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Aula 3   Mandado de Segurança

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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DA... SEÇÃO JUDICIÁRIA DE...
MARIA SOUZA, nacionalidade, estado civil, servidora pública federal, portadora da carteira de identidade n°, inscrito no CPF sob o n°, residente à rua, n°, bairro, Município/Estado – CEP:, endereço eletrônico, por intermédio de seu advogado que esta subscreve, inscrito na OAB sob o n°, com endereço profissional, endereço completo, endereço eletrônico, na forma do artigo 77, V, do NCPC vem perante Vossa Excelência, propor
MANDADO DE SEGURANÇA COM LIMINAR
Em face da UNIVERSIDADE FEDERAL, autarquia federal, inscrito no CNPJ sob o n°, com sede à rua, n°, bairro, Município/Estado – CEP:, endereço eletrônico, pelos fatos e fundamentos que seguem
I – DA TEMPESTIVIDADE
	Conforme o artigo 23 da lei 12.016/09, o prazo para impetrar Mandado de Segurança é de 120 (cento e vinte) dias da ciência do ato impugnado. Sendo assim, tendo em vista que a data do afastamento da servidora de suas funções foi em 11 de janeiro de 2017, o presente mandado de segurança é tempestivo.
II – DA GRATUIDADE DE JUSTIÇA
	Em razão das dificuldades financeiras enfrentadas pela autora desde a sua demissão, não pode suportar as custas judiciais, razão pela qual requer a gratuidade de justiça, na forma do artigo 98 do CPC.
III – DA LIMINAR
	Requer a impetrante que seja deferida liminar na forma do artigo 7°, III da lei 12.016/09, tendo em vista a prova inequívoca do direito consubstanciada na nulidade do PAD por violação ao contraditório, uma vez que não houve citação, figurando o FUMUS BONI IURIS e na sentença penal absolutória transitada em julgado que reconheceu que a servidora agiu em legítima defesa.
	Além disso, temos figurado o PERICULUM IN MORA, pois houve um dano irreparável, demonstrado pelas dificuldades financeiras enfrentadas pela autora.
IV – DOS FATOS
	Inconformado com a nota que lhe fora atribuída, Marcos Silva, aluno da Universidade Federal abordou a professora, ora impetrante, e a ameaçou, exigindo que a mesma alterasse sua nota.
	A impetrante conseguiu desarmar o aluno, com o escopo de repelir a iminente agressão, momento em que o derrubou e por consequência quebrou o braço do mesmo.
	Foi instaurado um PAD, para apurar eventual responsabilidade da professora. Além disso, a professora foi denunciada pelo crime de lesão corporal, sendo que na esfera criminal, a mesma foi absolvida, pois foi provado que agiu em legítima defesa em decisão que transitou em julgado.
	Ocorre que a PAD prosseguiu, sem a citação da servidora, pois foi entendido pela Comissão nomeada que a professora já tomara ciência da instauração do PAD por meio da imprensa e de outros servidores.
	A Comissão apresentou relatório pugnando pela condenação da servidora à pena de demissão.
	Para decisão final, o PAD foi encaminhado ao reitor da Universidade, que aplicou a pena de demissão à servidora, com base na fundamentação apresentada pela Comissão e afirmou que a esfera administrativa é autônoma em relação à criminal. 
	A impetrante foi afastada de suas funções em 11 de janeiro de 2017.
	
V – DOS FUNDAMENTOS
	É notório, no presente caso, a violação ao contraditório e à ampla defesa da impetrante, uma vez que a mesma não foi citada e não pôde contestar no PAD, sendo condenada à pena de demissão, violando o devido processo legal previsto no artigo 5°, LIV que prevê o seguinte: “Ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal”.
	Sendo assim, o processo administrativo é nulo, pois não foi garantido à impetrante todas as garantias constitucionais.
	Além disso, deverá ser vinculado o Juízo Criminal, pois a impetrante foi absolvida no processo penal com fundamento em excludente de ilicitude, como a legítima defesa, não havendo espaço para aplicação do resíduo administrativo, vez que constitui mitigação ao princípio da independência entre as instancias, conforme previsto no artigo 65 do CPP.
VI – DOS PEDIDOS
Isto posto, requer:
Seja deferida a liminar para reintegrar a servidora com a suspensão do ato;
Seja deferida a gratuidade de justiça;
Seja notificada a autoridade coatora - Reitor;
Seja cientificado o Órgão Administrativo, a Autarquia Federal - Universidade Federal;
Seja intimado o Parquet
Seja reintegrada a impetrante reconhecendo a nulidade do ato administrativo;
Seja realizado os pagamentos dos vencimentos atrasados da servidora;
Seja condenado o Impetrado às custas sucumbenciais.
V – DAS PROVAS
	Requer a juntada das provas em anexas, na forma do artigo 369 do CPC.
VI – DO VALOR DA CAUSA
	Dá-se-à causa o valor de R$ 400,00 (quatrocentos reais) para fins fiscais.
Nestes Termos, 
Pede Deferimento.
Local e data
Advogado/OAB