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AULA 9 - QUESTÕES - OFICINA LITERÁRIA

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Aluno: ANA CAROLINA SANCHES PEREIRA
	Matrícula: 201701048922
	Disciplina: CEL0239 - OFICINA LITERÁRIA 
	Período Acad.: 2017.1 EAD (G) / EX
	
Prezado (a) Aluno(a),
Você fará agora seu EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO! Lembre-se que este exercício é opcional, mas não valerá ponto para sua avaliação. O mesmo será composto de questões de múltipla escolha (3).
Após a finalização do exercício, você terá acesso ao gabarito. Aproveite para se familiarizar com este modelo de questões que será usado na sua AV e AVS.
	
	
		1.
		Sobre o narrador e a narração em "Memórias póstumas de Brás Cubas", todas as alternativas estão corretas, EXCETO:
	
	
	
	
	 
	[...] a história parece contar-se por si própria, prescindindo da figura do narrador. [...] A narração de acontecimentos e a descrição procedem de um modo neutro, impessoal, sem que o narrador tome partido ou defenda algum ponto de vista. (D'ONOFRIO, S. Teoria do texto 1 - Prolegômenos e teoria da narrativa. 2a. ed. São Paulo: Ática, 1999, p. 60)
	
	
	Uma das técnicas mais conhecidas, utilizadas nas narrativas a serviço do tempo psicológico, é o flashback, que consiste em voltar no tempo. Neste romance de Machado de Assis, por exemplo, o presente para o narrador é sua condição de morto, a partir da qual ele volta ao passado próximo (como morreu) e ao passado mais remoto, sua infância e juventude, usando portanto o flashback. (GANCHO, C. V. Como analisar narrativas. 7a. ed. São Paulo: Ática, p. 22)
	
	
	É através dos seus olhos e de seus sentimentos que são apresentados os elementos constitutivos da narrativa: os fatos, as outras personagens, os temas e os motivos, as categorias de tempo e espaço. [...] a personagem central faz uma sondagem na profundidade de sua consciência, misturando sensações presentes com lembranças do passado. (D'ONOFRIO, S. Teoria do texto 1 - Prolegômenos e teoria da narrativa. 2a. ed. São Paulo: Ática, 1999, p. 62)
	
	
	[...] o eu que narra se identifica com o eu da personagem principal que vive os fatos. Trata-se de um ator que acumula o papel de sujeito da enunciação e de sujeito do enunciado. Ele nos conta uma história por ele vivida, a história de uma parcela da sua existência. (D'ONOFRIO, S. Teoria do texto 1 - Prolegômenos e teoria da narrativa. 2a. ed. São Paulo: Ática, 1999, p. 62)
	
	
	Rememorando por ondas e por associacionismo múltiplo e dinâmico, o narrador se afasta insensivelmente do fio das coisas que pretende relatar e deriva para acontecimentos colaterais, ligados ou não às reminiscências centrais. (MOISÉS, M. A criação literária - prosa. 13a. ed. São Paulo: Cultrix, 1997, p. 127)
	
	
	
		2.
		CAPÍTULO PRIMEIRO / ÓBITO DO AUTOR
 
"Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo. Moisés, que também contou a sua morte, não a pôs no intróito, mas no cabo: diferença radical entre este livro e o Pentateuco." http://www.literaturabrasileira.ufsc.br/documentos/?action=download&id=28178
 
  O texto apresentado é um fragmento do romance Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis. Trata-se de uma narrativa de memória que apresenta um defunto-autor. O que isto significa?
	
	
	
	
	
	   O autor rompe com a verossimilhança ao inverter a ordem da narração.
	
	
	   O autor não rompe com a verossimilhança em nenhum momento.
	
	 
	   O autor rompe com a verossimilhança porque apresenta uma distância temporal entre o tempo de narração e a narrativa.
 
	
	
	   O autor rompe com a verossimilhança ao comparar Brás Cubas com Moisés.
	
	 
	   O autor rompe com a verossimilhança ao dar poder de fala a um narrador-personagem já morto.
	
