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I 
ÍNDICE ANALÍTICO 
VOLUME 3 
 
1. VÁLVULAS 183 
1.1. INTRODUÇÃO 184 
1.2. UMA BREVE HISTÓRIA DA INDÚSTRIA DE VÁLVULAS 184 
1.3. A INDÚSTRIA DA VÁLVULA 186 
1.4. TIPOS DE VÁLVULAS 186 
1.5. FUNÇÕES 186 
1.6. ESPECIFICAÇÃO 186 
1.7. SISTEMA CONSTRUTIVO DAS VÁLVULAS 187 
1.8. CLASSES DE PRESSÃO 196 
1.9. CONCEITOS SOBRE TIPOS DE VÁLVULAS 197 
1.10. FABRICANTES DE VÁLVULAS 198 
2. VÁLVULAS DE GAVETA 202 
2.1. INTRODUÇÃO 203 
2.2. APLICAÇÃO 203 
2.3. PRINCIPAIS VANTAGENS 203 
2.4. PRINCIPAIS DESVANTAGENS 203 
2.5. IDENTIFICAÇÃO DAS PARTES DE UMA VÁLVULA DE GAVETA 203 
2.6. SISTEMA CONSTRUTIVO 204 
2.7. SISTEMAS DE VEDAÇÃO 209 
2.8. ACIONAMENTO DAS VÁLVULAS 209 
2.9. MATERIAIS CONSTRUTIVOS DAS VÁLVULAS 211 
2.10. CLASSES DE PRESSÃO 213 
2.11. EXEMPLOS DE ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA 213 
2.12. EXEMPLO DE FOLHA DE DADOS 215 
2.13. TABELAS TÉCNICAS 216 
2.14. FABRICANTES 221 
 
 
3. VÁLVULAS DE ESFERA 222 
3.1. INTRODUÇÃO 223 
3.2. APLICAÇÃO 223 
3.3. PRINCIPAIS VANTAGENS 223 
3.4. PRINCIPAIS DESVANTAGENS 223 
3.5. IDENTIFICAÇÃO DAS PARTES DE UMA VÁLVULA DE ESFERA 223 
3.6. SISTEMA CONSTRUTIVO 224 
3.7. SISTEMAS DE VEDAÇÃO DA SEDE 227 
3.8. ACIONAMENTO DAS VÁLVULAS 227 
3.9. MATERIAIS CONSTRUTIVOS DAS VÁLVULAS 228 
3.10. CLASSES DE PRESSÃO 228 
3.11. EXEMPLOS DE ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA 229 
3.12. EXEMPLO DE FOLHA DE DADOS 230 
3.13. TABELAS TÉCNICAS 231 
3.14. FABRICANTES 234 
 
 
 II 
4. VÁLVULAS DE MACHO 235 
4.1. INTRODUÇÃO 236 
4.2. APLICAÇÃO 236 
4.3. PRINCIPAIS VANTAGENS 236 
4.4. PRINCIPAIS DESVANTAGENS 236 
4.5. IDENTIFICAÇÃO DAS PARTES DE UMA VÁLVULA DE MACHO 236 
4.6. MEIOS DE LIGAÇÃO 237 
4.7. CARACTERÍSTICAS CONSTRUTIVAS 237 
4.8. ACIONAMENTO DAS VÁLVULAS 237 
4.9. MATERIAIS CONSTRUTIVOS DAS VÁLVULAS 237 
4.10. CLASSES DE PRESSÃO 237 
4.11. EXEMPLOS DE ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA 237 
4.12. EXEMPLO DE FOLHA DE DADOS 239 
4.13. TABELAS TÉCNICAS 240 
4.14. FABRICANTES 243 
5. VÁLVULAS DE GUILHOTINA 244 
5.1. INTRODUÇÃO 245 
5.2. APLICAÇÃO 245 
5.3. PRINCIPAIS VANTAGENS 245 
5.4. PRINCIPAIS DESVANTAGENS 245 
5.5. IDENTIFICAÇÃO DAS PARTES DE UMA VÁLVULA DE GUILHOTINA 245 
5.6. MATERIAIS CONSTRUTIVOS DAS VÁLVULAS 246 
5.7. MEIOS DE LIGAÇÃO 246 
5.8. CARACTERÍSTICAS CONSTRUTIVAS 246 
5.9. CLASSES DE PRESSÃO 246 
5.10. EXEMPLOS DE ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA 246 
5.11. EXEMPLO DE FOLHA DE DADOS 247 
5.12. TABELAS TÉCNICAS 248 
5.13. FABRICANTES 250 
6. VÁLVULAS DE GLOBO 251 
6.1. INTRODUÇÃO 252 
6.2. APLICAÇÃO 252 
6.3. PRINCIPAIS VANTAGENS 252 
6.4. PRINCIPAIS DESVANTAGENS 253 
6.5. IDENTIFICAÇÃO DAS PARTES DE UMA VÁLVULA DE GLOBO 253 
6.6. SISTEMA CONSTRUTIVO 254 
6.7. SISTEMAS DE VEDAÇÃO 259 
6.8. ACIONAMENTO DAS VÁLVULAS 259 
6.9. MATERIAIS CONSTRUTIVOS DAS VÁLVULAS 260 
6.10. CLASSES DE PRESSÃO 261 
6.11. EXEMPLOS DE ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA 262 
6.12. EXEMPLO DE FOLHA DE DADOS 265 
6.13. TABELAS TÉCNICAS 266 
6.14. FABRICANTES DE VÁLVULAS GLOBO 271 
6.15. FABRICANTES DE VÁLVULAS DE AGULHA 271 
7. VÁLVULAS BORBOLETA 272 
7.1. INTRODUÇÃO 273 
7.2. APLICAÇÃO 273 
7.3. PRINCIPAIS VANTAGENS 273 
7.4. PRINCIPAIS DESVANTAGENS 273 
 III
7.5. IDENTIFICAÇÃO DAS PARTES DE UMA VÁLVULA BORBOLETA 274 
7.6. SISTEMA CONSTRUTIVO 274 
7.7. SISTEMAS DE VEDAÇÃO 275 
7.8. ACIONAMENTO DAS VÁLVULAS 275 
7.9. MATERIAIS CONSTRUTIVOS DAS VÁLVULAS 277 
7.10. CLASSES DE PRESSÃO 279 
7.11. EXEMPLOS DE ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA 279 
7.12. EXEMPLO DE FOLHA DE DADOS 281 
7.13. TABELAS TÉCNICAS 282 
7.14. FABRICANTES 284 
8. VÁLVULAS DIAFRAGMA 285 
8.1. INTRODUÇÃO 286 
8.2. APLICAÇÃO 286 
8.3. PRINCIPAIS VANTAGENS 286 
8.4. PRINCIPAIS DESVANTAGENS 287 
8.5. IDENTIFICAÇÃO DAS PARTES DE UMA VÁLVULA DIAFRAGMA 287 
8.6. MATERIAIS CONSTRUTIVOS 288 
8.7. MEIOS DE LIGAÇÃO 289 
8.8. FORMATO DO CORPO 289 
8.9. ACIONAMENTO DAS VÁLVULAS 290 
8.10. EXEMPLOS DE ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA 290 
8.11. EXEMPLO DE FOLHA DE DADOS 292 
8.12. TABELAS TÉCNICAS 293 
8.13. FABRICANTES 295 
9. VÁLVULAS DE MANGOTE 296 
9.1. INTRODUÇÃO 297 
9.2. APLICAÇÃO 297 
9.3. PRINCIPAIS VANTAGENS 297 
9.4. PRINCIPAIS DESVANTAGENS 297 
9.5. IDENTIFICAÇÃO DAS PARTES DE UMA VÁLVULA DE MANGOTE 297 
9.6. SISTEMA CONSTRUTIVO 298 
9.7. ACIONAMENTO DAS VÁLVULAS 299 
9.8. EXEMPLOS DE ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA 300 
9.9. EXEMPLO DE FOLHA DE DADOS 302 
9.10. TABELAS TÉCNICAS 303 
9.11. FABRICANTES 305 
10. VÁLVULAS DE RETENÇÃO 306 
10.1. INTRODUÇÃO 307 
10.2. APLICAÇÃO 307 
10.3. O EMPREGO DO BY-PASS 308 
10.4. VÁLVULA DE RETENÇÃO TIPO DISCO INTEGRAL 308 
10.5. VÁLVULA DE RETENÇÃO TIPO FLAP 309 
10.6. VÁLVULA DE RETENÇÃO TIPO PORTINHOLA SIMPLES 310 
10.7. VÁLVULA DE RETENÇÃO TIPO PISTÃO 311 
10.8. VÁLVULA DE RETENÇÃO VERTICAL TIPO DISCO 312 
10.9. VÁLVULA DE RETENÇÃO TIPO DISCO DUPLO OU DUPLEX 313 
10.10. VÁLVULA DE RETENÇÃO DE PÉ 314 
10.11. EXEMPLO DE ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA DE VÁLVULA DE RETENÇÃO 315 
10.12. EXEMPLO DE FOLHA DE DADOS 317 
10.13. TABELAS TÉCNICAS 318 
10.14. FABRICANTES 323 
 
 IV
11. VÁLVULAS REDUTORAS DE PRESSÃO 324 
11.1. INTRODUÇÃO 325 
11.2. APLICAÇÃO 325 
11.3. PRINCIPAIS VANTAGENS 325 
11.4. PRINCIPAIS DESVANTAGENS 325 
11.5.IDENTIFICAÇÃO DAS PARTES DE UMA VÁLVULA REDUTORA DE PRESSÃO 326 
11.6. SISTEMA CONSTRUTIVO 326 
11.7. MATERIAIS CONSTRUTIVOS 327 
11.8. ACIONAMENTO DAS VÁLVULAS 327 
11.9. INSTALAÇÃO DAS VÁLVULAS REDUTORAS DE PRESSÃO 327 
11.10. ACESSÓRIOS PARA AS VÁLVULAS REDUTORAS DE PRESSÃO AUTO-OPERADAS 328 
11.11. EXEMPLOS DE ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA 329 
11.12. EXEMPLO DE FOLHA DE DADOS 331 
11.13. TABELAS TÉCNICAS 333 
11.14. FABRICANTES DE VÁLVULAS REDUTORAS DE PRESSÃO 335 
11.15. FABRICANTES DE VÁLVULAS DE CONTROLE AUTO-OPERADAS 335 
12. VÁLVULAS DE SEGURANÇA E ALÍVIO 336 
12.1. INTRODUÇÃO 337 
12.2. APLICAÇÃO 337 
12.3.IDENTIFICAÇÃO DAS PARTES DE UMA VÁLVULA DE SEGURANÇA E ALÍVIO 337 
12.4. INSTALAÇÃO 338 
12.5. SISTEMA CONSTRUTIVO 338 
12.6. EXEMPLOS DE ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA 329 
12.7. EXEMPLO DE FOLHA DE DADOS 331 
12.8. TABELAS TÉCNICAS 333 
12.9. FABRICANTES 335 
 
13. ACESSÓRIOS 344 
13.1. INTRODUÇÃO 345 
13.2. APLICAÇÃO 345 
13.3. FILTROS 345 
13.4. VISORES DE FLUXO 347 
13.5. VENTOSAS 347 
13.6. SEPARADOR DE UMIDADE 348 
13.7. PURGADORES 349 
13.8. MANÔMETROS 350 
13.9. TERMÔMETROS 351 
14. GLOSSÁRIO 353 
15. BIBLIOGRAFIA 359 
16. REFERÊNCIA BILBLIOGRÁFICA 359 
 
VÁLVULAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 184
1. VÁLVULAS 
 
1.1. Introdução: 
Válvula é um acessório que raramente percebemos o seu funcionamento e, 
normalmente, ignoramos a sua importância. Sem os sistemas modernos de válvulas, 
não haveria água pura e fresca em abundância nos grandes centros, o refino e 
distribuição de produtos petrolíferos seriam muito lentos e não existiria aquecimento 
automático nas casas. 
Por definição, uma válvula é um acessório destinado a bloquear, restabelecer, 
controlar ou interromper o fluxo de uma tubulação. As válvulas de hoje podem, além 
de controlar o fluxo, controlar o nível, o volume, a pressão, a temperatura e a direção 
dos líquidos e gases nas tubulações. Essas válvulas, por meio da automação, 
podem ligar e desligar, regular, modular ou isolar. 
Seu diâmetro pode variar de menos de uma polegada até maiores que 72 
polegadas. 
Podem ser fabricadas em linhas de produção, em bronze fundido, muito simples e 
disponível em qualquer loja de ferramentas ou até ser o produto de um projeto de 
precisão, com um sistema de controle altamente sofisticado, fabricada de uma liga 
exótica de metal para serviço em um reator nuclear. 
As válvulas podem controlar fluidos de todos os tipos, do gás mais fino a produtos 
químicos altamente corrosivos, vapores superaquecidos, abrasivos, gases tóxicos e 
materiais radioativos. 
Podem suportar temperaturas criogênicas à de moldagem de metais, e pressões 
desde altos vácuos até pressões altíssimas. 
 
1.2. Uma brevehistória da indústria de válvulas: 
Ninguém sabe quando a idéia da válvula nasceu. Entretanto, os romanos são 
reconhecidos como os inventores de sofisticados sistemas de controle de água 
daquela época. Sua fundição era avançada o suficiente para construir sistemas para 
suprir água em dois prédios diferentes, para o qual eles desenvolveram a válvula 
macho e há também evidências que de os romanos usaram válvulas tipo portinhola 
para prevenir o contra-fluxo. 
Por séculos, não houve avanços no projeto de válvulas. Porém, no Renascimento, o 
artista e inventor Leonardo da Vinci desenvolveu canais, projetos de irrigação e 
outros grandes sistemas hidráulicos, os quais incluíram válvulas para serem 
utilizadas nestes projetos. Muitos de seus rascunhos técnicos existem ainda hoje. 
A história moderna da indústria de válvulas acontece paralela à revolução industrial, 
que começou em 1705 quando Thomas Newcomen inventou o primeiro sistema 
industrial a vapor. Devido às pressões do vapor que tinham que ser contidas e 
reguladas, as válvulas adquiriram uma nova importância. 
O sistema a vapor de Newcomen foi aperfeiçoado por James Watt e outros 
inventores, projetistas e fabricantes também ajudaram no aperfeiçoamento das 
válvulas para estes sistemas a vapor. Os interesses, entretanto, estava no projeto 
como um todo, e o fabricante de válvulas como um produto separado não estava 
comprometido numa larga escala por diversos anos. 
Então em 1842, a cidade de Nova York construiu um sistema de águas para trazer 
água para a cidade de uma distância de 56,3km. 
Este simples projeto demonstrou as vantagens do sistema municipal de água e criou 
uma grande demanda por válvulas, tubulações e instalações, assim como outras 
 185
cidades seguiram a liderança de Nova York em um curto tempo, diversas fábricas 
foram estabelecidas para produzir seus produtos. 
Eles se tornaram os principais usuários de válvulas indústrias como têxteis, papel e 
celulose, química, alimentícias, farmacêutica e energia elétrica. 
Mais tarde, a indústria do petróleo nasceu, e com ela, a demanda para válvulas de 
alta performance que pudessem suportar as grandes pressões de óleo e gás vindas 
dos poços para a superfície. Assim como as condições e requerimentos se tornaram 
mais solicitadas, os fabricantes responderam com melhoras contínuas de 
engenharia, em materiais e modelos de válvulas. 
As primeiras válvulas foram a globo e a de retenção. Em 1920 surgiu o primeiro tipo 
de válvula rotativa que podia ser aberta ou fechada por um simples giro de 90º de 
um volante. As válvulas tipo plug tiveram um grande uso nas indústrias químicas e 
de gás. Durante a Segunda Guerra Mundial, um oficial do exército Britânico inventou 
a válvula tipo diafragma, sem vazamento, e resistente à corrosão que era 
caracterizada por um disco de borracha engastado entre o corpo e o castelo. Esta 
válvula se tornou muito popular na Europa. A Segunda Guerra Mundial apresentou 
um desafio especial para a indústria da válvula. A Marinha dos Estados Unidos 
descobriu que devido aos impactos das bombas perto dos navios criaram 
rachaduras nas válvulas a bordo. Centenas de válvulas tiveram que ser substituídas 
por válvulas resistentes ao impacto. E de novo, a indústria respondeu com novas 
fundições e fábricas espalhadas por todo o país para suprir a demanda. 
Grandes passos foram dados no desenvolvimento de materiais também. Antes as 
válvulas eram comumente feitas de bronze, ferro e aço, até novas ligas serem 
produzidas, assim como o titânio e o aço inox. Após a guerra, o desenvolvimento de 
materiais sintéticos, como o Teflon®, que era quimicamente destinado para 
praticamente qualquer serviço e ainda mais provido de capacidade de selar e vedar 
deu novos ímpetos para as válvulas rotativas. Também, a válvula de fechamento 
rápido, de quarto de volta, tipo borboleta se tornou popular. Até então, as válvulas 
borboletas estavam limitadas a serviços de regulagem por não apresentar uma boa 
estanqueidade. Os materiais sintéticos chegariam para dar um novo nível de 
performance a essas válvulas. 
Entre 1950 e 1960, o aumento de tamanho e sofisticação dos processos das 
plantas, combinados com aumento de custo de mão de obra, resultou numa 
crescente necessidade de sistemas automatizados de válvulas. As operações de 
válvulas quarto de volta eram facilmente efetuadas eletricamente, hidraulicamente 
ou pneumaticamente. Hoje, as válvulas em localizações distantes, por exemplo, a 
tubulação de óleo no Alaska é controlada automaticamente e à distância. 
Energia nuclear e combustível sintético fornece um desafio para a indústria de 
válvula. Eles requerem válvulas que sejam fabricadas com normas de alta 
performance e estrito controle de qualidade. 
Válvulas gaveta, esfera, globo e retenção continuam a preencher as necessidades 
tradicionais do mercado. Novas tecnologias de aplicação também fazem uso destas 
válvulas assim como algumas válvulas de fechamento rápido. 
A indústria de válvulas de hoje está orientada ao mercado e sensível às 
necessidades de mudança de seus clientes, criando válvulas que podem suportar 
pressões maiores que 20.000 psi e temperaturas acima de 815 graus Celsius. 
 
1.3. A indústria da válvula: 
Equipamentos de alta tecnologia são requeridos para testes sísmicos, criogênicos, 
fogo, ruído e corrosão. Máquinas de controle numérico computadorizado são 
 186
encontradas na maioria das plantas, ainda com equipamentos de CAD e CAM. 
Microscópios para procura de elétrons são utilizados para resolver muitos problemas 
metalúrgicos. 
O investimento em mão de obra e material é grande assim como os equipamentos. 
As empresas de válvulas investem fortemente em materiais de pesquisa, em novos 
conceitos em projetos, na automação de produtos e em custo efetivo de re-projetos. 
Enquanto algumas fábricas compram seus materiais fundidos, algumas operam suas 
próprias fundições e forjarias para projetar, desenvolver e produzir os fundidos e 
forjados que serão utilizados como componentes de suas válvulas. 
Os materiais fundidos e os componentes devem ser fabricados em todos os 
materiais que a empresa oferece em sua linha. E estão incluídos latão, bronze, ferro, 
aço, aço inoxidável e outras ligas especiais. Amplamente usados estão o PTFE 
(teflon®) e outros fluorcarbonetos e elastômeros para assentamentos e vedação das 
válvulas. Há poucos anos, surgiram válvulas feitas totalmente de plásticos para uso 
em aplicações especiais. 
Entre os maiores mercados, a indústria de válvulas atende empresas do setor de 
química, petroquímica, produção de petróleo, energia, água e esgoto, farmacêutica, 
alimentícia e outras indústrias de processo. 
 
 
1.4.Tipos de válvulas: 
Existe uma grande variedade de válvulas, e, em cada tipo, existem diversos 
subtipos, cuja escolha depende não apenas da natureza da operação a realizar, mas 
também das propriedades físicas e químicas do fluido considerado, da pressão e da 
temperatura a que se achará submetido, e da forma de acionamento pretendida. 
 
 
1.5. Funções: 
Para selecionar uma válvula é importante, primeiramente, estabelecer a sua função 
e o que se espera dela. A própria avaliação dessa função irá influir na escolha da 
válvula mais adequada. As válvulas são, normalmente, empregadas em duas 
funções básicas de bloquear e restabelecer o fluxo e regulagem desse fluxo. Outras 
funções podem ser consideradas, como a prevenção de contra fluxo, controles 
diversos e segurança. 
 
 
1.6. Especificação: 
Existem vários fatores que precisamos considerar antes da escolha da melhor 
válvula. Segue alguns dos itens necessários: temperatura e pressão do fluido e suas 
propriedades, vazão, diâmetro da tubulação, modo de acionamento da válvula, 
sistema de deslocamento da válvula, tipo de extremidade, material de construção, 
classe de pressão, entre outras. 
 
 
1.7. Sistema construtivo das válvulas.Quanto ao meio de ligação dos extremos. 
As válvulas podem ter as suas extremidades com os mais variados meios de 
ligação. 
 
 
 187
Extremidades roscadas: 
 
As válvulas com os extremos roscados são 
empregadas onde se deseja a facilidade da 
montagem e desmontagem ou ainda onde a solda se 
torna difícil ou em muitos casos impossíveis. 
Normalmente empregadas em válvulas de pequenos 
diâmetros fabricadas em bronze, que são 
especialmente indicadas para as instalações 
residenciais e prediais e para as instalações 
industriais de pequena responsabilidade como em 
serviços de baixa pressão e temperaturas ambientes e 
para fluidos não perigosos. 
Válvulas de ferro fundido ou de aço forjado para altas 
pressões e temperaturas também são fabricadas com 
seus extremos roscados. 
Encontramos no mercado dois tipos rosca para as 
válvulas, a rosca segundo a norma americana ASME / 
ANSI B1.20.1 (NPT) e a rosca segundo a norma 
brasileira NBR 6414 (BSP). 
 
 
Extremidades do tipo encaixe e solda (soquetadas): 
As válvulas com os extremos do tipo encaixe e solda 
são empregadas primordialmente em instalações 
industriais de responsabilidade e onde se deseja uma 
estanqueidade perfeita e ainda facilidade e rapidez na 
montagem. 
São indicadas para serviços com altas pressões e 
temperaturas. 
Normalmente empregadas em válvulas de pequenos 
diâmetros fabricadas em aço carbono forjado ou aço 
inox forjado. 
Este tipo de ligação é normalizado pela norma 
americana ASME / ANSI B16.11 
 
 
 
Extremidades do tipo wafer: 
São válvulas de corpo curto para serem instaladas 
entre flanges ou ainda em fundo de tanques e 
reatores. 
São válvulas leves e compactas e com seus extremos 
para instalação entre flanges conforme as normas 
ASME/ANSI ou DIN. 
 
 
 
 
 
 
 188
Extremidades com sodas de topo: 
As válvulas com os extremos do tipo para solda de 
topo são empregadas em instalações industriais de 
grande responsabilidade e onde se deseja uma 
estanqueidade perfeita. São indicadas para serviços 
com altas pressões e temperaturas e para fluidos 
perigosos. 
Normalmente empregadas em válvulas de médios e 
grandes diâmetros fabricadas em aço carbono 
fundido ou aço inox fundido. 
Também empregado em válvulas de pequenos 
diâmetros onde não se pode empregar a solda de 
encaixe. 
Este tipo de ligação é normalizado pela norma 
americana ASME / ANSI B16.25 
 
 
Extremidades flangeadas: 
As válvulas com os extremos flangeados são 
empregadas nos mais diversos serviços industriais 
desde os mais simples aos mais perigosos para as 
mais variadas classes de pressão e temperatura. 
Na fabricação de válvulas flangeadas são 
empregados os mais diversos materiais como o 
bronze, latão, alumínio, aços fundidos, aços forjados, 
ferros fundidos e ainda outros mais sofisticados e 
exóticos para aplicações especiais. 
Este tipo de ligação é normalizado pelas normas 
americanas ASME / ANSI B16.1, B16.5 e B16.24 e 
pelas normas alemãs DIN. 
 
 
Extremidades com bolsas: 
As válvulas com os extremos com bolsas e junta 
elástica são empregadas principalmente para as 
válvulas fabricadas de materiais de difícil soldagem e 
para a facilidade de montagem e desmontagem. 
Empregadas principalmente em serviços de hidráulica 
e saneamento ambiental e também em serviços de 
irrigação. 
Este tipo de ligação é normalizado pela norma 
brasileira NBR 7674 
 
 
 
Quanto aos materiais: 
As válvulas devem ser fabricadas de materiais que resistam à pressão e à 
temperatura do serviço a que se destinam. 
 
 
 189
Corpo e tampa: 
Para o corpo são empregados os mais diversos tipos 
de materiais como o bronze fundido, alumínio, aços 
carbono forjado ou fundido, aços inox forjados ou 
fundidos, ferros fundidos e ainda outros mais 
sofisticados e exóticos para aplicações especiais. 
Na especificação do corpo de uma válvula deve ser 
escolhido, de preferência o mesmo material do tubo 
ou um material compatível com o material do tubo a 
que se destina. 
 
 
Internos: 
Pode ser do mesmo material do corpo para as 
válvulas mais simples ou ainda ser de material 
compatível com o serviço a que se destinam pois 
devem resistir à pressão, temperatura e as altas 
velocidades decorrentes da operação de abertura e 
fechamento. 
Algumas válvulas necessitam de um elastômero para 
sua completa estanqueidade. 
 
 
Quanto ao meio de ligação entre o corpo e a tampa: 
 
Rosca interna 
É o sistema usado para a ligação entre o corpo e a 
tampa das válvulas mais simples e empregado em 
válvulas de bronze para serviços em instalações 
residenciais, prediais, comerciais ou ainda em 
serviços industriais de baixa responsabilidade. 
Nas instalações industriais seu emprego fica restrito 
aos serviços de baixa pressão e baixas temperaturas. 
Este sistema é empregado em válvulas de pequenos 
diâmetros, no máximo até 4 polegadas. 
 
 
Rosca externa: 
É o sistema usado para a ligação entre o corpo e a 
tampa das válvulas mais simples e empregado em 
válvulas de bronze para serviços em instalações 
industriais de pequena responsabilidade. 
Nas instalações industriais seu emprego fica restrito 
aos serviços de baixa pressão e baixas temperaturas 
para serviços de água, óleo e gás. 
Este sistema é empregado em válvulas de pequenos 
diâmetros, no máximo até 4 polegadas. 
 
