Aula 02 1
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Aula 02 1


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Planejamento e Projeto de Redes de 
Computadores 
Eduardo Barrére 
Aula Presencial 
Requisitos 
Eduardo Barrére 
eduardo.barrere@ice.ufjf.br 
Requisitos do \u201cCliente\u201d 
Ao coletar informações para um projeto podemos agrupá-
las da seguinte forma: 
 
\uf07d Preocupações e problemas do \u201ccliente\u201d 
 
\uf07d Necessidades (expansão, a curto/médio/longo prazo) do 
\u201ccliente\u201d 
 
\uf07d Especificações/Solicitações de software 
 
\uf07d Especificações/Solicitações de hardware 
Sobre o \u201ccliente\u201d 
\uf07d Conhecer o negócio do \u201ccliente\u201d (mercado e físico \u2013 
abrangência nacional,regional,...) 
\uf07d Qual o motivo do projeto de rede? (motivação, uso, quais 
ganhos são esperados) 
\uf07d Como esse projeto pode ser considerado um sucesso 
(simplesmente funcionando, aumento de produtividade, 
resolvendo um problema específico,...) 
 
Lembre-se: metas técnicas são diferentes de metas de negócios! 
Sobre o \u201ccliente\u201d 
O projeto \u201cdeu\u201d errado e agora? 
\uf07d O que acontece se o projeto não funcionar conforme o 
esperado? 
\uf07d Qual a visibilidade desse projeto dentro da empresa? 
\uf07d As falhas são perceptíveis? 
\uf07d Falhas na rede geram grandes impactos? 
\uf07d As falhas podem ser minimizadas (\u201cescondidas\u201d)? 
 
Avalie de forma negativa e tenha ideia dos impactos 
Metas típicas do negócio 
\uf07d Aumentar o lucro 
\uf07d Melhorar a comunicação interna (pessoas e e sistemas) 
\uf07d Encurtar os ciclos de desenvolvimento (CAD/CAM) 
\uf07d Parcerias e comunicação entre sites da empresa (VPN) 
\uf07d Modelo de negócio via web 
\uf07d Modernizar tecnologias 
\uf07d Reduzir custos (VoIP, ...) 
\uf07d Decisões a distância (acesso remoto, mobile,...) 
\uf07d Melhorar segurança e confiabilidade (backups, ...) 
\uf07d Contato com clientes (web) 
Políticas e preferências 
Políticas: 
\uf07d Tendências 
\uf07d Defensores x oponentes 
\uf07d Hostilidades 
 
Preferências: 
\uf07d Software livre x \u201cpago\u201d 
\uf07d Padronização de equipamentos 
\uf07d Quem toma as decisões (depto, centralizada, ...) 
 
Restrições e Cronograma 
O Projeto deve estar alinhado ao orçamento! 
\uf07d Equipamentos 
\uf07d Licenças de software 
\uf07d Contratos de suporte e manutenção 
\uf07d Treinamentos 
\uf07d Demais despesas 
 
Cronograma: 
\uf07d Estabelecer prazos para cada etapa 
\uf07d Ajustar o cronograma sempre que tiver problemas, 
principalmente os gerados pelo \u201ccliente\u201d 
Planos de Expansão 
Não se esqueça de prever possíveis expansões: 
 
\uf0d8Curto, médio e longo prazo 
 
\uf0d8Crescimento previsto no plano de metas da 
empresa para os setores envolvidos no projeto 
Identificação de Hardware e Software 
\uf0d8 Identificar e descrever os principais aplicativos 
em uso ou previstos 
\uf0d8 Identificar e descrever o hardware 
(computadores e servidores) 
\uf0d8 Identificar os equipamentos de rede (marca, 
modelo, características técnicas) 
 
O que pode ser aproveitado no novo projeto? 
Exemplo de Identificação de Software 
Parâmetros que podem/devem 
ser considerados 
Desempenho da Rede 
\uf07d Estudar o desempenho da rede, com os recursos e 
tecnologias disponíveis/viáveis 
 
\uf07d Desempenho -> \u201cfuncionar sem ninguém reclamar!!!\u201d 
\uf07d Parâmetros sem medida e subjetivos! 
 
\uf07d Metas ligadas à normatizações 
\uf07d Parâmetros mensuráveis e \u201cmatemáticos\u201d 
Parâmetros de Desempenho 
1. Disponibilidade: percentual de tempo que uma rede está disponível 
para uso 
\uf07d Vinculada à: redundância, confiabilidade (taxas de erros, estabilidade, período de 
tempo entre falhas), resiliência (grau de tolerância a falhas) e recuperação de 
desastres. 
\uf07d Exemplo em termos de percentual (99,95%), com previsão de inatividade entre 
23h e 24h, 3 horas por mês ou 30 minutos por semana (por hora, etc...) 
\uf07d Em termos do MTBF (Tempo Média entre Falhas) e do MTTR (Tempo Médio 
para Reparo), Sendo D= MTBF / (MTBF + MTTR). 
\uf07d A meta de MTBF boa é 4000 h ou 167 dias 
\uf07d A meta tíica de MTTR é 1h. 
\uf07d Teríamos uma disponibilidade de 99,98% (muito bom!) 
\uf07d O MTBF e o MTTR vão sendo alterados conforme o tempo de vida da rede. 
\uf07d A disponibilidade pode ser calculada por segmento da rede (servidores, 
subrede1, etc...) 
 
