RESUMO B1 - PROPEDEUTICA CIRURGICA II
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RESUMO B1 - PROPEDEUTICA CIRURGICA II


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RESUMO B1: PROPEDEUTICA CIRURGICA II
TERAPIA PERIODONTAL:
FASE I (Terapia Periodontal Relacionada à Causa).
FASE II (Cirurgia Periodontal).
FASE III (Restauração).
FASE IV (Manutenção).
A cirurgia periodontal é um coadjuvante a terapia relacionada à causa (FASE I \u2013 1 a 6 meses), uma vez que a maioria das doenças periodontais está associada à placa bacteriana. A escolha do tipo de cirurgia periodontal a ser empregada, será baseada na resposta à FASE I da terapia periodontal relacionada a causa, já que a remoção do agente etiológico irá melhorar o prognostico clínico da doença periodontal. 
VANTAGENS DA TERAPIA PERIODONTAL:
Redução do infiltrado inflamatório \u2013 determinação do contorno gengival, possibilitando a avaliação de bolsas periodontais. 
Redução da inflamação gengival \u2013 tecidos fibrosos e firmes \u2013 facilitar a manipulação cirúrgica dos tecidos moles. 
Redução do sangramento gengival \u2013 visualização do campo cirúrgico. 
Correta avaliação do prognostico. 
Determinação correta dos sítios periodontais envolvidos. 
OBJETIVOS DA CIRURGIA PERIODONTAL:
Preservação do periodonto em longo prazo. 
Determinação da morfologia gengival - Facilitar a remoção e controle de placa bacteriana.
Criar acesso para RAR adequados. 
Regeneração da inserção periodontal destruída pela doença. 
INDICAÇÕES DA CIRURGIA PERIODONTAL:
Estética gengival.
Restabelecimento biológico.
Exploratório (Acesso).
Biopsia (Diagnostico de lesões em gengiva).
Procedimentos regenerativos.
CONTRA INDICAÇÕES À CIRURGIA PERIODONTAL:
Higiene Bucal deficiente. 
Doenças cardiovasculares: Hipertensão arterial, Angina pectoris, Infarto do miocárdio, Terapia anticoagulante, Endocardite bacteriana, Lesões congênitas, Implantes e próteses cardíacas. 
Distúrbios sanguíneos: Leucemia aguda.
CLASSIFICAÇÃO DAS CIRURGIAS PERIODONTAIS:
CIRURGIAS DE TECIDOS MOLES:
Gengivoplastia e gengivectomia
Retalhos totais ou divididos
Cirurgias muco-gengivais
Enxertos: epitélio livre ou conjuntivos.
Combinações técnicas
CIRURGIAS DE TECIDOS DUROS:
Osteoplastia e osteotomia
Técnicas de neoformação óssea
Enxertos
Combinações técnicas
Implantes
CLASSIFICAÇÕES DAS INCISÕES:
INCISÃO INTRASULCULAR: 
INDICAÇÕES: Áreas estéticas, áreas com pequena quantidade de gengiva inserida. 
CONTRA-INDICAÇÕES: Áreas de tecido hiperplásicos, áreas com epitélio sulcular inflamado.
VANTAGENS: Mínimo trauma cirúrgico, pequena recessão gengival pós-operatória, melhor visualização e acesso ao campo operatório. 
INCISÃO COM BISEL INTERNO OU INVERTIDO: 
INDICAÇÕES: Gengiva inserida (suficiente). 
CONTRA-INDICAÇÕES:Presença de exostoses, tecido inflamado.
VANTAGENS: Determinar a posição final do retalho, substituir a gengivectomia, preservação do festonado gengival, cicatrização (1ª intensão). 
INCISÃO COM BISEL EXTERNO:
INDICAÇÕES:Bolsas supra-ósseas, Hiperplasia medicamentosa, GUN, Arquitetura gengival, Quantidade de gengiva inserida.
CONTRA-INDICAÇÕES:Pouca gengiva inserida, Exostoses, Espessura óssea acentuada.
VANTAGENS:Fácil execução, Redução de profundidade de bolsa. 
DESVANTAGENS: Cicatrização lenta, Dor no pós-operatório, Aplicação limitada. 
GENGIVECTOMIA:
CONCEITO: procedimento que visa à reconstituição sem remoção de tecido mole. Excisão de parede do tecido mole de uma bolsa periodontal patológica.
OBJETIVOS:
- Eliminação da bolsa periodontal (supra-óssea) e gengival (pseudo-bolsa)
- Adequar o tecido a uma forma fisiológica
- Acesso e visualização à superfície radicular
- Facilitar tratamentos restauradores ou protéticos 
- Remover aumentos gengivais.
INDICAÇÕES:
- Aumentos gengivais (fenitoína).
- Fibromatose gengival idiopática.
- Bolsa periodontal supra-óssea. 
- Arquitetura óssea normal.
- Gengiva inserida (\u22652mm).
