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Ginastica Geral

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vasos pintados, estátuas, cerâmicas e murais da época.
A acrobacia foi desenvolvida em grande parte do século VII, devido à criação do circo.
A China, o Japão e a Índia tiveram acrobatas de destaque e conservam, até hoje, a tradição acrobática, 
que tem raízes mais profundas.
Durante a Idade Média, os exercícios acrobáticos continuaram a se expandir, graças a pequenas 
troupes ambulantes que viajavam de cidade em cidade, de castelo em castelo, executando números 
acrobáticos e recitando poesias e canções.
Durante o século XVI foram publicadas, na Europa, as primeiras obras técnicas sobre acrobacia. Dessa 
data até 1920, alguns trabalhos técnicos foram publicados, em diversas línguas, mas foi somente depois 
de 1920 que se desenvolveu a bibliografia da acrobacia (ASTOR, [s.d.])
As primeiras competições mundiais datam de 1973 – quando foi fundada a Federação Internacional 
de Esportes Acrobáticos (IFSA) – faz parte do programa dos jogos mundiais (competições organizadas 
pelo Comitê Olímpico Internacional um ano após as Olimpíadas).
Em 1988, a IFSA se fundiu à Federação Internacional de Ginástica (FIG) e, no Brasil, à Confederação 
Brasileira de Ginástica (CBG) e à Liga Nacional de Desportos Acrobáticos e Ginástica Geral que são as 
duas principais entidades responsáveis pela organização da GAC.
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GINÁSTICA GERAL
Provas ou especialidades
As provas ou especialidades da GAC são praticadas em cinco provas oficiais, a saber:
• pares femininos;
• pares masculinos;
• pares mistos;
• trios (somente ginastas do sexo feminino);
• quartetos (somente ginastas do sexo masculino).
É importante ressaltar que as pirâmides humanas, quando forem executadas fora do contexto 
competitivo, ou seja, em apresentações, poderão ser feitas com qualquer número de pessoas, 
independentemente de sexo, idade e estatura.
Funções específicas
De acordo com sua estrutura física e capacidade física, os ginastas desempenham funções específicas 
durante sua série, que podem ser as seguintes:
• base: ginastas que suportam outros ginastas ou projetam;
• intermediário: ginastas que ajudam a suportar ou projetar outros ginastas ou executam 
posições intermediárias;
• volante ou top: ginasta que é projetado ou suportado pelos outros ginastas e, frequentemente 
está no topo das pirâmides.
Sugere‑se que a diferença de peso corporal entre a base e os demais ginastas seja de no mínimo 15 kg, 
o que evitaria possíveis lesões ou malformações nos praticantes (ALMEIDA, 1994).
Nas competições oficiais, os atletas são divididos por categorias de acordo com o ano do nascimento. 
Além disso, existe uma regra que relaciona a estatura dos ginastas para definir as funções específicas de 
cada um. De acordo com o código de pontuação de desportos acrobáticos, [...] a pessoa mais baixa do 
par/grupo não pode ser mais baixa que o ponto supraesternal do seu parceiro (par) e do parceiro mais 
próximo do seu tamanho (grupos) [...] (AYOUB, 2003).
Formam a composição dos pares e grupos:
• nas duplas temos o volante e a base. O volante executa os equilíbrios e os mortais e a base 
sustenta os equilíbrios e lançamentos do volante partindo de posições diferentes;
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Unidade I
• nos trios temos o volante, o intermediário e a base. O volante executa os equilíbrios e os mortais, 
o intermediário sustenta o volante junto com a base nos equilíbrios e ajuda a base a lançar o 
volante nos mortais. Os intermédios também podem atuar junto com a base auxiliando‑o; passam 
assim a ser “base” também;
• no quarteto temos um volante, dois intermediários e a base. O volante executa os equilíbrios e os 
mortais, os intermediários sustentam o volante junto com a base nos equilíbrios e ajudam a base 
a lançar o volante nos mortais. O intermediário também pode ser lançado para um mortal junto 
com o volante;
• nos pares mistos, a base é o ginasta masculino e o volante é a ginasta feminina;
• nos trios todas as ginastas são femininas;
• nos quartetos todos os ginastas são masculinos.
Fonte: Confederação Brasileira de Ginástica
 Observação
Rotina é a sequência de movimentos e exercícios apresentados em um 
determinado espaço de tempo.
Grupo de exercícios obrigatórios
O grupo de exercícios obrigatórios forma as séries da ginástica acrobática que são apresentadas em 
um tablado de 12 x 12 m e acompanhadas por música e coreografia. As séries são executadas dentro de 
no máximo dois minutos e trinta segundos (não está estipulado o limite mínimo) para as séries estáticas 
e dinâmicas, e três minutos para as séries combinadas, sendo realizadas com música, sem letra, mas a 
voz é permitida como instrumento.
A classificação dos exercícios da ginástica acrobática é (MERIDA, 2009):
• elementos individuais: são os elementos que cada ginasta deve executar durante a série.
— tumbling (exercícios acrobáticos);
— flexibilidade;
— equilíbrio (manutenção de dois segundos);
— coreográficos.
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GINÁSTICA GERAL
• Exercícios estáticos: são compostos de pirâmides estáticas, em que os ginastas permanecem 
em contato durante todo o tempo de duração da figura. O tempo de permanência nas 
figuras é de três segundos.
• Exercícios dinâmicos: são compostos de pirâmides dinâmicas. Os exercícios dinâmicos têm de 
demonstrar fases de voo, lançamentos e recepções. Os ginastas devem utilizar a maior variedade 
de rotações (frente, trás, piruetas) e diferentes posições corporais (grupado, carpado e estendido). 
São definidas cinco categorias de elementos (AYOUB, 2003):
— de parceiro para parceiro;
— do chão para o parceiro;
— do parceiro para o chão;
— do parceiro para o chão, após um breve contato com o parceiro;
— do chão, com uma breve assistência do parceiro, para o chão outra vez.
• Exercícios combinados: são compostos de elementos individuais e exercícios estáticos e dinâmicos 
combinados.
— Monte: é um elemento técnico no qual os ginastas sobem sobre os parceiros, podendo descrever 
uma fase de voo ou aproveitando os segmentos dos parceiros com apoios para a subida, sem 
perder o seu contato.
— Desmonte: é um elemento técnico no qual os ginastas perdem o contato com os parceiros, 
existindo uma fase de voo prévia entre a projeção e a recepção. Um desmonte deverá ser 
sempre seguro e reduzir ao máximo os riscos de queda (ALMEIDA, 1994).
• Pirâmides: possuem a seguinte classificação por altura (MERIDA, 2009):
— pirâmides de solo: são figuras em que o ponto de apoio do volante está abaixo da linha da 
cintura do base;
— pirâmides de meia‑altura: são figuras em que o ponto de apoio do volante está na cintura do base;
— pirâmides de primeira altura: são figuras em que o ponto de apoio do volante está na linha dos 
ombros do base;
— pirâmides de uma altura e meia (somente trios e quartetos): são figuras em que um atleta está 
com seu ponto de apoio na linha da cintura, e o outro, na linha dos ombros;
— pirâmides de segunda altura (somente trios e quartetos): são figuras em que o volante está 
com o ponto de apoio na linha dos ombros do base;
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Unidade I
— pirâmides de duas alturas e meia (somente trios e quartetos): são figuras em que um atleta está 
com o apoio na linha da cintura e os outros, na linha dos ombros;
— pirâmides de terceira altura (somente quartetos): são figuras em que os intermediários e o 
volante estão com os pontos de apoio na linha dos ombros.