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UNIDADE 2
FUNDAMENTOS CONCEITUAIS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
PLANO DE ESTUDOS
A partir desta unidade você será capaz de:
• compreender os principais conceitos das teorias da administração das re-
lações humanas, comportamental, burocrática e estruturalista;
• realizar uma conexão dos princípios da administração do século XIX e XX 
em comparação com os dias atuais;
• analisar criticamente os procedimentos no ambiente de trabalho em rela-
ção à estrutura e aos indivíduos que nela estão inseridos;
• apresentar modelos para melhoramento da satisfação e motivação no am-
biente de trabalho, evitando os problemas apresentados nas teorias.
Esta unidade está dividia em três tópicos que o levarão à compreensão dos as-
pectos ligados à estrutura das organizações. Além disso, em cada tópico, você 
encontrará autoatividades que o ajudarão a consolidar os aprendizados sobre:
TÓPICO 1 – ABORDAGEM HUMANÍSTICA DA ADMINISTRAÇÃO: TEO-
RIA DAS RELAÇOES HUMANAS
TÓPICO 2 – ABORDAGEM COMPORTAMENTAL DA ADMINISTRAÇÃO: 
TEORIA COMPORTAMENTAL DA ADMINISTRAÇÃO E A TEORIA DO 
DESENVOLVIMENTO ORGANIZACIONAL
TÓPICO 3 – ABORDAGEM ESTRUTURALISTA DA ADMINISTRAÇÃO: 
TEORIA BUROCRÁTICA DA ORGANIZAÇÃO E A TEORIA ESTRUTURA-
LISTA DA ADMINISTRAÇÃO
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TÓPICO 1
ABORDAGEM HUMANÍSTICA DA ADMINIS-
TRAÇÃO: TEORIA DAS RELAÇOES HUMANAS
UNIDADE 2
1 INTRODUÇÃO
Após muitas críticas à Teoria Científica de Taylor e a Clássica de Fayol, 
pelo fato da ênfase ser apenas nas máquinas e preferencialmente com eficiência 
máxima, houve necessidade de mudanças no ambiente de trabalho em relação 
ao funcionário, pois a modernidade chegou e trouxe junto a implantação de 
sindicados. 
O indivíduo era visto apenas como mão de obra. Existiam muitos acidentes 
no ambiente de trabalho, motivação em baixa, trabalhos longos, com até doze 
horas diárias ou mais.
Com novos opositores das terias de Taylor e Fayol, foi necessário propor 
uma nova teoria para humanizar a forma de trabalhar e de administrar uma 
organização. Assim, criou-se a Teoria Humanística também considerada Relações 
Humanas, que teve início aproximadamente em 1930.
A humanização no trabalho se deu através da Teoria Humanística, que 
será apresentada, pois a necessidade do bem-estar dos trabalhares tornou-se 
fundamental na busca da satisfação no ambiente de trabalho. 
2 A TEORIA HUMANÍSTICA DA ADMINISTRAÇÃO
A abordagem humanística teve como foco as pessoas. A preocupação, 
que existia com a máquina na Teoria Clássica, deu espaço para o bem-estar dos 
indivíduos ou grupo de indivíduos no ambiente de trabalho, nos aspectos formais 
e técnicos, fisiológicos e psicológicos.
Essa época, o período da recessão industrial, em todo o planeta, principalmente 
nos Estados Unidos, devido às guerras, foi um tempo muito difícil para as organizações 
e para os indivíduos. 
UNIDADE 2 | FUNDAMENTOS CONCEITUAIS
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2.1 ORIGENS E O SURGIMENTO DA TEORIA HUMANÍSTICA 
DA ADMINISTRAÇÃO
Como se pode perceber, cada teoria ou escola da administração segue 
uma sequência, e assim os modelos passados vão dando espaço aos novos, porém 
muita coisa ainda é utilizada das escolas anteriores. Essa teoria iniciou-se pelas 
grandes críticas relacionadas às teorias clássicas de Taylor e Fayol, pois apenas 
visualizaram as máquinas menosprezando as pessoas, ou seja, deram ênfase 
somente às máquinas. 
A Teoria das Relações Humanas, também chamada Humanística, teve 
sua origem através de alguns fatos que proporcionaram uma mudança de ênfase 
dentro da organização, não deixando de lado as máquinas, mas proporcionando 
um melhor ambiente de trabalho para as pessoas.