 
 
 190
Rosca do tipo porca-união: 
É o sistema usado para a ligação entre o corpo e a tampa 
das válvulas empregadas em instalações industriais de 
média ou alta responsabilidade. 
Esse tipo de ligação entre o corpo e a tampa se faz em 
válvulas de bronze fundido para médias e altas pressões 
e para serviços de criogenia e serviços com temperaturas 
moderadas. 
Nas válvulas de aço forjado é empregado para médias e 
altas pressões em temperaturas médias e altas. 
Este sistema é empregado em válvulas de pequenos 
diâmetros, no máximo até 4 polegadas 
 
 
Flangeado ou aparafusado: 
É o sistema usado para a ligação entre o corpo e a tampa 
das válvulas empregadas em instalações industriais de 
média ou alta responsabilidade por ser um sistema de alta 
confiabilidade. 
Este sistema é empregado em todas as válvulas com 
diâmetro superior a 4 polegadas e também encontrado 
em válvulas de pequenos diâmetros, para altas pressões 
e temperaturas. 
 
Soldado: 
É o sistema usado para a ligação entre o corpo e a tampa das válvulas 
empregadas em instalações industriais de alto risco por ser um sistema de 
completa confiabilidade. 
Este sistema é empregado em válvulas de quaisquer diâmetros para garantir a 
estanqueidade total entre o corpo e a tampa. 
Usado em sistemas de energia nuclear dentre outros. 
 
Por meio de grampo U: 
É o sistema usado para a ligação entre o corpo e a tampa das 
válvulas empregadas em instalações industriais onde se 
deseja a facilidade e a rapidez de montagem e desmontagem 
do corpo e tampa. Este sistema é empregado em válvulas de 
pequenos diâmetros. 
 
Quanto ao tipo de haste e do volante: 
 
Haste e volante fixos com rosca interna. 
A haste é fixa ao volante e o movimento de rotação do volante 
transmite à haste um movimento de rotação que por meio de 
uma rosca a haste proporciona à cunha um movimento de 
translação, possibilitando a abertura e o fechamento da 
válvula. 
É o tipo mais simples e empregado no sistema construtivo das 
válvulas que normalmente são fabricadas em bronze para uso 
em instalações residenciais e prediais e em válvulas industriais 
empregadas em serviços de baixa responsabilidade. 
 191
 
Haste e volante ascendentes com rosca interna. 
A haste é fixa ao volante e o movimento de rotação do 
volante confere à haste o movimento de rotação e de 
translação. A cunha é encaixada na haste e 
conseqüentemente também recebe o movimento de 
translação que permite a abertura e o fechamento da 
válvula. Essetipo construtivo é usual nas válvulas 
industriais empregadas em serviços de pequena 
responsabilidade em baixas e médias pressões e baixas 
temperaturas. Empregado também nos sistemas de 
hidráulica e saneamento. 
A vantagem em relação ao sistema anterior é a 
possibilidade de se saber, visualmente, se a válvula está 
aberta ou fechada. 
 
 
Haste ascendente com rosca externa e volante fixo. 
Neste modelo o volante é fixo ao castelo e recebe apenas 
movimento de rotação e este movimento de rotação 
transmite à haste apenas movimento de translação. 
A cunha é encaixada na haste e conseqüentemente 
também recebe o movimento de translação o que permite 
a abertura e o fechamento da válvula. 
São válvulas empregadas em instalações industriais de 
grande responsabilidade, para altas pressões e 
temperaturas. 
Uma das vantagens em relação aos sistemas anteriores é 
o fato da rosca da haste ser externa, não entra em 
contato com o fluido, e a outra vantagem é a facilidade de 
se saber se a válvula está aberta, fechada ou semi-
aberta. 
As desvantagens são as dimensões externas e alto custo 
em relação aos modelos anteriores. 
 
 
Quanto ao sistema de vedação: 
 
Vedação do corpo. 
Entre o corpo e a tampa deve existir uma junta de vedação 
para promover a estanqueidade desta junção. 
A junta a ser empregada depende principalmente da 
responsabilidade do serviço a que a válvula se destina, 
podendo variar desde um simples elastômero a um anel 
metálico. 
Para as válvulas empregadas em serviços de baixas 
pressões e temperaturas é, geralmente, empregado a 
junta de PTFE, para serviços de média responsabilidade 
são empregadas as juntas espiraladas e para serviços de 
responsabilidade são empregadas as juntas do tipo anel 
(ring joint) em aço. 
 
 192
Vedação da haste: 
Este sistema de vedação, também conhecido como 
“engaxetamento da haste”, se processa por meio de 
gaxetas dispostas em torno da haste e apertadas ou 
ajustadas por meio de prisioneiros e aperta gaxetas. 
As gaxetas são geralmente de anéis de PTFE, 
aramida grafitada ou de grafite. 
É o sistema que garante a vedação da haste, 
impedindo que o vazamento do fluido pela haste. 
Uma das razões que impede a instalação de válvulas 
em linhas horizontais com o volante voltado para 
baixo são, justamente, os inconvenientes provocados 
por pequenos vazamentos da haste. 
Um dispositivo cônico existente na haste pode tornar a 
válvula reengaxetavel sob pressão. 
 
Quanto ao acionamento das válvulas: 
É o dispositivo que transmite força à haste para dar movimento ao obturador. Uma 
das formas de acionamento, talvez a mais comum, é o volante mas o acionamento 
pode ainda ser executado por meio de alavanca, por meios automáticos, elétricos ou 
pneumáticos. 
 
Volante com acionamento direto. 
O movimento de rotação do volante é transmitido 
diretamente para a haste, isto é, o volante está 
diretamente ligado à haste que pode ser ascendente 
ou não. 
 
 
Volante com redutor de engrenagens. 
 
O movimento de rotação do volante não é transmitido 
indiretamente para a haste, isto é, o volante está 
ligado a um sistema de engrenagens e este é que 
transmite o movimento à haste. 
Este sistema é empregado para diminuir o torque que 
deve ser dado ao volante em serviços de altas 
pressões ou ainda para se diminuir o tempo de 
fechamento para se minimizar a possibilidade do 
golpe de aríete. 
 
 
 
Por meio de corrente. 
Este tipo de acionamento é empregado quando a 
válvula está instalada em posição acima do operador 
e este tem dificuldades em acessar o volante. Neste 
caso o volante comum é substituído por outro próprio 
para uso com corrente. A válvula poderá ser de haste 
ascendente ou não. 
 
 193
Por meio de chave T. 
Este tipo de acionamento é usado principalmente quando 
as válvulas são instaladas abaixo da superfície de 
operação, em tubulações enterradas no solo ou ainda sob 
a laje de operação em estações de tratamento, estações 
elevatórias, usinas, etc. 
Neste caso a haste deverá ter a cabeça com quadrado 
próprio para chave T. 
Muito empregado nas redes de abastecimento público de 
água potável. 
 
 
Por meio de haste com prolongamento. 
Em algumas edificações a válvula poderá estar situada em 
uma elevação bem abaixo daquela onde se realiza a 
operação de todo o sistema. 
É o caso das válvulas dos sistemas de esvaziamento em 
usinas hidrelétricas ou outras válvulas em fundos de poços. 
Neste caso é aconselhado o uso de um prolongamento na 
haste da válvula e dependendo do comprimento deste 
prolongamento é normal o uso de mancais intermediários 
para guiar a haste. Em média se usa um mancal 
intermediário para cada 3,0m de haste. 
 
 
Por meio de pedestais de manobras. 
Os pedestais de manobra são acionamentos que por sua 
natureza, robustos e ajustados ao piso, são empregados 
na manobra de válvulas e adufas instaladas sob 
passarelas e lajes nas casas de bombas, barragens e 
usinas. 
Proporcionam uma instalação segura e firme, com 
acabamento perfeito entre a laje e o poço. 
O acionamento da haste poderá ser por meio de volante de 
ação direta ou por meio de redução de engrenagem. 
São instalados em conjunto com as hastes de 
prolongamento e podem ter um mecanismo de indicação 
de abertura da válvula. 
 
 
Acionamento pneumático. 
Neste caso o acionamento da válvula deixa de ser manual 
e passa a ser chamado de “acionamento pneumático”. O 
acionamento (volante / alavanca) é substituído por um 
dispositivo, pistão ou diafragma, que funciona com a 
pressão de entrada e saída de ar comprimido. O 
suprimento do ar comprimido pode ser manual ou 
automatizado. 
Essas válvulas podem ter a função de bloqueio ou ainda de 
regulagem e modulação do fluxo. 
 194
Acionamento elétrico. 
Neste caso o acionamento da válvula deixa de ser manual 
e passa a ser chamado de “acionamento elétrico”. O 
acionamento (volante / alavanca) é substituído por um 
motor elétrico, que pode ser de acionamento direto ou por 
meio de redutores. A ligação elétrica pode ser manual ou 
automatizada. 
Essas válvulas podem ter a função de bloqueio ou ainda de 
regulagem e modulação do fluxo. 
 
Acionamento automático. 
O acionamento das válvulas automáticas se processa sem 
a interferência do operador, é a ação do próprio fluido que 
faz com que a válvula seja acionada. 
Neste tipo de acionamento podemos incluir as válvulas 
unidirecionais, conhecidas como válvulas de retenção, as 
válvulas reguladoras de pressão e as válvulas de 
segurança e alívio. 
 
Acionamento com válvula de contorno (by pass). 
Este tipo de acionamento, com válvula de contorno ou 
“by pass” é usado sempre que se tem um diferencial 
de pressão muito alto entre montante e jusante da 
válvula. A finalidade do by pass é a equalização das 
pressões de montante e jusante com o objetivo de 
diminuir a pressão no obturador e com isso a 
conseqüente diminuição da força de atrito entre as 
partes móveis, facilitando a operação de abertura e 
poupando os internos das válvulas. 
A válvula de contorno pode ser uma válvula gaveta ou 
uma válvula globo, dependendo das condições de 
operação mas o material da válvula de by pass deve 
ser no mínimo igual ao da válvula principal. 
Os pontos de by pass podem ser roscados ou 
soldados. 
 
 
 
Materiais construtivos: 
 
Bronze fundido – ASTM B62 
O bronze fundido é empregado na construção do corpo e castelo das válvulas de 
pequenos e médios diâmetros para serviços de pequena responsabilidade para 
serviços de água, óleo ou gás (WOG). 
Os meios de ligação empregados nas válvulas de bronze são as roscas e o flange. 
As roscas são conforme as normas NBR 6414 (BSP) ou ANSI/ASME B1.20.1 (NPT). 
Os flanges poderão ter as dimensões conforme a norma ASME/ANSI B16.24 com 
faces planas. 
O bronze fundido também é empregado na construção dos internosnas válvulas de 
corpo em ferro fundido. 
 
 195
Latão laminado. 
O latão laminado ASTM B124 é empregado na construção da haste das válvulas de 
corpo e castelo de bronze. 
O latão laminado ASTM B16 é empregado na construção de hastes das válvulas de 
corpo e castelo de ferro fundido. 
 
 
Ferro fundido. 
O ferro fundido cinzento ASTM A126/B é empregado na construção do corpo e 
castelo das válvulas de médios e grandes diâmetros e o meio de ligação utilizado é o 
flange com dimensões conforme ASME/ANSI B16.1, com faces planas. 
O ferro fundido cinzento ASTM A126/A é empregado na construção do corpo e 
castelo das válvulas de pequenos diâmetros, do tipo grampo, com extremidades 
roscadas conforme NBR 6414 (BSP) ou ASME/ANSI B1.20.1 (NPT). 
O ferro fundido dúctil NBR 7663 (ISO 2531) é empregado na construção do corpo e 
castelo das válvulas de médios e grandes diâmetros e o meio de ligação utilizado é o 
flange com dimensões conforme ASME/ANSI B16.1, com faces com ressalto. 
 
 
Aço carbono fundido. 
O aço carbono fundido ASTM A216/WCB é empregado na construção do corpo e 
interno das válvulas de médio e grandes diâmetros com extremidades flangeadas 
conforme ASME/ANSI B16.5, com face plana ou com ressalto ou ainda com pontas 
para solda de topo conforme ASME/ANSI B16.25. 
 
 
Aço inox fundido. 
O aço inox fundido ASTM A351/CF8 ou ASTM A351/CF8M é empregado na 
construção do corpo e interno das válvulas de pequenos e grandes diâmetros com 
extremidades flangeadas conforme ASME/ANSI B16.5 com face com ressalto ou 
ainda com pontas para solda de topo ASME/ANSI B16.25. 
 
 
Aço carbono forjado. 
O aço carbono forjado ASTM A105 é empregado na construção do corpo e internos 
das válvulas de pequenos diâmetros com extremidades roscadas conforme NBR 
6414 (BSP) ou ASME/ANSI B1.20.1 (NPT), extremidades para solda de encaixe 
(SW) conforme ASME/ANSI B16.11 ou ainda flangeadas conforme ASME/ANSI 
B16.5 com face com ressalto. 
 
Aço inox forjado. 
O aço inox forjado ASTM A182 Gr. F304 ou ASTM A182 Gr. F316 é empregado na 
construção do corpo e castelo das válvulas de pequenos diâmetros com 
extremidades roscadas conforme NBR 6414 (BSP) ou ASME/ANSI B1.20.1 (NPT) ou 
extremidades para solda de encaixe (SW) conforme ASME/ANSI B16.11. 
 
PTFE (Teflonâ). 
O PTFE é o material mais usado na vedação das válvulas e por suas características 
químicas não requer lubrificação e é quimicamente muito resistente, sua principal 
limitação é a temperatura que pode variar entre -30 oC e 140oC. 
 196
Fibras de aramida. 
As fibras de aramida são mais conhecidas pelo seu nome comercial, Kevlar marca 
registrada da empresa Dupont, um tipo de fibra derivada de uma poliamida 
aromática. Duas formas principais de fibras aramidas são produzidas: Kevlar 49 
utilizado como carga para reforço em plásticos e elastômeros e o Kevlar 29 para 
outros usos. Atualmente, após a proibição do amianto, as principais gaxetas são 
produzidas com fibras de aramida envolvida com PTFE e grafite. 
 
Carbono. 
Um dos materiais mais novos usados na vedação das válvulas é o grafoil, material a 
base de carbono e comercializado na forma de fitas. É um material de enorme 
resistência química e resiste a altas temperaturas, que podem variar de -240 oC a 
3000oC. 
 
 
1.8. Classes de pressão: 
As válvulas são classificadas por classes de pressão. 
 
Pressão Nominal: 
Designação simbólica para fins de referência. 
 
Pressão de trabalho: 
É a pressão máxima admissível para cada valor da temperatura de trabalho onde se 
considera o binômio “pressão x temperatura” conforme estabelecido na norma 
ASME/ANSI B16.34 
 
 
Pressão de trabalho para válvulas padrão ASME/ANSI 
Conforme ASME/ANSI B16.34 
Pressão de trabalho sem choques (kgf/cm2) 
Temperatura 
Material do corpo 
ºC 
Cl. 125# Cl.150# Cl. 300# 
Cl. 
600# 
Cl. 
800# 
-30 a 66 - 20,0 52,0 104,1 - ASTM A216 WCB 454 - 7,4 18,6 37,6 - 
-30 a 66 - - - - 140,6 ASTM A105 454 - - - - 56,3 
-30 a 66 14,1 - - - - ASTM A126 
2” a 12” 232 8,8 - - - - 
-30 a 66 10,6 - - - - ASTM A126 
14”a 16” 177 8,8 - - - - 
-30 a 66 10,6 - - - - ASTM A126 
18”a 20” 177 7,0 - - - - 
 
Pressão de teste hidrostático 
Conforme ASME/ANSI B16.5 – Válvulas de aço carbono fundido 
Pressão de teste (kgf/cm2) Classe Corpo Sede / Vedação 
150 31,6 22,1 
300 79,1 57,3 
600 156,4 114,6 
 
 197
Conforme API 602 – Válvulas de aço carbono forjado 
Pressão de teste (kgf/cm2) Classe Corpo Sede / Vedação 
800 210,9 143,4 
 
Conforme API 595 – Válvulas de ferro fundido 
Pressão de teste (kgf/cm2) Classe Diâmetro Corpo Sede / Vedação 
2”a 12” 24,6 15,8 125 14”a 20” 18,6 12,3 
 
 
 
1.9. Conceituações sobre os tipos de válvulas 
 
Válvula de bloqueio: 
São as que predominantemente trabalham em condições de abertura e fechamento 
(ON/OFF) total da passagem do fluido. Sua operação pode ocorrer manualmente, 
por dispositivos elétricos, pneumáticos ou hidráulicos. 
 
Válvula de regulagem: 
São as que apresentam a capacidade de modulação do fluxo. A sua operação é 
manual por meio de volante ou alavanca. 
 
Válvula de controle: 
São as que apresentam a capacidade inerente da modulação das características do 
fluxo como a vazão, pressão ou temperatura automaticamente, sem a intervenção 
manual. Algumas delas são idênticas às válvulas de bloqueio mas internamente 
concebidas para modulação. As suas características são pré-estabelecidas para 
cada aplicação. 
 
Válvula auto-operada: 
São as que apresentam um elemento sensor integrado internamente ao corpo da 
válvula. São diversos tipos construtivos específicos para cada finalidade. 
 
Válvula unidirecional: 
São as que apresentam a capacidade de impedir o refluxo do fluido. São 
consideradas como válvulas auto-operadas pois sua operação ocorre pela ação 
direta do fluido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 198
AÇÃO SOBRE AS VÁLVULAS 
 
VÁLVULAS 
 
 
 
x CONFIGURAÇÃO NORMAL 
o CERTAS CONFIGURAÇÕES 
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O
 
AGULHA x x 
ANGULAR x x x 
BORBOLETA x x x x x x x 
CONTROLE o x x o o x 
DIAFRAGMA o o x o o o 
ESFERA x x x x x o o 
GAVETA o x x x 
GLOBO x x x 
GUILHOTINA o x x x x 
MACHO x x x x o x 
MANGOTE x x x x x 
OBLÍQUA x x x 
RETENÇÃO x 
REDUTORA DE PRESSÃO x 
SEGURANÇA E/OU ALÍVIO x 
SOLENOIDE x x x x x x 
TERMOSTÁTICA x x x x x 
 
 
 
 
 
 
 
1.10. Fabricantes de Válvulas. 
 
Ascoval Industria e Comércio Ltda 
Rod. Pres. Castelo Branco, km 20 
06465-300 - Barueri – SP 
Página: www.ascoval.com.br 
 
Asvotec Termoindustrial Ltda 
Rod. Cônego Cyriaco Scaranelo Pires km 01 
13190-000 - Monte Mor – SP 
Página: www.asvotec.com.br 
 
Brava Válvulas e Conexões Ltda. 
Rua Antonio Felamingo, 959 
13279-452 – Valinhos – SP 
Página: www.brava.ind.br 
 
Ciwal Acessórios Industriais Ltda 
Rua 3° Sargento João Soares de Faria, 220/254 
02179-020 - São Paulo – SP 
Página: www.ciwal.com.br 
 199
DECA 
Unidade Industrial da Divisão Deca 
Jundiaí – SP 
Página: http://www.deca.com.br/ 
 
Detroit Plásticos e Metais Ltda 
Av. Antonio Piranga, 2788 
09942-000 - Diadema – SP 
Página: www.detroit.ind.brDresser Industria e Comércio Ltda – Divisão Válvulas 
Rua Senador Vergueiro, 433 
09521-320 - São Caetano do Sul – SP 
Página: www.dresser.com 
 
Durcon Equipamentos Industriais Ltda 
Av. Pedro Celestino Leite Penteado, 500 
07760-000 - Cajamar – SP 
Página: www.durcon-vice.com.br 
 
Foxwall Indústria e Comércio de Válvulas de Controle Ltda 
Rua Comendador Jaroslav Simonek, 120 
06711-260 - Cotia – SP 
Página: www.foxwall.com 
 
Glynwed Ltda (Friatec Rheinhütte) 
Av. Manoel Inácio Peixoto, 2150 
36771-000 - Cataguases – MG 
Página: www.friatec.com.br 
 
Hiter Indústria e Comércio de Controle Termo-hidráulicos Ltda 
Rua Capitão Francisco Teixeira Nogueira, 233 
05037-030 - São Paulo – SP 
Página: www.hiter.com.br 
 
Indumetal Indústria de Máquinas e Metalurgia Ltda 
Via Industrial, 370 
13600-970 - Araras – SP 
Página: www.indumetal.com.br 
 
Interativa Indústria Comércio e Representações Ltda 
Rua Prof. Ruy Telles Miranda, 97 
18085-760 - Sorocaba – SP 
Página: www.interativa.ind.br 
 
IVC S. A. Indústria de Válvulas e Controles 
Al. Arapoema, 300 
06460-080 - São Paulo – SP 
Página: www.ivc.com.br 
 
 200
Lupatech S. A. (Valmicro) 
Rua Dalton Lahn dos Reis, 201 
95112-090 - Caxias do Sul – RS 
Página: www.valmicro.com.br 
 
Mercantil e Industrial Aflon Artefatos Plásticos e Metálicos Ltda 
Via Anchieta, 554 
04246-000 - São Paulo – SP 
Página: www.aflonindustrial.com.br 
 
Metalúrgica Brusantin Ltda 
Rua João Franco de Oliveira, 310 
13422-160 - Piracicaba – SP 
Página: www.brusantin.com.br 
 
Metalúrgica Ipê Ltda 
Rua Rodolfo Anselmo, 385 
12321-510 - Jacareí – SP 
Página: www.mipel.com.br 
 
Metalúrgica Nova Americana S. A. 
Rua Dom Pedro II, 1432 
13466-000 - Americana – SP 
Página: www.mna.com.br 
 
Metalúrgica Scai Ltda 
Rua João Cavalheiro Salem, 310 
07243-580 - Guarulhos – SP 
Página: www.scai.com.br 
 
Niagara S. A. Comércio e Indústria 
Rua Antonio de Oliveira, 986 
04718-050 - São Paulo – SP 
Página: www.niagara.com.br 
 
Omel Bombas e Compressores Ltda 
Rua Sílvio Manfredi, 201 
07241-000 - Guarulhos – SP 
Página: www.omel.com.br 
 
Parker Hannifin Indústria e Comércio Ltda 
Av. Lucas Nogueira Garcez, 2181 
12325-900 - Jacareí – SP 
Página: www.parker.com.br 
 
RTS Indústria e Comércio de Válvulas Ltda 
Rua Endres, 51 
07043-000 - Guarulhos – SP 
Página: www.rtsvalvulas.com.br 
 
 201
Spirax Sarco Indústria e Comércio Ltda 
Av. Manoel Lajes do Chão, 268 
06705-050 - Cotia – SP 
Página: www.spiraxsarco.com.br 
 
Tecval S. A. Válvulas Industriais 
Av. Benedito Germano de Araújo, 100 
18560-000 - Iperó – SP 
Página: www.tecval.ind.br 
 
Tyco Valves & Controls Brasil Ltda 
Av. Antonio Bardela, 3000 
18085-270 - Sorocaba – SP 
Página: www.tycovalves-la.com 
 
Valeq Válvulas e Equipamentos Industriais Ltda 
Rua Raimundo Brito de Oliveira, 68 
26022-820 - Nova Iguaçu – RJ 
Página: www.valeq.com.br 
 
Valloy Industria e Comércio de Válvulas e Acessórios Ltda 
Rua Macedônia, 355 
07223-200 - Guarulhos – SP 
Página: www.valloy.com.br 
 
Valvugás Indústria Metalúrgica Ltda 
Av. Luis Rink, 736 
06286-000 - Osasco - SP 
Página: www.valvugas.com.br 
 
Válvulas Crosby Indústria e Comércio Ltda 
Rua Capitão Francisco Teixeira Nogueira, 197 
05037-030 - São Paulo – SP 
Página: www.crosby.com.br 
 
W. Burger Válvulas de Segurança e Alívio Ltda 
Rua Gurupi, 54/54ª 
04764-060 - São Paulo – SP 
Página: www.wburger.com.br 
 
Weir do Brasil Ltda 
Rua João Ventura Batista, 622 
02054-100 - São Paulo – SP 
Página: www.weir.co.uk 
 
Worcester Controls do Brasil Ltda 
Rua Tocantins, 128 
09580-130 - São Caetano do Sul - SP 
Página: www.worcester.com.br 
 
 
VÁLVULAS DE GAVETA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
203 
 
2. VÁLVULAS DE GAVETA 
 
2.1. Introdução: 
É a válvula de bloqueio que até pouco tempo representava a maioria das válvulas 
instaladas mas que a partir do final da década de 80 passou a perder espaço para 
outras válvulas mais modernas, mais eficientes e de menor custo. 
Sua principal característica é a baixa perda de carga devido à pequena obstrução do 
fluxo quando totalmente abertas. 
 
 
2.2. Aplicação: 
São empregadas como válvulas de bloqueio (on/off) em serviços de água, óleo ou 
gás (WOG) para fluidos sem sólidos em suspensão ou com poucos sólidos. Também 
não devem ser empregadas onde os fluidos transportados venham a se solidificar no 
interior das válvulas que é o caso de resinas, tintas e vernizes. 
 
 
2.3. Principais vantagens: 
Entre as principais vantagens no emprego das válvulas de gaveta, pode-se 
enumerar a passagem livre quando totalmente abertas, a ótima estanqueidade, a 
grande diversidade de diâmetros, a variedade dos meios de ligação, aplicação em 
larga gama de pressão e temperatura, além de permitir o fluxo nos dois sentidos e 
ter uma fácil manutenção. 
 
2.4. Principais desvantagens: 
Entre as principais desvantagens no emprego das válvulas de gaveta, podemos 
enumerar que não são indicadas em operações freqüentes, não devem ser usadas 
para regulagem de fluxo, as grandes dimensões externas e o custo elevado de 
alguns modelos. 
 
 
2.5. Identificação das partes de uma válvula de gaveta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
204 
 2.6. Sistema construtivo. 
 
Quanto ao meio de ligação. 
Rosca BSP ou NPT 
Normalmente empregadas em válvulas de pequenos diâmetros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ROSCADA SOQUETADA SOLDA DE TOPO FLANGEADA COM BOLSAS 
 
Solda do tipo encaixe (soquete) 
Normalmente empregadas em válvulas de pequenos diâmetros onde se deseja 
estanqueidade absoluta nas ligações. 
 
Solda de topo 
Empregadas em qualquer diâmetro onde se deseja estanqueidade absoluta. 
Empregada principalmente em serviços de altas pressões e temperaturas. 
 
Extremidades flangeadas 
Fabricadas em qualquer diâmetro e empregadas onde se deseja a facilidade de 
montagem e desmontagem. 
 
Extremidades com bolsas e junta elástica 
Empregadas em médios e grandes diâmetros para linhas em ferro fundido. 
 
Quanto aos materiais. 
Corpo e castelo: 
Deve, de preferência, ser do mesmo material dos tubos em que as válvulas forem 
instaladas ou ainda de material compatível com o material dos tubos. 
 
