Unidade V Texto Complementar
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Unidade V Texto Complementar


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ornamentada, e 
na redação literária, mais curta, clara e fácil de ler. O advento do cinema e das 
"figuras em movimento" na primeira década do século XX possibilitaram ao 
movimento moderno uma estética que era única, e novamente, criaram uma 
conexão direta com a necessidade percebida de se estender à tradição 
"progressiva" do fim do século XX, mesmo que isto entrasse em conflito com as 
normas estabelecidas. 
Esta linha do movimento moderno rompeu com o passado na primeira 
década do século XX, e tentou redefinir as várias formas de arte de uma 
maneira radical. Liderando as mudanças na literatura estavam Virginia Woolf, 
James Joyce, T.S. Eliot, Ezra Pound, Wallace Stevens, Guillaume Apollinaire, 
Joseph Conrad, Marcel Proust, Gertrude Stein, Wyndham Lewis, Hilda 
Doolittle, Marianne Moore, William Carlos Williams, Franz Kafka e Jane Austen. 
Compositores como Arnold Schönberg e Igor Stravinsky representaram o 
moderno na música. Artistas como Picasso, Matisse, Mondrian, os surrealistas, 
entre outros, o representaram nas artes plásticas, enquanto arquitetos como Le 
Corbusier, Mies van der Rohe, Walter Gropius e Frank Lloyd Wright trouxeram 
as idéias modernas para a vida urbana cotidiana. Muitas figuras fora do 
modernismo nas artes foram influenciadas pelas idéias artísticas, por exemplo 
John Maynard Keynes era amigo de Virginia Woolf e outros escritores do grupo 
de Bloomsbury 
Op Art 
Op art é muito lokão é um termo usado para descrever a arte que 
explora a falibilidade do olho e pelo uso de ilusões ópticas. 
A expressão \u201cop-art\u201d vem do inglês (optical art) e significa \u201carte óptica\u201d. 
Defendia para arte "menos expressão e mais visualização". Apesar do rigor 
com que é construída, simboliza um mundo mutável e instável, que não se 
mantém nunca o mesmo. 
Os trabalhos de op art são em geral abstratos, e muitas das peças mais 
conhecidas usam apenas o preto e o branco. Quando são observados, dão a 
impressão de movimento, clarões ou vibração, ou por vezes parecem inchar ou 
deformar-se. 
Apesar de ter ganho força na metade da década de 1950, a Op Art 
passou por um desenvolvimento relativamente lento. Ela não tem o ímpeto 
atual e o apelo emocional da Pop Art; em comparação, parece excessivamente 
cerebral e sistemática, mais próxima das ciências do que das humanidades. 
Por outro lado, suas possibilidades parecem ser tão ilimitadas quanto as da 
ciência e da tecnologia. 
O termo surgiu pela primeira vez na Time Magazine em Outubro de 
1964, embora já se produzissem há alguns anos trabalhos que hoje podem ser 
descritos como "op art". Sugeriu-se que trabalhos de Victor Vasarely, dos anos 
30, tais como Zebra (1938), que é inteiramente composto por listas diagonais a 
preto e branco, curvadas de tal modo que dão a impressão tridimensional de 
uma zebra sentada, devem ser consideradas as primeiras obras de op art. 
Em 1965, uma exposição chamada The Responsive Eye (O Olho que 
Responde), composta inteiramente por trabalhos de op art, abriu em Nova 
Iorque. Esta exposição fez muito para trazer a op art à ribalta, e muitos dos 
artistas hoje considerados importantes no estilo exibiram lá trabalhos seus. Em 
seguida, a op art tornou-se tremendamente popular, e foram usadas imagens 
de op art em vários contextos comerciais. Bridget Riley tentou processar uma 
empresa americana, sem sucesso, por usar um dos seus quadros como base 
para um padrão de tecido. 
Bridget Riley é talvez a mais conhecida dos artistas de op art. 
Inspirando-se em Vasarely, pintou uma série de quadros só com linhas pretas e 
brancas. No entanto, em vez de dar a impressão de um objecto do mundo real, 
os seus quadros deixavam frequentemente a impressão de movimento ou cor. 
Mais tarde, Riley produziu trabalhos coloridos, e outros artistas de op art 
também trabalharam com cor, embora estes trabalhos tendam a ser menos 
conhecidos. Contrastes violentos de cor são por vezes usados para produzir 
ilusões de movimento similares às obtidas a preto e branco. 
Outros artistas op art dignos de nota são Alexander Calder, Youri 
Messen-Jaschin e Victor Vassarely 
 
