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DP Esp II Aulas

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Tentativa
	embora de difícil visualização, é admitida com o começo da realização de algum ato de celebração
	Outras condições
	É crime de concurso necessário, pressupondo a participação de pelo menos duas pessoas. 
No caso do §1.º o crime é de concurso eventual. 
Art. §2º: A anulabilidade é tratada nos arts. 1548 a 1564 do CCB. Se alegada questão prejudicial sobre anulabilidade, somente o juízo cível poderá resolvê-la, ficando o curso da ação penal em suspenso até que a controvérsia seja dirimida por sentença passada em julgado no cível.
Como o crime de bigamia permanece, usualmente desconhecido por muito tempo, foi determinando que o lapso prescricional somente passa a ocorrer da data em que o fato se torna conhecido da autoridade pública (CP - art. 111-IV).
Solteiro pode responder por BIGAMIA? – sim, se induzir uma pessoa a uma pessoa casar com outra casada. CP–art.20-§ 2º - Responde pelo crime o terceiro que determina o erro.
	Prescrição
	Começa a correr da data em que se conhecer da consumação do crime (Qualquer autoridade pública). Art. 111, IV. nos de bigamia e nos de falsificação ou alteração de assentamento do registro civil, da data em que o fato se 
tornou conhecido.
	Punição do parceiro
	Quando o parceiro sabe da bigamia imprópria.
Obs: Art. 1.548. É nulo o casamento contraído:
I – pelo enfermo mental sem o necessário discernimento para os atos da vida civil;
II – por infringência de impedimento.
Art. 1.521. Não podem casar:
I – os ascendentes com os descendentes, seja o parentesco natural ou civil;
II – os afins em linha reta;
III – o adotante com quem foi cônjuge do adotado e o adotado com quem o foi do adotante;
IV – os irmãos, unilaterais ou bilaterais, e demais colaterais, até o terceiro grau inclusive;
V – o adotado com o filho do adotante;
VI – as pessoas casadas;
VII – o cônjuge sobrevivente com o condenado por homicídio ou tentativa de homicídio contra o seu consorte.
	INDUZIMENTO A ERRO ESSENCIAL E OCULTAÇÃO DE IMPEDIMENTO - ART. 236
	Art. 236 - Contrair casamento, induzindo em erro essencial o outro contraente, ou ocultando-lhe impedimento que não seja casamento anterior: Pena - detenção, de seis meses a dois anos.
Parágrafo único - A ação penal depende de queixa do contraente enganado e não pode ser intentada senão depois de transitar em julgado a sentença que, por motivo de erro ou impedimento, anule o casamento.
	Objeto jurídico
	Tutela a regular constituição familiar através do matrimônio.
	Elementos objetivos
	“Induzindo” é a forma comissiva do delito (CC art. 1557).
 “Ocultando” impedimento que não seja casamento anterior, e sim aqueles que estão presentes no CC art. 1521.
CC - Art. 1.557. Considera-se erro essencial sobre a pessoa do outro cônjuge:
I - o que diz respeito à sua identidade, sua honra e boa fama, sendo esse erro tal que o seu conhecimento ulterior torne insuportável a vida em comum ao cônjuge enganado;
II - a ignorância de crime, anterior ao casamento, que, por sua natureza, torne insuportável a vida conjugal;
III - a ignorância, anterior ao casamento, de defeito físico irremediável, ou de moléstia grave e transmissível, pelo contágio ou herança, capaz de pôr em risco a saúde do outro cônjuge ou de sua descendência;
IV - a ignorância, anterior ao casamento, de doença mental grave que, por sua natureza, torne insuportável a vida em comum ao cônjuge enganado.
CC - Art. 1.521. Não podem casar: (IMPEDIMENTOS)
I - os ascendentes com os descendentes, seja o parentesco natural ou civil;
II - os afins em linha reta;
III - o adotante com quem foi cônjuge do adotado e o adotado com quem o foi do adotante;
IV - os irmãos, unilaterais ou bilaterais, e demais colaterais, até o terceiro grau inclusive;
V - o adotado com o filho do adotante;
VI - as pessoas casadas;
VII - o cônjuge sobrevivente com o condenado por homicídio ou tentativa de homicídio contra o seu consorte.