Internos: 
Podem ser do mesmo material do corpo e ainda devem ser de material compatível 
com o serviço a que se destinam pois devem ser resistentes à pressão, temperatura 
e altas velocidades decorrentes da operação de abertura e fechamento da válvula. 
 
 
Quanto ao meio de ligação entre corpo e castelo. 
Rosca interna 
Sistema empregado em válvulas de pequenos diâmetros em baixas pressões e 
temperatura ambiente. Geralmente fabricadas de bronze e empregadas em uso 
doméstico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
205 
 
Rosca externa 
Sistema empregado em válvulas de pequenos diâmetros em baixas pressões e 
temperatura ambiente. Geralmente fabricadas de bronze e empregadas em serviços 
de pequena responsabilidade. 
 
Rosca do tipo porca-união 
Empregado em válvulas industriais de pequenos diâmetros e usadas em serviços de 
média e alta pressão e temperatura. 
 
Flangeado ou aparafusado:. 
Empregado em válvulas industriais dos mais variados diâmetros para todas as 
classes de pressão paraserviços de maior responsabilidade. 
 
Soldado. 
Empregado em válvulas industriais dos mais variados diâmetros para altas pressões 
e temperaturas. 
 
 
Fixas por meio de grampo tipo “U” 
Empregado em válvulas industriais de pequenos diâmetros em serviços onde se 
necessita limpezas periódicas e constantes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
ROSCA INTERNA ROSCA EXTERNA TIPO PORCA-UNIÃO 
 
 
Quanto ao tipo de haste e do volante 
Haste e volante fixos com rosca interna: 
A haste é fixa ao volante e o movimento de rotação do volante transmite à haste 
apenas o movimento de rotação e por meio de uma rosca a haste transmite à cunha 
o movimento de translação o que possibilita a abertura e o fechamento da válvula. 
O sistema é empregado em válvulas de pequenos diâmetros, geralmente de bronze, 
para uso doméstico e em serviços de pequena responsabilidade. 
Uma das desvantagens do sistema é a impossibilidade de se saber, visualmente, se 
uma válvula está aberta ou fechada e a outra grande desvantagem é o frequente 
contato do fluido com as roscas da haste e da cunha. 
As principais vantagens são as menores dimensões externas e o preço em relação a 
outros modelos dessa mesma válvula. 
 
 
 
 
 
 
 
206 
 
 
 
 
 
HASTE E VOLANTE ASCENDENTE - ROSCA EXTERNA TAMPA FIXA POR MEIO DE GRAMPO 
 
 
 
 
 
 
 
HASTE E VOLANTE ASCENDENTE - ROSCA INTERNA HASTE E VOLANTE ASCENDENTE - ROSCA INTERNA 
 
Haste e volante ascendentes com rosca interna 
A haste é fixa ao volante e o movimento de rotação do volante confere à haste os 
movimentos de rotação e de translação. A cunha é encaixada na haste e 
conseqüentemente também recebe o movimento translação o que permite a 
abertura e fechamento da válvula. 
Estas válvulas são empregadas em serviços de uso industrial de pequena 
responsabilidade em baixas temperaturas e baixas pressões. 
Uma das vantagens em relação ao sistema anterior é a possibilidade de se saber, 
visualmente, se uma determinada válvula está aberta ou fechada e as principais 
desvantagens são as dimensões externas e a rosca interna da haste que mantém 
contato com o fluido. 
 
Haste ascendente com rosca externa e volante fixo 
Neste modelo o volante é fixo ao castelo e recebe apenas movimento de rotação e 
este movimento de rotação do volante transmite à haste somente o movimento de 
translação. 
A cunha é encaixada na haste e consequentemente também recebe o movimento de 
translação o que permite a abertura e o fechamento da válvula. 
São válvulas empregadas em serviços industriais de grande responsabilidade, para 
as mais variadas combinações de pressão e temperatura. 
 
 
 
 
 
 
 
207 
 Uma das vantagens em relação aos sistemas anteriores é de que a rosca da 
haste sendo externa, não entra em contato com o fluido e a outra vantagem é a 
possibilidade de se saber, visualmente, se a válvula está aberta, fechada ou semi-
aberta. 
As principais desvantagens são as dimensões externas e o alto custo em relação 
aos outros modelos desta mesma válvula. 
 
 
 
 
 
 
 
 
HASTE ASCENDENTE, VOLANTE FIXO 
ROSCA INTERNA 
HASTE ASCENDENTE, VOLANTE FIXO 
ROSCA INTERNA 
 
 
Quanto à construção da cunha. 
Cunha sólida: 
Construída de uma peça sólida e recomendada para fluidos com algumas 
impurezas, fluidos densos, para vapor e para condensado. 
 
Cunha flexível: 
Composta de dois discos justapostos unidos internamente por ressaltos circulares. 
Este tipo de cunha absorve movimentos de dilatação e contração do corpo. 
É recomendada para água, óleo ou gás (WOG) para todas as temperaturas. 
 
Cunha dupla. 
A cunha é formada de dois discos paralelos e independentes dentro dos quais se 
desloca um dispositivo de expansão que impõem aos mesmos movimentos de ajuste 
à sede acarretando a vedação. 
São empregados em serviços de água, óleo ou gás (WOG) para temperatura 
ambiente e baixas pressões. Devem ser instaladas na posição vertical. 
 
Quanto à manutenção das gaxetas. 
Certas válvulas podem ser re-engaxetadas sob pressão, em serviço, desde que 
totalmente abertas. Esta facilidade é importante, principalmente para a industria, pois 
evita paradas no sistema para uma simples manutenção de engaxetamento da 
haste. 
 
 
 
 
 
 
 
 
208 
 Quanto ao anel-sede. 
A sede é a região do corpo da válvula que se ajusta à cunha para proporcionar a 
vedação. 
 
Anel-sede usinada: 
São as mais comuns e empregadas em válvulas de pequenos diâmetros, geralmente 
de bronze. 
 
Anel-sede roscada: 
São de fácil substituição, geralmente executados de material diferente do material do 
corpo e são empregados quando existe a presença de fluidos agressivos e devem 
ser construídos com materiais compatíveis com o fluido a ser transportados e sua 
agressividade. 
 
 
 
 
 
ANÉIS USINADOS ANÉIS ROSCADOS 
 
 
Anel-sede prensado: 
São empregados para fluidos agressivos mas a sua substituição não é tão fácil 
quanto as roscadas. Quanto ao material empregado também deve atender as 
exigências da agressividade do fluido transportado. 
 
Anel-sede prensado e soldado: 
Semelhante ao modelo anterior porém soldados ao corpo da válvula. 
Recomendados para serviços de responsabilidade em tubulações de altas pressões 
e temperaturas. 
 
 
 
 
 
 
ANÉIS PRENSADOS ANÉIS PRENSADOS E SOLDADOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
209 
 2.7. Sistemas de vedação. 
 
Vedação do corpo: 
Entre o corpo e o castelo existe uma junta que é o elemento de vedação e a 
estanqueidade se processa pelo aperto dessa junta ente o corpo e o castelo. 
 
Vedação da haste. 
Este sistema de vedação é conhecido como “engaxetamento da haste” e se 
processa por meio de gaxetas enroladas na haste e apertadas por meio de um 
dispositivo denominado preme-gaxetas. 
 
 
2.8. Acionamento das válvulas. 
É o dispositivo que transmite força à haste para dar movimento ao obturador. 
Uma das formas de acionamento, talvez a mais comum, é o volante que pode ser 
ligado diretamente à haste ou ainda transmitir essa força por meio de engrenagens. 
 
 
Acionamento direto. 
Por meio de volante fixo à haste. 
Sistema usado em válvulas de uso doméstico e em válvulas industriais empregadas 
em serviços de pequena responsabilidade, para todos os diâmetros, é o meio mais 
comum de acionamento. 
Neste caso podemos ter o volante e a haste fixos, usados principalmente em 
válvulas de uso domiciliar ou ainda o volante e a haste ascendentes, sistema que é 
usado em válvulas industriais e de saneamento, em serviços de baixa pressão e 
temperatura ambiente. 
 
 
 
 
 
VOLANTE FIXO NA HASTE VOLANTE FIXO NA HASTE 
 
 
Por meio de volante fixo ao castelo. 
Sistema usado em válvulas industriais de maior responsabilidade, neste caso o 
volante é fixo e a haste é ascendente, este sistema é conhecido pela sigla OS&Y 
(Outside screw and yoke). Note que neste sistema de acionamento a haste não 
possui movimento de rotação, apenas o movimento de translação.210 
 Por meio de volante e engrenagens. 
Este tipo de acionamento é empregado sempre que se deseja diminuir a força de 
acionamento do volante ou ainda quando se deseja aumentar o tempo de abertura e 
fechamento das válvulas. 
O acionamento pode ser por meio de engrenagens paralelas, cônicas ou um sistema 
combinado. 
 
 
 
 
 
 
VOLANTE FIXO NA TAMPA ENGRENAGENS DE REDUÇÃO 
 
 
Por meio de corrente 
Este tipo de acionamento é empregado quando a válvula está instalada em posição 
acima do operador e este tem dificuldades em acessar o volante. Neste caso o 
volante comum é substituído por outro próprio para uso com corrente. 
 
Acionamento por chave “T” 
Este tipo de acionamento é usado principalmente quando as válvulas são instaladas 
abaixo da superfície. Neste caso a haste deverá ter a cabeça com quadrado próprio 
para chave T. 
 
 
 
 
 
 
 
CORRENTE CHAVE T CABEÇOTE PARA CHAVE T OU HASTE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
211 
 Acionamento com válvula de contorno (by pass). 
 
Este tipo de acionamento, com válvula de contorno ou “by pass” é usado sempre 
que se tem um diferencial de pressão muito alto entre montante e jusante da válvula. 
A finalidade do by pass é a equalização das pressões de montante e jusante com o 
objetivo de diminuir a pressão na cunha e com isso a consequente diminuição da 
força de atrito entre cunha e anel sede facilitando a operação de abertura e 
poupando os internos das válvulas. 
A válvula de contorno pode ser uma gaveta ou uma globo, dependendo das 
condições de operação mas o material da válvula de by pass deve ser no mínimo 
igual ao da válvula principal. 
Os pontos de by pass podem ser roscados ou soldados e devem obedecer os locais 
estabelecidos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
COM BY-PASS COM BY-PASS PONTOS PARA BY-PASS 
 
 
2.9. Materiais construtivos das válvulas. 
 
Bronze fundido – ASTM B62 
O bronze fundido é empregado na construção do corpo e castelo das válvulas de 
pequenos e médios diâmetros para serviços de pequena responsabilidade (WOG). 
Os meios de ligação empregados nas válvulas de bronze são as roscas e o flange. 
As roscas são conforme as normas NBR 6414 (BSP) ou ASME/ANSI B1.20.1 (NPT). 
Os flanges poderão ter as dimensões conforme a norma ASME/ANSI B16.24 com 
faces planas. 
O bronze fundido também é empregado na construção da cunha e da sede nas 
válvulas de corpo em ferro fundido. 
 
Latão laminado. 
O latão laminado ASTM B124 é empregado na construção da haste das válvulas de 
corpo e castelo de bronze. 
O latão laminado ASTM B16 é empregado na construção de hastes das válvulas de 
corpo e castelo de ferro fundido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
212 
 Ferro fundido. 
O ferro fundido cinzento ASTM A126/B é empregado na construção do corpo e 
castelo das válvulas de médios e grandes diâmetros e o meio de ligação utilizado é o 
flange com dimensões conforme ASME/ANSI B16.1, com faces planas. 
O ferro fundido cinzento ASTM A126/A é empregado na construção do corpo e 
castelo das válvulas de pequenos diâmetros, do tipo grampo, com extremidades 
roscadas conforme NBR 6414 (BSP) ou ASME/ANSI B1.20.1 (NPT). 
O ferro fundido dúctil NBR 7663 (ISO 2531) é empregado na construção do corpo e 
castelo das válvulas de médios e grandes diâmetros e o meio de ligação utilizado é o 
flange com dimensões conforme ASME/ANSI B16.1, com faces com ressalto. 
 
Aço carbono fundido. 
O aço carbono fundido ASTM A216/WCB é empregado na construção do corpo, 
castelo e cunha das válvulas de médio e grandes diâmetros com extremidades 
flangeadas conforme ASME/ANSI B16.5, com face plana ou com ressalto ou ainda 
com pontas para solda de topo conforme ASME/ANSI B16.25. 
 
Aço inox fundido. 
O aço inox fundido ASTM A351 CF8 ou ASTM A351 CF8M é empregado na 
construção do corpo, castelo e cunha das válvulas de pequenos e grandes 
diâmetros com extremidades flangeadas conforme ASME/ANSI B16.5 com face com 
ressalto ou ainda com pontas para solda de topo ASME/ANSI B16.25. 
 
Aço carbono forjado. 
O aço carbono forjado ASTM A105 é empregado na construção do corpo e castelo 
das válvulas de pequenos diâmetros com extremidades roscadas conforme 
NBR 6414 (BSP) ou ASME/ANSI B1.20.1 (NPT), extremidades para solda de 
encaixe (SW) conforme ASME/ANSI B16.11 ou ainda flangeadas conforme 
ASME/ANSI B16.5 com face com ressalto. 
 
Aço inox forjado. 
O aço inox forjado ASTM A182/F304 ou ASTM A182/F316 é empregado na 
construção do corpo e castelo das válvulas de pequenos diâmetros com 
extremidades roscadas conforme NBR 6414 (BSP) ou ASME/ANSI B1.20.1 (NPT) ou 
extremidades para solda de encaixe (SW) conforme ASME/ANSI B16.11. 
 
PTFE (Teflonâ). 
O PTFE é o material mais usado na vedação das válvulas e por suas características 
químicas não requer lubrificação e é quimicamente muito resistente, sua principal 
limitação é a temperatura que deve variar entre -20 oC e 140oC. 
 
Fibras de aramida. 
As fibras de aramida são mais conhecidas pelo seu nome comercial, Kevlar marca 
registrada da empresa Dupont, um tipo de fibra derivada de uma poliamida 
aromática. Duas formas principais de fibras aramidas são produzidas: Kevlar 49 
utilizado como carga para reforço em plásticos e elastômeros e o Kevlar 29 para 
outros usos. Atualmente, após a proibição do amianto, as principais gaxetas são 
produzidas com fibras de aramida envolvida com PTFE e grafite. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
213 
 Carbono. 
Um dos materiais mais novos usados na vedação das válvulas é o grafoil, material a 
base de carbono e comercializado na forma de fitas. É um material de enorme 
resistência química e resiste a altas temperaturas, que podem variar de -240 oC a 
3000oC. 
 
 
2.10. Classes de pressão. 
As válvulas são classificadas por classes de pressão. 
 
Pressão Nominal. 
Designação simbólica para fins de referência. 
 
Pressão de Trabalho. 
É a pressão máxima admissível para cada valor da temperatura de trabalho onde se 
considera o binômio pressão x temperatura conforme norma ANSI B16.34. 
 
 
 
2.11. Exemplos de especificação técnica de válvulas de gaveta. 
 
Fluido: água potável 
Instalação: aparente 
Pressão de serviço: baixa 
Temperatura: ambiente 
 
Válvula gaveta, corpo e castelo de bronze fundido 
ASTM B62, classe 125#, castelo roscado ao corpo, haste 
fixa com rosca interna, cunha inteiriça cônica deslizante, 
volante de alumínio e extremidades roscadas conforme 
ABNT NBR 6414 (BSP). 
Ref. Ciwal fig. 16 
 
 
 
 
Fluido: água industrial 
Instalação: aparente 
Pressão de serviço: 10,0 kgf/cm2 
Temperatura: ambiente 
 
Válvula gaveta, corpo e castelo de bronze fundido 
ASTM B62, classe 150#, castelo roscado ao corpo, haste 
ascendente com rosca interna reengaxetável em serviço, 
cunha inteiriça cônica, volante de alumínio e extremidades 
roscadas conforme ANSI/ASME B1.20.1(NPT). 
Ref. Ciwal fig. 30 
 
 
 
 
 
 
 
 
214 
 
Fluido: vapor saturado 
Instalação: aparente 
Pressão de serviço: 39,6 kgf/cm2 
Temperatura: 250 ºC 
 
 
Válvula gaveta, corpo e castelo de aço carbono forjado 
ASTM A105, classe 800#, casteloem arco, aparafusado 
ao corpo, haste ascendente com rosca externa (OSY), 
volante fixo, reengaxetável em serviço, cunha sólida de 
aço inox ASTM A217 CA15, haste de aço inox forjado 
ASTM A182 F6a, gaxetas de amianto grafitado, volante 
de ferro nodular e extremidades com encaixe para solda 
conforme ANSI 16.11. 
Ref. Ciwal fig. 52 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
215 
 
2.12. Exemplo de folha de dados. 
FOLHA DE DADOS: 
FD-001 VÁLVULA DE GAVETA VGA-01 
 
1. ESTE DOCUMENTO DEVE SER ANEXADO À RESPECTIVA REQUISIÇÃO DE MATERIAL. 
2. O PROPONENTE DEVE PREENCHER A COLUNA “PROPOSTA”. 
 
 
Válvula de Gaveta Especificação Proposta Notas 
01 CORPO / CASTELO 
02 CLASSE DE PRESSÃO 
03 EXTREMIDADES 
04 FACE 
05 
FLANGE 
ACABAMENTO 
06 VOLANTE 
07 HASTE 
08 
ACIONAMENTO 
ROSCA 
09 PASSAGEM 
10 CUNHA 
11 CASTELO 
12 PREME-GAXETA 
13 
14 
15 
C
A
R
A
C
TE
R
ÍS
TI
C
A
S
 C
O
N
S
TR
U
TI
V
A
S
 
 
16 CORPO E CASTELO 
17 HASTE 
18 ANEL SEDE 
19 
INTERNOS 
CUNHA 
20 GAXETA 
21 JUNTA 
22 PARAFUSO 
23 
VEDAÇÃO 
CORPO / CASTELO 
PORCA 
24 CORPO 
25 PARAFUSO 
26 
PREME-GAXETA 
PORCA 
27 BUCHA DE ACIONAMENTO 
28 PORCA DO VOLANTE 
29 VOLANTE 
30 CONTRA-VEDAÇÃO 
31 
M
A
TE
R
IA
IS
 
PLACA DE IDENTIFICAÇÃO 
32 
33 
34 
35 
A
C
E
S.
 
 
36 FLUIDO 
37 VAZÃO 
38 TEMPERATURA DE OPERAÇÃO 
39 PRESSÃO DE OPERAÇÃO 
40 DENSIDADE 
41 VISCOSIDADE 
42 
FL
U
ID
O
 
SÓLIDOS EM SUSPENSÃO 
43 
44 MEDIDA FACE A FACE 
45 EXTREMIDADES 
46 TESTE 
47 N
O
R
M
A
S
 
 
48 REFERÊNCIA: 
49 
50 
51 
52 
G
E
R
A
L 
 
53 
54 
55 
56 
57 
N
O
TA
S
 
 
 
 
Folha 
/ 
 
 
 
 
 
 
 
216 
 2.13. Tabelas Técnicas. 
 
 
MATERIAIS 
CORPO BRONZE FUNDIDO ASTM B62 
CASTELO BRONZE FUNDIDO ASTM B62 
VÁLVULA GAVETA 
 
MATERIAL: BRONZE FUNDIDO 
CLASSE: 150 LIBRAS 
MODELO: HASTE ASCENDENTE 
 : HASTE NÃO ASCENDENTE PREME GAXETA LATÃO LAMINADO ASTM B16 
CUNHA BRONZE FUNDIDO ASTM B62 
PORCA PREME GAXETA BRONZE FUNDIDO ASTM B62 
HASTE LATÃO LAMINADO ASTM B16 
FABRICANTES: 
 
 
 
 
ACEPAM 
MIPEL 
CIWAL 
 
 GAXETA TEFLON 
 
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm2 PSI HASTE ASCENDENTE NÃO ASCENDENTE 
VAPOR SATURADO 10,5 150 
ÁGUA, ÓLEO E GÁS (AMBIENTE) 21,0 300 
 
 
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm2 PSI 
CORPO 31,6 450 
VEDAÇÃO 21,0 300 
 
 
ROSCA NPT MEIO DE LIGAÇÃO ROSCA BSP 
 
 
 
 
 
 
 
 
HASTE ASCENDENTE 
DN 1/4” 6 
3/8” 
10 
1/2” 
15 
3/4” 
20 
1” 
25 
1.1/4” 
32 
1.1/2” 
40 
2” 
50 
2.1/2” 
65 
3” 
80 
4” 
100 
A 48 50 54 60 73 81 87 98 114 125 149 
B 116 116 113 142 169 196 231 273 316 372 472 
B1 124 124 127 164 197 230 273 328 385 452 580 
V 54 58 58 68 78 87 97 117 136 153 184 
 
 
 
HASTE NÃO ASCENDENTE 
DN 1/4” 6 
3/8” 
10 
1/2” 
15 
3/4” 
20 
1” 
25 
1.1/4” 
32 
1.1/2” 
40 
2” 
50 
2.1/2” 
65 
3” 
80 
4” 
100 
A - - 42 46 55 57 58 64 86 96 112 
B - - 90 103 115 148 158 188 240 260 340 
V - - 54 58 68 78 87 97 136 136 153 
 
 
 
APLICAÇÕES: 
1. ÁGUA, ÓLEO OU GÁS PARA BAIXAS PRESSÕES. 
2. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS E SEM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO. 
3. VAPOR SATURADO ATÉ 10,5 kgf/cm2 (185 °C) 
 
OBSERVAÇÃO: 
1. EXISTEM PEQUENAS DIFERENÇAS NAS DIMENSÕES PARA OS DIVERSOS FABRICANTES. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
217 
 
MATERIAIS 
CORPO BRONZE FUNDIDO ASTM B62 
CASTELO BRONZE FUNDIDO ASTM B62 
VÁLVULA GAVETA 
 
MATERIAL: BRONZE FUNDIDO 
CLASSE: 150 LIBRAS 
MODELO: HASTE ASCENDENTE 
 : HASTE NÃO ASCENDENTE PREME GAXETA LATÃO LAMINADO ASTM B16 
CUNHA BRONZE FUNDIDO ASTM B62 
PORCA PREME GAXETA BRONZE FUNDIDO ASTM B62 
HASTE LATÃO LAMINADO ASTM B16 
FABRICANTES: 
 
 
 
 
ACEPAM 
MIPEL 
CIWAL 
 
 GAXETA TEFLON 
 
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm2 PSI HASTE ASCENDENTE NÃO ASCENDENTE 
VAPOR SATURADO 10,5 150 
ÁGUA, ÓLEO E GÁS (AMBIENTE) 15,8 225 
 
 
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm2 PSI 
CORPO 31,6 450 
VEDAÇÃO 21,0 300 
 
 
MEIO DE LIGAÇÃO FLANGE ANSI B16.24 
 
 
 
 
 
 
 
HASTE ASCENDENTE 
DN 1/4” 6 
3/8” 
10 
1/2” 
15 
3/4” 
20 
1” 
25 
1.1/4” 
32 
1.1/2” 
40 
2” 
50 
2.1/2” 
65 
3” 
80 
4” 
100 
A - - 78 83 86 98 111 140 165 190 216 
B - - 113 142 169 196 231 273 316 372 472 
B1 - - 127 164 197 230 273 328 385 452 580 
V - - 58 68 78 87 97 117 136 153 184 
 
 
 
HASTE NÃO ASCENDENTE 
DN 1/4” 6 
3/8” 
10 
1/2” 
15 
3/4” 
20 
1” 
25 
1.1/4” 
32 
1.1/2” 
40 
2” 
50 
2.1/2” 
65 
3” 
80 
4” 
100 
A - - 78 83 86 98 111 140 165 190 216 
B - - 105 120 140 173 184 216 271 283 340 
V - - 58 68 87 97 117 136 153 184 184 
 
 
 
APLICAÇÕES: 
1. ÁGUA, ÓLEO OU GÁS PARA BAIXAS PRESSÕES. 
2. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS E SEM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO. 
3. VAPOR SATURADO ATÉ 10,5 kgf/cm2 (185 °C) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
218 
 
MATERIAIS 
CORPO BRONZE FUNDIDO ASTM B62 
CASTELO BRONZE FUNDIDO ASTM B62 
VÁLVULA GAVETA 
 
MATERIAL: BRONZE FUNDIDO 
CLASSE: 300 LIBRAS 
MODELO: HASTE ASCENDENTE 
 : HASTE NÃO ASCENDENTE PREME GAXETA LATÃO LAMINADO ASTM B16 
CUNHA BRONZE FUNDIDO ASTM B62 
PORCA PREME GAXETA BRONZE FUNDIDO ASTM B62 
GAXETA TEFLON 
FABRICANTES: 
 
 
 
 
ACEPAM 
MIPEL 
CIWAL 
 
 
 
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm2 PSI HASTE ASCENDENTE NÃO ASCENDENTE 
VAPOR SATURADO 10,5 150 
ÁGUA, ÓLEO E GÁS (AMBIENTE) 21,0 300 
 
 
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm2 PSI 
CORPO 31,6 450 
VEDAÇÃO 21,0 300 
 
 
ROSCA NPT MEIO DE LIGAÇÃO ROSCA BSP 
 
 
 
 
 
 
 
HASTE ASCENDENTE 
DN 1/4” 6 
3/8” 
10 
1/2” 
15 
3/4” 
20 
1” 
25 
1.1/4” 
32 
1.1/2” 
40 
2” 
50 
2.1/2” 
65 
3” 
80 
4” 
100 
A 54 56 64 75 84 94 102 118 140 152 - 
B 119 119 105 142 160 195 228 280 360 370 - 
B1 127 127 127 165 190 230 270 330 430 450 - 
V 58 58 68 78 87 97 117 136 153 184 - 
 
 
 
HASTE NÃO ASCENDENTE 
DN 1/4” 6 
3/8” 
10 
1/2” 
15 
3/4” 
20 
1” 
25 
1.1/4” 
32 
1.1/2” 
40 
2” 
50 
2.1/2” 
65 
3” 
80 
4” 
100 
A 59 62 70 78 97 106 116 130 148 159 - 
B 100 102 105 125 145 165 195 235 270 305 - 
V 58 58 68 78 87 97 117 136 153 184 - 
 
 
 
APLICAÇÕES: 
1. ÁGUA, ÓLEO OU GÁS PARA BAIXAS PRESSÕES. 
2. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS E SEM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO. 
3.VAPOR SATURADO ATÉ 10,5 kgf/cm2 (185 °C) 
 
OBSERVAÇÃO: 
1. EXISTEM PEQUENAS DIFERENÇAS NAS DIMENSÕES PARA OS DIVERSOS FABRICANTES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
219 
 