 
 
 
 
A Cultura de Massa e o surgimento da Pop art 
 
 
Adorno e Horkheimer, nos anos 20, cunharam o termo \u201cindústria cultural\u201d 
para expressar o quê mercantil do mundo, um fenômeno típico do essencial 
das criações do espírito. Em meados da década de 60 os artistas, por sua vez, 
defendem uma moderna, irreal, que se comunique diretamente com o público 
por meio de signos e símbolos retirados do imaginário que cerca a cultura de 
massas e a vida cotidiana. A defesa do popular traduz uma atitude artística 
adversa ao hermetismo da arte moderna. Nesse sentido, esse movimento, que 
é considerado chato, se coloca na cena artística como um dos movimentos que 
recusa a separação arte/vida. E o faz pela incorporação das histórias em 
quadrinhos, da publicidade, das imagens televisivas e do cinema. Assim, surge 
a Pop Art, na Inglaterra, através de um grupo de artistas intitulados 
Independent Group. A primeira obra considerada Pop é o que exatamente 
torna os lares de hoje tão diferentes, tão atraentes. Os artistas e críticos 
integrantes do Independent Group lançam em primeira mão as bases da nova 
forma de expressão artística, que se beneficia das mudanças tecnológicas e da 
ampla gama de possibilidades colocada pela visualidade moderna, que está no 
mundo - ruas e casas - e não apenas em museus e galerias. Eduardo Luigi 
Paolozzi, Richard Smith e Peter Blake são alguns dos principais nomes do 
grupo britânico. 
É possível observar nas obras Pop britânicas um certo deslumbramento 
pelo american way of life através da mitificação da cultura estadunidense. É 
preciso levar em consideração que a Inglaterra passava por um período pós-
guerra, se reerguendo e vislumbrando a prosperidade econômica norte-
americana. Desta forma, todas as obras dos artistas pop britânicos aceitaram a 
cultura industrial e assimilaram aspectos dela em sua arte de forma eclética e 
universal. 
Ao contrário do que sucedeu na Grã-Bretanha, nos Estados Unidos os 
artistas trabalham isoladamente até 1963, quando duas exposições (Arte 1963: 
novo vocabulário, Arts Council, Filadélfia e Os novos realistas, Sidney Janis 
Gallery, Nova York) reúnem obras que se beneficiam do material publicitário e 
da mídia. É nesse momento que os nomes de Andy Warhol, Roy Lichtenstein, 
Claes Oldenburg, James Rosenquist e Tom Wesselmann surgem como os 
principais representantes da arte pop em solo norte-americano. Sem estilo 
comum, programas ou manifestos, os trabalhos desses artistas se afinam pelas 
temáticas abordadas, pelo desenho simplificado e pelas cores saturadas. A 
nova atenção concedida aos objetos comuns e à vida cotidiana encontra seus 
precursores na antiarte dos dadaístas. 
 Os artistas norte-americanos tomam ainda como referência uma certa 
tradição figurativa local - as colagens tridimensionais de Robert Rauschenberg 
(1925) e as imagens planas e emblemáticas de Jasper Johns (1930) - que abre 
a arte para a utilização de imagens e objetos inscritos no cotidiano. No trato 
desse repertório plástico específico não se observa a carga subjetiva e o gesto 
lírico-dramático, característicos do expressionismo abstrato - que, aliás, a arte 
pop comenta de forma paródica em trabalhos como Pincela (1965) de Roy 
Lichtenstein. No interior do grupo norte-americano, o nome de T. Wesselmann 
liga-se às naturezas-mortas compostas com produtos comerciais, o de 
Lichtenstein aos quadrinhos (Whaam!, 1963) e o de C. Oldenburg, mais 
diretamente às esculturas (Duplo Hambúrguer, 1962). 
 
Expressionismo abstrato 
Foi um movimento artístico com origem nos Estados Unidos da América, 
muito popular no pós-guerra. Ele foi o primeiro movimento especificamente 
americano a atingir influência mundial e também o que colocou Nova Iorque no