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QUESTOES DE ENEM E VESTIBULARES

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FILOSOFIA: Provas de Concursos e do Vestibular
	 
	
	
	IF-B
	 
	CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
21. Figura cosmogônica importante na poesia de Hesíodo e que representou, provavelmente, o primeiro esforço categórico para retratar o princípio originário de tudo. O enunciado se refere 
(A) ao Caos. 
(B) a Apolo. 
(C) a Tánatos. 
(D) a Zeus. 
(E) à Natureza. 
22. A respeito do relativismo sofista, assinale a alternativa correta. 
(A) Em Protágoras, ele é ilimitado, já que o homem, como medida de todas as coisas, não é medido em relação a nada mais, seja a verdade, o bem ou a utilidade. 
(B) Em Górgias, ele se manifesta na impossibilidade de conhecer mesmo aqueles objetos da natureza mais dotados de ser, sendo portanto impossível o uso do discurso para demonstrar ou persuadir. 
(C) Apesar de limitar, ele não anula, para os sofistas, a pesquisa e a manifestação da verdade, da qual os sofistas se consideravam e eram considerados exímios professores. 
(D) A partir da negação do ser e da afirmação do nada, o relativismo faz surgir a retórica a partir da desvinculação entre palavra e ser, tornando a palavra portadora de persuasão. 
(E) Ele propiciou aos sofistas um mecanismo teórico de conciliação entre convenção e natureza como fontes inseparáveis e necessárias das normas reguladoras da cidade e da vida dos indivíduos. 
23. Quanto à noção de alma (psique), central para a antropologia filosófica antiga, assinale a alternativa correta. 
(A) Para Aristóteles, os seres vivos se distinguem a partir do seu específico e exclusivo tipo de alma, peculiar a cada um deles: os vegetais, a alma vegetativa; os animais, a alma sensitiva; o homem, a alma intelectiva. 
(B) O homem, para Platão, é a conjunção entre alma (sede da faculdade racional) e corpo (sede da faculdade apetitiva). 
(C) Para Platão, a alma é a sede unitária de uma virtude - a justiça - que permite ao homem medir-se e ser medido em sentido moral. 
(D) Para Aristóteles, a alma humana é sede da razão e dela não participam as paixões e os desejos, cuja sede é o corpo, considerado raiz de todo mal e cárcere da alma. 
(E) Platão apresenta a alma como composta por três partes: a racional, a irascível e a apetitiva, para as quais correspondem três virtudes. 
24. A respeito do agir segundo a razão e do agir com razão, na ética aristotélica, é correto afirmar que 
(A) a virtude é razão, de modo que o agente virtuoso deve agir consciente do dever, o que instala o domínio da inteligência como princípio interno e motivação da ação. 
(B) o valor do ato decorre antes da virtude de seus resultados, quando esses coincidem com prudência (a reta razão), que de qualquer princípio interno da ação ou movimento interno racionalmente determinado. 
(C) agir virtuosamente não é apenas agir conforme a razão e sim agir com razão, acompanhado da razão, como um princípio interno, resultando na tese de que a virtude moral decorre do hábito. 
(D) agir segundo a razão e agir com razão se igualam, estabelecendo-se a tese de que a virtude moral depende do conhecimento e do esclarecimento do agente, isto é, a tese do predomínio da razão como bem supremo. 
(E) com a distinção entre agir segundo a razão e agir com razão, Aristóteles propõe a diferença entre opinião e saber, resguardando o louvor apenas à ação baseada em saber, isto é, fundada na razão. 
25. Caracteriza-se como ato voluntário, na filosofia aristotélica, aquele em que o princípio da ação 
(A) é externo ao agente, ao mesmo tempo em que ele desconhece as circunstâncias que envolvem seu ato. 
(B) está no agente e esse agente conhece as circunstâncias em que se desenvolve a ação. 
(C) está no agente, mesmo quando ele desconhece as circunstâncias em que se desenvolve a ação. 
(D) é externo ao agente, ainda que ele conheça as circunstâncias que envolvem seu ato. 
(E) está no agente, que desconhece algumas das circunstâncias envolvidas em seu ato, porém dele não se arrepende. 
