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AULA MIPs Diarréia

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Medicamentos 
isentos de prescrição
Orientação farmacêutica 
na diarréia
Profa. Dra. Bruna Maria Roesler
FR603 – Curso de Farmácia
UNICAMP 2012 
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Diarréia
Aumento da quantidade de água eliminada nas fezes, independentemente do número de evacuações;
Presença de elementos anormais nas fezes, como sangue, pus, muco ou restos alimentares;
Alguns autores entendem que o número de evacuações deve ser considerado na caracterização da diarréia 
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Diarréia 
Classificada em aguda e crônica (distinção puramente conceitual), sendo aguda aquela que tem a duração de até três semanas
Aguda – sinais e sintomas:
Flatulência;
Cólicas e dor abdominal;
Inchaço;
Febre, calafrios;
Dor nas articulações, dor de cabeça e no corpo;
Náuseas e vômitos
Fraqueza 
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Diarréia 
Não é uma enfermidade, mas sim um sintoma da existência de algum problema gastrointestinal, que pode vir acompanhado de outros sintomas, como sensação de urgência, dor abdominal, flatulência, debilidade, mal-estar geral, febre, vômitos 
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Diarréia
Origem:
→ intestino delgado: enterite
→ intestino grosso: colite
→ ambos: enterocolite 
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Diarréia 
Epidemiologia:
Idade: 
Afeta pessoas de todas as idades;
Indivíduos com mais de 55 anos e crianças menores de 05 anos apresentam taxa alta de diarréia associada a óbitos;
Pacientes com mais de 70 anos apresentam anormalidades do ritmo cardíaco devido a perda de fluidos e eletrólitos 
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Diarréia 
Epidemiologia:
Gênero: 
A diarréia por uso abusivo de laxantes é mais comum em adolescentes do gênero feminino, devido à grande incidência de bulimia e anorexia desse grupo 
(Finkel, 2007)
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Diarréia 
Etiologia:
As causas mais comuns de diarréias agudas incluem infecções, uso de fármacos e dietas
Classificação: 
funcional;
alimentar;
Infecciosa;
medicamentosa
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Diarréia 
Diarréia funcional:
Surge por estados neurológicos ou conflitos psicológicos;
Habitual em situações de estresse
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Diarréia 
Diarréia alimentar:
Aparece após a ingestão de certos alimentos, por indigestão, excessos alimentares, alergia alimentar;
Colite decorrente da fermentação ou putrefação de alimentos (exs: excesso da ingestão de fibras, excesso da ingestão de alimentos com sal) 
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Diarréia 
Diarréia infecciosa:
Causada por vírus (Rotavírus, Adenovírus, Coronavírus); bactérias (E. coli, Shigella, Salmonella, Vibrio cholerae, S. aureus, Helicobacter pylori); e parasitas (E. hystolitica, Giardia lamblia, Cryptosporidea) 
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Diarréia 
Diarréia medicamentosa:
Aparece após o consumo de determinados medicamentos, como antibióticos (ex: amoxicilina+clavulanato); antidepressivos (ex: fluoxetina); anti-hipertensivos; anti-inflamatórios não-esteroidais; betabloqueadores; diuréticos; laxantes; cafeína; sais de ferro, sais de lítio etc 
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Diarréia 
Prevenção:
Lavar as mãos antes das refeições;
Lavar bem os alimentos antes do consumo;
Cozinhar bem os alimentos, principalmente carnes e peixes;
Utilizar água fervida ou filtrada;
Beber leite pasteurizado;
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Diarréia 
Prevenção:
Evitar o consumo de alimentos na rua;
Procedimentos adequados e seguros para manuseio e preparo de alimentos;
Evitar alimentos muito salgados ou de difícil digestão;
Manter os alimentos sob refrigeração e evitar muitos reaquecimentos 
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Diarréia 
Tratamento não farmacológico:
Se a diarréia é consequência da ingestão de determinados alimentos ou bebidas, interromper a ingestão desses produtos;
Diminuir ou interromper o uso de laxativos salinos ou estimulantes;
Diminuir ou interromper o uso de antiácidos que contenham magnésio; 
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Diarréia 
Tratamento não farmacológico:
Interromper a ingestão de bebidas e alimentos preparados fora de casa;
