A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
126 pág.
Ginastica Geral

Pré-visualização | Página 13 de 29

Re
vi
sã
o:
 K
le
be
r 
- 
Di
ag
ra
m
aç
ão
: M
ár
ci
o 
- 
06
/0
7/
20
16
GINÁSTICA GERAL
Figura 37 – Arco
• Corda
Com comprimento proporcional ao tamanho da atleta que a usa, pode ser feita de linho ou 
material sintético. Nas coreografias é usada aberta ou dobrada, mas sempre segurada por ambas 
as mãos. Aparelho que mais exige da parte física da atleta, já que trabalha muitos saltos e requer 
bastante velocidade.
• Fita
As fitas são feitas de cetim, medem de 4 a 6 cm de largura e possuem 6 m de comprimento. 
Cada fita na ponta possui uma vareta de madeira ou material sintético, cujo diâmetro 
não pode passar de 1 cm, e o comprimento vai de 50 a 60 cm. Aparelho mais plástico de 
todos, também é de difícil execução. É considerado pelas ginastas o mais “temperamental” 
dos aparelhos, pois está sujeito a condições externas, como umidade do ar e incidência 
de ventos.
Figura 38 – Fita
50
Re
vi
sã
o:
 K
le
be
r 
- 
Di
ag
ra
m
aç
ão
: M
ár
ci
o 
- 
06
/0
7/
20
16
Unidade I
• Maças
Cada uma pesa 150 g e é feita de madeira ou material sintético. O comprimento é variável de 40 
a 50 cm. A cabeça da massa deve medir no máximo 3 cm. Aparelho muito dinâmico, tem como 
grande particularidade a ambidestria, pois exige habilidade simultânea das duas mãos.
4.1.18 Elementos corporais da ginástica rítmica
Segundo Agostini e Novikova (2015), os elementos corporais constituem a base de toda a série 
de uma ginasta, pois são eles que, posteriormente aliados ao manejo de aparelhos, irão compor a 
complexidade do esporte, independentemente do treinamento educacional e de iniciação ao alto 
nível. Para que a ginasta domine o aparelho, é necessário que ela domine primeiro o seu corpo e os 
elementos corporais. Deve‑se partir do seguinte princípio: se a pessoa não tem habilidade de controlar 
seus movimentos, como terá habilidade para controlar um elemento externo (aparelho)? Por isso, 
nos anos iniciais da GR, deve haver uma grande ênfase no ensino desses elementos, bem como no 
desenvolvimento das capacidades físicas que permitem executá‑los. O trabalho de desenvolvimento 
desses elementos pode ser realizado de forma isolada, em um primeiro momento, e com o manejo, 
em um segundo momento.
Os elementos corporais são:
• saltos;
• equilíbrios;
• rotações/pivôs.
No ciclo de 2009‑2012, as flexibilidades também estavam presentes como elementos corporais 
obrigatórios, o que não ocorre mais atualmente. Porém tal capacidade física é uma característica 
indispensável para a ginástica rítmica.
• Saltos
Os saltos são movimentos realizados por meio de impulso, no qual os pés perdem o contato com 
o solo e permanecem em suspensão por um tempo mínimo. São caracterizados por ter amplitude, 
altura e forma definida. Exigem elevada potência muscular e força de impulsão.
– impulsão: fase em que o corpo está em contato com o solo; força para projetar o corpo 
no ar;
– fase aérea: fase em que o corpo forma no ar uma figura ou desenho;
– aterrissagem: retomada de apoio, com um ou mais segmentos do corpo.
51
Re
vi
sã
o:
 K
le
be
r 
- 
Di
ag
ra
m
aç
ão
: M
ár
ci
o 
- 
06
/0
7/
20
16
GINÁSTICA GERAL
• Equilíbrios
Os equilíbrios constituem exercícios de manutenção e controle do centro de gravidade em posturas 
estáticas, dinâmicas, recuperadas ou a combinação delas.
Para ser considerado um equilíbrio específico da ginástica rítmica, o elemento deve ser executado 
sobre meia‑ponta, ou mesmo pé inteiro ou sobre os joelhos; ser mantido durante pelo menos 
2 segundos e ter uma forma bem‑definida e fixa (sem movimentos suplementares, durante a 
dificuldade) e ter uma forma ampla.