	
	
		3.
		No romance, o resgate de fragmentos do passado, através da memória, permite-se viver de novo os fatos, mas de forma organizada. A narrativa organiza tudo aquilo que, na vida, é bagunçado. Quando o narrador tenta fazer essa arrumação dos fatos da vida, dá maior nitidez aos acontecimentos, dá sentido àquilo que, na vida real, acontece de forma tão desordenada. São fatos selecionados pela memória e organizados pelo discurso, como exemplo, temos o romance Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis. Sobre esse romance, é incorreto afirmar:
	
	
	
	
	 
	Brás Cubas é um narrador nada confiável. Para cada afirmação que faz, apresenta uma negação.
	
	 
	O fato do narrador afirmar e negar o tempo todo, atribui veracidade ao que está sendo contado.
	
	
	Há, em toda a narrativa, um processo de construção e desconstrução.
	
	
	Assegurando a relação entre o texto literário e a sociedade que o produziu, o romance faz alusões, por meio do narrador-personagem, à aristocracia, que, sem projeto, vive no vazio.
	
	
	O discurso do narrador-personagem relativiza conceitos e questões éticas.
	 Gabarito Comentado
	
	
		4.
		Leia o texto a seguir:
Vivo só, com um criado. A casa em que moro é própria; fi-la construir de propósito, levado de um desejo tão particular que me vexa imprimi-lo, mas vá lá. Um dia. há bastantes anos, lembrou-me reproduzir no Engenho Novo a casa em que me criei na antiga Rua de Mata-cavalos, dando-lhe o mesmo aspecto e economia daquela outra, que desapareceu. Construtor e pintor entenderam bem as indicações que lhes fiz: é o mesmo prédio assobradado, três janelas de frente, varanda ao fundo, as mesmas alcovas e salas. Na principal destas, a pintura do teto e das paredes é mais ou menos igual, umas grinaldas de flores miúdas e grandes pássaros que as tomam nos blocos, de espaço a espaço. Nos quatro cantos do teto as figuras das estações, e ao centro das paredes os medalhões de César, Augusto, Nero e Massinissa, com os nomes por baixo... Não alcanço a razão de tais personagens. Quando fomos para a casa de Mata-cavalos, já ela estava assim decorada; vinha do decênio anterior. 
(...)
O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência. Pois, senhor, não consegui recompor o que foi nem o que fui. Em tudo, se o rosto é igual, a fisionomia é diferente. Se só me faltassem os outros, vá um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde; mais falto eu mesmo, e esta lacuna é tudo. O que aqui está é, mal comparando, semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos, e que apenas conserva o hábito externo, como se diz nas autópsias; o interno não agüenta tinta.
http://fragmentosliterariospauloavila.blogspot.com.br/2011/11/fragmentos-da-obra-prima-de-machado-de.html
Sabemos que o narrador exerce um papel muito importante no romance. O  texto apresentado é um fragmento do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis. Após a leitura, identifique a posição assumida pelo narrador.
	
	
	
	
	 
	Trata-se de um narrador-personagem que conta a história a partir de um simulacro.
	
	
	 Trata-se de um narrador-observador que conta a história a partir de um prédio abandonado.
   
	
	
	Trata-se de um narrador que não faz parte da história narrada.
   
	
	
	Trata-se de um narrador-personagem que apresenta total conhecimento de si mesmo e dos outros.
	
	
	Trata-se de um narrador-observador que fala sobre a casa construída no Engenho Novo.
  
	 Gabarito Comentado
	
	
		5.
		No romance Memórias Póstumas de Brás Cubas, o narrador traça o perfil das personagens com matéria de memória, conforme sinaliza o título da obra. Diante deste fato, como podemos nos posicionar enquanto leitores?
	
	
	
	
	
	Podemos acreditar em tudo que está sendo narrado,pois o narrador personagem participou dos acontecimentos.
	
	
	Devemos observar que as personagens são definidas com simplicidade.
	
	
	Devemos observar que as personagens são, totalmente, diferentes do narrador-personagem
	
	
	Devemos aceitar os fatos, pois, ao narrar do além-túmulo, o narrador tem uma visão mais ampla dos acontecimentos.
	
	 
	Devemos colocar como suspeita a veracidade dos fatos, pois a memória não registra, integralmente, os acontecimentos.
	 Gabarito Comentado
	
	
		6.
		Devemos lembrar que toda obra literária está inserida num processo de produção e consumo.Com base nesta afirmação, assinale a alternativa que complementa corretamente o que foi apontado:
	
	
	
	
	 
	É importante identificar quem são os leitores, a que momento histórico está direcionada.
	
