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Regra RBNA 2006 Navegação Interior

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pelas seguintes equações: 
 
a) para amarras classe RB - grau 1: 
T = 37,5 ´ da2 (em N) 
 
b) para amarras classe RB - grau 2: 
T = 42,5 ´ da2 (em N) 
 
onde: 
da: diâmetro da amarra, em mm. 
 
603. No caso de amarra de cabo de aço a capacidade do 
molinete é calculada para o diâmetro da amarra de corrente 
com resistência equivalente. 
REGISTRO BRASILEIRO CASCO - Parte 2 NAVIOS DE CARGA SECA – GERAL - Título 11 
de navios e aeronaves EQUIPAMENTO DE CASCO - Seção 3 
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 2-69 
604. O molinete deve ser fixado por meio de parafusos e ter 
jazente que distribua seus esforços ao convés, em áreas estru-
turalmente reforçadas. As tensões nos elementos devem a-
tender à equação: 
 
22 3 tss ´+=c £ 15,7 daN/mm2 
 (16 kgf/mm2) 
 
605. No caso de acionamento manual, a força na manivela 
deve ser menor que 177 N (18 kgf). 
 
606. Para NE > 600 ou âncoras com peso acima de 4900 N 
(499 kgf) deve ser utilizada força motriz para acionamento 
do molinete 
 
607. Quando o acionamento se fizer por força motriz a ve-
locidade deve ser 0,15 m/s (9 m/min) para a tração prescrita. 
 
608. Os molinetes serão providos de sistemas de embrea-
gem e de freio de atuação efetiva. 
 
700. Cabos de amarração e de reboque 
 
701. Os cabos de amarração e reboque são previstos na tabe-
la T.D2.401.1. Podem ser usados cabos de aço, fibra natural 
ou sintética, que atendam à Parte 5 destas Regras. 
 
702. As quantidades e comprimentos dos cabos são os da 
Tabela que segue. O comprimento de cada cabo de amarra-
ção poderá variar de até ± 7% do valor indicado, desde que o 
comprimento total dos cabos não seja inferior ao prescrito. 
 
 NE Quan-
tidade 
Comprimento 
 Até 150 2 
Amarração De 200 
a 1000 
3 L + 50; 
não precisa ser > 100 m 
 1200 e 
acima 
4 
Reboque Todos 1 L + 50; 
não precisa ser > 200 m 
 
703. Casos especiais de seleção de cabos para amarração 
podem ser aceitos mediante apresentação de condições ope-
racionais. 
 
704. Os cabos de aço serão preferencialmente das seguintes 
construções: 
 
Construção Resistência à ruptura (N/mm²) 
6 ´ 19 + AF 1372 a 1568 
6 ´ 24 + 7AF 1372 a 1568 
6 ´ 37 + AF 1568 a 1764 
 
705. Não são permitidos cabos de aço não rotativos para 
amarração ou reboque. 
706. Quando utilizados cabos de fibra, eles terão, indepen-
dentemente da carga de ruptura, diâmetro mínimo de 20 
mm. Suas resistências à ruptura devem ser maiores do que 
as dadas na Tabela, nas proporções que seguem: 
- 30% para polipropileno; 
- 20% para outros materiais. 
 
800. Sobressalentes 
 
801. Peças sobressalentes recomendadas: 
- elos tipo KENTER; 
- tornéis; 
- manilhas. 
 
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TABELA T.D2.401.1. ÂNCORAS E AMARRAS EM FUNÇÃO DO NE 
 
 MASSA TOTAL 
ÂNCORAS (Kg) 
CABO DE REBOQUE 
RESIST. À RUPTURA 
CABOS DE AMARRAÇÃO 
RESIST. RUPTURA 
I 1 I 2 I 1 I 2 NE I 1 I 2 
t KN t KN t KN t KN 
 
50 
100 
150 
200 
250 
300 
400 
500 
600 
700 
800 
900 
1000 
1200 
1400 
1600 
1800 
2000 
2300 
2600 
2900 
3200 
3600 
4000 
4400 
5000 
5400 
 
100 
150 
190 
240 
280 
330 
370 
420 
460 
520 
590 
640 
700 
790 
880 
940 
1000 
1060 
1130 
1190 
1260 
1330 
1420 
1510 
1600 
1730 
1820 
 
200 
290 
380 
470 
560 
650 
740 
830 
920 
1040 
1170 
1280 
1390 
1580 
1750 
1870 
1990 
2110 
2250 
2380 
2520 
2650 
2830 
3010 
3190 
3460 
3640 
 
