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resumo completo psicologia da comunicação

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Aula 1- Psicologia Social e Processos Interpessoais 
 
• A Psicologia Social é diferente da Sociologia: 
o A Sociologia tem por objeto de estudo o grupo social como um todo 
o Na Psicologia Social o objeto reside nas relações interpessoais internas aos 
grupos sociais. 
• A Psicologia Social se caracteriza pelo segmento da Psicologia que estuda os 
processos relacionais, ou seja, a RELAÇÃO COM O OUTRO. 
• A estas relações com o outro, chamamos de RELAÇÕES INTERPESSOAIS. As 
relações interpessoais estão presentes em nossas vidas desde o nascimento através 
de processos de dependência e de interdependência, até nossa morte. 
• Estas relações são fatores determinantes de vários processos psíquicos, pois, além 
de definirem os aspectos relacionais, influenciam consideravelmente em nossa 
própria estrutura interna de personalidade. 
Principais processos psíquicos determinados pelas relações interpessoais: 
• O outro como fator de segurança. 
• O outro como fator de influência na personalidade. 
• O outro como fator de equilíbrio psicológico. 
• O outro como fator motivador de ações e atitudes. 
Grupos e processos grupais 
Condições básicas para o estabelecimento de um grupo: A consciência do outro como 
pessoa e o estabelecimento de relações interpessoais. 
• Grupo é o nome dado ao espaço psicológico aonde o indivíduo se relaciona com 
o social. O grupo ou o não-grupo, está dentro de nós, em nosso psiquismo. 
Processos grupais: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Comportamentos de organização social: 
• HIERARQUIA SOCIAL: Fatores que irão determinar as relações de poder dentro 
do grupo. 
• PRESERVAÇÃO TERRITORIAL: Refere-se ao comportamento de demarcação 
e proteção do território do grupo. 
• COOPERAÇÃO SOCIAL: Diz respeito ao comportamento pelo qual o grupo se 
une para a produção de uma ação que trará benefício para todos os membros. 
PRESERVAÇÃO DA PROLE: Conduta preparatória para a vida. Absolutamente 
necessária e fundamental para a preservação da espécie. 
• COMUNICAÇÃO SOCIAL: É o comportamento que permite o estabelecimento 
de uma comunicação entre os membros de um grupo. 
Obs: A importância, para nós, da existência destes comportamentos sociais inatos, é 
a consciência de que são condutas que, por serem naturais, estarão sempre presentes 
nos grupos sociais e, portanto, é lícito considerarmos a existência destas condutas 
em nossas análises dos processos sociais. 
 
O processo civilizatório - Aspectos presentes na evolução e no desenvolvimento de 
todas as espécies animais sociais: 
• O aspecto biológico: intrínseco à natureza orgânica da espécie e condicionado às 
transformações internas da estrutura biológica da espécie como um todo. 
• O aspecto social: produz as sociedades animais, compreendidas como uma 
totalidade de indivíduos que se agrupam em coletividade e determinam regras de 
atuação comum em relação aos membros da coletividade e/ou ao meio em que 
vivem através, unicamente, de instintos vinculados à sobrevivência. 
• O aspecto cultural: Decorrente de nossa atividade intelectual, o aspecto cultural 
pode ser traduzido como o processo de construção consciente das regras de uma 
sociedade, capaz de diferenciá-la e individualizá-la em relação a outros grupos 
sociais da mesma espécie. 
• Obs: Entre os animais sociais, portanto, existe sociedade, mas não cultura 
 
 
Fatores de desenvolvimento das sociedades: 
 
Uma vez estabelecida uma civilização (grupo sociocultural), seu desenvolvimento 
será baseado fundamentalmente em uma tríade de desenvolvimentos que se 
relacionam entre si. São eles: 
 
DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO: Refere-se aos progressos técnicos 
existentes em uma sociedade desde suas formas mais elementares às mais 
complexas. 
DESENVOLVIMENTO SOCIAL: Diz respeito às relações instituídas entre a 
tecnologia existente na sociedade e as formas como estas se estabelecem ao nível 
interno da sociedade. 
DESENVOLVIMENTO CULTURAL (OU IDEOLÓGICO): Determinado 
pelo conjunto de crenças e valores produzidos ideologicamente pelas relações 
sociais em razão da interação dos desenvolvimentos acima citados. 
 