MATERIAIS BÁSICOS 
CORPO AÇO FORJADO 
CASTELO AÇO FORJADO 
VÁLVULA GAVETA 
 
MATERIAL: AÇO FUNDIDO 
CLASSE: 800 LIBRAS 
MODELO: HASTE ASCENDENTE PREME GAXETA AÇO FORJADO 
CUNHA AÇO INOX FORJADO 
PREME GAXETA AÇO FORJADO 
 
FABRICANTES: 
 
 
 
 
ACEPAM 
CIWAL 
BRAVA 
 
 
 
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm2 PSI 
TEMPERATURA AMBIENTE 140,6 2000 
454,5°C 56,25 800 
 
 
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm2 PSI 
CORPO 210,9 3000 
VEDAÇÃO 143,4 2040 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PADRÃO DE FABRICAÇÃO 
CONSTRUÇÃO API 602 
TESTE DE INSPEÇÃO API 598 
 
MEIO DE LIGAÇÃO 
ROSCA NPT 
ROSCA BSP 
ENCAIXE E SOLDA 
 
 
 
 
DN 1/4” 6 
3/8” 
10 
1/2” 
15 
3/4” 
20 
1” 
25 
1.1/4” 
32 
1.1/2” 
40 
2” 
50 
2.1/2” 
65 
3” 
80 
4” 
100 
A 70 70 70 86 102 
B 156 152 162 194 213 
B1 162 162 176 210 235 
V 92 92 102 121 146 
 
 
APLICAÇÕES: 
1. ÁGUA, ÓLEO OU GÁS PARA ALTAS PRESSÕES. 
2. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS E SEM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
220 
 
MATERIAIS BÁSICOS 
CORPO AÇO FUNDIDO 
CASTELO AÇO FUNDIDO 
VÁLVULA GAVETA 
 
MATERIAL: AÇO FUNDIDO 
CLASSE: 150 LIBRAS 
MODELO: HASTE ASCENDENTE PREME GAXETA AÇO FUNDIDO 
CUNHA AÇO FUNDIDO 
PREME GAXETA AÇO FUNDIDO 
 
FABRICANTES: 
 
 
 
 
ACEPAM 
CIWAL 
 
 
 
 
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm2 PSI 
TEMPERATURA AMBIENTE 20,4 285 
430,0°C 10,5 150 
 
 
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm2 PSI 
CORPO 31,6 450 
VEDAÇÃO 22,1 315 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PADRÃO DE FABRICAÇÃO 
FACE A FACE ASME/ANSI B16.10 
FLANGES ASME/ANSI B16.5 
PONTA PARA SOLDA ASME/ANSI B16.25 
 
 
 
 
DN 1.1/2” 40 
2” 
50 
2.1/2” 
65 
3” 
80 
4” 
100 
6” 
150 
8” 
200 
10” 
250 
12” 
300 
14” 
350 
16” 
400 
A 165 178 190 203 229 267 292 330 356 381 406 
B 280 345 384 431 507 701 858 1018 1202 1282 1422 
B1 320 400 454 511 612 861 1073 1284 1522 1640 1422 
V 153 180 180 208 265 360 406 470 510 570 1824 
 
 
APLICAÇÕES: 
1. ÁGUA, ÓLEO OU GÁS PARA BAIXAS E MÉDIAS PRESSÕES. 
2. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS E SEM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
221 
 
2.14. Fabricantes 
 
MATERIAIS FABRICANTE (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) (9) 
Asvotec x 
Brussantin x x x 
Ciwal x x x x x x 
CMC x x x x x 
Deca x 
Dox x x x x x 
Friatec x x x x x 
Grofe x 
Incoval x x x 
Indumetal x x x x x x 
IVC Vanasa x x x x x 
Mipel x 
Niagara x x x x 
Nova Americana x x x x x x x x 
Scai x x x x 
Tecval x x x x x x 
Valcont x x x x x x 
 
(1) AÇO FORJADO (6) FERRO FUNDIDO CINZENTO 
(2) AÇO FUNDIDO (7) FERRO NODULAR 
(3) AÇO INOXIDÁVEL (8) LATÃO 
(4) ALUMÍNIO (9) OUTROS 
(5) BRONZE 
 
 
 
 
VÁLVULAS DE ESFERA 
 
 
 
 
 
 
223 
3. VÁLVULAS DE ESFERA 
 
 
3.1. Introdução: 
É a válvula de bloqueio que até pouco tempo representava a minoria das válvulas 
instaladas mas que à partir do final da década de 80 passou a ganhar o espaço 
perdido pelas válvulas de gaveta, por serem mais eficientes e de menor custo. 
Sua principal característica é a mínima perda de carga para os modelos de 
passagem plena e a baixa perda de carga para os outros modelos devido à pequena 
obstrução do fluxo quando totalmente abertas. 
Podemos dizer que a válvula de esfera representa uma evolução da válvula de 
macho. 
 
3.2. Aplicação: 
São empregadas como válvulas de bloqueio (on/off) em serviços de água, óleo ou 
gás (WOG) para fluidos sem sólidos em suspensão. São usadas principalmente em 
linhas de ar comprimido, ácidos e álcalis. 
 
3.3. Principais vantagens: 
Entre as principais vantagens no emprego das válvulas de esfera, podemos 
enumerar a passagem livre quando totalmente abertas, a estanqueidade perfeita, 
uma razoável diversidade de diâmetros, a variedade dos meios de ligação, o fato do 
fluido não entrar em contato com os internos, indicadas para operações freqüentes, 
abertura e fechamento rápido, ampla gama de pressões, o baixo custo para os 
modelos com esferas micro-fundidas além de permitir o fluxo nos dois sentidos. 
 
3.4. Principais desvantagens: 
Entre as principais desvantagens no emprego das válvulas de esfera, podemos 
enumerar que não devem ser usadas para regulagem de fluxo, por usar material 
resiliente na vedação da sede limita a gama de temperatura e o custo elevado de 
alguns modelos com esferas forjadas. 
 
3.5. Identificação das partes de uma válvula de esfera. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
224 
3.6. Sistema construtivo: 
 
Quanto ao meio de ligação. 
 
Rosca BSP ou NPT . 
Normalmente empregadas em válvulas de pequenos diâmetros. 
 
Solda do tipo encaixe (soquete). 
Normalmente empregadas em válvulas de pequenos diâmetros onde se deseja 
estanqueidade absoluta nas ligações. 
 
 
 
ROSCADA SOQUETADA 
 
 
Extremidades flangeadas. 
Fabricadas em qualquer diâmetro e empregadas onde se deseja a facilidade de 
montagem e desmontagem. 
 
 
Para montagem entre flanges. 
Empregadas em médios e grandes diâmetros para economia de espaço e muito 
utilizadas como válvulas e fundo de tanque e de reatores. 
 
 
 
FLANGEADA WAFER 
 
 
Com niples para solda de topo. 
Empregadas em pequenos diâmetros para facilidade de soldagem e alinhamento 
com a tubulação. 
 
 
 
 
225 
Com pontas para solda de topo. 
Empregadas em todos os diâmetros onde se deseja a facilidade de soldagem e a 
continuidade proporcionada pela solda de topo. 
 
NIPLES PARA SOLDA DE TOPO PARA SOLDA DE TOPO 
 
Quanto aos materiais. 
 
Corpo: 
Deve, de preferência, ser do mesmo material dos tubos em que as válvulas forem 
instaladas ou ainda de material compatível com o material dos tubos. 
 
Esfera e haste: 
Normalmente construídas de aço inox mas em alguns modelos simples podem ser 
construídas de latão. 
 
Modelo construtivo do corpo. 
 
Monobloco. 
Válvulas de concepção simples, empregadas em pequenos diâmetros. O corpo é 
inteiriço e a montagem da esfera se faz por uma das pontas e o aperto dos anéis 
sobre a esfera se dá pelo aperto de uma bucha roscada ou de encaixe. 
 
 
Corpo bipartido. 
O corpo da válvula é constituído de duas partes que são aparafusados entre si. 
 
 
MONOBLOCO CORPO BIPARTIDO 
 
 
Corpo tripartido. 
O corpo é constituído de três partes, a central onde são alojadas a esfera e as duas 
extremidades. As três partes são unidas por meio de parafusos. 
 
 
 
 
226 
Side entry. 
Neste método construtivo, sem emendas visíveis quando montadas, é utilizado em 
fluidos de maior responsabilidade. 
 
CORPO TRIPARTIDO SIDE ENTRY 
 
Tipo de posicionamentoda esfera: 
 
Esfera flutuante. 
A esfera se apoia somente no anel sede. 
 
Esfera guiada. 
A esfera é guiada por meio de eixo e mancal. Utilizada normalmente para altas 
pressões. 
 
 
ESFERA FLUTUANTE ESFERA GUIADA 
 
 
Tipo de passagem da esfera: 
 
Passagem plena. 
Neste modelo a esfera tem um furo de diâmetro igual ao diâmetro nominal da 
válvula. Indicada quando se deseja a mínima perda de carga. 
 
Passagem reduzida. 
Neste modelo a esfera tem um diâmetro inferior ao diâmetro nominal da válvula e 
consequentemente uma passagem de diâmetro inferior ao diâmetro do tubo onde 
está instalada. Indicada onde não se tem importância a perda de carga localizada na 
válvula e onde se deseja economia pois custam menos que os modelos de 
passagem plena. Esse tipo necessita de um torque menor em sua operação. 
 
 
 
 
 
227 
Passagem do tipo Venturi. 
É uma válvula de passagem reduzida porém existe um redução contínua desde a 
extremidade até o anel sede. Empregada onde se deseja a economia aliada a baixa 
perda de carga. 
 
 
 
PASSAGEM PLENA PASSAGEM REDUZIDA PASSAGEM VENTURI 
 
 
3.7. Sistema de vedação da sede: 
 
Elastômeros: 
Empregado para fazer a vedação da sede de apoio da esfera esses materiais devem 
resistir a pressão e temperatura do fluido. Os principais elastômeros empregados 
são o neoprene e a buna-n cuja máxima temperatura não deve exceder a 80 ºC. 
 
PTFE puro (teflonÒ) 
Empregado onde se tem uma temperatura mais elevada. O teflon é o material mais 
empregado na vedação das sedes por ser praticamente inerte à maioria dos ácidos 
e álcalis. O teflon pode ser empregado de –30 a 140ºC. 
 
PTFE + carga: 
Material constituído basicamente da resina de teflon impregnada com outros 
materiais tais como carbono, fibra de vidro ou molibdênio. O teflon com a carga pode 
resistir a temperaturas de até 160ºC. 
 
Metálico – fire-safe: 
Constituído de material metálico mais material resiliente que bloqueia a esfera 
mesmo após a queima do material resiliente. Empregada em serviços com produtos 
inflamáveis. 
 
3.8. Acionamento das válvulas. 
 
Alavanca. 
Sistema usado para válvulas de pequenos e médios diâmetros. 
 
Volante. 
Usado em válvulas de pequeno diâmetro, recomendado até o diâmetro de 1”. 
 
Volante com redutor de engrenagens. 
Sistema usado para se reduzir torque de operação em serviços de grandes 
diâmetros e altas pressões, para reduzir o torque na operação. Pode ser usado, 
para altas pressões, à partir do diâmetro de 3”. 
 
 
 
228 
 
ACIONAMENTO POR ALAVANCA ACIONAMENTO POR VOLANTE ACIONAMENTO POR REDUTOR 
 
3.9. Materiais construtivos das válvulas. 
 
Bronze fundido – ASTM B62 
O bronze fundido é empregado na construção do corpo e tampa válvulas de 
pequenos diâmetros para serviços de pequena responsabilidade (WOG). 
Os meios de ligação empregados nas válvulas de bronze são as roscas. As roscas 
são conforme as normas NBR 6414 (BSP) ou ASME/ANSI B1.20.1 (NPT). 
 
Latão laminado. 
O latão laminado ASTM B124 é empregado na construção da esfera e da haste das 
válvulas de corpo e tampa de bronze. 
 
Aço carbono fundido. 
O aço carbono fundido ASTM A216/WCB é empregado na construção do corpo e 
tampa. 
 
Aço inox fundido. 
O aço inox fundido ASTM A351/CF8 ou ASTM A351/CF8M é empregado na 
construção do corpo e tampa. 
 
Aço inox forjado. 
O aço inox forjado ASTM A182/F304 ou ASTM A182/F316 é empregado na 
construção da esfera e haste. 
 
 
PTFE (Teflonâ). 
O PTFE é o material mais usado na vedação das válvulas e por suas características 
químicas não requer lubrificação e é quimicamente muito resistente, sua principal 
limitação é a temperatura que deve variar entre -20 oC e 140oC. 
 
 
Fibras de aramida. 
As fibras de aramida são mais conhecidas pelo seu nome comercial, Kevlar marca 
registrada da empresa Dupont, um tipo de fibra derivada de uma poliamida 
aromática. Duas formas principais de fibras aramidas são produzidas: Kevlar 49 
utilizado como carga para reforço em plásticos e elastômeros e o Kevlar 29 para 
outros usos. Atualmente, após a proibição do amianto, as principais gaxetas são 
produzidas com fibras de aramida envolvida com PTFE e grafite. 
 
 
3.10. Classes de pressão. 
As válvulas são classificadas por classes de pressão. 
 
 
 
229 
Pressão Nominal: Designação simbólica para fins de referência. 
Pressão de Trabalho: É a pressão máxima admissível para cada valor da 
temperatura de trabalho onde se considera o binômio pressão x temperatura 
conforme norma ASME/ANSI B16.34. 
Como a válvula de esfera depende de um elastômero para vedação da sede, a 
temperatura máxima de trabalho fica limitado à temperatura de trabalho deste 
elastômero. 
 
11. Exemplos de especificação técnica. 
 
Fluido: ar comprimido 
Instalação: aparente 
Pressão de serviço: 3,0 kgf/cm2 
Temperatura: ambiente 
 
Válvula esfera, classe 150#, passagem plena, corpo e 
tampa de bronze fundido ASTM B62, esfera de latão, 
modelo monobloco, acionamento por meio de alavanca, 
vedação em teflon, extremidades roscadas conforme 
ASME/ANSI B1.20.1 (NPT). 
Ref. Worcester série Mite 
 
 
 
Fluido: água industrial 
Instalação: aparente 
Pressão de serviço: 10,0 kgf/cm2 
Temperatura: ambiente 
 
Válvula esfera, classe 300#, passagem plena, corpo e 
tampa de aço carbono fundido ASTM A216/WCB, esfera 
de inox tipo 304, modelo tripartido, acionamento por meio 
de alavanca, extremidades roscadas conforme 
ASME/ANSI B1.20.1 (NPT). 
Ref. Valmicro linha 833 
 
 
 
Fluido: vapor saturado 
Instalação: aparente 
Pressão de serviço: 3,8 kgf/cm2 
Temperatura: 150 ºC 
 
Válvula esfera, classe 150#, passagem reduzida, corpo e 
tampa de aço carbono fundido ASTM A216/WCB, esfera 
de aço inox tipo 304, modelo tripartido, acionamento por 
meio de alavanca, extremidades flangeadas 
ASME/ANSI B16.5-150#FR. 
Ref. Valmicro linha 832 
 
 
 
 
 
 
 
230 
3.12. Exemplo de folha de dados. 
 
FOLHA DE DADOS 
FD-002 VÁLVULA DE ESFERA VES-01 
 
1. ESTE DOCUMENTO DEVE SER ANEXADO À RESPECTIVA REQUISIÇÃO DE MATERIAL. 
2. O PROPONENTE DEVE PREENCHER A COLUNA “PROPOSTA”. 
 
VÁLVULA DE ESFERA ESPECIFICAÇÃO PROPOSTA NOTAS 
01 CORPO / TAMPA 
02 CLASSE DE PRESSÃO 
03 EXTREMIDADES 
04 FACE 
05 
FLANGE 
ACABAMENTO 
06 NÚMERO DE VIAS 
07 ALAVANCA 
08 ACIONAMENTO REDUTOR 
09 PASSAGEM 
10 MODELO (ESFERA) 
11 FIRE-SAFE 
12 HASTE 
13 PREME-GAXETA 
14 
15 
C
A
R
A
C
TE
R
ÍS
T.
 C
O
N
S
TR
U
TI
VA
S
 
 
16 CORPO / TAMPA 
17 HASTE 
18 VEDAÇÃO 
19 
INTERNOS 
ESFERA 
20 JUNTA 
21 PARAFUSO 
22 
VEDAÇÃO 
CORPO / TAMPA 
PORCA 
23 GAXETA 
24 CORPO 
25 PARAFUSO 
26 
PREME-GAXETA 
PORCA 
27 
28 
29 
30 
M
A
TE
R
IA
IS
 
PLACA DE IDENTIFICAÇÃO 
31 
32 
33 
34 
A
C
E
S.
 
 
35 FLUIDO 
36 VAZÃO 
37 TEMPERATURA DE OPERAÇÃO 
38 PRESSÃO DE OPERAÇÃO 
39 DENSIDADE 
40 VISCOSIDADE 
41 
FL
U
ID
O
 
SÓLIDOS EM SUSPENSÃO 
42 CONSTRUÇÃO 
43 MEDIDA FACE A FACE 
44 EXTREMIDADES 
45 TESTE DO CORPO 
46 TESTE DA SEDE 
47 
N
O
R
M
A
S
 
 
48 
49 REFERÊNCIA 
50 
51 
52 
G
E
R
A
L 
 
53 
54 
55 
56 
57 
N
O
TA
S
 
 
 FOLHA / 
 
 
 
231 
3.13. Tabelas Técnicas. 
 
 
MATERIAIS 
CORPO LATÃO 
TAMPÃO LATÃO 
VÁLVULA DE ESFERA 
 
MATERIAL: BRONZE FUNDIDO 
CLASSE: 150 LIBRAS 
MODELO: MONOBLOCO 
PASSAGEM: PLENA HASTE LATÃO 
ALAVANCA AÇO CARBONO 
GAXETA TEFLON 
SEDE TEFLON 
FABRICANTES: 
 
 
 
 
DECA 
NIAGARA 
WORCESTER 
 
 
 
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm2 PSI 
VAPOR SATURADO3,5 50 
ÁGUA, ÓLEO E GÁS (AMBIENTE) 34,5 500 
 
 
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm2 PSI 
CORPO 
VEDAÇÃO ISO 5208 
 
 
ROSCA NPT MEIO DE LIGAÇÃO ROSCA BSP 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DN 1/4” 6 
3/8” 
10 
1/2” 
15 
3/4” 
20 
1” 
25 
1.1/4” 
32 
1.1/2” 
40 
2” 
50 
2.1/2” 
65 
3” 
80 
4” 
100 
A 64 64 64 70 92 
B 56 56 56 58 69 
C 108 108 108 108 142 
D 33 33 33 35 48 
E 32 32 32 36 46 
F 10 10 10 13 19 
 
 
 
 
 
 
 
 
APLICAÇÕES: 
1. ÁGUA, ÓLEO OU GÁS PARA BAIXAS PRESSÕES. 
2. PRODUTOS QUÍMICOS EM GERAL. 
3. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS E SEM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO. 
4. VAPOR SATURADO ATÉ 10,5 kgf/cm2 (185 °C) – USAR TEFLON REFORÇADO 
 
OBSERVAÇÃO: 
1. EXISTEM PEQUENAS DIFERENÇAS NAS DIMENSÕES PARA OS DIVERSOS FABRICANTES. 
 
 
 
 
 
 
232 
 
MATERIAIS 
CORPO AÇO FUNDIDO 
EXTREMIDADES AÇO FUNDIDO 
VÁLVULA DE ESFERA 
MATRIAL: AÇO FORJADO 
CLASSE: 300 LIBRAS 
MODELO: TRIPARTIDO 
PASSAGEM: PLENA HASTE INOX 
ALAVANCA AÇO CARBONO 
GAXETA TEFLON 
SEDE TEFLON 
FABRICANTES: 
 
 
 
 
NIAGARA 
WORCESTER 
 
 
 
 
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm2 PSI 
VAPOR SATURADO 3,5 50 
ÁGUA, ÓLEO E GÁS 
(AMBIENTE) 34,5 500 
 
 
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm2 PSI 
CORPO 
VEDAÇÃO ISO 5208 
 
 
ROSCA NPT 
ROSCA BSP MEIO DE LIGAÇÃO 
ENCAIXE/SOLDA 
 
 
 
 
 
 
 
DN 1/4” 6 
3/8” 
10 
1/2” 
15 
3/4” 
20 
1” 
25 
1.1/4” 
32 
1.1/2” 
40 
2” 
50 
2.1/2” 
65 
3” 
80 
4” 
100 
A 65 65 65 71 94 106 116 127 - - - 
B 46 46 46 48 62 67 79 84 - - - 
C 113 113 113 113 146 146 178 178 - - - 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APLICAÇÕES: 
1. ÁGUA, ÓLEO OU GÁS PARA BAIXAS PRESSÕES. 
2. PRODUTOS QUÍMICOS EM GERAL. 
3. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS E SEM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO. 
4. VAPOR SATURADO ATÉ 10,5 kgf/cm2 (185 °C) – USAR TEFLON REFORÇADO 
 
OBSERVAÇÃO: 
1. EXISTEM PEQUENAS DIFERENÇAS NAS DIMENSÕES PARA OS DIVERSOS FABRICANTES. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
233 
 
MATERIAIS 
CORPO AÇO FUNDIDO 
EXTREMIDADES AÇO FUNDIDO 
VÁLVULA DE ESFERA 
 
MATERIAL: AÇO FORJADO 
CLASSE: 300 LIBRAS 
MODELO: TRIPARTIDO 
PASSAGEM: PLENA HASTE INOX 
ALAVANCA AÇO CARBONO 
GAXETA TEFLON 
SEDE TEFLON 
FABRICANTES: 
 
 
 
 
NIAGARA 
WORCESTER 
 
 
 
 
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm2 PSI 
ÁGUA, ÓLEO E GÁS 
(AMBIENTE) 20,0 285 
 
 
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm2 PSI 
CORPO 31,6 450 
VEDAÇÃO 22,0 315 
 
 
MEIO DE LIGAÇÃO FLANGEADA 
 
 
 
 
 
 
DN 2” 50 
2.1/2” 
65 
3” 
80 
4” 
100 
6” 
150 
8” 
200 
10” 
250 
12” 
300 
 
L 178 191 203 229 267 292 330 356 
D 152 178 191 229 279 343 406 483 
H 110 128 140 172 217 289 340 390 
B 15,8 17,5 19,1 23,9 25,4 28,4 30,2 31,8 
 
 
PADRÃO DE FABRICAÇÃO 
FACE A FACE ASME/ANSI B16.10 
FLANGES ASME/ANSI B16.5 
 
 
 
 
 
APLICAÇÕES: 
1. ÁGUA, ÓLEO OU GÁS PARA BAIXAS PRESSÕES. 
2. PRODUTOS QUÍMICOS EM GERAL. 
3. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS E SEM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO. 
4. VAPOR SATURADO ATÉ 10,5 kgf/cm2 (185 °C) – USAR TEFLON REFORÇADO 
 
OBSERVAÇÃO: 
1. EXISTEM PEQUENAS DIFERENÇAS NAS DIMENSÕES PARA OS DIVERSOS FABRICANTES. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
234 
3.14. Fabricantes 
 
 
MATERIAIS FABRICANTE (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) (9) 
Ciwal x x x x x x 
Dox x x x x x x 
Hiter x x x 
Incoval x x 
Indumetal x x x x x 
IVC Vanasa x x x 
Macotec x x x x x 
Mipel x x 
Nova Americana x x x x x x x x 
Neles x x 
Niagara x x x 
Scai x x x x x x 
Spirax Sarco x x x 
Tag x x x x 
Tecval x x x x x x 
Valcont x x x x x 
Valmicro x x x x 
Valtec x x 
Worcester x x x x 
 
(1) AÇO FORJADO (6) FERRO FUNDIDO CINZENTO 
(2) AÇO FUNDIDO (7) FERRO NODULAR 
(3) AÇO INOXIDÁVEL (8) LATÃO 
(4) ALUMÍNIO (9) OUTROS 
(5) BRONZE 
 
 
 
 
 
VÁLVULAS DE MACHO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 236
4. VÁLVULA DE MACHO 
 
4.1. Introdução: 
É o tipo de válvula cujo obturador é um macho paralelo ou cônico que gira em torno 
da sua haste de modo a alinhar a sua abertura com as aberturas do corpo. 
Com apenas um quarto de volta se faz a abertura ou o fechamento da válvula e o 
fluxo é sempre suave e ininterrupto. 
A passagem pode ser integral ou reduzida e os machos podem ser lubrificados ou 
não e quando não lubrificados os machos podem incorporar dispositivos destinados 
a reduzir o atrito entre as partes móveis, com o macho revestido com teflon e pode 
ainda ser do tipo fire-safe. 
Nas válvulas com machos lubrificados o lubrificante deve ser não solúvel no fluido 
circulante e este tipo de válvula, com macho lubrificado, tem seu emprego destinado 
ao manuseio de óleos, produtos graxos muito densos, refino de petróleo sob 
altíssimas pressões, até 6000 psi e temperaturas entre -30 e 300 °C. 
Existem válvulas de macho com duas, três ou até quatro vias. 
 
4.2. Aplicação: 
São empregadas como válvulas de bloqueio (on/off) em serviços de água, óleo ou 
gás (WOG) para fluidos com ou sem sólidos em suspensão. 
São usadas principalmente em linhas de ácidos, álcalis e produtos petrolíferos nas 
instalações industriais. 
 
4.3. Principais vantagens: 
Entre as principais vantagens podemos citar a baixa perda de carga, fluxo 
ininterrupto nos dois sentidos, construção simples e robusta, fechamento rápido e, 
em alguns tipos de construção, proteção da superfície de vedação. 
 
4.4. Principais desvantagens: 
Entre as principais desvantagens podemos citar o peso elevado devido à robustez e 
a falta de estanqueidade de alguns modelos. 
 
4.5. Identificação das partes de uma Válvula de Macho: 
 
 
 237
4.6. Materiais construtivos: 
Na fabricação das válvulas de macho são geralmente empregados o bronze, o ferro 
fundido ou o aço fundido. 
 
4.7. Meios de Ligação: 
As válvulas de macho em bronze são fabricadas com extremidades roscadas tipo 
BSP ou NPT, as de ferro fundido podem ser roscadas BSP ou NPT ou ainda 
flangeadas conforme ASME/ANSI B16.1 ou segundo as normas DIN e as de aço 
fundido são as válvulas de maior diâmetro e são flangeadas conforme ASME/ANSI 
B16.5 ou segundo as normas DIN. Também podem ser encontradas válvulas com as 
extremidades para solda de topo conforme a norma ASME/ANSI B16.25. 
 
4.8. Características construtivas: 
O sistema de vedação entre o corpo e o obturador (plug ou macho) pode ser do tipo 
metal-metal, metal-metal com lubrificação ou ainda com o macho inteiramente 
revestido de teflon. Quanto ao obturador pode ser de passagem plena ou reduzida 
ou ainda ser do tipo fire-safe. 
 