	
	É importante identificar quem são os leitores, a que geração está direcionada.
	
	
	É importante identificar quem são os leitores, a que espaço está direcionada.
	
	
	É importante identificar quem são os leitores, a que tempo está direcionada.
	
	 
	É importante identificar quem são os leitores, a que público está direcionada.
	 Gabarito Comentado
	
	
		7.
		Urupês
"Jeca Tatu é um piraquara do Paraíba, maravilhoso epítome de carne onde se resumem todas as características da espécie.
Hei-lo que vem falar ao patrão. Entrou, saudou. Seu primeiro movimento após prender entre os lábios a palha de milho, sacar o rolete de fumo e disparar a cusparada d'esguicho, é sentar-se jeitosamente sobre os calcanhares. Só então destrava a língua e a inteligência.
- 'Não vê que'
De pé ou sentado as ideias se lhe entramam, a língua emperra e não há de dizer coisa com coisa.
De noite, na choça de palha, acocora-se em frente ao fogo para "aquentá-lo", imitado da mulher e da prole.
Para comer, negociar uma barganha, ingerir um café, tostas um cabo de foice, fazê-lo noutra posição será desastre infalível. Há de ser de cócoras.
Nos mercados, para onde leva a quitanda domingueira, é de cócoras, como um faquir do Bramaputra, que vigia os cachinhos de brejaúva ou o feixe de três palmitos.
Pobre Jeca Tatu! Como és bonito no romance e feio na realidade!
Jeca mercador, Jeca lavrador, Jeca filósofo..." . (Monteiro Lobato "Urupês " ed. Brasiliense, 2004. p. 166-170)
EXPLICAÇÃO NECESSÁRIA
"E aqui aproveito o lance para implorar perdão ao pobre Jeca. Eu ignorava que eras assim, meu Tatu, por motivo de doença. Hoje é com piedade infinita que te encara quem, naquele tempo, só via em ti um maparreiro de marca. Perdoas? "  (Monteiro Lobato. Urupês. São Paulo: Monteiro Lobato & Cia. Editores, 1923, p.VII.
Nos dois excertos da personagem 'Jeca Tatu', de Monteiro Lobato, como única opção correta, com base no segundo, pode-se dizer que o autor?
 
	
	
	
	
	
	Denuncia o descaso do governo com relação à saúde e ao ensino, uma vez que, segundo Monteiro Lobato, "Jeca Tatu não é assim, ele está assim"
 
	
	
	Denuncia o descaso do governo na distribuição de terras, uma vez que, segundo Monteiro Lobato, "Jeca Tatu não é assim, ele está assim".
 
	
	 
	Denuncia a falta de educação uma vez que, segundo Monteiro Lobato, "Jeca Tatu não é assim, ele está assim".
 
	
	
	Denuncia o descaso do governo com relação às pessoas que produzem na zona rural, uma vez que, segundo Monteiro Lobato, "Jeca Tatu não é assim, ele está assim".
	
	 
	Denuncia o descaso do governo com relação às pessoas da zona rural, uma vez que, segundo Monteiro Lobato, "Jeca Tatu não é assim, ele está assim".
	 Gabarito Comentado
	 Gabarito Comentado
	
	
		8.
		Leia o texto a seguir:
Acocorada junto às pedras que serviam de trempe, a saia de ramagens entalada entre as coxas, sinha Vitória soprava o fogo. Uma nuvem de cinza voou dos tições e cobriu-lhe a cara, a fumaça inundou-lhe os olhos, o rosário de contas brancas e azuis desprendeu-se do cabeção e bateu na panela. Sinha Vitória limpou as lágrimas com as costas das mãos, encarquilhou as pálpebras, meteu o rosário no seio e continuou a soprar com vontade, 
http://www.mensagenscomamor.com/seriados-filmes-e-novelas/frases_de_vidas_secas.htm
Que traço do romance predomina no texto apresentado?
	
	
	
	
	
	A personagem revela sua condição social.
	
	
	  A personagem demonstra perseverança ao continuar a soprar.
   
	
	 
	A personagem, mergulhada em sua individualidade, expõe sua fragilidade através das lágrimas.
	
	
	   A personagem revela suas emoções e sua fé por carregar um rosário.
 
	
	
	 A personagem revela sua individualidade por estar sozinha junto às pedras.

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