 
Aula 2- Os Processos de Subjetivação 
 
• Linguagem é símbolo e símbolo é representação do real. Neste sentido, a 
matemática, as notas musicais, os códigos mais diversos, são formas de 
linguagem, visto que visam descrever através de símbolos um determinado 
acontecimento. Mais do que descrever o real, a linguagem incorpora a afetividade, 
os sentimentos e as paixões contidas nas relações entre o ser e os objetos. 
• Tudo que implica em decodificação, carrega consigo uma forte carga subjetiva, 
na medida em que podemos estabelecer a relação entre significado e significante 
de diversas maneiras. 
 
 
 
 
TEORIAS SOBRE A LINGUAGEM 
 
• BEHAVIORISMO: A aquisição da linguagem se dá a partir de necessidades 
primárias que vão sendo saciadas nas crianças a partir das primeiras vocalizações 
• PSICOLINGUÍSTICA: Todas as pessoas já nasceriam com uma predisposição 
à utilização da linguagem e esta seria apenas moldada aos símbolos específicos 
da cultura nativa da criança. 
O inconsciente e suas influências 
O inconsciente é responsável por grande parte dos aspectos de nossa subjetividade e está 
presente no modo como percebemos as coisas, influencia em nossa memória, constrói 
nossos símbolos e muitas vezes, define nossa interpretação dos códigos linguísticos. 
 
1ª TÓPICA FREUDIANA 
• CONSCIENTE: Aquilo que está presente na consciência. Tudo o que a pessoa 
sabe sobre si, seus motivos e suas condutas. 
• INCONSCIENTE: Constituído por material recalcado, reúne sentimentos e 
desejos que, apesar de constituírem as verdadeiras causas das atitudes e condutas, 
necessitam permanecer fora da consciência para que não produzam conflitos no 
indivíduo. 
• PRÉ-CONSCIENTE: Mais próximo do consciente e sem sofrer a pressão do 
recalque, pode tornar-se consciente pelo processo da ASSOCIAÇÃO sem 
Emissor 
 
Receptor 
Subjetividade 
produzir muitos conflitos profundos e, portanto, não apresenta grave resistência 
do consciente. 
 
 
2ª TÓPICA FREUDIANA 
• ID: Instinto do prazer, fonte de desejos básicos e egocêntricos, puramente 
inconsciente. 
• SUPEREGO: Instinto da realidade. Constitui-se das regras, normas e 
valores sociais. Funciona como o aspecto da repressão dos desejos. 
• EGO: EU, estrutura central e mais consciente da personalidade, visa 
satisfazer os desejos do ID sem produzir conflitos com o SUPEREGO. 
Obs: A 1ª Tópica foi transformada por Freud de modo a incorporar-se 
especificamente ao recém-descoberto conceito de LIBIDO (energia vital). 
 
PERCEPÇÃO 
A Percepção é o mais importante dos processos cognitivos por ser a porta de entrada da 
realidade. Tudo o que compreendemos está necessariamente acompanhado do “modo 
como nós percebemos”. A Percepção irá atuar diretamente não só na compreensão das 
coisas, como também em todos os demais processos que são oriundos de nossos 
entendimentos, como o modo pelo qual construímos nossas condutas e até mesmo as 
características de nossa personalidade. Toda Percepção corresponde a uma relação de 
uma figura sobre um fundo. E é subjetiva. 
 
Aula 3- A Linguagem como Instrumento da Racionalidade e do Saber 
 
Linguagem e Pensamento Operatório 
• Piaget descreve uma grande variedade dessas operações como, por exemplo, as 
operações lógicas matemáticas, correspondência de termos, classificações, 
categorizações, sistemas de valores, crenças, enfim, todo tipo formal de 
pensamento simbólico está de algum modo relacionado ao processo operacional 
por representar psiquicamente uma organização