2,8 
3,1 
4,1 
5,0 
5,8 
6,4 
7,6 
8,6 
9,4 
10,1 
10,7 
11,3 
11,8 
12,7 
13,4 
14,1 
14,7 
15,3 
16,2 
17,1 
18,0 
19,0 
19,9 
20,9 
21,8 
22,8 
23,7 
 
28 
30 
40 
49 
57 
63 
75 
84 
92 
99 
105 
111 
116 
125 
131 
138 
144 
150 
159 
168 
177 
186 
195 
205 
214 
224 
232 
 
3,4 
6,1 
8,2 
10,0 
11,6 
12,8 
15,1 
17,1 
18,7 
20,2 
21,4 
22,5 
23,6 
25,3 
26,8 
28,1 
29,3 
30,5 
32,3 
34,1 
36,0 
37,9 
39,8 
41,7 
43,6 
45,5 
47,4 
 
33 
50 
80 
98 
114 
126 
148 
168 
183 
198 
210 
221 
231 
248 
263 
276 
287 
299 
317 
334 
353 
372 
390 
409 
428 
446 
465 
 
2,8 
2,8 
2,8 
2,8 
3,2 
3,6 
4,5 
5,2 
5,9 
6,4 
6,9 
7,3 
7,7 
8,2 
8,6 
8,9 
9,2 
9,5 
10,0 
10,5 
11,2 
11,6 
12,2 
12,7 
13,3 
13,8 
14,4 
 
28 
28 
28 
28 
31 
35 
44 
51 
58 
63 
68 
72 
76 
80 
84 
87 
90 
93 
98 
103 
110 
114 
120 
125 
130 
135 
141 
 
2,8 
3,0 
4,2 
5,3 
6,3 
7,2 
8,9 
10,4 
11,7 
12,7 
13,7 
14,5 
15,3 
16,4 
17,1 
17,7 
18,3 
18,9 
19,9 
21,0 
22,1 
23,2 
24,3 
25,4 
26,5 
27,6 
28,7 
 
28 
29 
21 
52 
62 
71 
87 
102 
115 
125 
134 
142 
150 
161 
168 
174 
179 
185 
195 
206 
217 
228 
238 
249 
260 
271 
281 
Para valores intermediários de numeral do equipamento, o número de entrada é o imediatamente inferior ao numeral 
calculado. 
 
 
 
D3. SISTEMA DE MANOBRA 
 
100. Aplicação 
 
101. Toda embarcação auto-propelida terá um sistema que 
lhe dê condições de manobra, em acordo com estas Regras, 
adequado para a sua velocidade máxima, o serviço e a zona 
de navegação a que se destina. Deve haver dois acionamen-
tos, um principal e um de reserva, independentes um do ou-
tro. O principal deve, em princípio, ser por força motriz. 
 
102. O sistema de manobra selecionado será aprovado pelo 
RBNA. 
 
103. As Regras que seguem dão os requisitos para o sistema 
convencional, com lemes de formas comuns, com ou sem 
mancal de pé, e para seu acionamento, incluindo o manual. 
 
104. Para sistemas especiais será verificado o cálculo direto 
a ser apresentado para aprovação. 
 
105. Para componentes mecânicos de máquina de leme e 
transmissões, ver Parte 3, Título 11, Seção 5 – Motores e 
mecânica, Capítulo F. 
 
106. Para rede hidráulica de máquina de leme, ver Parte 3, 
Título 11, Seção 6 – Tubulações, Sub Capítulo F7. 
 
200. Definições 
 
201. Termos aqui utilizados. 
 
Diâmetro inferior da madre DI: diâmetro na região de en-
gaste da madre ao mancal do casco, considerado se esten-
dendo pela região logo abaixo, que recebe e transmite esfor-
ços de flexão e de torção, em mm. 
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 2-71 
Diâmetro superior da madre DS: diâmetro na região de 
acoplamento à cana do leme (ou quadrante), que recebe e 
transmite esforços só de torção, em mm. 
 
Mancal do casco: mancal (mancais em casos especiais) li-
gado diretamente ao casco da embarcação, acima do leme, 
que suporta o DS e absorve o esforço de flexão da madre do 
leme. 
 
Mancal de pé: mancal de apoio de extremidade inferior da 
madre do leme, que pode não existir em caso de leme sus-
penso, ou aproximadamente no meio da altura do leme, fi-
xado em cadaste em balanço (“rudder horn”). 
 
Mancal suporte (ou de escora): mancal de apoio no sentido 
axial, para suportar o peso e movimentos do leme e da ma-
dre; pode fazer parte da máquina de acionamento. 
 
Gualdropes: dispositivos de transmissão mecânica do torque 
do leme ao timão por cabos,

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