à conclusão que em média, 20 minutos depois que a aula começava, os alunos já estavam dispersos, pois não tinham nada que prendesse a atenção deles. Apenas a comunicação oral é extremamente insuficiente para essas turmas. 
Depois das aulas, fizemos alguns experimentos simples de transferência de calor e transformações gasosas. A professora Thaise contava com alguns materiais que proporcionaram a realização

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