O TRABALHO DAS DRAG QUEENS E A SOCIEDADE
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O TRABALHO DAS DRAG QUEENS E A SOCIEDADE

Disciplina:Psicologia do Desenvolvimento e Teorias de Aprendizagem516 materiais16.497 seguidores
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FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS

ABNER SIGEMI

ANA CAROLINE PICCIOLA

BEATRIZ SIQUEIRA BUENO

BIANCA DIAS PINTO

DIEGO WILLIAM DE FARIA RENNÓ

O TRABALHO DAS DRAG QUEENS E A SOCIEDADE

SÃO PAULO

2016

ABNER SIGEMI

ANA CAROLINE PICCIOLA

BEATRIZ SIQUEIRA BUENO

BIANCA DIAS PINTO

DIEGO WILLIAM DE FARIA RENNÓ

O TRABALHO DAS DRAG QUEENS E A SOCIEDADE

Trabalho apresentado como forma
de avaliação parcial na matéria de
Psicologia do Desenvolvimento III,
pelo curso de Psicologia das
Faculdades Metropolitanas Unidas,
ministrada pela Professora Edna
Tiemi.

SÃO PAULO

2016

Dedicamos este trabalho a todas Drag
Queens que nos ajudaram na confecção
do mesmo, direta e indiretamente.

Ser livre é conseguir flutuar entre a
diversidade e a multiplicidade, sem perder
a própria identidade. (Dimos Iksilara)

RESUMO

Discuti-se a concepção do que é uma Drag Queen, desde sua origem até os dias

atuais, passando pelas representações em momentos importantes de luta por

movimentos de minorias em contraponto a uma sociedade machista e

heteronormativa. Ainda em foco sua construção de identidade e relação com o alter-

ego, dissertando quanto a conceitos de gênero, identidade, orientação sexual, entre

outros conceitos em debate. Discutimos ainda os preconceitos vividos pelo artista no

exercer de sua profissão, além de suas relações de trabalho e o modo com que a

sociedade assisti e interagi com sua arte. A metodologia utilizada se faz uso de

artigos científicos e outros materiais que produzem informações relevantes a fim de

contribuir para uma maior compreensão no processo de construção e percepção da

identidade da Drag Queen.

Palavras-chave: Drag Queen. Identidade. Trabalho. Gênero. Sociedade.

ABSTRACT

Discusses the design of which is a Drag Queen, from its origin to the present day,

through the representations in important moments movements struggle of minorities

as opposed to a sexist and heteronormative society. Also in focus construction of

identity and relationship with the alter-ego, expounding as the concepts of gender

identity, sexual orientation, among other concepts under discussion. We also discuss

the prejudices experienced by the artist in the exercise of their profession, and their

working relationship and the way that society watched and interacted with his art.

The methodology used to make use of scientific articles and other materials that

produce relevant information in order to contribute to a greater understanding in the

construction process and perception of the identity of the Drag Queen.

Keywords: Drag Queen. Identity. Working. Gender. Society.

LISTA DE QUADROS

Quadro 1 – O Biscoito Sexual............................................................................18

LISTA DE TABELAS

Tabela 1 - Possibilidades de orientação sexual e identidade de gênero..................19

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

LGBT (ou LGBTT) - Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e

Transgêneros.

ANTRA – Associação Nacional de Travestis e Transexuais.

SUMÁRIO

1. POWERFUL DRAGS ............................................................................................ 11

1.2. TUPINIQUEENS ................................................................................................ 12

2. DRAG OU NÃO DRAG, EIS A QUESTÃO ............................................................ 14

2.1. DRAG É PLURAL ............................................................................................... 14

3. IDENTIDADE ......................................................................................................... 16

3.1. IDENTIDADE, GÊNERO E ORIENTAÇÃO SEXUAL ......................................... 16

3.2. DRAG QUEENS X TRAVESTIS ......................................................................... 19

3.3. SE EU FOSSE VOCÊ, O MEU ALTER-EGO ..................................................... 20

3.4. A IDENTIDADE QUEEN ..................................................................................... 21

4. PRECONCEITO .................................................................................................... 24

4.1. TUDO QUE É DIFERENTE INCOMODA O QUE É IGUAL ................................ 24

5. O TRABALHO DAS DRAG QUEENS, O VIVER NO SALTO ................................ 27

5.1. “DE DIA É MARIA, DE NOITE É JOÃO” OU NÃO! ............................................ 28

5.2. DRAG ALÉM DE CABELO TAMBÉM BATE PONTO ........................................ 29

6. “SHANTAY, YOU STAY” (CONCLUSÃO) ............................................................. 32

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................................... 33

10

INTRODUÇÃO

O que iremos discutir neste trabalho é de forma bem ampla, a relação de

trabalho das Drag Queens e a sociedade heteronormativa que conhecemos, que ao

passar dos anos se manteve com seus prejulgamentos, que mesmo com o evoluir

do individuo ainda mantém resquícios de uma sociedade retrograda com relação ao

que difere da dicotomia masculina e feminina.

Apresentaremos um contexto histórico social, retratando o papel da Drag

Queen em períodos de transformação da sociedade e o seu papel desempenhado,

nem sempre como de costume em papéis teatrais, mas às vezes em papéis de

extrema importância, como por exemplo, na década de 60, em plena revolução

sexual, entre outros movimentos.

Abordaremos os conceitos de identidade e construção da mesma,

impossível falar sobre Drag Queens, sem passarmos pela questão da identidade de

gênero, onde se percebe a pluralidade de gêneros, de possibilidades, a Teoria

Queer e sua fascinante história de construção da identidade do individuo , entre

outros conceitos, não deixando de lado a principal questão que é a identidade da

Drag Queen, a sua identidade Queen e sua relação com seu alter-ego.

Em meio a tudo isso, infelizmente nos deparamos com o preconceito,

existente em uma sociedade heteronormativa e patriarcal, o classicismo de nossa

sociedade insiste em ser violento com os não binários, e com isso temos

consequências que acarretam danos as vezes irreparáveis, mas que há solução, e

mostramos que a informação é a melhor arma na proteção dos direitos dos iguais.

E finalizamos, falando obviamente do mundo das Drag Queens, como

ambiente de trabalho, relações de trabalho, entre outras questões que envolvem o

trabalho das Drag Queens, pois ser Drag pode sim ser vista como uma carreira, com

suas dificuldades, barreiras a serem enfrentadas, mas que existem suas

possibilidades.

11

1. POWERFUL DRAGS

Existem várias origens atribuídas ao termo Drag Queen, algumas datam

desde Shakespeare, mas o que todas as origens consentem é quanto à sua vertente