4.9. Acionamento das válvulas: 
O acionamento das válvulas de pequenos diâmetros é feito por meio de alavanca, as 
de diâmetros maiores são por meio de volante de ação direta ou ainda com volante 
com engrenagem de redução. 
 
4.10. Classes de pressão: 
As válvulas de macho são fabricadas segundo as classes de pressão de 150 a 1500 
PSI, nos diâmetros de 1/2” a 24” ou maiores, sob encomenda. 
 
4.11. Exemplos de especificação técnica. 
Fluido: Óleo diesel 
Instalação: aparente 
Pressão de serviço: 1,0 kgf/cm2 
Temperatura: ambiente 
 
Válvula macho, classe 125#, passagem plena, corpo e 
tampa de bronze fundido ASTM B62, tampa roscada no 
corpo, extremidades roscadas conforme 
ASME/ANSI B1.20.1 (NPT). 
Ref. Ciwalfig. 64 
 
 
Fluido: Óleo diesel 
Instalação: aparente 
Pressão de serviço: 3,0 kgf/cm2 
Temperatura: ambiente 
 
Válvula macho, classe 125#, passagem plena, corpo e 
tampa de bronze fundido ASTM B62, tampa aparafusada 
no corpo, extremidades roscadas conforme ASME/ANSI 
B1.20.1 (NPT). 
Ref. Ciwal fig. 64 
 
 238
Fluido: Resina 
Instalação: aparente 
Pressão de serviço: 2,0 kgf/cm2 
Temperatura: ambiente 
 
Válvula macho, classe 125#, passagem plena, corpo e 
tampa de ferro fundido ASTM A126, tampa aparafusada 
no corpo, extremidades flangeadas conforme 
ASME/ANSI B16.1 
Ref. Ciwal fig. 287 
 
 
Fluido: Resina fenólica 
Instalação: aparente 
Pressão de serviço: 4,0 kgf/cm2 
Temperatura: 120 °C 
 
Válvula macho de três vias, passagem em L, classe 
125#, corpo e tampa de ferro fundido ASTM A126, tampa 
aparafusada no corpo, extremidades flangeadas 
conforme norma ASME/ANSI B16.1 
Ref. Ciwal fig. 245 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 239
4.12. Exemplo de folha de dados. 
 
FOLHA DE DADOS 
FD-003 VÁLVULA DE MACHO VMA-01 
 
1. ESTE DOCUMENTO DEVE SER ANEXADO À RESPECTIVA REQUISIÇÃO DE MATERIAL. 
2. O PROPONENTE DEVE PREENCHER A COLUNA “PROPOSTA”. 
 
VÁLVULA DE MACHO ESPECIFICAÇÃO PROPOSTA NOTAS 
01 CORPO / TAMPA 
02 CLASSE DE PRESSÃO 
03 EXTREMIDADES 
04 FACE 
05 
FLANGE 
ACABAMENTO 
06 NÚMERO DE VIAS 
07 ALAVANCA 
08 ACIONAMENTO REDUTOR 
09 PASSAGEM 
10 MODELO 
11 FIRE-SAFE 
12 LUBIFICAÇÃO 
13 PREME-GAXETA 
14 BUCHA DE PTFE 
15 
C
A
R
A
C
TE
R
ÍS
T.
 C
O
N
S
TR
U
TI
VA
S
 
 
16 CORPO / TAMPA 
17 VEDAÇÃO 
18 MACHO 
19 
INTERNOS 
GAXETA 
20 JUNTA 
21 PARAFUSO 
22 
VEDAÇÃO 
CORPO / TAMPA 
PORCA 
23 GAXETA 
24 CORPO 
25 PARAFUSO 
26 
PREME-GAXETA 
PORCA 
27 
28 
29 
30 
M
A
TE
R
IA
IS
 
PLACA DE IDENTIFICAÇÃO 
31 
32 
33 
34 
A
C
E
S.
 
 
35 FLUIDO 
36 VAZÃO 
37 TEMPERATURA DE OPERAÇÃO 
38 PRESSÃO DE OPERAÇÃO 
39 DENSIDADE 
40 VISCOSIDADE 
41 
FL
U
ID
O
 
SÓLIDOS EM SUSPENSÃO 
42 CONSTRUÇÃO 
43 MEDIDA FACE A FACE 
44 EXTREMIDADES 
45 TESTE DO CORPO 
46 TESTE DA SEDE 
47 
N
O
R
M
A
S
 
 
48 
49 REFERÊNCIA 
50 
51 
52 
G
E
R
A
L 
 
53 
54 
55 
56 
57 
N
O
TA
S
 
 
 FOLHA / 
 240
4.13. Tabelas técnicas. 
 
MATERIAIS 
CORPO BRONZE ASTM B62 
MACHO BRONZE ASTM B62 
VÁLVULA DE MACHO 
MATERIAL: BRONZE FUNDIDO 
CLASSE: 150 LIBRAS 
 
TAMPA BRONZE ASTM B62 
GAXETA TEFLON 
PREME-GAXETA BRONZE ASTM B62 
 
FABRICANTES: 
 
 
 
 
ACEPAM 
DOX 
MIPEL 
NIAGARA 
 
 
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm2 PSI 
ÁGUA E ÓLEO (AMBIENTE) 14,0 200 
VAPOR SATURADO 10,5 150 
 
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm2 PSI 
CORPO 31,6 450 
VEDAÇÃO 21 300 
 
 
ROSCA NPT MEIO DE LIGAÇÃO ROSCA BSP 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DN 1/4” 6 
3/8” 
10 
1/2” 
15 
3/4” 
20 
1” 
25 
1.1/4” 
32 
1.1/2” 
40 
2” 
50 
2.1/2” 
65 
3” 
80 
4” 
100 
A - - 55 62 75 83 100 122 158 196 - 
B - - 60 68 80 93 102 115 160 200 - 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APLICAÇÕES: 
1. ÁGUA OU ÓLEO PARA BAIXAS PRESSÕES. 
2. PRODUTOS QUÍMICOS EM GERAL. 
3. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS OU COM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO. 
 
OBSERVAÇÃO: 
1. EXISTEM PEQUENAS DIFERENÇAS NAS DIMENSÕES PARA OS DIVERSOS FABRICANTES. 
 
 
 
 
 
 
 
 241
MATERIAIS 
CORPO F. FUNDIDO ASTM A126/A 
MACHO F. FUNDIDO ASTM A126/A 
VÁLVULA DE MACHO 
MATERIAL: FERRO FUNDIDO 
CLASSE: 125 LIBRAS 
 
TAMPA F. FUNDIDO ASTM A126/A 
GAXETA TEFLON 
PREME-GAXETA F. FUNDIDO ASTM A126/A 
 
FABRICANTES: 
 
 
 
 
CIWAL 
DOX 
NOVA AMERICANA 
 
 
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm2 PSI 
ÁGUA E ÓLEO (AMBIENTE) 14,0 200 
VAPOR SATURADO 8,8 125 
 
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm2 PSI 
CORPO 24,6 350 
VEDAÇÃO 14,1 200 
 
 
MEIO DE LIGAÇÃO FLANGEADA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DN 1/2” 15 
3/4” 
20 
1” 
25 
1.1/4” 
32 
1.1/2” 
40 
2” 
50 
2.1/2” 
65 
3” 
80 
4” 
100 
5” 
125 
6” 
150 
L 92 100 105 117 130 165 190 216 280 305 330 
D 89 99 108 118 127 152 178 191 229 254 279 
H 80 85 90 95 135 146 190 200 220 250 270 
B 11,1 11,1 11,1 12,7 14,2 15,8 17,5 19,1 23,9 23,9 25,4 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APLICAÇÕES: 
1. ÁGUA OU ÓLEO PARA BAIXAS PRESSÕES. 
2. PRODUTOS QUÍMICOS EM GERAL. 
3. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS OU COM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 242
MATERIAIS 
CORPO F. FUNDIDO ASTM A126/A 
MACHO F. FUNDIDO ASTM A126/A 
VÁLVULA DE MACHO 
MATERIAL: FERRO FUNDIDO 
CLASSE: 125 LIBRAS 
 
TAMPA F. FUNDIDO ASTM A126/A 
GAXETA TEFLON 
PREME-GAXETA F. FUNDIDO ASTM A126/A 
 
FABRICANTES: 
 
 
 
 
ACEPAM 
DOX 
MIPEL 
 
 
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm2 PSI 
ÁGUA E ÓLEO (AMBIENTE) 14,0 200 
VAPOR SATURADO 8,8 125 
 
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm2 PSI 
CORPO 24,6 350 
VEDAÇÃO 14,1 200 
 
 
MEIO DE LIGAÇÃO FLANGEADA 
 
 
 
 
 
 
 
DN 1/2” 15 
3/4” 
20 
1” 
25 
1.1/4” 
32 
1.1/2” 
40 
2” 
50 
2.1/2” 
65 
3” 
80 
4” 
100 
5” 
125 
6” 
150 
L - - 146 178 210 210 230 254 298 - - 
D - - 108 127 152 152 178 191 229 - - 
H - - 132 140 160 160 172 195 240 - - 
B - 11,1 14,2 15,8 15,8 17,5 19,1 23,9 - - 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APLICAÇÕES: 
1. ÁGUA OU ÓLEO PARA BAIXAS PRESSÕES. 
2. PRODUTOS QUÍMICOS EM GERAL. 
3. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS OU COM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 243
4.14. Fabricantes 
 
MATERIAIS FABRICANTE (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) (9) 
Dox x x x 
Macotec x x x x 
Mipel x 
Nova Americana x x x x x x x x 
Valtec x 
 
 
 
(1) AÇO FORJADO (6) FERRO FUNDIDO CINZENTO 
(2) AÇO FUNDIDO (7) FERRO NODULAR 
(3) AÇO INOXIDÁVEL (8) LATÃO 
(4) ALUMÍNIO (9) OUTROS 
(5) BRONZE 
 
 
 
 
VÁLVULAS DE 
GUILHOTINA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 245 
5. VÁLVULA GULHOTINA 
 
5.1. Introdução: 
É o tipo de válvula normalmente empregada para trabalhos com líquidos ou 
gazes contendo alta porcentagem de sólidos, polpas, pastas e fluidos muito 
densos. 
A válvula guilhotina não é indicada em serviços onde se necessita a 
estanqueidade total. 
Sua forma construtiva é semelhante às válvulas de gaveta, diferindo 
basicamente no obturador que se caracteriza por ser uma lâmina que desliza 
entre sedes paralelas promovendo a abertura e o fechamento. 
As válvulas guilhotina também são conhecidas como válvula faca. 
 
5.2. Aplicação: 
São empregadas como válvulas de bloqueio (on/off) em serviços de água, óleo 
ou gás (WOG) para fluidos com grade quantidade de sólidos em suspensão. 
São usadas principalmente em linhas de polpas das indústrias de papel e 
celulose e em linhas de produtos muito densos nas instalações industriais. 
 
5.3. Principais vantagens: 
Entre as principais vantagens podemos citar a baixa perda de carga, fluxo 
ininterrupto nos dois sentidos, construção simples e extremamente curta, 
ocupando pequeno espaço na instalação. 
 
 
5.4.Principais desvantagens: 
Sua principal desvantagem é a não ter uma estanqueidade total. 
 
5.5. Identificação das partes de uma Válvula de Guilhotina: 
 
 
 
 
 
 246 
5.6. Materiais construtivos: 
Na fabricação das válvulas de guilhotina são geralmente empregados o aço 
fundido e o ferro fundido. 
 
 
5.7. Meios de Ligação: 
As válvulas de guilhotina são normalmente fabricadas do tipo wafer para 
montagem entre flanges ASME/ANSI ou DIN, do tipo lug, e raramente com 
extremidades flangeadas. 
 
5.8. Características construtivas: 
O sistema de vedação entre o corpo e o obturador (guilhotina ou faca) pode ser 
do tipo metal-metal, metal-elastômero. 
Quanto ao obturador pode ser de passagem plena ou reduzida. 
 
5.9. Acionamento: 
O acionamento das válvulas de pequenos diâmetros é feito por meio de volante 
de ação direta ou ainda com volante com engrenagem de redução. 
 
 
5.10. Classes de pressão: 
As válvulas de guilhotina são fabricadas segundo as classes de pressão de 
125PSI e a 150 PSI, nos diâmetros de 2” a 24” ou maiores, sob encomenda. 
 
 
5.11. Exemplos de especificação técnica. 
 
Fluido: Massa de papel 
Instalação: aparente 
Pressão de serviço: 1,0 kgf/cm2 
Temperatura: ambiente 
 
 Válvula guilhotina, classe 125#, passagem plena, 
corpo de ferro fundido ASTM A126/B, guilhotina de inox 
AISI 304, vedação em EPDM, volante de ferro fundido, 
para montagem entre flanges ASME/ANSI B16.5-150#FR. 
Ref. Niagara fig. 728 
 
Fluido: Pixe 
Instalação: aparente 
Pressão de serviço: 3,0 kgf/cm2 
Temperatura: 180 °C 
 
 Válvula guilhotina, classe 150#, passagem plena, 
corpo de aço fundido ASTM A216/WCB, guilhotina de inox 
AISI 304, vedação do tipo metal/metal, volante de ferro 
fundido, para montagem entre flanges 
ASME/ANSI B16.5-150#FR. 
Ref. Durcon-Vice 
 
 247 
5.12. Exemplo de folha de dados. 
 
FOLHA DE DADOS 
FD-004 VÁLVULA DE GUILHOTINA GUI-01 
 
1. ESTE DOCUMENTO DEVE SER ANEXADO À RESPECTIVA REQUISIÇÃO DE MATERIAL. 
2. O PROPONENTE DEVE PREENCHER A COLUNA “PROPOSTA”. 
 
VÁLVULA DE GUILHOTINA ESPECIFICAÇÃO PROPOSTA NOTAS 
01 CORPO / TAMPA 
02 CLASSE DE PRESSÃO 
03 EXTREMIDADES 
04 FACE 
05 FLANGE ACABAMENTO 
06 
07 VOLANTE 
08 
ACIONAMENTO 
REDUTOR 
09 PASSAGEM 
10 MODELO 
11 PREME-GAXETA 
12 BUCHA DE PTFE 
13 
14 
15 
C
A
R
A
C
TE
R
ÍS
T.
 C
O
N
S
TR
U
TI
VA
S
 
 
16 CORPO / TAMPA 
17 VEDAÇÃO 
18 GUILHOTINA 
19 
INTERNOS 
GAXETA 
20 JUNTA 
21 PARAFUSO 
22 
VEDAÇÃO 
CORPO / TAMPA 
PORCA 
23 GAXETA 
24 CORPO 
25 PARAFUSO 
26 
PREME-GAXETA 
PORCA 
27 
28 
29 
30 
M
A
TE
R
IA
IS
 
PLACA DE IDENTIFICAÇÃO 
31 
32 
33 
34 A
C
E
S.
 
 
35 FLUIDO 
36 VAZÃO 
37 TEMPERATURA DE OPERAÇÃO 
38 PRESSÃO DE OPERAÇÃO 
39 DENSIDADE 
40 VISCOSIDADE 
41 
FL
U
ID
O
 
SÓLIDOS EM SUSPENSÃO 
42 CONSTRUÇÃO 
43 MEDIDA FACE A FACE 
44 EXTREMIDADES 
45 TESTE DO CORPO 
46 TESTE DA SEDE 
47 
N
O
R
M
A
S
 
 
48 
49 REFERÊNCIA 
50 
51 
52 
G
E
R
A
L 
 
53 
54 
55 
56 
57 
N
O
TA
S
 
 
 FOLHA / 
 
 248 
5.13. Tabelas técnicas. 
 
MATERIAIS 
CORPO FERRO FUNDIDO 
GUILHOTINA AÇO INOX 
VÁLVULA DE GULHOTINA 
MATERIAL: FERRO FUNDIDO 
CLASSE: 125 LIBRAS 
 
TAMPA FERRO FUNDIDO 
GAXETA TEFLON 
PREME-GAXETA FERRO FUNDIDO 
SEDE NEOPRENE 
FABRICANTES: 
 
 
 
 
DOX 
NIAGARA 
OMEL 
 
 
 
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm2 PSI 
ÁGUA E ÓLEO (AMBIENTE) 4,2 60 
 
 
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm2 PSI 
CORPO 
VEDAÇÃO 
 
 
MEIO DE LIGAÇÃO WAFER 
 
 
 
 
 
 
 
DN 3” 80 
4” 
100 
5” 
125 
6” 
150 
8” 
200 
10” 
250 
12” 
300 
14” 
350 
16” 
400 
18” 
450 
20” 
500 
D 138 158 188 212 268 320 370 430 482 - - 
L 62 64 66 68 70 76 80 96 100 - - 
H 462 502 600 640 788 890 1005 1140 1210 - - 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APLICAÇÕES: 
1. MASSA DE PAPEL E OUTROS FLUIDOS DENSOS EM BAIXAS PRESSÕES. 
 
 
OBSERVAÇÃO: 
1. EXISTEM PEQUENAS DIFERENÇAS NAS DIMENSÕES PARA OS DIVERSOS FABRICANTES. 
 
 
 
 
 
 
 
 249 
MATERIAIS 
CORPO AÇO FUNDIDO 
GUILHOTINA AÇO INOX 
VÁLVULA DE GULHOTINA 
MATERIAL: AÇO FUNDIDO 
CLASSE: 150 LIBRAS 
 
TAMPA AÇO FUNDIDO 
GAXETA TEFLON 
PREME-GAXETA AÇO FUNDIDO 
SEDE VITON / EPDM 
FABRICANTES: 
 
 
 
 
DOX 
DURCON VICE 
 
 
 
 
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm2 PSI 
ÁGUA E ÓLEO (AMBIENTE) 10,5 150 
 
 
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm2 PSI 
CORPO 
VEDAÇÃO API 598 
 
 
PADRÃO DE FABRICAÇÃO 
CONSTRUÇÃO ANSI B16.10 MSS SP81 
TESTES API 598 
 
 
 
 
 
DN 2” 50 
3” 
80 
4” 
100 
6” 
150 
8” 
200 
10” 
250 
12” 
300 
14” 
350 
16” 
400 
18” 
450 
20” 
500 
24” 
600 
A 76 95 114 139 171 203 241 266 298 317 349 406 
B 317 362 397 521 648 742 867 986 1109 1219 1330 1532 
B1 372 443 503 678 856 1008 1178 1329 1503 1664 1826 2129 
C 254 254 254 254 305 406 406 508 508 508 508 508 
D 48 51 51 57 70 70 76 76 89 89 114 114 
E 14,3 14,3 17,5 16 20,6 23,8 25,4 23,8 27,0 27,0 30,2 33,3 
 
 
 
 
 
 
 
 
APLICAÇÕES: 
1. MASSA DE PAPEL E OUTROS FLUIDOS DENSOS. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 250 
5.14. Fabricantes 
 
 
MATERIAIS FABRICANTE (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) (9) 
Dox x x x x 
Durcon Vice x x x x x 
Omel x x x 
 
 
(1) AÇO FORJADO (6) FERRO FUNDIDO CINZENTO 
(2) AÇO FUNDIDO (7) FERRO NODULAR 
(3) AÇO INOXIDÁVEL (8) LATÃO 
(4) ALUMÍNIO (9) OUTROS 
(5) BRONZE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Válvulas Globo 
 
 
 
 
 
 
 
 252
6. VÁLVULAS GLOBO 
 
6.1 - Introdução 
Válvulas globo têm esse nome universalizado devido à forma globular concebida 
inicialmente no projeto de seu corpo. Também conhecida como registro de pressão, 
assim como a de agulha, presta-se a regular vazão e bloquear o fluxo de fluidos em 
uma tubulação. Existem desde as válvulas domésticas (a maioria das válvulas de 
lavatórios, chuveiros e pias são válvulas de globo, com a vedação sendo chamada 
de “carrapeta”), até válvulas com cerca de DN 300 (12”) ou até mesmo DN 400 (16”). 
Seu funcionamento para abrir ou fechar é feito manualmente por um volante fixo à 
extremidade da haste e quando girada, promoverá um movimento de translação em 
sentido ascendente ou descendente do obturador acoplado à outra extremidade da 
haste que atuará na sede localizada no corpo da válvula, abrindo, fechando ou 
regulando a passagem do fluxo. 
Existem quatro versões deste tipo de válvula, todas elas com características comuns 
quanto ao funcionamento, mas com projetos de disposição do corpo de forma tal 
que as diferenciam, proporcionando assim melhores opções aos projetistas e 
instaladores em montagens de tubulações. 
 
 
VÁLVULA GLOBO 
 
 
6.2. Aplicação. 
São empregadas como válvulas de regulagem bem como válvulas de bloqueio 
(on/off) em serviços de água, óleo ou gás (WOG) para fluidos sem sólidos em 
suspensão. Também não devem ser empregadas onde os fluidos transportados 
venham a se solidificar no interior das válvulas que é o caso de resinas, tintas e 
vernizes. 
 
6.3. Principais vantagens. 
Entre as principais vantagens no emprego das válvulas globo, pode-se enumerar o 
controle parcial do fluxo, acionamento mais rápidoque as válvulas de gaveta, 
perfeita estanqueidade, a variedade dos meios de ligação, aplicação em larga gama 
de pressão e temperatura e ter uma fácil manutenção. Podem ser instaladas para 
operações freqüentes. 
 
 253
6.4. Principais desvantagens. 
Entre as principais desvantagens no emprego das válvulas de globo, pode-se 
enumerar que não admitem fluxo nos dois sentidos e a perda de carga excessiva 
nos modelos com passagem em “S”. 
 
 
 
VÁLVULA GLOBO – DETALHES DA FORMA DE BLOQUEIO E PASSAGEM EM “S” 
 
 
 
6.5. Identificação das partes de uma válvula globo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 254
6.6. Sistema construtivo. 
 
Quanto à forma construtiva 
 
 
 
GLOBO GLOBO ANGULAR GLOBO OBLÍQUA 
 
 
Válvula Globo. 
Conhecida simplesmente pelo nome de válvula globo, tem as extremidades de 
entrada e saída coaxiais e a haste perpendicular à direção do fluxo, admitindo fluxo 
pela extremidade de entrada (sempre determinada por uma seta indicativa de fluxo), 
que ao adentrar a câmara inferior fará uma curva de 90º em relação ao seu eixo, 
ultrapassando a região de passagem onde está localizada a sede, envolvendo a 
câmara superior onde se localiza o obturador saindo pela extremidade oposta, 
sendo novamente desviada a 90º, percorrendo um caminho em forma de “S”. 
São válvulas com elevada perda de carga. 
 
Válvula Globo Angular 
Mais conhecido como válvula angular, diferencia-se da válvula globo convencional 
apenas na configuração do corpo, onde as extremidades de entrada e saída estão 
dispostas a 90º entre si. Este arranjo possibilita duas vantagens interessantes que 
devem ser levadas em conta pelos projetistas, pois neste caso a perda de carga é 
menos acentuada em relação às válvulas globo retas, como também propicia 
diminuição do número de conexões na instalação. 
 
Válvula Globo Oblíqua 
Esta válvula possui as mesmas características de funcionamento das válvulas globo 
do tipo convencional, inclusive com as extremidades de entrada e saída coaxiais, 
porém todo o conjunto que engloba o mecanismo de abertura e fechamento e, 
conseqüentemente, a região de vedação, ficam numa posição oblíqua, a 45° em 
relação ao eixo de entrada e saída, o que possibilitará desta forma o uso de menor 
espaço (altura) em uma instalação. Possibilita ainda uma perda de carga compatível 
com as válvulas angulares. A válvula globo oblíqua é também conhecida como 
válvula tipo “Y” ou ainda como válvula globo de passagem reta. 
 
 255
Válvula de globo tipo ponta de agulha 
Também conhecida simplesmente por “válvula de agulha”, ou ainda como “globo 
ponta de agulha” são as válvulas destinadas à regulagem precisa de vazão. 
A válvula de agulha é uma variação das válvulas globo e portanto de funcionamento 
idêntico. Ela difere basicamente no seu elemento de vedação (obturador) que se 
caracteriza pelo seu formato cônico extremamente agudo, normalmente constituído 
na própria extremidade da haste que promove os movimentos de abertura, 
fechamento e principalmente regulagens. 
Este tipo de válvula tem o orifício de passagem bastante reduzido em relação à 
bitola da válvula para que se possa obter uma maior precisão nas regulagens de 
vazão. 
As válvulas de agulha são indicadas para serem utilizadas em aparelhos de 
instrumentação de ar comprimido, gases e líquidos homogêneos em geral com baixa 
viscosidade. 
 
 
 
 
Quanto ao meio de ligação. 
 
 
ROSCADA SOQUETADA SOLDA DE TOPO FLANGEADA BOLSAS 
 
 
Rosca BSP ou NPT . 
Normalmente empregadas em válvulas de pequenos diâmetros. 
 
Solda do tipo encaixe (soquete). 
Normalmente empregadas em válvulas de pequenos diâmetros onde se deseja 
estanqueidade absoluta nas ligações. 
 
 256
Solda de topo. 
Empregadas em qualquer diâmetro onde se deseja estanqueidade absoluta. 
Empregada principalmente em serviços de altas pressões e temperaturas. 
 
Extremidades flangeadas. 
Fabricadas em qualquer diâmetro e empregadas onde se deseja a facilidade de 
montagem e desmontagem. 
 
Extremidades com bolsas e junta elástica. 
Empregadas em médios e grandes diâmetros para linhas em ferro fundido. 
 
Quanto aos materiais. 
Corpo e castelo. 
Deve, de preferência, ser do mesmo material dos tubos em que as válvulas forem 
instaladas ou ainda de material compatível com o material dos tubos. 
 
Internos. 
Podem ser do mesmo material do corpo e ainda devem ser de material compatível 
com o serviço a que se destinam pois devem ser resistentes à pressão, temperatura 
e as altas velocidades decorrentes da operação de abertura, regulagem e 
fechamento da válvula. 
 
 
Quanto ao meio de ligação entre corpo e castelo. 
 
Rosca interna. 
Sistema empregado em válvulas de pequenos diâmetros em baixas pressões e 
temperatura ambiente. Geralmente fabricadas de bronze e empregadas em uso 
doméstico. 
 
Rosca externa. 
Sistema empregado em válvulas de pequenos diâmetros em baixas pressões e 
temperatura ambiente. Geralmente fabricadas de bronze e empregadas em serviços 
de pequena responsabilidade. 
 
Rosca do tipo porca-união. 
Empregado em válvulas industriais de pequenos diâmetros e usadas em serviços de 
média e alta pressão e temperatura. 
 