	Sujeito Ativo 
	qualquer pessoa, homem ou mulher, desde que solteira, admitindo o concurso eventual de pessoas (outras pessoas podem induzir ou ajudar no crime).
	Sujeito passivo
	a pessoa que contrair matrimônio desconhecendo a existência de impedimento legal e o Estado, secundariamente. 
	Elemento subjetivo
	é o dolo, NÃO exigindo o elemento subjetivo do tipo (independe de finalidade)
	Consumação
	com a celebração do casamento.
	Tentativa
	é juridicamente impossível em decorrência da condição de procedibilidade.
	Ação Penal
	depende de queixa do contraente enganado – só pode ser intentada após trânsito em julgado da sentença que, por motivo de erro ou impedimento, anule o casamento. 
É o único crime de ação penal privada personalíssima (quer dizer, só o contraente pode intentar a ação; se morrer, nenhum descendente ou ascendente pode intentá-la).
Prescrição: corre a partir do trânsito em julgado da ação que anular o casamento: 6 meses.
	CONHECIMENTO PRÉVIO DE IMPEDIMENTO - ART. 237
	Art. 237 - Contrair casamento, conhecendo a existência de impedimento que lhe cause a nulidade absoluta:
   Pena - detenção, de três meses a um ano.
	Objeto jurídico
	a regularidade formal do matrimônio
	Subsidiariedade 
	É um tipo subsidiário em relação ao artigo 236 (se um dos contraentes sabe e esconde do outro, aplica-se o 236)
	Elementos objetivos
	
	Sujeito Ativo 
	homem ou mulher, desde que solteiro
Se ambos, os cônjuges, têm conhecimento e comungam do mesmo sentimento há co-autoria. Haverá autoria colateral se ambos ignoram que o outro conhece a existência de impedimento,
	Sujeito passivo
	É o Estado e como sujeito passivo mediato o cônjuge que contrair núpcias desconhecendo o impedimento.
	Elemento subjetivo
	é o dolo. É afastada a possibilidade do dolo eventual.
	Consumação
	com a efetivação do casamento 
	Tentativa
	teoricamente possível
	Ação Penal
	A ação penal é pública incondicionada em virtude da admissibilidade da co-autoria entre os cônjuges e porque o impedimento torna o casamento nulo e não anulável, pois a nulidade é absoluta.
	Outras 
	Trata-se de uma norma penal em branco (seu preceito não é completo – depende de outras normas: no caso, da norma do Código Civil que define impedimentos para casamento). Não só este como outros artigos deste Titulo contém normas penais em branco.
http://estudosdedireitopenalpartegeral.blogspot.com/2009/06/normas-penais-em-branco.html
	SIMULAÇÃO DE AUTORIDADE PARA CELEBRAÇÃO DE CASAMENTO - ART. 238
	Art. 238 - Atribuir-se falsamente autoridade para celebração de casamento:
        Pena - detenção, de um a três anos, se o fato não constitui crime mais grave.
	Objeto jurídico
	a regular formação da família
	Subsidiariedade 
	Crime de subsidiariedade expressa (“se o fato não constitui crime mais grave”): só é aplicado se a simulação não contribuir para outro crime mais grave, ou seja se for praticado sem outra finalidade. Havendo outra finalidade, isto é usando da falsa autoridade para obter outras vantagens, enquadra-se no crime mais grave praticado. Ex: se usou a simulação para obter favorecimento sexual: aplica-se o crime de abuso sexual mediante fraude – art. 215. 
	Elemento objetivo
	A conduta está representada pelo verbo “atribuir-se” que significa imputar-se , arrogar-se, considerar-se falsamente um Juiz de Paz (CF art. 98 II).
	Sujeito Ativo 
	qualquer pessoa.
	Sujeito passivo
	são os cônjuges que agem de boa-fé e o Estado ou vice-versa
	Elemento subjetivo
	Crime doloso – exige o dolo.
	Consumação
	Ocorre quando o agente pratica ato próprio da autoridade de que se atribuiu falsamente.
Para Cezar Roberto Bittencourt nesta modalidade de crime “autoridade competente”, os atos preparatórios são puníveis autonomamente (ou seja, se fraudar um documento seria punido por dois crimes). Diferentemente do que prevê a regra geral que não pune as fases de cogitação e preparação.
	Tentativa