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Genética Básica - Genética Mendeliana I

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Roteiro 1
Genética Mendeliana
Prof. Waldemiro S. Romanha
wromanha@gmail.com
http://www.microsintonias.blogspot.com
GENÉTICA BÁSICA
Roteiro 
Roteiro 2
Os Experimentos de Mendel
Os principais experimentos de Mendel foram realizados com ervilhas. As ervilhas 
eram úteis para estes experimentos devido às seguintes características:
1. Velocidade na reprodução: Isto permite 
a análise de várias gerações e um 
tempo curto.
2. Autopolinização (autofecundação): as 
ervilhas são hermafroditas e possuem 
flores com gineceu e androceu (partes 
reprodutoras) no interior de pétalas 
fechadas. Assim, o estigma da flor é
polinizado pelo pólen das anteras.
Roteiro 3
Controle Experimental:
Mendel mantinha absoluto controle sobre 
a “paternidade” dos descendentes que 
obtinha nos cruzamentos entre ervilhas 
pois, devido ao processo de 
autofecundação, ocorria a geração de 
linhagens puras, isto é, com 
características invariáveis de uma geração 
para outra.
Quando Mendel cruzava plantas entre si, 
ele tinha o cuidado de retirar os estames 
de uma delas antes de sua maturidade, 
para evitar a autofecundação. Na época 
certa, ele salpicava naquela flor o pólen da 
outra planta. Os descendentes obtidos 
eram, portanto, como toda certeza, “filhos”
daquelas duas plantas que Mendel havia 
cruzado.
Roteiro 4
Uma das experiências de Mendel
Sementes lisas x sementes rugosas
Mendel cruzou plantas puras de sementes lisas com plantas puras de 
sementes rugosas. Chamou essa geração parental de P.
Na primeira geração de filhos (F1), Mendel obteve somente plantas de 
sementes lisas (o caráter rugoso “desapareceu” nessa geração).
Ao deixar que F1 se autofecundasse, conseguiu na segunda geração 
de filhos (F2) plantas de sementes lisas e também plantas de 
sementes rugosas.
Resultados:
Na primeira geração (F1), Mendel constatou que o atributo rugoso
desapareceu. 
Na geração F2, porém, o atributo rugoso reapareceu. 
Conclusões:
1. O atributo liso de F1 foi chamado de fator dominante.
2. O atributo rugoso de F2 foi chamado de recessivo. Isto quer 
dizer que, de alguma forma, ele permaneceu nos indivíduos de 
F1, porém “escondido”, voltando a se manifestar na geração 
seguinte.
Roteiro 5
Modelo Teórico de Mendel com base nos resultados obtidos
1. Deve haver nas plantas partículas ou fatores responsáveis 
pela herança da forma {lisa (L) ou rugosa (R)} da 
semente.
2. Cada planta possui dois desses fatores, tendo recebido um 
fator de cada um de seus pais (fator L para liso e R para 
rugoso).
3. As plantas da geração parental são puras, portanto são, 
respectivamente, LL e RR.
4. Na reprodução, cada indivíduo transmite apenas um dos 
dois fatores para a célula sexual que ele produz. A planta 
de semente lisa forma, assim, gametas com o fator L e a 
de semente rugosa, gametas com um fator R.
5. Por fecundação, os indivíduos na primeira geração (F1) 
ficam com a constituição genética LR. São portanto 
híbridos, ao contrário dos pais que são puros.
6. Na geração F1, apesar de existirem os dois fatores (L e R) 
em cada indivíduo, somente o fator L se manifesta, graças 
à dominância: assim os indivíduos são lisos.
7. Quando as plantas F1 se autofecundam, formam-se dois 
tipos de gametas, L e R, tanto pela parte masculina como 
pela feminina, podendo ocorrer quatro tipos de encontros 
gaméticos.
Roteiro 6
No esquema ao lado estão 
representados os quatro possíveis 
encontros gaméticos.
Se os quatro possíveis encontros 
ocorrerem ao acaso, deve-se esperar 
que três em cada quatro fecundações 
originem sementes lisas e uma em 
cada quatro, sementes rugosas.
Na contagem das sementes de F2, 
Mendel havia obtido 5474 lisas e 1850 
rugosas, o que representava uma 
proporção de 2,96 : 1 ou seja, 
praticamente a proporção de 3:1 
prevista pelo modelo.
Dessa forma, as proporções obtidas na 
prática confirmaram a validade do 
modelo teórico proposto por Mendel.
Roteiro 7
Primeira Lei de Mendel
Cada caráter é condicionado por dois fatores. 
Eles se separam na formação dos gametas indo 
apenas um fator para cada gameta
A primeira lei de Mendel é também chamada de “lei da 
pureza dos gametas”, já que ela postula que os gametas têm 
um só gene para cada característica, sendo, portanto, 
sempre puros.
Roteiro 8
A separação dos genes nos gametas proposta por Mendel é totalmente 
coerente com aquilo que ocorre na meiose.
A célula inicial (A) pertence a um pé de 
ervilha híbrida (LR) e tem um gene L 
(para liso) e outro R (para rugoso), em 
dois cromossomos homólogos. Na 
primeira divisão (de B para C, no 
esquema) os homólogos se separam; 
em conseqüência, os genes alelos 
também se separam. 
Na segunda divisão, são as 
cromátides-irmãs que se separam; ao 
final, duas das quatro células 
reprodutoras têm o gene L e duas têm 
o gene R.
Assim, a separação dos genes alelos 
na formação de células reprodutoras –
postuladas pela primeira lei – ocorre 
porque acontece a separação dos 
cromossomos homólogos durante a 
meiose.

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