ROSCA INTERNA ROSCA EXTERNA PORCA-UNIÃO APARAFUSADO 
 257
Flangeado ou aparafusado. 
Empregado em válvulas industriais dos mais variados diâmetros para todas as 
classes de pressão para serviços de maior responsabilidade. 
 
Soldado. 
Empregado em válvulas industriais dos mais variados diâmetros para altas pressões 
e temperaturas em serviços de grande responsabilidade. 
 
 
Quanto ao tipo de haste e do volante. 
 
 
 
ASCENDENTE COM ROSCA EXTERNA ASCENDENTE COM ROSCA INTERNA 
 
 
Haste e volante ascendentes com rosca interna. 
A haste é fixa ao volante e o movimento de rotação do volante confere à haste os 
movimentos de rotação e de translação. A cunha é encaixada na haste e 
conseqüentemente também recebe o movimento translação o que permite a 
abertura, regulagem e fechamento da válvula. 
Essas válvulas são empregadas em serviços de uso industrial de pequena 
responsabilidade em baixas temperaturas e baixas pressões. 
 
Haste e volante ascendentes com rosca externa. 
A haste é fixa ao volante e o movimento de rotação do volante confere à haste os 
movimentos de rotação e de translação. A cunha é encaixada na haste e 
conseqüentemente também recebe o movimento translação o que permite a 
abertura, regulagem e fechamento da válvula. 
Essas válvulas são empregadas em serviços de uso industrial de responsabilidade 
em todas as faixas de pressão e temperatura. 
 
Quanto à manutenção das gaxetas. 
Certas válvulas podem ser re-engaxetadas sob pressão, em serviço, desde que 
totalmente abertas. Esta facilidade é importante, principalmente para a industria, pois 
evita paradas no sistema para uma simples manutenção de engaxetamento da 
haste. 
 
 
 258
Quanto ao anel-sede. 
O anel-sede é a região do corpo da válvula que se ajusta ao disco (obturador) para 
proporcionar a vedação. Pode ser do tipo integral, executada no próprio corpo da 
válvula ou do tipo postiça, geralmente de material diferente do corpo da válvula. 
 
Usinados. 
São as mais comuns e empregadas em válvulas de pequenos diâmetros, geralmente 
de bronze e são chamados sede integral pois são executados no próprio corpo da 
válvula. 
 
Roscados. 
São de fácil substituição, geralmente executados de material diferente do material do 
corpo e são empregados quando existe a presença de fluidos agressivos e devem 
ser construídos com materiais compatíveis com o fluido a ser transportados e sua 
agressividade. 
 
Prensados. 
São empregados para fluidos agressivos mas a sua substituição não é tão fácil 
quanto as roscadas. Quanto ao material empregado também deve atender as 
exigências da agressividade do fluido transportado.Obturadores (disco). 
Em válvulas globo convencional, angular ou oblíqua, podem ser utilizados vários 
tipos de obturadores para as mais diferentes características de fluidos, de pressão e 
temperatura. Eles podem ter formas construtivas diversas para melhor atender uma 
condição mais específica de trabalho e para cada geometria do disco se tem um tipo 
de regulagem. 
Os tipos mais usuais são apresentados abaixo. 
 
 
DISCO CÔNICO DISCO TIPO PLUG 
Disco cônico. 
São constituídos em latão forjado para válvulas de pequeno porte e de bronze para 
as maiores, têm uma configuração em forma de tronco de cone na região de contato 
com o anél-sede, com ângulo de aproximadamente 45º. Indicados para operar com 
fluidos no estado líquido, homogêneos, livres de impurezas que possam causar 
sedimentações, pois tanto o bronze como o latão são materiais macios e em 
condições adversas sofrerão sérios danos na região de vedação. 
 
Disco cônico tipo “plug”. 
Estes discos também possuem configuração na forma de tronco de cone na região 
de contato com a sede, porém com ângulo de aproximadamente 20º. Estes discos, 
face um menor ângulo, apresentam uma melhor performance em serviços de 
regulagens e/ou estrangulamento e, por serem construídos com material de maior 
 259
resistência mecânica, geralmente em inox, oferecem maior resistência às impurezas 
contidas nos fluídos, como também a desgastes provocados por erosão, sobretudo 
em escoamento de fluido em velocidade mais elevada. 
 
 
DISCO PLANO NÃO METÁLICO DISCO PARA VÁLVULA DE AGULHA 
 
Disco plano não metálico. 
Este tipo de disco tem a sua superfície de vedação sempre em contato com uma 
sede plana, sendo construídos a partir de materiais resilientes que permitem 
vedações estanques, mesmo em contato com fluidos com pequenas impurezas 
sólidas, protegendo desta forma a integridade da sede da válvula destes possíveis 
corpos estranhos. Quando necessário, os discos podem ser facilmente substituídos, 
aumentando de forma significativa a vida útil da válvula. 
Na construção destes tipos de disco pode ser utilizado elastômeros ou PTFE 
(teflon®), com ampla vantagem para os discos de PTFE devido sua compatibilidade 
com a grande diversificação de fluidos, em temperaturas que podem variar de -20ºC 
até cerca de 140ºC. 
 
Disco para válvulas de agulha 
É o tipo de obturador usado exclusivamente em válvulas agulha, que de acordo com 
a sua geometria extremamente aguda proporciona uma adequada regulagem de 
vazão. Para complementar a facilidade de regulagem se utiliza nas hastes uma 
rosca de passo pequeno, o que aumenta o tempo de abertura e fechamento da 
válvula para uma maior precisão na regulagem de vazão do fluido. 
 
6.7. Sistemas de vedação. 
 
Vedação do corpo: 
Entre o corpo e o castelo existe uma junta que é o elemento de vedação e a 
estanqueidade se processa pelo aperto dessa junta ente o corpo e o castelo. 
 
Vedação da haste. 
Este sistema de vedação é conhecido como “engaxetamento da haste” e se 
processa por meio de gaxetas enroladas na haste e apertadas por meio de um 
dispositivo denominado preme-gaxetas. 
 
6.8. Acionamento das válvulas. 
É o dispositivo que transmite força à haste para dar movimento ao obturador. 
Uma das formas de acionamento, talvez a mais comum, é o volante que pode ser 
ligado diretamente à haste. Por motivos construtivos as válvulas globo não oferecem 
resistência à abertura ou ao fechamento. 
 260
Acionamento direto. 
O acionamento direto por meio de volante fixo à haste é o sistema usado em 
válvulas de uso doméstico e industrial para todos os diâmetros, é o meio mais 
comum de acionamento. 
A haste pode ser fabricada com rosca interna para os serviços de menor 
responsabilidade como as válvulas domiciliares e as válvulas destinadas aos 
serviços de saneamento, as hastes com rosca externa são destinadas aos serviços 
de maior responsabilidade. 
 
 
 
6.9. Materiais construtivos das válvulas. 
 
Bronze fundido – ASTM B62 
O bronze fundido é empregado na construção do corpo e castelo das válvulas de 
pequenos e médios diâmetros para serviços de pequena responsabilidade (WOG). 
Os meios de ligação empregados nas válvulas de bronze são as roscas e o flange. 
As roscas são conforme as normas NBR 6414 (BSP) ou ASME/ANSI B1.20.1 (NPT). 
Os flanges poderão ter as dimensões conforme a norma ASME/ANSI B16.24 com 
faces planas. 
O bronze fundido também é empregado na construção do disco e da sede nas 
válvulas de corpo em ferro fundido. 
 
Latão laminado. 
O latão laminado ASTM B124 é empregado na construção da haste das válvulas de 
corpo e castelo de bronze. 
O latão laminado ASTM B16 é empregado na construção de hastes das válvulas de 
corpo e castelo de ferro fundido. 
 
Ferro fundido. 
O ferro fundido cinzento ASTM A126/B é empregado na construção do corpo e 
castelo das válvulas de médios e grandes diâmetros e o meio de ligação utilizado é o 
flange com dimensões conforme ASME/ANSI B16.1, com faces planas. 
O ferro fundido dúctil NBR 7663 (ISO 2531) é empregado na construção do corpo e 
castelo das válvulas de médios e grandes diâmetros e o meio de ligação utilizado é o 
flange com dimensões conforme ASME/ANSI B16.1, com faces com ressalto. 
 
Aço carbono fundido. 
O aço carbono fundido ASTM A216/WCB é empregado na construção do corpo, 
castelo e disco das válvulas de médio e grandes diâmetros com extremidades 
flangeadas conforme ASME/ANSI B16.5, com face plana ou com ressalto ou ainda 
com pontas para solda de topo conforme ASME/ANSI B16.25. 
 
Aço inox fundido. 
O aço inox fundido ASTM A351 CF8 ou ASTM A351 CF8M é empregado na 
construção do corpo, castelo e disco das válvulas de pequenos e grandes diâmetros 
com extremidades flangeadas conforme ASME/ANSI B16.5 com face com ressalto 
ou ainda com pontas para solda de topo ASME/ANSI B16.25. 
 
 
 261
Aço carbono forjado. 
O aço carbono forjado ASTM A105 é empregado na construção do corpo e castelo 
das válvulas de pequenos diâmetros com extremidades roscadas conforme 
NBR 6414 (BSP) ou ASME/ANSI B1.20.1 (NPT), extremidades para solda de 
encaixe (SW) conforme ASME/ANSI B16.11 ou ainda flangeadas conforme 
ASME/ANSI B16.5 com face com ressalto. 
 
Aço inox forjado. 
O aço inox forjado ASTM A182/F304 ou ASTM A182/F316 é empregado na 
construção do corpo e castelo das válvulas de pequenos diâmetros com 
extremidades roscadas conforme NBR 6414 (BSP) ou ASME/ANSI B1.20.1 (NPT) ou 
extremidades para solda de encaixe (SW) conforme ASME/ANSI B16.11. 
 
PTFE (Teflonâ). 
O PTFE é o material mais usado na vedação das válvulas e por suas características 
químicas não requer lubrificação e é quimicamente muito resistente, sua principal 
limitação é a temperatura que deve variar entre -20 oC e 140oC. 
 
Fibras de aramida (Kevlarâ). 
As fibras de aramida são mais conhecidas pelo seu nome comercial, Kevlar marca 
registrada da empresa Dupont, um tipo de fibra derivada de uma poliamida 
aromática. Duas formas principais de fibras aramidas são produzidas: Kevlar 49 
utilizado como carga para reforço em plásticos e elastômeros e o Kevlar 29 para 
outros usos. Atualmente, após a proibição do amianto, as principais gaxetas são 
produzidas com fibras de aramida envolvida com PTFE e grafite. 
 
Carbono. 
Um dos materiais mais novos usados na vedação das válvulas é o grafoil, material a 
base de carbono e comercializado na forma de fitas. É um material de enorme 
resistência química e resiste a altas temperaturas, que podem variar de -240 oC a 
3000oC. 
 
6.10. Classes de pressão. 
As válvulas são classificadas por classes de pressão. 
 
Pressão Nominal. 
Designação simbólica para fins de referência. 
 
Pressão de Trabalho. 
É a pressão máxima admissível para cada valor da temperatura de trabalho onde se 
considera o binômio pressão x temperatura conforme norma ANSI B16.34.262
6.11. Exemplos de especificação técnica. 
Fluido: água potável 
Instalação: aparente 
Pressão de serviço: baixa 
Temperatura: ambiente 
 
Válvula globo, corpo e castelo de bronze fundido 
ASTM B62, classe 125#, castelo roscado ao corpo, haste 
ascendente com rosca interna, reengaxetavel em serviço, 
volante de alumínio e extremidades roscadas conforme 
ABNT NBR 6414 (BSP). 
Ref. Ciwal fig. 114 
 
 
 
Fluido: água industrial 
Instalação: aparente 
Pressão de serviço: 10,0 kgf/cm2 
Temperatura: ambiente 
 
Válvula globo, corpo e castelo de bronze fundido 
ASTM B62, classe 150#, castelo roscado ao corpo, haste 
ascendente com rosca interna reengaxetável em serviço, 
disco cônico de bronze ASTM B62, volante de alumínio 
anodizado e extremidades roscadas conforme 
ASME/ANSI B1.20.1(NPT). 
Ref. Ciwal fig. 12 
 
 
 
Fluido: vapor saturado 
Instalação: aparente 
Pressão de serviço: 39,6 kgf/cm2 
Temperatura: 250 ºC 
 
 
Válvula globo, classe 800#, corpo e castelo de aço 
carbono forjado ASTM A105, castelo em arco, 
aparafusado ao corpo, haste ascendente com rosca 
externa, volante fixo na haste, reengaxetável em serviço, 
disco de aço inox ASTM A217 CA15, haste de aço inox 
forjado ASTM A182 F6a, gaxetas de fibras de aramida 
com PTFE e grafite, volante de ferro nodular e 
extremidades com encaixe para solda conforme 
ASME/ANSI 16.11. 
Ref. Ciwal fig. 53 / Brava 
 
 
 
 263
Fluido: água industrial 
Instalação: aparente 
Pressão de serviço: 10,0 kgf/cm2 
Temperatura: ambiente 
 
Válvula globo de passagem reta (tipo Y), classe 150#, 
corpo e castelo de bronze fundido ASTM B62, castelo 
roscado ao corpo, haste ascendente com rosca interna, 
reengaxetável em serviço, disco cônico de bronze ASTM 
B62, volante de alumínio e extremidades roscadas 
conforme ASME/ANSI B1.20.1(NPT). 
Ref. Ciwal fig. 37 / Mipel fig. 023 
 
 
 
 
Fluido: água industrial 
Instalação: aparente 
Pressão de serviço: 10,0 kgf/cm2 
Temperatura: ambiente 
 
Válvula globo tipo angular, classe 150#, corpo e castelo 
de bronze fundido ASTM B62, castelo roscado ao corpo, 
haste ascendente com rosca interna reengaxetável em 
serviço, disco cônico de bronze ASTM B62, volante de 
alumínio e extremidades roscadas conforme 
ASME/ANSI B1.20.1(NPT). 
Ref. Ciwal fig. 70 
 
 
 
Fluido: ar comprimido 
Instalação: aparente 
Pressão de serviço: 10,0 kgf/cm2 
Temperatura: ambiente 
 
Válvula globo tipo agulha, classe 150#, corpo e castelo de 
bronze fundido ASTM B62, castelo roscado ao corpo, 
haste ascendente com rosca interna reengaxetável em 
serviço, disco tipo agulha de bronze ASTM B62, sede 
postiça de latão laminado ASTM B16, volante de alumínio 
anodizado e extremidades roscadas conforme 
ASME/ANSI B1.20.1(NPT). 
Ref. Mipel 
 
 264
Fluido: água quente 
Instalação: aparente 
Pressão de serviço: 20,0 kgf/cm2 
Temperatura: ambiente 
 
Válvula globo, classe 300#, corpo e castelo de aço 
fundido ASTM B216/WCB, castelo aparafusado ao corpo, 
haste ascendente com rosca externa, reengaxetável em 
serviço, disco cônico e anel sede de aço inox, volante de 
ferro nodular, dimensões conforme a norma 
ASME/ANSI B16.10 e extremidades flangeadas conforme 
ASME/ANSI B16.5-300# FR. 
Ref. Ciwal fig. 214 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 265
6.12. Exemplos de folhas de dados. 
 
 
FOLHA DE DADOS: 
FD-008 VÁLVULA GLOBO VGL-01 
 
1. ESTE DOCUMENTO DEVE SER ANEXADO À RESPECTIVA REQUISIÇÃO DE MATERIAL. 
2. O PROPONENTE DEVE PREENCHER A COLUNA “PROPOSTA”. 
 
Válvula Globo Especificação Proposta Notas 
01 TIPO 
02 CORPO / CASTELO 
03 CLASSE DE PRESSÃO 
04 EXTREMIDADES 
05 FACE 
06 
FLANGE 
ACABAMENTO 
07 VOLANTE 
08 HASTE 
09 
ACIONAMENTO 
ROSCA 
10 PASSAGEM 
11 OBTURADOR 
12 CASTELO 
13 PREME-GAXETA 
14 GAXETA 
15 
C
A
R
A
C
TE
R
ÍS
TI
C
A
S
 C
O
N
S
TR
U
TI
V
A
S
 
 
16 CORPO E CASTELO 
17 HASTE 
18 
INTERNOS 
VEDAÇÃO 
19 OBTURADOR 
20 GAXETA 
21 JUNTA 
22 PARAFUSO 
23 
VEDAÇÃO 
CORPO / CASTELO 
PORCA 
24 CORPO 
25 PARAFUSO 
26 
PREME-GAXETA 
PORCA 
27 BUCHA DE ACIONAMENTO 
28 PORCA DO VOLANTE 
29 VOLANTE 
30 CONTRA-VEDAÇÃO 
31 
M
A
TE
R
IA
IS
 
 
32 PLACA DE IDENTIFICAÇÃO 
33 
34 
35 
A
C
E
S.
 
 
36 FLUIDO 
37 VAZÃO 
38 TEMPERATURA DE OPERAÇÃO 
39 PRESSÃO DE OPERAÇÃO 
40 DENSIDADE 
41 VISCOSIDADE 
42 
FL
U
ID
O
 
SÓLIDOS EM SUSPENSÃO 
43 
44 MEDIDAS FACE A FACE 
45 EXTREMIDADES 
46 TESTES 
47 N
O
R
M
A
S
 
 
48 REFERÊNCIA 
49 
50 
51 
52 
G
E
R
A
L 
 
53 
54 
55 
56 
57 
N
O
TA
S
 
 
 
 
Folha 
/ 
 266
6.13. Tabelas Técnicas. 
 
 
MATERIAIS 
CORPO BRONZE FUNDIDO ASTM B62 
CASTELO BRONZE FUNDIDO ASTM B62 
VÁLVULA GLOBO 
 
MATERIAL: BRONZE FUNDIDO 
CLASSE: 150 LIBRAS 
MODELO: HASTE ASCENDENTE 
 : VOLANTE FIXO NA HASTE PREME GAXETA LATÃO LAMINADO ASTM B16 
DISCO BR. FUND. ASTM B62 / TEFLON 
PORCA PREME GAXETA BRONZE FUNDIDO ASTM B62 
HASTE LATÃO LAMINADO ASTM B124 
FABRICANTES: 
 
 
 
 
ACEPAM 
MIPEL 
CIWAL 
 
 GAXETA TEFLON 
 
 
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm2 PSI 
VAPOR SATURADO 8,8 125 
ÁGUA, ÓLEO E GÁS (AMBIENTE) 14,1 200 
 
 
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm2 PSI 
CORPO 21,0 300 
VEDAÇÃO 14,1 200 
 
 
ROSCA NPT MEIO DE LIGAÇÃO ROSCA BSP 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DN 1/4” 6 
3/8” 
10 
1/2” 
15 
3/4” 
20 
1” 
25 
1.1/4” 
32 
1.1/2” 
40 
2” 
50 
 
FACE A FACE 44 46 58 68 80 92 100 120 
CENTRO A TOPO 70 75 90 108 122 130 150 166 
Æ VOLANTE 50 50 55 65 70 80 90 100 
 
 
 
 
APLICAÇÕES: 
1. ÁGUA, ÓLEO OU GÁS PARA BAIXAS PRESSÕES. 
2. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS E SEM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO. 
3. VAPOR SATURADO ATÉ 8,8 kgf/cm2 (178 °C) 
 
OBSERVAÇÃO: 
1. EXISTEM PEQUENAS DIFERENÇAS NAS DIMENSÕES PARA OS DIVERSOS FABRICANTES. 
 
 
 
 
 
 
 
 267
MATERIAIS 
CORPO BRONZE FUNDIDO ASTM B62 
CASTELO BRONZE FUNDIDO ASTM B62 
VÁLVULA GLOBO DE PASSAGEM RETA 
 
MATERIAL: BRONZE FUNDIDO 
CLASSE: 150 LIBRAS 
MODELO: HASTE ASCENDENTE 
 : VOLANTE FIXO NA HASTE PREME GAXETA LATÃO LAMINADO ASTM B16 
DISCO BRONZE FUNDIDO ASTM B62 
PORCA PREME GAXETA BRONZE FUNDIDO ASTM B62 
HASTE LATÃO LAMINADO ASTM B124 
FABRICANTES: 
 
 
 
 
ACEPAM 
MIPEL 
CIWAL 
 
 GAXETA TEFLON 
 
 
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm2 PSI 
VAPOR SATURADO 10,5 150 
ÁGUA, ÓLEO E GÁS (AMBIENTE) 21,0 300 
 
 
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm2 PSI 
CORPO 31,6 450 
VEDAÇÃO 21,0 300 
 
 
ROSCA NPT MEIO DE LIGAÇÃO ROSCA BSP 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DN 1/4” 6 
3/8” 
10 
1/2” 
15 
3/4” 
20 
1” 
25 
1.1/4” 
32 
1.1/2” 
40 
2” 
50 
 
FACE A FACE 54 54 75 80 95 110 130 150 
CENTRO A TOPO 100 100 112 130 147 163 184 216 
Æ VOLANTE 55 55 65 70 80 90 100 120 
 
 
 
 
APLICAÇÕES: 
1. ÁGUA, ÓLEO OU GÁS PARA BAIXAS PRESSÕES. 
2. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS E SEM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO. 
3. VAPOR SATURADO ATÉ 8,8 kgf/cm2 (178 °C) 
 
OBSERVAÇÃO: 
1. EXISTEM PEQUENAS DIFERENÇAS NAS DIMENSÕES PARA OS DIVERSOS FABRICANTES. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 268
MATERIAIS 
CORPO AÇO FORJADO ASTM A105 
CASTELO AÇO FORJADO ASTM A105 
VÁLVULA GLOBO 
 
MATERIAL: AÇO FORJADOCLASSE: 800 LIBRAS 
MODELO: HASTE ASCENDENTE 
 : VOLANTE FIXO NA HASTE PREME GAXETA AÇO FORJADO ASTM A105 
DISCO AÇO FORJADO ASTM A217 
PORCA PREME GAXETA BRONZE FUNDIDO ASTM B62 
HASTE AÇO INOX ASTM A182/F6a 
FABRICANTES: 
 
 
 
 
BRAVA 
CIWAL 
 
 
 GAXETA ARAMIDA E TEFLON 
 
 
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm2 PSI 
VAPOR SATURADO 56,3 800 
ÁGUA, ÓLEO E GÁS (AMBIENTE) 140,6 2000 
 
 
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm2 PSI 
CORPO 210,0 3000 
VEDAÇÃO 66,1 2200 
 
 
ENCAIXE/SOLDA 
ROSCA NPT MEIO DE LIGAÇÃO 
ROSCA BSP 
 
 
 
 
 
NORMA DE FABRICAÇÃO BS 2995 
 
 
 
 
DN 1/4” 6 
3/8” 
10 
1/2” 
15 
3/4” 
20 
1” 
25 
1.1/4” 
32 
1.1/2” 
40 
2” 
50 
 
FACE A FACE 70 70 70 86 102 140 140 158 
CENTRO A TOPO 156 156 156 162 210 310 310 330 
Æ VOLANTE 92 92 92 92 130 185 185 185 
 
 
 
 
APLICAÇÕES: 
1. ÁGUA, ÓLEO OU GÁS PARA ALTAS PRESSÕES. 
2. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS E SEM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO. 
3. VAPOR SATURADO ATÉ 56,3 kgf/cm2 (178 °C) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 269
MATERIAIS 
CORPO AÇO FUNDIDO ASTM A216/WCB 
CASTELO AÇO FUNDIDO ASTM A216/WCB 
VÁLVULA GLOBO 
 
MATERIAL: AÇO FUNDIDO 
CLASSE: 150 LIBRAS 
MODELO: HASTE ASCENDENTE 
 : VOLANTE FIXO NA HASTE PREME GAXETA AÇO FUNDIDO ASTM A216/WCB 
DISCO AÇO FUNDIDO ASTM A216/WCB 
PREME GAXETA AÇO FUNDIDO ASTM A216/WCB 
ANEL SEDE AÇO FORJADO ASTM A217 
HASTE AÇO INOX ASTM A182/F6a 
FABRICANTES: 
 
 
 
 
CIWAL 
 
 
 
 
GAXETA ARAMIDA E TEFLON 
 
 
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm2 PSI 
VAPOR SATURADO 21,0 300 
ÁGUA, ÓLEO E GÁS (AMBIENTE) 20,0 285 
 
 
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm2 PSI 
CORPO 15,8 450 
VEDAÇÃO 22,0 315 
 
 
MEIO DE LIGAÇÃO 
FLANGE 
ANSI B16.5 
DIN 
 
 
 
 
 
NORMA DE FABRICAÇÃO ASME/ANSI B16.10 
 
 
 
 
DN 1.1/2” 40 
2” 
50 
2.1/2” 
65 
3” 
80 
4” 
100 
6” 
150 
8” 
200 
10” 
250 
12” 
300 
14” 
350 
16” 
400 
L 165 203 216 241 292 406 495 622 699 - - 
H 275 306 337 360 428 535 640 809 910 - - 
V 160 180 180 200 240 300 400 500 560 - - 
P(kg) 10 18 24 30 49 88 147 273 412 - - 
 
 
 
APLICAÇÕES: 
1. ÁGUA, ÓLEO OU GÁS PARA MÉDIAS PRESSÕES. 
2. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS E SEM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO. 
3. VAPOR SATURADO ATÉ 21,0 kgf/cm2 (297 °C) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 270
MATERIAIS 
CORPO AÇO FUNDIDO ASTM A216/WCB 
CASTELO AÇO FUNDIDO ASTM A216/WCB 
VÁLVULA GLOBO ANGULAR 
 
MATERIAL: AÇO FUNDIDO 
CLASSE: 150 LIBRAS 
MODELO: HASTE ASCENDENTE 
 : VOLANTE FIXO NA HASTE PREME GAXETA AÇO FUNDIDO ASTM A216/WCB 
DISCO AÇO FUNDIDO ASTM A216/WCB 
PREME GAXETA AÇO FUNDIDO ASTM A216/WCB 
ANEL SEDE AÇO FORJADO ASTM A217 
HASTE AÇO INOX ASTM A182/F6a 
FABRICANTES: 
 
 
 
 
CIWAL 
 
 
 
 
GAXETA ARAMIDA E TEFLON 
 
 
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm2 PSI 
VAPOR SATURADO 21,0 300 
ÁGUA, ÓLEO E GÁS (AMBIENTE) 20,0 285 
 
 
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm2 PSI 
CORPO 15,8 450 
VEDAÇÃO 22,0 315 
 
 
MEIO DE LIGAÇÃO 
FLANGE 
ANSI B16.5 
DIN 
 
 
 
 
 
NORMA DE FABRICAÇÃO ASME/ANSI B16.10 
 
 
 
 
DN 1.1/2” 40 
2” 
50 
2.1/2” 
65 
3” 
80 
4” 
100 
6” 
150 
8” 
200 
10” 
250 
12” 
300 
14” 
350 
16” 
400 
L 84 102 108 121 146 279 343 - - - - 
H 282 302 332 200 240 300 400 - - - - 
V 160 180 180 200 240 300 400 - - - - 
P(kg) 12 18 25 30 45 85 140 - - - - 
 
 
 
APLICAÇÕES: 
1. ÁGUA, ÓLEO OU GÁS PARA MÉDIAS PRESSÕES. 
2. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS E SEM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO. 
3. VAPOR SATURADO ATÉ 21,0 kgf/cm2 (297 °C) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 271
6.14. Fabricantes de Válvulas Globo 
 
MATERIAIS FABRICANTE (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) (9) 
Aerre x x x 
Brava x x 
Brussantin x 
Ciwal x x x x x 
Deca x 
Dox x x x x x 
Eicasa x x x x x 
Friatec x x 
Grofe x 
Incoval x x x x 
Indumetal x x x x x x 
IVC Vanasa x x x x x 
Mipel x x 
Niagara x x x x x 
Nova Americana x x x x x x x x 
Scai x x x x x 
Spirax Sarco x x 
Tecval x x x x x x 
Valcont x x x x x x 
Valtec x x 
Valvugás x x x x x 
 
(1) AÇO FORJADO (6) FERRO FUNDIDO CINZENTO 
(2) AÇO FUNDIDO (7) FERRO NODULAR 
(3) AÇO INOXIDÁVEL (8) LATÃO 
(4) ALUMÍNIO (9) OUTROS 
(5) BRONZE 
 
 
15. Fabricantes de Válvulas Agulha 
 
MATERIAIS FABRICANTE (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) (9) 
Ciwal x x x 
Dox x x x 
Eicasa x x x 
Grofe x 
Mipel x 
Niagara x x x x 
Tecval x x x x x x x 
Valcont x x x x x 
 
(1) AÇO FORJADO (6) FERRO FUNDIDO CINZENTO 
(2) AÇO FUNDIDO (7) FERRO NODULAR 
(3) AÇO INOXIDÁVEL (8) LATÃO 
(4) ALUMÍNIO (9) OUTROS 
(5) BRONZE 
 
 
Válvula Borboleta 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
273 
7. VÁLVULA BORBOLETA 
 
 
7.1. Introdução: 
A válvula borboleta, uma das mais antigas, recebe esse nome em função da 
aparência se seu oburador, tem por função a regulagem e o bloqueio do fluxo em 
uma tubulação e pode trabalhar em várias posições de fechamento parcial. 
O fechamento da válvula é feito pela rotação de uma peça circular, chamada disco, 
em torno de um eixo perpendicular à direção de escoamento do fluido. 
Quase todas as válvulas de borboleta têm anéis de sede em elastômeros, com quais 
se consegue uma excelente vedação. 
 
