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SEDIMENTOLOGIA

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SEDIMENTOLOGIA
CONCEITOS:
 Estudo dos depósitos sedimentares e suas origens  depósitos antigos ou modernos, marinhos ou continentais, inclusive seus conteúdos faunísticos e florísticos, minerais, texturas e estruturas, diagênese e evolução temporal e espacial (Suguio, 2003)
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 Com base em observação e descrição das feições em sedimentos moles e duros se ocupa da reconstrução dos paleoambientes de sedimentação em termos estratigráficos e tectônicos  utilizando métodos de vários ramos das geociências e das ciências afins
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Biologia 
conhecimentos sobre os animais e vegetais podem ser aplicados em  paleontologia e paleoecologia
Fósseis estudados sob enfoque essencialmente científico  evolução, morfologia e taxonomia ou na definição de zonas bioestratigráficas (bioestratigrafia) e suas relações com as unidades litoestratigráficas (fisioestratigrafia)
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Geoquímica 
análise paleoambiental dos depósitos sedimentares 
a geoquímica sedimentar tem grande aplicação nos sedimentos químicos  rochas evaporíticas, fosfáticas, alguns carbonatos e rochas pelíticas
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Petrografia Sedimentar e Petrologia Sedimentar 
Versam sobre estudo microscópico dos sedimentos:
	propriedades petrofísicas (porosidade e permeabilidade)
diagênese  transformações pós-deposicionais ocorridas nos sedimentos em vias de litificação  transformações que podem aumentar ou diminuir a porosidade e permeabilidade  influenciando na capacidade de armazenamento e transmissibilidade de fluidos intersticiais como óleo, gás e água 
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Geologia Marinha 
principalmente a sedimentologia marinha ao lado de outros estudos ligados a processos eólicos, fluviais, glaciais, litorâneos e coluviais  constitui importante campo de pesquisas sedimentológicas
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Hidráulica e Mecânica de fluídos 
conceitos empregados em sedimentologia importantes na compreensão dos parâmetros físicos que controlam a deposição dos sedimentos
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Geomorfologia 
trata da descrição dos sistemas das paisagens e processos modificadores  ramo essencial das geociências principalmente  Sedimentologia do Quaternário
Descoberta do fenômeno expansão do fundo oceânico e desenvolvimento da teoria da tectônica de placas, em meados da década de 60, aumentaram as possibilidades para que a megassedimentologia ou sedimentologia global pudesse explicar o papel da sedimentologia no ciclo das rochas
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HISTÓRICO
 Emprego do termo “sedimentologia”  a partir de 1925 por Trowbridge  interesse pela sedimentação e rochas sedimentares remonta aos primeiros estudos da geologia 
 Bases da moderna sedimentologia  lançadas entre a Renascença e a Revolução Industrial por pesquisadores  Leonardo da Vinci, James Hutton e William Smith
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 Sec. XIX  estabelecida a Teoria do Atualismo (principio do Uniformitarismo)  como idéia geológica fundamental  trabalhos de Sorby (1853 e 1908) e de Lyell (1865) 
 mostravam como processos modernos poderiam ser usados para interpretações de texturas e estruturas sedimentares antigas
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Middleton (1978) subdividiu o histórico da sedimentologia em 5 capítulos:
 1º período (antes de 1830)  aceitação geral do princípio do atualismo (Lyell, 1830) com uma das leis básicas da sedimentologia 
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 2º período (1830 – 1894)  elaboração teórica do atualismo como fundamento de uma ciência específica dedicada às rochas sedimentares (litologia comparativa da lei de Walther, 1893-1894) e a demonstração prática de métodos atualísticos por investigações científicas, com a sondagem de Funafuti e a expedição Challenger;
 3º período (1894 – 1931)  desenvolvimento da profissionalização da sedimentologia culminando com a publicação do primeiro periódico sedimentológico (Journal of Sedimentary Petrology, 1931);
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 4º período (1931 – 1950)  início do estudo de sedimentos recentes em larga escala e introdução de técnicas novas, particularmente na oceanografia, fatos que coincidiram com grandes avanços em geoquímica e na interpretação de calcários, arenitos e estruturas sedimentares;
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 5º período (1950 ao presente)  publicação de vários livros textos clássicos (Twenhofel, 1950; Trask, 1950; Kuenen, 1950a, b; Brumbein & Sloss, 1951)  forneceram excelente idéia sobre o “estado da arte” dos conhecimentos sedimentológicos em meados do sec. XX;
 neste último período houve grande expansão na escala das investigações de sedimentos recentes visando à procura de armadilhas estratigráficas de petróleo (projeto desenvolvido pelo American Petroleum Institute (projeto 51) realizado no NW do Golfo do México 
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emprego de conceitos genéticos consagrados em estudos estratigráficos  seqüências sedimentares de Sloss (1963); sistemas deposicionais de Fisher & McGowen (1967)  conduziu os pesquisadores à formulação da estratigrafia genética  importante no mapeamento de áreas desconhecidas 
aplicação daqueles conceitos associados com as idéias fundamentais da estratigrafia convencional  ampliaram as perspectivas interpretativas + a crescente importância da simoestratigrafia  método geológico para a interpretação de informações geofísicas, sísmicas  tornou-se instrumento ideal para se proceder à síntese geológica regional  acesso à perfilagem sísmica tridimensional