CONTRA-INDICAÇÕES:
- Bolsa periodontal infra-óssea (bolsa falsa). 
- Arquitetura óssea alterada.
- Bolsas profundas (>5mm) \u2013 exposição radicular. 
- Exposição reto-molar. 
- Gengiva inserida insuficiente (<2mm) 
VANTAGENS:
- Resultados clínicos morfologicamente ideais.
- Não exposição de tecido ósseo. 
- Fácil execução. 
DESVANTAGENS:
- Estética.
- Impossibilidade de correção de defeitos ósseos.
- Limitações. 
GENGIVOPLASTIA:
CONCEITO: é o recontorno de gengiva para criar contornos gengivais fisiológicos, com uma única finalidade de recontornar a gengiva na existência de bolsa. 
INDICAÇÕES:
- Alterações anatômicas.
- Complementando outras técnicas. 
- Sequelas da doença periodontal (GUN).
PÓS-CIRURGICO: 
- Alimentação líquida ou pastosa.
- Evitar esforços físicos. 
- Evitar calor e escovação local (atrito). 
- Gelo.
- Medicação. 
- Evitar escovação na região. 
CUNHA DISTAL/MESIAL:
CONCEITO: técnica de remoção tecidual fibrótica na tuberosidade e na área proeminente retromolar. 
INDICAÇÕES:
- Eliminação da bolsa gengival (pseudo-bolsa). 
- Adequar o tecido a uma fisiologia. 
- Facilitar os tratamentos restauradores ou protéticos.
- Remover aumentos gengivais.
- Obtenção de coroa clínica adicional. 
- Corrigir erupção passiva alterada (dentes em infra-oclusão).
CONTRA-INDICAÇÕES:
- Acentuada debilidade geral ou presença de condições sistêmicas anormais.
- Presença de processo inflamatório agudo. 
- Pequena faixa ou ausência total de gengiva inserida. 
- Presença de bolsa infra-óssea ou necessidades de remodelamento ósseo. 
VANTAGENS:
- Resultados clínicos morfológicos ideais. 
- Não expõe tecido ósseo \u2013 pouca pera de inserção. 
CRITÉRIOS \u2013 TÉCNICA:
- Tipo de bolsa \u2013 supra-óssea.
- Parede gengival da bolsa \u2013 resistente.
- Largura da gengiva inserida \u2013 suficiente.
- Profundidade da bolsa \u2013 4 a 5mm. 
VARIAÇÕES TÉCNICAS:
- Incisões convergentes para o rebordo: remoção de pouco tecido. (Mais comum em distal de molares inferiores) 
- Incisões Divergentes para o rebordo: remoção de maior quantidade de tecido. (Mais comum na distal dos molares superiores). 
 
EXODONTIA DEDENTES INCLUSOS:
CONCEITO: Denominam-se dentes inclusos, retidos ou impactados os dentes que uma vez chegada à época da erupção, ficam retidos no osso ou na mucosa.
ETIOLOGIA DA IMPACTAÇÃO:
Permanência exagerada ou perda precoce dos dentes decíduos. 
Falta de espaço na arcada dentária.
Presença de dentes supranumerários.
Elementos patológicos.
Aspectos de ordem geral ou sindrômica. 
Teoria antropóloga. 
FREQUÊNCIA DE INCLUSÃO:
3º Molar Inferior 
3º Molar Superior 
Caninos superiores
Caninos Inferiores 
Pré-molares
Dentes supranumerários.
INDICAÇÃO PARA EXTRAÇÃAO DE DENTES IMPACTADOS:
PREVENÇÃO:
Carie dentária
(A região dista do 2º molar pode ser exposta a bactérias que causam a cárie dentária, isso poderá ser uma comunicação para iniciar processo de carie no dente impactado com ou sem exposição em boca).
Pericoronarite
(Ocorre quando a raiz está parcialmente impactada com grande quantidade de tecido mole em excesso recobrindo-a, há uma infecção do tecido mole que circunda a coroa de um dente parcialmente impactado, seja por microrganismo, trauma local ou acumulo de restos alimentares). 
Doença Periodontal
(A presença de 3º molar impactado reduz a quantidade de osso distal ao 2º molar adjacente, devido grande dificuldade de higienização nessa região, comumente ocorre a inflamação gengival com migração apical da junção gengival na face distal do 2º molar. Pacientes com 3º molares inferiores impactados frequentemente apresentam bolsas periodontais profundas na região distal do 2º molar).
Fratura de Mandíbula
(O 3º molar impactado ocupa o espaço que usualmente seria ocupado por osso, essa redução confere maior susceptibilidade à fratura no local do dente impactado).
 Otimização da saúde periodontal
(Permite a preservação da saúde periodontal do 2º molar adjacente, baseado nos parâmetros primários da saúde periodontal após a cirurgia do 3º molar, isto é altura óssea e nível de inserção periodontal na face distal do 2º molar).
Otimização do tratamento ortodôntico
(A remoção do 3º molar previamente ao tratamento ortodôntico