7.2. Aplicação: 
As válvulas de borboleta foram originalmente concebidas como válvulas de 
regulagem, mas devido ao aprimoramento da sede pode também trabalhar como 
válvulas de bloqueio. 
É utilizada principalmente em sistemas de adução e de distribuição de água bruta ou 
tratada, e em estações de tratamento de água e de esgotos e ainda é utilizada na 
indústria química, petroquímica, farmacêutica e alimentícia. 
Podem ser usadas em serviços de alta corrosão pois existem válvulas com 
revestimento anticorrosivo tanto no corpo como na haste e no disco de fechamento. 
São utilizadas em tubulações contendo líquidos, gases, inclusive líquidos sujos ou 
contendo sólidos em suspensão, bem como para serviços corrosivos. 
 
7.3. Principais vantagens: 
As vantagens de uma válvula borboleta são muitas, como a facilidade de montagem, 
construção compacta, robusta e leve ocupando pequeno espaço, excelentes 
características de escoamento com alta capacidade de vazão, baixo custo e boa 
performance como válvula de regulagem e de controle. 
 
 
 
 
7.4. Principais desvantagens: 
A válvula não deve ser instalada muito próxima a outras válvulas, acessórios ou 
conexões pois sua performance poderá ser afetada. 
Depois de determinado tempo de operação podem apresentar vazamentos 
decorrentes do desgaste natural das partes internas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
274 
7.5. Identificação das partes de uma válvula borboleta: 
 
 
 
7.6. Sistema Construtivo 
 
Instalação 
Pode ser instalada enterrada ou aérea em tubulações horizontais ou verticais e, 
quando enterradas, devem ser instaladas em câmara de manobra. 
 
Modelo do corpo. 
Corpo inteiriço / haste e disco aparafusado. 
O corpo é fabricado em uma única peça e, disco e haste são duas peças distintas 
que serão unidas por meio de parafusos. 
 
Corpo bipartido / haste e disco em peçaúnica. 
O corpo é fabricado em duas partes e, disco e haste constituem uma única peça. 
 
Posição da haste do disco: 
A válvula é usualmente instalada de forma que a haste do disco fique na posição 
horizontal, a posição mais recomendada. Quando se fizer necessário à instalação da 
válvula com a haste na posição vertical, convém que o mecanismo fique na parte 
superior da válvula. A posição da haste na vertical e mecanismo na parte inferior é 
totalmente desaconselhável. Nas válvulas com grandes diâmetros (DN³1200), a 
haste na posição horizontal é a única solução possível. 
 
Posição do mecanismo de redução: 
Nas válvulas que trabalham com a haste do disco na horizontal, o mecanismo de 
redução pode ser montado, em qualquer uma das quatro posições mostradas na 
figura a seguir: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
275 
 
 
 
Meios de ligação. 
Wafer. 
Modelo de válvula que para a sua instalação são 
utilizados dois flanges e a válvula é apertado entre esses 
dois flanges por meio de parafusos. 
 
Lug. 
Modelo muito semelhante às válvulas do tipo wafer mas 
apresentando uma orelha para cada parafuso. Essas 
orelhas são dotadas de furos com roscas, das mesmas 
características dos flanges a que se destinam, onde são 
roscados parafusos estojos para a fixação na tubulação. 
A vantagem em relação ao modelo wafer é a 
independência proporcionada entre os trechos de 
montante e jusante com a praticidade do corpo curto das 
wafers. 
 
 
Flangeada. 
Modelo usado principalmente para válvulas de grandes diâmetros onde se deseja a 
praticidade e a confiabilidade das ligações flangeadas. 
 
 
 
WAFER LUG FLANGEADA 
 
 
7.7. Sistema de vedação. 
 
Vedação da haste. 
Este sistema de vedação é conhecido como “engaxetamento da haste” e se 
processa por meio de gaxetas enroladas na haste e apertadas por meio de um 
dispositivo denominado preme-gaxetas. 
 
 
7.8. Acionamento das válvulas: 
A seleção do tipo de acionamento depende da aplicação e das condições de serviço 
a que se destinam. 
 
 
 
 
 
 
 
 
276 
 
 
 
 
 
PNEUMÁTICO MANUAL 
 
 
Um atuador manual emprega alavancas, engrenagens ou volantes para facilitar a 
movimentação enquanto que um atuador automático tem uma fonte de energia 
externa para fornecer a força e o movimento para operar a válvula remota ou 
automaticamente. 
Atuadores alimentados são uma necessidade nas válvulas em tubulações 
localizadas em áreas distantes. São muito utilizados em válvulas freqüentemente 
operadas ou moduladas. Válvulas que são particularmente grandes seriam 
impossíveis ou impraticáveis de operar manualmente simplesmente pelo próprio 
requerimento do torque de abertura da válvula. Algumas válvulas estão em locais 
extremamente hostis ou tóxicos o qual impede a operação manual. Adicionalmente, 
como uma característica de segurança, alguns tipos de atuadores alimentados 
podem ser solicitados para uma rápida operação da válvula em caso de emergência. 
 
 
Acionamento manual. 
 
Por meio de volante. 
Acionamento utilizável principalmente nos casos de instalações aéreas ou em 
câmaras de manobra. 
 
 
Por meio de chave T. 
A chave T e a haste de prolongamento são utilizadas somente nas válvulas 
borboleta sob re-aterro direto ou instaladas em câmaras de manobra com a haste de 
operação na posição vertical. 
 
 
Por meio de pedestal de manobra. 
O volante sobre pedestal de manobra é o acionamento aplicável a válvulas 
borboletas instaladas sob galerias com a haste de operação na posição vertical. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
277 
 
 Com volante Com chave T Com volante sobre pedestal 
 
Acionamento Hidráulico ou Pneumático 
Os atuadores hidráulicos e pneumáticos são simples aparelhos com o mínimo de 
partes mecânicas utilizados em válvulas lineares ou quarto de volta. Uma pressão 
suficiente de ar ou fluido atua num pistão para fornecer impulso num movimento 
linear para uma válvula do tipo globo ou gaveta, por exemplo. Alternativamente, o 
impulso pode ser mecanicamente convertido em um movimento rotativo para operar 
uma válvula quarto de volta. A maioria dos atuadores operados por fluídos pode ser 
suprida com características a prova de falha para fechar ou abrir a válvula em meio 
de circunstâncias de emergência. 
Os cilindros para o acionamento hidráulico ou pneumático são montados 
diretamente sobre as válvulas. 
 
Acionamento Elétrico 
O atuador elétrico tem um motor que fornece o torque para operar a válvula. 
Atuadores elétricos são freqüentemente usados em válvulas que usam sistemas de 
acionamento por meio da rotação da haste, como as gavetas ou globos. Com adição 
de uma caixa de engrenagem de quarto de volta, os motores podem ser utilizados 
numa válvula esfera, macho ou qualquer outra de acionamento rápido, do tipo quarto 
de volta. 
 
 
7.9. Materiais construtivos das válvulas 
 
Corpo de ferro fundido. 
O ferro fundido cinzento ASTM A126/B é empregado na construção do corpo das 
válvulas de pequenos e grandes diâmetros e o meio de ligação utilizado é o flange 
com dimensões conforme ASME/ANSI B16.1, com faces planas ou para instalações 
do tipo “wafer”. 
 
Corpo de aço carbono. 
O aço carbono ASTM A216/WCB é empregado na construção do corpo das válvulas 
de pequenos e grandes diâmetros e o meio de ligação utilizado é o flange com 
dimensões conforme ASME/ANSI B16.5, com faces planas ou com ressalto ou para 
instalações do tipo “wafer”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
278 
Corpo de aço inox. 
O aço inox do tipo 304 (ASTM A351/CF8) ou 316 (ASTM A351/CF8M) é empregado 
na construção do corpo das válvulas de pequenos e grandes diâmetros e o meio de 
ligação utilizado é o flange com dimensões conforme ASME/ANSI B16.5, com faces 
planas ou com ressalto ou para instalações do tipo “wafer”. 
 
Corpo de alumínio. 
O alumínio é um material raramente empregado na construção das válvulas de 
borboleta. 
 
Disco de aço carbono. 
O aço carbono é um material que pode ser empregado na construção do disco das 
válvulas de pequenos e grandes diâmetros. 
 
Disco de aço inox. 
O aço inox do tipo 304 (ASTM A351/CF8) ou 316 (ASTM A351/CF8M) é o material 
mais empregado na construção do disco das válvulas de pequenos e grandes 
diâmetros. 
 
Acionamento. 
Normalmente o acionamento manual, por meio de alavanca ou por meio de volante, 
é fabricado em ferro fundido nodular. 
 
Gaxetas: 
O PTFE (Teflonâ) é o material mais usado na vedação das válvulas e por suas 
características químicas não requer lubrificação e é quimicamente muito resistente, 
sua principal limitação é a temperatura que deve variar entre -20 oC e 140oC. 
Atualmente, após a proibição do amianto, as principais gaxetas são produzidas com 
fibras de aramida envolvida com PTFE e grafite. 
 
Anel de vedação. 
O anel de vedação das válvulas de borboleta é executado com um elastômero e 
promove a vedação entre o corpo e o disco. O quadro abaixo apresenta as 
características dos principais materiais utilizados na fabricação dos anéis de 
vedação. 
PROPRIEDADES DOS ELASTÔMEROS 
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A
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VITON 60-90 1,8 -20 a 140 REG BOM REG. BOM ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO 
BORRACHA 
NATURAL 40-95 1 -20 a 80 REG REG. BOM RUIM BOM BOM REG. BOM RUIM 
HYCAR 40-95 1 -20 a 80 REG. REG. BOM RUIM BOM BOM REG. BOM RUIM 
NEOPRENE 40-95 1,23 -20 a 90 BOM BOM BOM BOM BOM BOM BOM BOM BOM 
HYPALON 50-90 1,18 -20 a 100 REG. BOM REG. ÓTIMO BOM ÓTIMO BOM ÓTIMO BOM 
BUTIL 40-90 0,92 -20 a 120 BOM REG. REG. BOM BOM ÓTIMO BOM BOM ÓTIMO 
EPDM 40-90 0,86 -20 a 130 REG. BOM BOM ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO RUIM 
PTFE 55-65 2,18 -20 a 140 ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO RUIM 
 
 
 
 
 
 
 
 
279 
7.10. Classes de pressão. 
As válvulas são classificadas por classes de pressão. 
Pressão Nominal: Designação simbólica para fins de referência. 
Pressão de Trabalho: É a pressão máxima admissível para cada valor da 
temperatura de trabalho onde se considera o binômio pressão x temperatura 
conforme norma ANSI B16.34. 
 
 
7.11. Exemplos de especificação técnica. 
 
Fluido: água potável 
Instalação: aparente 
Pressão de serviço: baixa 
Temperatura: ambiente 
 
Válvula borboleta, corpo em ferro fundido cinzento ASTM 
A126/B, classe 125#, disco em aço inox 
ASTM A351/CF8M, haste em aço inox ASTM A182/F6, 
sede em Buna-N, acionamento por meio de alavanca com 
placa de travamento em 10 posições, tipo wafer, para 
instalação entre flanges ASME/ANSI B16.5#150#FR. 
Ref. Keystone Pioneira (F-1) / Ciwal fig. 1 
 
 
Fluido: água industrial 
Instalação: aparente 
Pressão de serviço: 10,0 kgf/cm2 
Temperatura: ambiente 
 
Válvula borboleta, corpo em ferro fundido nodular ASTM 
A536-65-45-12, classe 150#, disco em aço inox 
ASTM A351/CF8M, haste em aço inox ASTM A182/F6, 
sede em Buna-N, acionamento por meio de volante com 
redutor tipo rosca sem fim , tipo wafer, para instalação 
entre flanges ASME/ANSI B16.5-150# FR. 
Ref. Keystone / Ciwal fig. 1 
 
 
Fluido: água industrial 
Instalação: aparente 
Pressão de serviço: 10,0 kgf/cm2 
Temperatura: ambiente 
 
Válvula borboleta, corpo em ferro fundido nodular ASTM 
A536-65-45-12, classe 150#, disco em aço inox 
ASTM A351/CF8M, haste em aço inox ASTM A182/F6, 
sede em neoprene, acionamento por meio de alavanca, 
tipo lug, para instalação entre flanges conforme norma 
ASME/ANSI B16.5-150# FR. 
Ref. Keystone 
 
 
 
 
 
 
 
 
280 
 
 
Fluido: água bruta 
Instalação: aparente 
Pressão de serviço: 10,0 kgf/cm2 
Temperatura: ambiente 
 
Válvula borboleta, corpo em ferro fundido nodular ASTM 
A536-65-45-12, classe 150#, disco em aço inox 
ASTM A351/CF8M, haste em aço inox ASTM A182/F6, 
sede em neoprene, acionamento por meio volante com 
redutor tipo rosca sem fim, extremidades flangeadas 
conforme norma ASME/ANSI B16.5-150# FR. 
Ref. Hiter 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
281 
7.12. Exemplo de folha de dados. 
 
FOLHA DE DADOS: 
FD-007 VÁLVULA BORBOLETA VBO-01 
 
1. ESTE DOCUMENTO DEVE SER ANEXADO À RESPECTIVA REQUISIÇÃO DE MATERIAL. 
2. O PROPONENTE DEVE PREENCHER A COLUNA “PROPOSTA”. 
 
 
Válvula Borboleta Especificação Proposta Notas 
01 CORPO 
02 CLASSE DE PRESSÃO 
03 EXTREMIDADES 
04 FACE 
05 
FLANGE 
ACABAMENTO 
06 ALAVANCA 
07 VOLANTE 
08 
ACIONAMENTO 
REDUTOR 
09 REVESTIMENTO DO CORPO 
10 INDICADOR DE POSIÇÃO 
11 
12 
13 
14 
15 
C
A
R
A
C
TE
R
ÍS
TI
C
A
S
 C
O
N
S
TR
U
TI
V
A
S
 
 
16 CORPO 
17 HASTE 
18 VEDAÇÃO 
19 
INTERNOS 
DISCO 
20 
21 CORPO 
22 PARAFUSO 
23 
PREME-GAXETA 
PORCA 
24 
25 
26 
27 
28 
29 
30 
31 
M
A
TE
R
IA
IS
 
PLACA DE IDENTIFICAÇÃO 
32 
33 
34 
35 
A
C
E
S.
 
 
36 FLUIDO 
37 VAZÃO 
38 TEMPERATURA DE OPERAÇÃO 
39 PRESSÃO DE OPERAÇÃO 
40 DENSIDADE 
41 VISCOSIDADE 
42 
FL
U
ID
O
 
SÓLIDOS EM SUSPENSÃO 
43 
44 MEDIDA FACE A FACE 
45 EXTREMIDADES 
46 TESTE 
47 N
O
R
M
A
S
 
 
48 REFERÊNCIA: 
49 
50 
51 
52 
G
E
R
A
L 
 
53 
54 
55 
56 
57 
N
O
TA
S
 
 
 
 
Folha 
/ 
 
 
 
 
 
 
 
 
282 
7.13. Tabelas Técnicas. 
 
 
MATERIAIS 
CORPO FERRO FUNDIDO ASTM A126/B 
DISCO AÇO INOX ASTM A351/CF8M 
VÁLVULA BORBOLETA 
 
MATERIAL: FERRO FUNDIDO CINZENTO 
CLASSE: 150 LIBRAS 
MODELO: WAFER 
 : ALAVANCA HASTE AÇO INOX ASTM A182/F6 
SEDE BUNA-N 
GAXETA TEFLON 
BUCHA (PREME-GAXETA) PLÁSTICO 
FABRICANTES: 
 
 
 
 
KEYSTONE 
INTERATIVA 
 
 
 PARAFUSOS TIPO AISI 316 
 
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm2 PSI 
ÁGUA, ÓLEO E GÁS (AMBIENTE) 10,5 150 
 
 
 
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm2 PSI 
CORPO 
VEDAÇÃO 
 
 
MEIO DE LIGAÇÃO WAFER 
PADRÃO DE FABRICAÇÃO API 609 
CLASSE 150# 
 
 
 
 
 
DN 1.1/2” 40 
2” 
50 
2.1/2” 
65 
3” 
80 
4” 
100 
5” 
125 
6” 
150 
8” 
200 
10” 
250 
12” 
300 
 
A 270 270 270 270 270 270 270 270 470 470 
B 214 235 252 269 302 331 357 425 460 530 
C 82 100 110 125 156 180 210 270 330 378 
ESP 38,0 40,0 42,0 44,0 46,0 48,0 50,0 60,0 65,0 75,0 
kg 4,0 4,2 4,5 5,0 6,0 7,7 9,5 16,5 22,8 36,0 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APLICAÇÕES: 
1. ÁGUA, ÓLEO OU GÁS PARA BAIXAS PRESSÕES. 
2. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS E SEM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
283 
MATERIAIS 
CORPO FERRO F. ASTM A536/65-45-12 
DISCO AÇO INOX ASTM A351/CF8M 
VÁLVULA BORBOLETA 
 
MATERIAL: FERRO FUNDIDO NODULAR 
CLASSE: 150 LIBRAS 
MODELO: LUG 
 : ALAVANCA HASTE AISI 420 
SEDE BUNA-N 
GAXETA TEFLON 
BUCHA (PREME-GAXETA) PLÁSTICO 
FABRICANTES: 
 
 
 
 
KEYSTONE 
INTERATIVA 
 
 
 PARAFUSOS TIPO AISI 316 
 
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm2 PSI 
ÁGUA, ÓLEO E GÁS (AMBIENTE) 10,5 150 
 
 
 
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm2 PSI 
CORPO 
VEDAÇÃO 
 
 
MEIO DE LIGAÇÃO WAFER 
PADRÃO DE FABRICAÇÃO API 609 
CLASSE 150# 
 
 
 
 
 
DN 1.1/2” 40 
2” 
50 
2.1/2” 
65 
3” 
80 
4” 
100 
5” 
125 
6” 
150 
8” 
200 
 
A 270 270 270 270 270 270 270 470 
B 214 235 252 269 302 331 357 425 
C 82 100 110 125 156 180 210 270 
ESP 38,0 40,0 42,0 44,0 46,0 48,0 50,0 60,0 
kg 4,0 4,24,5 5,0 6,0 7,7 9,5 16,5 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APLICAÇÕES: 
1. ÁGUA, ÓLEO OU GÁS PARA BAIXAS PRESSÕES. 
2. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS E SEM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
284 
7.14. Fabricantes 
 
MATERIAIS FABRICANTE (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) (9) 
Asvotec x 
Brusantin x x 
Ciwal x x x 
CMC x x 
Dox x x 
Friatec x x x x 
Hiter x x x 
Incoval x x 
Indumetal x x x x 
IVC Vanasa x x x x x 
Neles x x 
Niagara x x x x 
RTS x x x x x x x 
Valcont x x x x x 
Valtec x x 
 
(1) AÇO FORJADO (6) FERRO FUNDIDO CINZENTO 
(2) AÇO FUNDIDO (7) FERRO NODULAR 
(3) AÇO INOXIDÁVEL (8) LATÃO 
(4) ALUMÍNIO (9) OUTROS 
(5) BRONZE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VÁLVULAS DIAFRAGMA 
 
 
 
 
 
 286
8. VÁLVULA DE DIAFRÁGMA 
 
8.1. Introdução 
Este tipo de válvula tem origem de seu nome ligada a um componente que realiza a 
sua vedação: o diafragma. Trata-se de uma peça moldada e prensada feita de 
borracha ou plástico. 
De construção bastante simples estas válvulas se compõem de três unidades: corpo, 
diafragma e tampa. Dispensam qualquer tipo de engaxetamento da haste. São de 
fácil manutenção e normalmente dimensionadas para trabalho contínuo por longos 
períodos, com uma condição mínima de manutenção. 
A geometria de seu corpo representa um perfil angular permitindo receber vários 
tipos de revestimentos, tais como: borracha, ebonite, vidro, teflon, etc. 
Além disso, o mecanismo de acionamento é completamente isolado do fluido que 
passa em seu corpo, evitando assim elementos como juntas e gaxetas. 
 
 
8.2. Aplicação 
A válvula diafragma suporta fluidos corrosivos, abrasivos, erosivos e podem também 
ser aplicada para controle de gases industriais e processamento de fluidos com 
partículas sólidas, como pastas e lamas. 
Possibilitam respostas rápidas e regulagens e/ou bloqueio de fluidos em sistemas de 
controle nas indústrias químicas e petroquímicas, de mineração, farmacêuticas, 
alimentícias, bebidas, usinas de açúcar e álcool, saneamento básico, tratamento de 
efluentes, siderúrgicas, cimento, tintas e vernizes, papel e celulose, fertilizantes, etc. 
 
 
8.3. Principais vantagens 
As principais vantagens da válvula diafragma são: 
Estanqueidade absoluta, mesmo que haja pedaços de sólidos na válvula, pois o 
diafragma flexível se fecha em torno dos sólidos. 
O acionamento pode manual ou por atuadores. 
Isolamento total do mecanismo em relação ao fluido, o que proporciona vida uma 
prolongada. 
Fluxo contínuo e nos dois sentidos. 
Baixa perda de carga devido às pequenas obstruções internas. 
Instalação em qualquer posição. 
Limitação automática de fechamento evitando torque demasiado no diafragma. 
Ausência de engaxetamento na haste, de extrema importância no transporte de 
gases. 
Versatilidade e facilidade para o revestimento do corpo. 
Possui vida útil longa. 
Manutenção simples, sem a necessidade de retirada da válvula da linha. Basta 
retirar os quatro parafusos superiores do corpo e remover o castelo. O diafragma 
 287
poder ser facilmente retirado e assim, substituído. Isto ocasiona menor tempo de 
interrupção dos processos. 
 
8.4. Principal desvantagem. 
Pressão e temperatura de trabalho limitada ao elastômero do diafragma. 
 
 
8.5. Identificação das partes de uma válvula diafragma 
 
 
 
 288
Castelo ou tampa 
Consiste em conjunto contendo o mecanismo de acionamento da válvula composto 
de: volante, haste, compressor e tampa. Este conjunto, através do compressor, 
comprime o diafragma contra a sede da válvula para realizar a vedação. 
 
Diafragma 
Peça de borracha prensada que é acoplada no compressor. O diafragma garante o 
isolamento total da válvula e realiza a vedação. Foram desenvolvidos vários tipos de 
diafragmas construídos em borrachas prensadas ou materiais plásticos. 
 
 
Corpo: 
Fabricado normalmente em material fundido e, de acordo com o fluido, poderá 
receber um revestimento interno. 
 
 
 
8.6. Materiais construtivos: 
Corpo e tampa: 
Encontramos válvulas de diafragma fabricadas de bronze, alumínio, ferro fundido, 
aço carbono fundido e de aço inox fundido. 
 
Diafragma: 
O diafragma pode ser fabricado de neoprene, viton, borracha natural, hycar, 
hypalon, butil, EPDM e PTFE (teflon®). 
 
 
 
PROPRIEDADES DOS ELASTÔMEROS 
D
IA
FR
A
G
M
A
 
D
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S
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H
A
M
A
 
VITON 60-90 1,8 -20 a 140 REG BOM REG. BOM ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO 
BORRACHA 
NATURAL 40-95 1 -20 a 80 REG REG. BOM RUIM BOM BOM REG. BOM RUIM 
HYCAR 40-95 1 -20 a 80 REG. REG. BOM RUIM BOM BOM REG. BOM RUIM 
NEOPRENE 40-95 1,23 -20 a 90 BOM BOM BOM BOM BOM BOM BOM BOM BOM 
HYPALON 50-90 1,18 -20 a 100 REG. BOM REG. ÓTIMO BOM ÓTIMO BOM ÓTIMO BOM 
BUTIL 40-90 0,92 -20 a 120 BOM REG. REG. BOM BOM ÓTIMO BOM BOM ÓTIMO 
EPDM 40-90 0,86 -20 a 130 REG. BOM BOM ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO RUIM 
PTFE 55-65 2,18 -20 a 140 ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO RUIM 
 
 
Revestimento do corpo: 
O corpo pode ter um revestimento interno conforme a necessidade do serviço a que 
se destina. Os principais produtos para revestimento são: ebonite, ebonite grafitado, 
borracha natural, neoprene, clorobutil, vidro, hypalon e o chumbo. 
 