As fases do equilíbrio são:
— preparatória: aquisição da posição de equilíbrio, de maneira vagarosa ou rápida;
— principal: manutenção da figura;
— final: saída da posição de equilíbrio.
Os equilíbrios mais comuns são: arabesque, atitude, grand écart; prancha (avião) e passé.
• Rotações/pivôs
Os giros constituem rotações em torno do eixo longitudinal. As referidas rotações partem 
geralmente de uma posição de preparação, devem completar rotação mínima de 360º e ter uma 
forma definida e fixada entre a rotação e o final. A maioria dos pivôs é executada em meia‑ponta.
Dentre as fases, destacamos:
— preparatória: preparação de pernas, braços e tronco para criar condições para a realização da 
rotação;
— principal: postura dos braços e da perna livre, visando estabelecer determinada velocidade 
durante o movimento;
— final: momento no qual a rotação é parada. Colocação da perna livre no solo.
4.1.19 Composição das notas para individuais e conjuntos
Estabelecida de acordo com o código de pontuação vigente, pois já comentamos que sempre há 
alterações a serem feitas a cada ciclo olímpico. Atualmente as bancas da GR são divididas em duas: 
banca de dificuldade e banca de execução. Daremos a seguir uma breve descrição de como atuam as 
bancas na GR:
52
Re
vi
sã
o:
 K
le
be
r 
- 
Di
ag
ra
m
aç
ão
: M
ár
ci
o 
- 
06
/0
7/
20
16
Unidade I
• dificuldade (D): os quatro árbitros avaliam a dificuldade de forma independente, e a nota final 
será a média desses árbitros, ou seja, a média de duas notas intermediárias;
• execução (E): os cinco árbitros avaliam a execução e a expressão artística de forma independente; 
e a nota final será a média dos árbitros, ou seja, a média de três notas intermediárias.
Podemos ressaltar a importância do desenvolvimento dessa modalidade na vivência motora da 
criança. Segundo Agostini e Novikova (2015), a modalidade oferece infinitas possibilidades de criação, 
construção, desconstrução e reconstrução dos conceitos e valores corporais de cada criança. Além 
disso, pode proporcionar momentos lúdicos de grandes descobertas, inclusive para nós, os educadores, 
independentemente de gênero, classe social ou nível de preparo físico.
De acordo com Soares (2001): “[...] Os corpos são educados por toda realidade que os circundam, 
por todas as coisas com as quais convivem, pelas relações que estabelecem em espaços definidos e 
delimitados por atos de conhecimento [...]”.
Portanto, o homem é formado por tudo o que está a sua volta, e assim constrói a sua personalidade, 
cheia de significados.
4.1.20 Ginástica artística
A ginástica artística é uma modalidade competitiva que possui um código de pontuação, elaborada 
e regulamentada pela FIG (Federação Internacional de Ginástica).
Nos últimos anos a ginástica artística vem ganhando popularidade no Brasil, por bons resultados de 
alguns ginastas e pela divulgação na mídia.
A aparição da modalidade na mídia gerou a necessidade de esclarecimentos sobre a denominação 
correta: ginástica artística ou ginástica olímpica?
A Confederação Brasileira de Ginástica, por meio de uma assembleia realizada em 2006, oficializou a 
denominação ginástica artística para a modalidade esportiva que também é adotada em muitos países. 
Mas no Brasil ainda é possível deparar‑se com o termo ginástica olímpica.
A base motora de todas as ginásticas são os elementos corporais, mas na ginástica artística a 
execução desses elementos ocorre sobre grandes aparelhos com dimensões específicas.
É importante ressaltar que os aparelhos oficiais da ginástica artística são utilizados para competições 
oficiais e para o treinamento do alto rendimento, mas esses aparelhos podem ser substituídos ou 
adaptados no contexto escolar, nas iniciações e em qualquer lugar que não vise o alto nível.
Embora no Brasil haja mais mulheres que homens praticantes, Nunomura e Tsukamoto (2009) 
relatam que a GA masculina vem se destacando no cenário internacional, como é o caso do ginasta 
Arthur Zanetti, que foi campeão olímpico no aparelho