Suspender ou diminuir o consumo de determinados alimentos, como produtos com lactose (queijos, leite), frutas secas, alimentos ricos em gordura, bebidas alcoólicas, café, chocolate, fibras etc 
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Diarréia 
Tratamento não farmacológico:
Recomendar o uso de determinados alimentos e bebidas: chás, frutas, sopas, carnes brancas grelhadas etc 
Reidratação oral: recomendar soluções de reidratação oral que contenham água e eletrólitos (CUIDADO: pacientes hipertensos e diabéticos) 
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Diarréia 
Tratamento farmacológico:
Na maioria dos casos, o farmacêutico deve se limitar a recomendar a reidratação e dar conselhos sobre a dieta do paciente
Os fármacos antidiarréicos podem combater a diarréia ou aliviar os sintomas 
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Diarréia 
Tratamento farmacológico:
Abordagens para o tratamento da diarréia aguda:
1- manutenção do equilíbrio hidro-eletrolítico:
	através da reidratação oral
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Diarréia 
Tratamento farmacológico:
Abordagens para o tratamento da diarréia aguda:
2- administração de fármacos anti-infecciosos:
	 medicamentos que só podem ser dispensados mediante receita médica 
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Diarréia 
Tratamento farmacológico:
Abordagens para o tratamento da diarréia aguda:
3- uso de agentes antidiarréicos não antimicrobianos: agentes anti-mobilidade encontrados em medicamentos sujeitos a prescrição médica (opiáceos e antagonistas de receptores muscarínicos), adsorventes (carvão, pectina, silicato de magnésio e alumínio) e agentes que modificam o transporte de líquidos e eletrólitos (subsalicilato de bismuto) 
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Diarréia: MIPs
Silicato de alumínio e magnésio hidratado:
Mecanismo de ação: adsorvente e protetor; adsorve grande número de bactérias e toxinas e reduz a perda de água 
Propriedades farmacológicas: não absorvida
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Diarréia: MIPs
Silicato de alumínio e magnésio hidratado:
Mecanismo de ação: pode diminuir a absorção oral de alguns medicamentos (anticolinérgicos, cardiotônicos, aminofilina, cafeína, teofilina, entre outros)
Fazer um intervalo de 2 a 3 horas entre as ingestões 
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Diarréia: MIPs
Silicato de alumínio e magnésio hidratado:
Precauções: 
Uso pediátrico/geriátrico: risco de desidratação associada a diarréia;
Manter hidratação e alimentação adequadas;
Risco/benefício avaliado em certas situações clínicas (desidratação, diarréia associada a parasitas, suspeita de desobstrução intestinal) 
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Diarréia: MIPs
Silicato de alumínio e magnésio hidratado:
Reações adversas: 
Constipação branda e temporária 
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Diarréia: MIPs
Bismuto:
Mecanismo de ação:
O subsalicilato de bismuto deve exercer sua ação antidiarréica não somente pela estimulação da absorção de fluidos e eletrólitos através das paredes do intestino, mas também quando hidrolisado para ácido salicílico, pela inibição da síntese de prostaglandinas responsáveis pela inflamação intestinal e pela hipermotilidade 
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Diarréia: MIPs 
Bismuto:
Propriedades farmacológicas:
Administração oral, absorção rápida e completa (maior que 90%);
Hidrólise no estômago: oxicloridrato de busmuto e ácido salicílico (pico plasmático em 0,5 a 3 horas);
Excreção fecal (bismuto) e renal (ácido salicílico)
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Diarréia: MIPs
Bismuto:
Interações:
Ácido acetilsalicílico;
Varfarina (aumento do risco de sangramento, devido ao efeito antiplaquetário do subsalicilato de bismuto)
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Diarréia: MIPs
Bismuto:
Precauções:
Pacientes sensíveis aos salicilatos;
Pacientes pediátricos;
Úlceras hemorrágicas, gota, função renal diminuída, hemofilia e desidratação;
Não utilizar caso o paciente esteja fazendo uso de medicamentos anticoagulantes, tratamento da diabetes, gota ou artrite a menos que indicado por médico 
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Diarréia: MIPs
Bismuto:
Reações adversas:
Mais frequentes: escurecimento da língua e/ou fezes;
Raras: encefalopatia, constipação,
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