Chiavenato (2011) apresenta os argumentos necessários que deram origem 
à nova teoria, no sentido de promover o bem-estar das pessoas.
a) Necessidade da democratização no ambiente de trabalho incluindo a humanização: 
a mudança ocorre em relação aos americanos, deixando a rigidez e mecanicistas 
de lado, buscando um novo padrão de vida humanizado, democratizando o 
modo de administrar.
b) Desenvolvimento das ciências humanas: esse movimento se deu através da 
psicologia, principalmente, desenvolvendo o lado intelectual das pessoas e 
demonstrando os inadequados princípios da escola Clássica.
c) A filosofia pragmática: as contribuições da psicologia foram fundamentais para o 
humanismo nas organizações e na administração de pessoas, em que Elton Mayo, 
o fundador da teoria, buscou desenvolver a sociologia no ambiente de trabalho.
d) As experiências de Hawthorne: estas experiências, através da supervisão e 
coordenação de Mayo, colocaram a Teoria Clássica em xeque, pois apresentaram 
um modelo de trabalho muito mais eficiente e humanizado.
2.2 A EXPERIÊNCIA DE HAWTHORNE, AS QUATRO FASES
O modelo em quem Hawthorne trabalhou buscou humanizar o trabalho 
das pessoas, e em 1924, através de uma pesquisa supervisionada por Mayo, 
buscou verificar a produtividade no local de trabalho, dentro dos princípios da 
Teoria Clássica. A pesquisa se deu em uma indústria têxtil, onde a rotatividade 
(tunover) de pessoas chegava a 250% ao ano, mesmo tentando incentivos através 
de aumentos salariais, não trazia satisfação para o funcionário. 
Mayo buscou novos incentivos como intervalo de descanso, e deixou 
que os funcionários tomassem a decisão do tempo de produção, e incluiu uma 
enfermaria, com essas mudanças, percebeu uma diminuição na rotatividade e um 
aumento de produção.
TÓPICO 1 | ABORDAGEM HUMANÍSTICA DA ADMINISTRAÇÃO: TEORIA DAS RELAÇOES HUMANAS
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2.2.1 A primeira fase da experiência de Hawthorne
A busca pela eficiência no trabalho iniciou com um simples problema, 
que foi detectado no ambiente de trabalho. A falta de luminosidade, dessa forma, 
Hawthorne dividiu dois grupos, um com uma intensidade de luz variável, e 
outro grupo com intensidade de luz constante, pois pretendia estudar o efeito nos 
operários. 
Nessa fase, observou que o grupo que estava na luz variável, trabalhava 
de acordo com sua intensidade, ora trabalhava mais rápido ora mais lento, assim, 
os autores identificaram que a parte psicológica do operário estava sendo afetada 
e resolveram tentar eliminar ou ao menos isolar o fator luz por achar inoportuno.
2.2.2 A segunda fase da experiência de Hawthorne
Nessa fase, foi montado um grupo de cinco mulheres que montavam relês, 
e uma sexta entregava as peças para a montagem, em outra sala estava o grupo 
de controle, ou seja, para a comparação do trabalho das mulheres, com a única 
diferença entre os grupos: o segundo tinha um contador de produção, onde a 
comparação se deu através da produção. No primeiro grupo tinha um supervisor, 
que observava o trabalho e buscava o espírito de cooperação entre as mulheres, 
sendo convidadas a fazer parte, até mesmo de pesquisas determinando o tempo 
certo, do descanso, intervalo, almoço, redução da jornada de trabalho, entre outros. 
Os resultados eram compartilhados, e quando era necessária alguma modificação, 
faziam parte dos estudos e até mesmo sua aprovação. 
A pesquisa durou doze períodos para a observação do trabalho dos dois 
grupos quando muitas situações foram desenvolvidas para encontrar o melhor 
modelo de administração levando em consideração o bem-estar das pessoas.
No quadro a seguir, apresentam-se os períodos e as experiências de 
Hawthorne.
QUADRO 15 – SEGUNDA ETAPA DA EXPERIÊNCIA DE HAWTHORNE
Período Tempo Descrição do Trabalho
1 Duas semanas
Estabelecida a capacidade de produção em 
2.400 unidades para comparação no tempo 
de cada período.
2 Cinco semanas
O grupo experimental foi colocado em 
outro ambiente de trabalho, mas mantendo 
o mesmo padrão de horário, intervalos, a 
questão era verificar o que acontece com a 
mudança de local.
UNIDADE 2 | FUNDAMENTOS CONCEITUAIS
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FONTE: Adaptado de Chiavenato (2011)
3 Oito semanas
Mudança