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TRABALHO HISTÓRIA DA PSICOLOGIA (1)

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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ
CURSO DE PSICOLOGIA
Valor:1,0 
Nota:1,0
Como podemos definir História?
R: A história é uma narração ordenada, escrita, dos acontecimentos e atividades humanas ocorridas no passado. Um ramo da ciência que se ocupa de registrar cronologicamente, apreciar e explicar os fatos do passado da humanidade em geral, e das diversas nações, países e localidades em particular.
Qual a principal diferença entre a concepção de História evolutiva e a de História descontínua? 
R: A principal diferença é que a história evolutiva concebe os fatos históricos numa cadeia linear na qual a evolução ocorre naturalmente, ou seja, o futuro é sempre a superação do passado. Enquanto que na história descontínua nega-se o que seria o sentido naturalmente evolutivo da transformação histórica, ou seja, o futuro não é uma superação do passado. 
Por que é importante para a formação em psicologia estudar a história desse saber?
R: A história é o melhor modo de se iniciar em um campo de estudo. Para o entendimento da Psicologia ela é de suma importância, pois nos permite perceber de que modo o homem vem transformando seus modos de pensar a si mesmo e, principalmente, para se tornar ciente que na formação em Psicologia esta se construindo e utilizando um saber que não é universal, mas que tem sua própria história e que, portanto, tem também seus limites espaço-temporais.
Sócrates não deixou nenhuma linha escrita, mas desenvolveu um método filosófico pelo qual acreditava ser possível “parir o conhecimento”. Que método era esse e qual era seu procedimento? Como concebia a psiké (alma)?
R: Sócrates concebia a alma como essência do homem, alma como sua razão. O conhecimento que todo homem já supostamente trazia em si, era alcançado através do exercício da razão, a qual desenvolve o método chamado maiêutica.
 Ele acreditava não ser possível filosofar enquanto as pessoas não alcançassem o autoconhecimento. Sendo assim, o filósofo busca o conhecimento através de questões que revelam uma dupla face, a ironia e a maiêutica. Sócrates usava esse termo, pois tomou como espelho a profissão de sua mãe – parteira.
Sócrates começava um diálogo com quem acreditava ter experiência na área de seu questionamento, o que fazia a pessoa se elevar e achar ter a sabedoria sobre o assunto. Posteriormente, o filósofo a convencia de suas contradições, mostrando seu equívoco e as delimitações do conceito apresentado. Logo, o entrevistado por Sócrates percebia que não tinha o saber absoluto sobre o assunto, o que possibilitava desfazer ilusões de um pensamento cristalizado e a fazer descobrir nela mesma o conhecimento que a conduziria a virtude.
Discorra sobre a concepção de Platão acerca da psiké (alma) explicando como ela se insere no dualismo que ele propõe, entre mundo das ideias e mundo sensível? Como Platão entende a relação alma x corpo? Qual a relação entre seu pensamento e o “Mito da caverna”?
R: Platão acreditava que o homem era constituído de corpo que era mutável, imperfeito, e mortal, e em alma (psiké) essa sendo perfeita e imortal. Nesse contexto ele afirma que a alma possui conhecimento inato, dizendo que todo conhecimento é uma lembrança, uma rememoração do que já sabemos.
Partindo dessas observações ele coloca o homem vivendo em um dualismo, contrapondo o mundo sensível, ao mundo das ideias. O mundo sensível é experimentado pelo corpo através dos sentidos, sendo tudo aquilo que percebemos através do nosso corpo uma ilusão, pois o corpo perecível limita o conhecimento a somente aquilo que é um simulacro, uma cópia de algo real que existe no mundo das ideias. O mundo das ideias se diferencia do mundo dos sentidos, pois é vivenciado pela alma, através dos pensamentos, da razão. Nele não há ilusões ou cópias, somente a verdade, as essências e os conceitos perfeitos de tudo aquilo que é imperfeito no mundo sensorial.
Com isso ele acaba concluindo que a melhor maneira para o homem viver, é distanciando sua psiké de seu corpo, visto que o corpo é a prisão, o cárcere da alma, um lugar onde ela vai cumprir suas penas.