Parâmetros de Desempenho 
2. Facilidade de escalonamento 
\uf07d Por quanto tempo (meses ou anos) o crescimento da rede está 
previsto/suportado. Aumento na quantidade e capacidade de 
servidores, pontos de rede, trafego, etc. 
3. Capacidade ou largura de banda 
\uf07d Unidade de medida padrão (bps) 
4. Utilização 
\uf07d O quanto da capacidade total da rede é utilizada nos diversos 
grupos temporais previstos. 
\uf07d Exemplo para Ethernet: utilização média não deve exceder 37% da 
banda (acima disso entra em saturação). Ótima 30%. 
\uf07d Exemplo de FDDI: utilização média de 70% numa intranet. 
\uf07d Prato cheio para TI Verde !!!! 
 
Parâmetros de Desempenho 
5. Vazão: quantidade de dados (corretos) transferidos entre dois nós da rede por 
unidade de tempo. 
\uf07d Numa situação ideal, a vazão deve ser igual à capacidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
\uf07d Normalmente são utilizados PPS (pacotes por segundo). Fácil de ser medida num 
roteador, por exemplo. 
\uf07d Exemplo: se numa rede ethernet o fluxo é de 812 PPS (sem perdas), um fluxo máximo 
teórico para um switch de 30 portas seria: 812 x 30 = 24360. 
Parâmetros \u2013 Vazão 
\uf07d Vazão Máxima: 
interior gateway 
protocol 
Parâmetros \u2013 Vazão 
Parâmetros \u2013 Vazão 
Uma necessidade pode ser medir a vazão na 
camada de aplicativos (goodput) 
Parâmetros de Desempenho 
6. Precisão: é a proporção de tráfego útil transmitido corretamente. 
\uf07d As causas típicas de erro são: 
\uf07d Picos de energia; 
\uf07d Impedância (cabos e conectores); 
\uf07d Conexões físicas de má qualidade ou danificadas (água, ferrugem, etc.); 
\uf07d Dispositivos defeituosos (amplificadores de sinal, etc); 
\uf07d Ruídos causados por equipamentos elétricos; 
\uf07d Redes WAN, a taxa de erros de bits \u2013 BER (bit error rate) para cabeamento de cobre 
deve ser de 10-6 e para fibra de 10-11 (1 bit a cada 10 bilhões). 
\uf07d Redes LAN não utilizam BER, pois as ferramentas de medição trabalham com frames. 
Uma boa medida é 1 frame com erro para da 106 octetos transmitidos. 
\uf07d Numa rede Ethernet, estruturas defeituosas resultam de colisões: 
\uf07d Preâmbulo de 8 octetos: São a maioria e não são registradas por ferramentas de diagnósticos 
\uf07d Após o preâmbulo e nos primeiros 64 octetos: são consideradas \u201cválidas\u201d (runt frame). Meta é 
ter menos de 0,1% desse tipo de colisão. 
\uf07d Além dos 64 octetos: chamada de \u201ctardia\u201d, caracterizando um grave problema na rede. 
Parâmetros de Desempenho 
7. Eficiência: medida de esforço para produzir uma certa vazão 
de dados. 
\uf07d A eficiência da utilização da largura da largura de banda por frames grandes é maior do 
que a utilização desta mesma largura de banda por frames pequenos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
\uf07d Problema: frames grandes \u201cmonopolizam\u201d o meio de transmissão. Como equalizar isso? 
Parâmetros de Desempenho 
9. Retardo (delay): atraso sofrido por um frames para entregá-lo de 
um ponto a outro da rede. 
\uf07d Influenciam principalmente: voz, vídeo e telnet. 
\uf07d Normalmente ocorre em switch, gateway e roteador. 
\uf07d Inclui problemas de enfileiramento dos frames. 
\uf07d Profundidade da fila = utilização / (1-utilização). Exemplo: switch com 5 
usuários e cada um transferindo a uma taxa de 10 frames por segundo, com 
comprimento de frame de 1024 bits e necessitando de uma taxa de 56kbps. 
Temos: 
\uf07d Carga = 5 x 10 x 1024 = 51200 bps 
\uf07d Utilização = 51200 / 57344 = 90,7% 
\uf07d Número médio de frames na fila = (0,907) / (1-0,907) = 9,75 frames. 
Parâmetros de Desempenho 
9. Variação do Retardo (jitter): quando o retardo não é constante. 
\uf07d Causam interrupções na qualidade de voz video, por