26. Assinale a seguir a alternativa que melhor expressa a solução proposta por Santo Agostinho para a relação entre fé e razão. 
(A) A fé comanda e até substitui a razão, de modo que a solução agostiniana pode ser adequadamente expressa pela seguinte afirmação: creio porque é absurdo. 
(B) Fé e razão, como faculdades distintas da alma humana, devem ser aplicadas separadamente a distintos objetos, de modo que a solução agostiniana pode ser expressa pela seguinte afirmação: a fé se aplica às coisas divinas, enquanto a razão, às coisas do mundo. 
(C) A razão comanda a fé e pode mesmo superá-la em determinadas condições, de modo que se pode afirmar que, para Santo Agostinho, a fé é o estágio inicial do conhecimento e a ciência seu estágio definitivo. 
(D) A fé é um pré-conhecimento em relação à razão, sendo que o conhecimento é resultado de uma atividade racional à qual a fé abre o acesso, de modo que a solução agostiniana se dá pela unidade indivisível que é a inteligência da fé. 
(E) A fé, enquanto opinião, auxilia a razão, que é o saber verdadeiro, iluminando a alma humana para a compreensão das ideias definitivas e rejeição das coisas transitórias desta vida, de modo que a solução agostiniana é assim expressa: entendo para crer. 
27. São, para Kant, formas da sensibilidade, estrutura ou lei interna do espírito segundo as quais o sujeito coordena suas impressões, captando sensivelmente as coisas, 
(A) razão e emoção. 
(B) objetividade e subjetividade. 
(C) tempo e espaço. 
(D) matéria e espírito. 
(E) finito e infinito. 
28. Na filosofia kantiana, os imperativos são fórmulas de mandamento e recomendam cursos de ação às vontades refratárias. Nesse contexto, imperativos hipotéticos são aqueles que recomendam uma ação 
(A) como necessária em si mesma e incondicionalmente. 
(B) como sendo apropriada a um certo fim. 
(C) como intrinsecamente necessária sem qualquer propósito. 
(D) que seja desejável como lei universal. 
(E) que seja sempre baseada em hipóteses falseáveis. 
29. Quanto aos conceitos de belo e sublime, em Kant, assinale a alternativa correta. 
(A) Ambos, o belo e o sublime, referem-se à forma do objeto, sendo portanto propriedades objetivas das coisas. 
(B) Diferentemente do belo, o sublime agrada por si mesmo, isto é, sem a interposição de interesses. 
(C) Diferentemente do sublime, o belo diz respeito ao simples e desperta para a representação do ilimitado. 
(D) Ambos, o belo e o sublime, despertam prazer positivo, mas o belo pode suscitar também a comoção e a maravilha. 
(E) Diferentemente do belo, o sublime diz respeito ao informe, o que implica também a representação do ilimitado. 
30. Assinale a alternativa correta no que concerne à experimentação como elemento central do método científico de Galileu. 
(A) Para Galileu, há estreita relação entre experimentação (observações, experiências e demonstrações) e elaboração de uma teoria. A própria experimentação é dirigida por concepções teóricas. 
(B) Para Galileu, experimentação e teorização se opõem como métodos, já que constituem duas vias distintas de elaboração científica. 
(C) Dado o empirismo da ciência em Galileu, a matemática - como fonte de modelos ideais - deixa de ter relevância para a condução de experimentos, porquanto esses lidam com o real. 
(D) A experimentação, no método galileano, seguia algumas premissas, das quais se destacam a de que a natureza supralunar era perfeita, a de que a natureza de modo geral é homogênea e, finalmente, a premissa da parcimônia ou economia de teorias. 
(E) Para Galileu, a experimentação científica deve ser conduzida a partir dos seguintes procedimentos: assentimento à evidência, análise, síntese e controle. 
31. Quanto à noção de contrato social, assinale a alternativa correta. 
(A) Para Hobbes, contrato social expressa o pacto contraído por todas as pessoas para constituírem, conjuntamente, um corpo político soberano, de modo a se tornarem legisladores e súditos ao mesmo tempo. 
(B) Para Locke, contrato social expressa o pacto pelo qual as pessoas delegam a um único

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