Para exemplificar seu pensamento Platão se utiliza do Mito da Caverna, formando como em toda alegoria um “quadro” onde se pode observar as ideias de seu criador, onde podemos perceber que:
A caverna é o mundo sensível em que vivemos
As sombras projetadas ao fundo, são aquilo que percebemos
Os grilhões e as correntes, são os nossos preconceitos, opiniões, vícios, e a acomodação de aceitar que o que vivemos no mundo sensível é a realidade.
A Luz do sol é a luz da verdade.
O mundo iluminado pelo sol, é a realidade.
O prisioneiro que se liberta e sai da caverna, “o filósofo”, é aquele que se utilizou das ferramentas necessárias para conseguir tal feito, que são a razão, o pensamento, o raciocínio.
Aristóteles foi discípulo de Platão, mas discordava de sua doutrina em vários pontos. Qual era a principal divergência entre suas concepções de conhecimento? Como ele definia e classificava a psiké (alma)?
R: Para Aristóteles, o conhecimento não seria inato, mas fruto das experiências. Ele nunca aceitou essa ideia de dois mundos distintos. Para Aristóteles só havia um mundo: este em que nos encontramos, tudo é desenvolvido através da experiência, em que contato com o mundo externo é a única forma de se obter conhecimento e aprimoramento do intelecto. Ele defendia que a origem das ideias é através da observação de objetos para posteriormente a formulação da ideia dos mesmos. Aristóteles acreditava que não há diferença entre o conhecimento sensível e intelectual, um é continuação do outro. Aristóteles definia e classificava a psiké (alma) como aquilo que anima os seres – a vida, por isso estudava não apenas a alma humana (alma racional), mas a de todos os seres vivos.
Defina e diferencie : inatismo x empirismo.
R: Inatismo, seu precursor foi Platão. Essa perspectiva entende que o ser humano é um sujeito fechado em si mesmo, nasce com potencialidades, com dons e aptidões que serão desenvolvidos de acordo com o amadurecimento biológico. Empirismo, seu precursor foi Aristóteles. Essa perspectiva é caracterizada pelo conhecimento científico, quando a sabedoria é adquirida por percepções; pela origem das ideias por onde se percebe as coisas, independente de seus objetivos e significados. 
Na Idade Média pouco se produziu em termos de filosofia ocidental, o conhecimento era submetido aos dogmas da Igreja. Cite os dois principais filósofos cristãos e de que modo reintroduziram a discussão filosófica em meio ao discurso religioso.
R: Os dois principais filósofos cristãos chamavam-se Agostinho de Hipona (354-430) e Tomás de Aquino (1224 -1274).
Agostinho de Hipona seguia a fase Patrística, que integrava a filosofia cristã à de Platão. Acreditava que o mal não existia vindo de Deus, um ser benevolente, mas sim da ausência do bem que automaticamente seria a ausência de Deus. Agostinho reconhecia a importância do conhecimento, mas entendia que a fé em Cristo vinha restaurar a condição decaída da razão humana, sendo, portanto, mais importante.
Tomás de Aquino seguia a fase Escolástica, que procurou conciliar a filosofia aristotélica com os princípios do cristianismo, em oposição à tendência que predominava na época e que adotava um cristianismo de inspiração neoplatônica.
Discorra sobre as principais características do pensamento científico moderno e relacione-o com as descobertas feitas na época do Renascimento.
R: Principais características e descobertas
Racionalismo: A razão é o único caminho para se chegar ao conhecimento. A Terra como o centro do universo, o geocentrismo, que foi intensamente questionado pelos novos observadores dos movimentos celestes, os astrônomos, que propuseram novas explicações. Na astronomia, a comprovação da teoria heliocêntrica, onde a Terra girava em torno do Sol, estabelecia a quebra da antiga concepção geocêntrica que defendia que o Sol girava em torno da Terra. Aclamado como um dos pais da Física Moderna, Galileu também foi de grande importância para a