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Ginastica Geral

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de dificuldade e vai subindo até o F, que tem o valor maior de dificuldade;
• o participante deve apresentar pelo menos um elemento de cada família. São quatro famílias, que 
correspondem ao que segue.
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GINÁSTICA GERAL
— força dinâmica: família das flexões de braços, quedas livres, círculo de pernas e cortadas;
— flexões de braços;
a) b) c)
d) e) f)
Figura 10 – a) Triceps push‑up (fase 1), b) Triceps push‑up (fase 2), c) Triceps push‑up (fase 3), 
d) Hinge push‑up (fase 1), e) Hinge push‑up (fase 2) e f) Hinge push‑up (fase 3)
— quedas livres;
a) b)
Figura 11 – a) Free fall legs together (fase 1) e b) Free fall legs together (fase 2)
— flexão Wenson;
Figura 12 – Wenson push‑up
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Unidade I
— força estática: família dos esquadros;
a) b)
Figura 13 – a) Straddle support (afastado) e b) L‑straddle support (fechado)
— pranchas;
Figura 14 – Support‑lever legs apart (pranchinha com pernas afastadas)
— força explosiva: família dos saltos;
a) b)
Figura 15 – a) Tuck jump (salto grupado) e b) Cossack jump (salto gato)
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GINÁSTICA GERAL
— flexibilidade: família da flexibilidade e variações;
a)
b) c)
Figura 16 – a) Sagital split (espacato sagital), b) Vertical split (pounché) e c) Sagital balance (Y ou pegada)
A GAE é composta de sete passos básicos e quatro grupos de elementos de dificuldade como descritos 
anteriormente, além de elevações, transições e ligações entre os movimentos.
Os setes passos básicos da GAE são:
• marcha: o movimento tradicional de baixo impacto;
• corrida ou jog: uma marcha de alto impacto;
• elevação de joelho: pode ser utilizado o alto ou baixo impacto, e a flexão do joelho deve ser no 
mínimo de 90 graus;
• chute alto: em qualquer altura, deve ser executado pelo quadril (articulação coxofemoral) com 
joelhos estendidos, podendo ser de alto ou baixo impacto;
• polichinelo: passo básico de alto impacto;
• afundo ou lunge: movimento de alto ou baixo impacto em que as pernas são afastadas, por meio 
do toque atrás, ao lado ou à frente, com a ponta de um dos pés;
• chutinho ou skip: movimento de alto ou baixo impacto, em qualquer direção, que ocorre com a 
flexão da articulação do quadril, com joelhos estendidos, e o pé da perna elevada fica abaixo da 
linha do quadril.
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Unidade I
Figura 17 –Corrida ou jog Figura 18 – Elevação de joelho Figura 19 – Chute alto
Figura 20 – Polichinelo Figura 21 – Afundo ou lunge Figura 22 – Chutinho ou skip
Tudo o que vimos previamente é avaliado por meio de três méritos (bancas): dificuldade, técnico 
e artístico. O árbitro‑chefe analisa a nota dos demais árbitros de todos os méritos e faz deduções ou 
despontuações para as rotinas que demonstraram alguma irregularidade. Assim, faz‑se a soma de todas 
as médias das três bancas e das deduções do árbitro‑chefe para se obter a nota final do ginasta.
Os critérios de arbitragem da GAE são divididos nas seguintes bancas:
• artística: avalia a composição da coreografia, o equilíbrio, a variedade, a colocação no espaço e a 
integração dos movimentos com a música, assim como a adequação da coreografia ao competidor, 
e a sua capacidade de apresentá‑la de forma original, cativante e com energia natural. A nota 
máxima para esse critério é 10,0 pontos;
• execução: avalia a perfeição de todos os movimentos da coreografia, havendo deduções quando 
desvios ou erros são cometidos. A nota máxima para esse critério é 10,0 pontos;
• dificuldade: avalia a validade dos elementos de força dinâmica, força estática, saltos, flexibilidade 
e equilíbrios, apresentados pelo ginasta, conforme os valores e requerimentos mínimos citados no 
código de pontuação. A soma total dos valores dos elementos validados será dividida por dois e 
assim se dará a pontuação de dificuldade.
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GINÁSTICA GERAL
O árbitro‑chefe da competição controla o trabalho dos demais árbitros e dá deduções por vestuário 
incorreto do ginasta, movimentos proibidos, entre outros, além de dar advertências e desqualificações. 
Os dois árbitros de linha observam as faltas de linha (quando o ginasta pisa fora da área de competição), 
e o árbitro de tempo controla a duração das músicas e dá dedução quando são muitos longas ou muito 
curtas. A pontuação final é a soma das notas das bancas artística, execução e dificuldade menos as 
deduções eventualmente ocorridas.
Dentro desse curto espaço de tempo os atletas precisam apresentar exercícios executados com a 
melhor postura e técnica possível. E os atletas podem se apresentar dentro das seguintes categorias:
• individual masculino ou feminino;
• dupla mista;
• trios;
• equipes compostas de seis a oito atletas.
 Observação
“O grupo de pares ajuda as crianças a aprender a se relacionar em 
sociedade – a ajustar suas necessidades e desejos dos outros, quando ceder, 
e quando ficar firme” (PAPALIA; OLDS, 1981, p. 215).
Quando analisamos a ginástica aeróbica podemos relacioná‑la com características motoras, cognitivas 
e afetivossociais das crianças. Nesta faixa etária estas aptidões físicas precisam ser desenvolvidas, tanto 
aquelas relacionadas à saúde quanto as habilidades motoras; sendo assim, a GAE também é uma forma 
adequada para desenvolvê‑las principalmente com relação à coordenação motora.
O estímulo de habilidades motoras, que envolve o controle perceptivo‑motor, às vezes com idade 
entre 7 e 10 anos, é imprescindível, pois as crianças necessitam de ter noções corporal, espacial, temporal 
e direcional. Elas são importantes para o desempenho de habilidades motoras esportivas (NUNOMURA; 
TSUKAMOTO, 2009).
 Saiba mais
Para mais informações sobre códigos e regulamentos consulte o site da 
Confederação Brasileira de Ginástica: Código de pontuação da Federação 
Internacional de Ginástica. Tradução em português, [s. I.], 2005.
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Unidade I
4.1.3 Ginástica acrobática
É a mais nova modalidade da FIG. Surgiu nos últimos 30 anos como uma nova forma competitiva e 
é caracterizada pela execução de exercícios de força, equilíbrio, flexibilidade e agilidade. É um esporte 
bonito, dinâmico e espetacular para homens e mulheres. Engloba muitos movimentos de solo da 
ginástica artística em suas séries, movimentos rítmicos que ligam os exercícios dinâmicos e estáticos. 
Além da aquisição da noção espaçotemporal, da esquematização corporal, da coordenação estática, da 
coordenação coletiva, da cooperação, da autonomia e da autoconfiança.
Essa modalidade não exige altos investimentos para a aquisição de materiais se comparada a outras 
modalidades ginásticas. Pode ser praticada simultaneamente por um grande número de ginastas de 
estruturas físicas diferentes e permite longevidade esportiva, por isso se mostra uma modalidade 
relevante na composição do universo ginástico.
4.1.4 Aspectos históricos
De acordo com Astor [s.d.], nos mais antigos monumentos do Egito foram gravadas cenas da 
vida da antiguidade, as quais representavam exercícios acrobáticos, atividades precursoras dos 
esportes acrobáticos.
Na Grécia antiga, a acrobacia desenvolveu‑se simultaneamente com as demais artes e foram 
representadas em diversos