 289
Exemplos de revestimentos: 
 
Revestimento interno de vidro: 
Resistente a ácido e álcalis. 
É excelente para álcalis em qualquer concentração e na temperatura ambiente. 
Pode ser usado para álcalis até 100 °C com ph£12. 
 
Revestimento com ebonite: 
Usada para ácidos em geral em especial para derivados de cloro, ácidos clorídricos, 
salmoura, soda cáustica, fluidos abrasivos e serviços de tratamento de água. 
 
Revestimento com chumbo: 
Usada especialmente para o ácido sulfúrico em baixas concentrações na 
temperatura ambiente. 
 
8.7. Meios de Ligação: 
As válvulas de diafragma em bronze são fabricadas com extremidades roscadas tipo 
BSP ou NPT, as de ferro fundido podem ser roscadas BSP ou NPT ou ainda 
flangeadas conforme ASME/ANSI B16.1 ou segundo as normas DIN e as de aço 
fundido são as válvulas de maior diâmetro e são flangeadas conforme 
ASME/ANSI B16.5 ou segundo as normas DIN. Existem ainda a possibilidade de se 
encontrar válvulas com as extremidades do tipo encaixe e solda. 
 
 
 
8.8. Formato do corpo: 
 
Corpo com perfil angular (Modelo A) 
É a construção mais usada no mercado, sendo 
utilizada no controle de quase todos os tipos de 
fluidos: ácidos, álcalis, gases, água, etc. 
A desvantagem deste modelo é a 
impossibilidade da drenagem total de linhas 
horizontais quando a válvula é instalada na 
posição vertical. 
 
 
Corpo com perfil reto (Modelo R) 
É uma construção menos freqüenteno 
mercado, sendo mais indicada para líquidos 
com sólidos em suspensão. 
A vantagem deste modelo é a possibilidade de 
drenagem total de linhas horizontais e a baixa 
perda de carga quando comparada com o 
modelo angular. 
 
 
 
 
 290
8.9. Acionamento das válvulas 
 
Manual: 
A forma de acionamento mais comum é com o volante ou ainda por meio de 
alavanca, do tipo fechamento rápido (1/4 de volta através). O volante é o dispositivo 
que transmite força à haste para dar movimento ao compressor. 
 
Pneumático: 
Através de ar comprimido realiza-se a abertura ou fechamento da válvula. 
 
Eletropneumático: 
Através de atuação elétrica de solenóide e suprimento de ar comprimido, a válvula 
realiza as operações de abertura e fechamento. 
 
 
8.10. Exemplos de especificações técnicas 
Fluido: ácido clorídico 
Instalação: aparente 
Pressão de serviço: 125 psi 
Temperatura: 50º C 
Válvula diafragma de acionamento manual, 
corpo e tampa em ferro fundido cinzento 
ASTM A126/B, revestimento interno em 
ebonite, corpo angular, diafragma de 
neoprene, extremidade flangeada conforme 
ASME/ANSI B16.1-125#FP. 
Ref.: Fukumaru – Modelo A. 
 
 
 
Fluido: gasolina 
Instalação: aparente 
Pressão de serviço: 125 lb/pol2 
Temperatura: 20º C 
Válvula diafragma de acionamento manual, 
tipo angular, corpo em ferro fundido, 
diafragma em Hycar, extremidade roscada 
conforme NBR 6414 (BSP). 
Ref.: Ciwall – Tipo Saunders. 
 
 291
Fluido: hipoclorito 
Instalação: aparente 
Pressão de serviço: 14 kg/cm2 
Temperatura: 30º C 
 
Válvula de diafragma, corpo do tipo angular, 
com acionamento pneumático, corpo e 
tampa em aço inox AISI 304, volante em 
Ferro nodular, diafragma em Hypalon, 
extremidades flangeadas conforme norma 
ASME/ANSI B16.5-150#FR. 
Ref.: Hiter. 
 
 
 
Fluido: Tratamento de efluentes 
Instalação: aparente 
Pressão de serviço: 8 bar 
Temperatura: 20º C 
 
Válvula de diafragma de acionamento 
manual, corpo angular em ferro fundido 
revestido com borracha natural, diafragma 
em borracha natural, volante de ferro 
nodular, extremidade roscada conforme 
ASME/ANSI B1.20.1 (NPT). 
Ref.: Vallair mod. SG-2000 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 292
8.11. Exemplo de folha de dados. 
 
FOLHA DE DADOS 
FD-005 VÁLVULA DIAFRAGMA VDF-01 
 
1. ESTE DOCUMENTO DEVE SER ANEXADO À RESPECTIVA REQUISIÇÃO DE MATERIAL. 
2. O PROPONENTE DEVE PREENCHER A COLUNA “PROPOSTA”. 
 
VÁLVULA DIAFRAGMA ESPECIFICAÇÃO PROPOSTA NOTAS 
01 CORPO / TAMPA 
02 CLASSE DE PRESSÃO 
03 EXTREMIDADES 
04 FACE 
05 
FLANGE 
ACABAMENTO 
06 NÚMERO DE VIAS 
07 VOLANTE 
08 
ACIONAMENTO 
ALAVANCA 
09 
10 MODELO 
11 HASTE 
12 PREME-GAXETA 
13 
14 
15 C
A
R
A
C
TE
R
ÍS
T.
 C
O
N
S
TR
U
TI
VA
S
 
 
16 CORPO/TAMPA 
17 HASTE 
18 VEDAÇÃO 
19 
INTERNOS 
ESFERA 
20 JUNTA 
21 PARAFUSO 
22 
VEDAÇÃO 
CORPO/TAMPA 
PORCA 
23 DIAFRAGMA 
24 REVESTIMENTO INTERNO 
25 
26 
27 
28 
29 
30 
M
A
TE
R
IA
IS
 
PLACA DE IDENTIFICAÇÃO 
31 
32 
33 
34 A
C
E
S
 
 
35 FLUIDO 
36 VAZÃO 
37 TEMPERATURA DE OPERAÇÃO 
38 PRESSÃO DE OPERAÇÃO 
39 DENSIDADE 
40 VISCOSIDADE 
41 
FL
U
ID
O
 
SÓLIDOS EM SUSPENSÃO 
42 CONSTRUÇÃO 
43 MEDIDA FACE A FACE 
44 EXTREMIDADES 
45 TESTE DO CORPO 
46 TESTE DA SEDE 
47 
N
O
R
M
A
S
 
 
48 REFERÊNCIA 
49 
50 
51 
52 
G
E
R
A
L 
 
53 
54 
55 
56 
57 N
O
TA
S
 
 
 FOLHA / 
 
 293
8.12. Tabelas técnicas. 
 
MATERIAIS 
CORPO BRONZE ASTM B62 
TAMPA BRONZE ASTM B62 
VÁLVULA DE DIAFRAGMA 
MATERIAL: BRONZE FUNDIDO 
CLASSE: 150 LIBRAS 
 
VOLANTE FERRO NODULAR 
DIAFRAGMA NEOPRENE 
 
 
FABRICANTES: 
 
 
 
 
VALLAIR 
OMEL 
CIWAL 
 
 
 
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm2 PSI 
ÁGUA E ÓLEO (AMBIENTE) 5,0 80 
 
 
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm2 PSI 
CORPO 5,0 80 
VEDAÇÃO 5,0 80 
 
 
ROSCA NPT MEIO DE LIGAÇÃO ROSCA BSP 
 
 
 
 
 
 
 
 
DN 1/2” 15 
3/4” 
20 
1” 
25 
1.1/4” 
32 
1.1/2” 
40 
2” 
50 
2.1/2” 
65 
3” 
80 
4” 
100 
 
A 57 70 82 - 117 140 164 197 - 
D 66 83 110 - 140 165 203 254 - 
E 75 77 91 - 124 161 165 192 - 
E1 81 83 99 - 139 181 184 212 - 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APLICAÇÕES: 
1. PRODUTOS QUÍMICOS EM GERAL. 
2. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS OU COM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO. 
 
OBSERVAÇÃO: 
1. EXISTEM PEQUENAS DIFERENÇAS NAS DIMENSÕES PARA OS DIVERSOS FABRICANTES. 
 
 
 
 
 
 
 
 294
MATERIAIS 
CORPO FERRO FUND. ASTM A126/B 
TAMPA FERRO FUND. ASTM A126/B 
VÁLVULA DE DIAFRAGMA 
MATERIAL: BRONZE FUNDIDO 
CLASSE: 150 LIBRAS 
 
VOLANTE FERRO NODULAR 
DIAFRAGMA NEOPRENE 
 
 
FABRICANTES: 
 
 
 
 
VALLAIR 
OMEL 
CIWAL 
 
 
 
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm2 PSI 
ÁGUA E ÓLEO (AMBIENTE) 5,0 80 
 
 
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm2 PSI 
CORPO 5,0 80 
VEDAÇÃO 5,0 80 
 
 
MEIO DE LIGAÇÃO FLANGEADA 
 
 
 
 
 
 
 
DN 1/2” 15 
3/4” 
20 
1” 
25 
1.1/2” 
40 
2” 
50 
2.1/2” 
65 
3” 
80 
4” 
100 
6” 
150 
8” 
200 
10” 
250 
A 57 70 82 117 140 164 197 311 410 410 610 
B 71 73 81 113 146 167 172 206 302 395 482 
B1 74 77 88 128 166 189 197 239 352 462 565 
C 102 118 127 159 191 216 254 305 406 521 635 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APLICAÇÕES: 
1. PRODUTOS QUÍMICOS EM GERAL. 
2. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS OU COM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 295
8.13. Fabricantes 
 
 
MATERIAIS FABRICANTE (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) (9) 
Alfa Laval x x x x x 
Ciwal x x x x 
Hiter x x x x 
Omel x x x 
Vallair x x x x 
 
 
 
(1) AÇO FORJADO (6) FERRO FUNDIDO CINZENTO 
(2) AÇO FUNDIDO (7) FERRO NODULAR 
(3) AÇO INOXIDÁVEL (8) LATÃO 
(4) ALUMÍNIO (9) OUTROS 
(5) BRONZE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VÁLVULAS 
DE MANGOTE 
 
 
 
 297
9. VÁLVULA DE MANGOTE 
 
9.1. Introdução 
É um tipo de válvula de concepção muito simples e basicamente, é constituída por 
dois componentes, uma peça tubular de borracha, o mangote, e o mecanismo de 
estrangulamento que atua externamente ao mangote, bloqueando ou regulando o 
fluxo. 
A principal característica da válvula de mangote é a mesma passagem do fluxo 
totalmente livre e proporciona uma estanqueidade total, mesmo em fluidos com 
sólidos em suspensão com as polpas, lamas e toda gama de fluidos com sólidos em 
suspensão. Somente o mangote entra em contato com o fluido, o acionamento e o 
corpo da válvula são totalmente externos. 
 
9.2. Aplicação 
As válvulas de mangote encontram uma vasta aplicação em praticamente qualquer 
campo industrial, particularmente em sistemas em que características do fluido 
transportado tornem a aplicação de válvulas comuns inviável. Sendo assim ideais 
para operar com fluidos incomuns, tais como: líquidos abrasivos ou corrosivos, e 
com grandes quantidades de sólidos em suspensão, lamas, polpas, minérios, 
esgotos industriais e sanitários, manuseio de pós secos, etc. 
 
9.3. Principais vantagens 
Como principais vantagens no emprego desse tipo de válvula, podemos citar a fácil 
manutenção e longa durabilidade, a passagem plena e a baixa perda de carga, fluxonos dois sentidos, o fechamento com total estanqueidade mesmo sobre corpos 
sólidos e instalação simples. 
 
9.4. Principais desvantagens. 
Não é indicado o uso em fluidos sob altas pressões ou temperaturas, não podem 
ajustar o fluxo com precisão e devem ser instaladas alinhadas e bem fixadas aos 
flanges, para evitar torções em seu corpo com prejuízo do desempenho e da vida 
útil. Para as válvulas mais baratas, em ferro fundido, e principalmente para os 
modelos fechados, uma séria desvantagem é o peso, devido à robustez, e quando 
instaladas em linhas de plásticos, deve-se dar especial atenção aos suportes, pois 
na maioria dos casos deve-se ter suportes especiais para as válvulas. 
 
9.5. Identificação das partes de uma válvula de mangote 
 
 298
Estrangulador 
Elemento que comprime o mangote, para efetuar o fechamento da válvula. O 
estrangulador pode ser acionado por sistema manual ou sistema automático. 
 
Volante 
Dispositivo que transmite força ao estrangulador, possibilitando o fechamento e a 
abertura da válvula. 
 
Mangote 
Normalmente fabricado em borracha prensada, podendo ser utilizado em vários tipos 
de borrachas ou plásticos. 
 
 
9.6. Sistema construtivo 
 
Quanto ao meio de ligação 
Normalmente flangeadas, fabricadas desde 1/4” até 12”, podendo ser encontradas 
sob encomenda até 24”. 
 
Quanto ao formato do corpo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 fig. (01) fig. (02) 
 
 
Aberto. 
São aquelas em que o mangote fica exposto. A finalidade básica para esse tipo é 
o baixo peso. 
 
Fechado. 
São aquelas em que o mangote fica em um invólucro metálico, corpo em ferro 
fundido bipartido. Este tipo é indicado para os pequenos diâmetros. 
 299
Quanto ao material 
 
Corpo 
O material mais comum é ferro fundido cinzento ASTM B126/B que é empregado 
na fabricação do corpo das válvulas abertas e fechadas. 
O alumínio é empregado sempre que se deseja um baixo peso dessas válvulas. 
 
Mangote 
 
Fabricado de elastômeros (borrachas ou plásticos) 
que permitem o fechamento total mesmo com 
resíduos e o retorno a sua forma inicial quando aberta. 
Indicamos abaixo os principais materiais utilizados na 
fabricação de mangotes, com seu respectivo limite de 
temperatura e fabricante. 
 
 
PROPRIEDADES DOS ELASTÔMEROS 
D
IA
FR
A
G
M
A
 
D
U
R
E
ZA
 
S
O
R
E
 A
 
D
E
N
S
ID
A
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3 )
 
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M
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M
P
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(°
C
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B
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R
 C
A
LO
R
 
R
E
S
IS
TÊ
N
C
IA
 
À
 C
H
A
M
A
 
VITON 60-90 1,8 -20 a 140 REG BOM REG. BOM ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO 
BORRACHA 
NATURAL 40-95 1 -20 a 80 REG REG. BOM RUIM BOM BOM REG. BOM RUIM 
HYCAR 40-95 1 -20 a 80 REG. REG. BOM RUIM BOM BOM REG. BOM RUIM 
NEOPRENE 40-95 1,23 -20 a 90 BOM BOM BOM BOM BOM BOM BOM BOM BOM 
HYPALON 50-90 1,18 -20 a 100 REG. BOM REG. ÓTIMO BOM ÓTIMO BOM ÓTIMO BOM 
BUTIL 40-90 0,92 -20 a 120 BOM REG. REG. BOM BOM ÓTIMO BOM BOM ÓTIMO 
EPDM 40-90 0,86 -20 a 130 REG. BOM BOM ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO RUIM 
PTFE 55-65 2,18 -20 a 140 ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO RUIM 
 
 
9.7. Acionamento das válvulas 
 
 300 
Operação manual. 
O sistema de operação manual empregado no acionamento das válvulas de 
mangote é o volante de ação direta para a maioria das válvulas ou por meio de 
volante com redutor, mas podendo ser encontradas as válvulas de fechamento 
rápido, acionadas por meio de alavancas. 
 
Operação automática. 
Os atuadores mais empregados para o acionamento automático das válvulas 
de mangote são o atuador pneumático, o hidráulico e o elétrico. 
 
Pressão de Acionamento 
A pressão de ar ou líquido a ser aplicada na válvula para obter seu fechamento 
total e à prova de vazamentos é de aproximadamente 2.5/3.0 kg/cm2 acima da 
pressão da linha em que a válvula está montada. Para assegurar a máxima 
vida ao elemento tubular da válvula, o máximo cuidado deve ser tomado para 
nunca usar pressão acima daquela necessária para o fechamento completo. 
 
 
 
9.8. Exemplos de especificações técnicas 
 
Fluido: Polpa de celulose 
Instalação: aparente 
Pressão de serviço: 3,0 kg/cm2 
Temperatura: 70º C (max.) 
 
Válvula mangote, acionamento pneumático, 
corpo em ferro fundido cinzento 
ASTM A126/B, mangote em borracha natural, 
com extremidades flangeadas ASME/ANSI 
B16.1-125#FR. 
Ref. Omel 
 
 
 
Fluido: Esgoto industrial 
Instalação: aparente 
Pressão de serviço: 5,0 kgf/cm2 
Temperatura: 95º C (max.) 
 
Válvula mangote de acionamento manual por 
meio de alavanca, fechamento rápido, corpo 
fechado em ferro fundido cinzento 
ASTM A126/B, mangote em teflon, 
extremidades flangeadas conforme 
ASME/ANSI B16.1-125#FR. 
Ref.: Omel 
 
 
 301 
Fluido: Polpa de minério 
Instalação: aparente 
Pressão de serviço: 2,5 kg/cm2 
Temperatura: 30º C 
 
Válvula mangote com acionamento manual, 
corpo aberto, em ferro fundido cinzento ASTM 
A126/B, mangote em neoprene extremidades 
flangeadas conforme norma 
ASME/ANSI B16.1-125#FP.. 
Ref.: Omel 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 302 
9.9. Exemplo de Folha de Dados 
 
FOLHA DE DADOS 
FD-006 VÁLVULA MANGOTE VMG-01 
 
1. ESTE DOCUMENTO DEVE SER ANEXADO À RESPECTIVA REQUISIÇÃO DE MATERIAL. 
2. O PROPONENTE DEVE PREENCHER A COLUNA “PROPOSTA”. 
 
VÁLVULA MANGOTE ESPECIFICAÇÃO PROPOSTA NOTAS 
01 CORPO / TAMPA 
02 CLASSE DE PRESSÃO 
03 EXTREMIDADES 
04 FACE 
05 
FLANGE 
ACABAMENTO 
06 MODELO 
07 VOLANTE 
08 
ACIONAMENTO 
ALAVANCA 
09 ESTRANGULADOR 
10 
11 
12 
13 
14 
15 C
A
R
A
C
TE
R
ÍS
T.
 C
O
N
S
TR
U
TI
VA
S
 
 
16 CORPO 
17 MANGOTE 
18 ESTRANGULADOR 
19 
20 PARAFUSO 
21 PORCA 
22 
23 
24 
25 
26 
27 
28 
29 
30 
M
A
TE
R
IA
IS
 
PLACA DE IDENTIFICAÇÃO 
31 
32 
33 
34 A
C
E
S.
 
 
35 FLUIDO 
36 VAZÃO 
37 TEMPERATURA DE OPERAÇÃO 
38 PRESSÃO DE OPERAÇÃO 
39 DENSIDADE 
40 VISCOSIDADE 
41 
FL
U
ID
O
 
SÓLIDOS EM SUSPENSÃO 
42 CONSTRUÇÃO 
43 MEDIDA FACE A FACE 
44 EXTREMIDADES 
45 TESTE DO CORPO 
46 TESTE DO MANGOTE 
47 
N
O
R
M
A
S
 
 
48 REFERÊNCIAS 
49 
50 
51 
52 G
E
R
A
L 
 
53 
54 
55 
56 
57 N
O
TA
S
 
 
 FOLHA / 
 
 303 
9.10. Tabelas técnicas. 
 
MATERIAIS 
CORPO FERRO FUND. ASTM A126/B 
ESTRANGULADOR FERRO FUND. ASTM A126/B 
VÁLVULA DE MANGOTE 
MATERIAL: FERRO FUNDIDO 
CLASSE: 125 LIBRAS 
 
VOLANTE FERRO NODULAR 
MANGOTE NEOPRENE 
 
 
FABRICANTES: 
 
 
 
 
OMEL 
ENVIROTECH 
 
 
 
 
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm2 PSI 
ÁGUA E ÓLEO (AMBIENTE) 
 
 
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm2 PSI 
MANGOTE DE NEOPRENE 
 
 
 
MEIO DE LIGAÇÃO FLANGEADA 
 
 
 
 
 
 
 
DN 1/2” 15 
3/4” 
20 
1” 
25 
1.1/4” 
32 
1.1/2” 
402” 
50 
2.1/2” 
65 
3” 
80 
4” 
100 
5” 
125 
6” 
150 
8” 
200 
A 108 125 148 163 190 223 250 277 351 387 462 572 
B 80 100 120 130 140 150 170 190 216 247 277 410 
C 92 106 122 142 152 180 201 223 303 376 420 510 
Kg 2,0 3,0 4,5 5,5 8,0 12,0 15,5 24,0 43,0 60,0 88,0 125,0 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APLICAÇÕES: 
1. PRODUTOS COM SÓLIDOS EM GERAL. 
2. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS OU COM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO. 
 
OBSERVAÇÃO: 
1. EXISTEM PEQUENAS DIFERENÇAS NAS DIMENSÕES PARA OS DIVERSOS FABRICANTES. 
 
 
 
 
 
 
 
 304 
MATERIAIS 
CORPO FERRO FUND. ASTM A126/B 
ESTRANGULADOR FERRO FUND. ASTM A126/B 
VÁLVULA DE MANGOTE 
MATERIAL: FERRO FUNDIDO 
CLASSE: 125 LIBRAS 
 
VOLANTE FERRO NODULAR 
MANGOTE BORRACHA NATURAL 
 
 
FABRICANTES: 
 
 
 
 
OMEL 
ENVIROTECH 
 
 
 
 
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm2 PSI 
ÁGUA E ÓLEO (AMBIENTE) 
 
 
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm2 PSI 
MANGOTE 
 
 
 
MEIO DE LIGAÇÃO FLANGEADA 
 
 
 
 
 
 
 
 
DN 3” 80 
4” 
100 
5” 
125 
6” 
150 
8” 
200 
10” 
250 
12” 
300 
14” 
350 
 
A 336 406 491 570 673 793 896 987 
B 305 355 408 508 620 620 800 800 
C 132 170 196 235 270 310 350 400 
D 315 418 526 630 657 820 976 1200 
Kg 29 50 90 136 178 260 376 490 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APLICAÇÕES: 
1. PRODUTOS COM SÓLIDOS EM GERAL. 
2. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS OU COM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO. 
 
OBSERVAÇÃO: 
1. EXISTEM PEQUENAS DIFERENÇAS NAS DIMENSÕES PARA OS DIVERSOS FABRICANTES. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 305 
9.11. Fabricantes 
 
MATERIAIS FABRICANTE (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) (9) 
EnviroTech x x 
Omel x x 
 
 
 
 
 
 
(1) AÇO FORJADO (6) FERRO FUNDIDO CINZENTO 
(2) AÇO FUNDIDO (7) FERRO NODULAR 
(3) AÇO INOXIDÁVEL (8) LATÃO 
(4) ALUMÍNIO (9) OUTROS 
(5) BRONZE 
 
 
 
Válvulas de 
Retenção 
 
 
 
 
 307 
10. VÁLVULA DE RETENÇÃO 
 
10.1. Introdução 
As válvulas de retenção caracterizam-se pela auto-operação proporcionada pelas 
diferenças de pressão entre montante e jusante exercidas pelo fluido em 
conseqüência do próprio fluxo, não havendo necessidade da atuação do operador. 
 
10.2. Aplicação. 
As válvulas de retenção são denominadas de “válvulas unidirecionais” e são 
instaladas com a finalidade de evitar a inversão no sentido do fluxo, o refluxo. 
Quando ocorre a interrupção no fornecimento de energia das bombas e, 
conseqüentemente ocorre a parada do escoamento, as válvulas de retenção se 
fecham impedindo o refluxo e retendo a coluna do fluido na tubulação. Como função 
secundária, são importantes para a manutenção da coluna de líquido durante a 
paralisação e fundamentais também para se evitar que a sobre-pressão causada por 
golpes de aríete resultantes da parada brusca do escoamento chegue às bombas. 
 
 
VÁLVULA DE RETENÇÃO, TIPO FLAP CIRCULAR 
 
 
 
 
CORTE ESQUEMÁTICO DE UMA VÁLVULA DE RETENÇÃO 
 
 308 
10.3. O emprego do "by-pass". 
O chamado by-pass é uma passagem externa contornando a válvula, permitindo a 
passagem paralela do fluído em relação à válvula. Esse dispositivo pode equipar 
determinadas válvulas de retenção, trazendo como vantagens permitir o fluxo do 
fluído para a parte da tubulação isolada pela válvula, o que facilita os trabalhos de 
manutenção ou ainda proporcionar a escorva das bombas. No caso da válvula de 
retenção não dispor de by-pass, se necessário deve ser executado na própria 
tubulação, ligando montante e jusante da tubulação. 
 
 
DESENHO ESQUEMÁTICO DE UMA VÁLVULA DE RETENÇÃO COM BY-PASS 
 
 
 
 
10.4. Válvulas de Retenção tipo Disco Integral. 
 
 
 
 
VÁLVULA DE RETENÇÃO TIPO DISCO INTEGRAL 
 
 
Aplicação: 
As válvulas de retenção, tipo disco integral, são aplicáveis em líquidos e gases. 
Caracterizam-se por reduzido tempo de fechamento, baixa perda de carga quando 
comparada aos outros modelos, longa durabilidade e baixo custo de manutenção. 
 309 
Identificação das partes de uma válvula de retenção tipo disco integral: 
 
 
Materiais construtivos. 
Classe 125# - Corpo em ferro fundido cinzento, internos em bronze e mola em aço 
ligado. 
Classes 150# e 300# - Corpo em aço fundido, internos em inox e mola em aço 
ligado. 
 
Meios de ligação. 
As válvulas de retenção tipo disco integral são apresentadas com as extremidades 
flangeadas ou roscadas. 
 
By-pass. 
As válvulas de retenção tipo disco integral não apresentam “by-pass”. 
 
Instalação. 
As válvulas de retenção tipo disco integral podem ser instaladas em qualquer 
posição, mesmo em tubulações verticais ou inclinadas com o fluxo descendente. O 
corpo das válvulas sempre apresenta a indicação do fluxo e havendo necessidade 
de by-pass este deverá ser executado na própria tubulação. 
 
 
10.5. Válvulas de Retenção Tipo Flap 
 
Aplicação. 
As válvulas de retenção tipo flap são próprias para aplicação em líquidos sob 
pressão atmosférica, em sistemas de drenagem ou ainda nos sistemas de 
esgotamento. 
Caracterizam-se por sua robustez, elevada perda de carga e pela sua longa 
durabilidade e baixo custo de manutenção. 
 
Materiais construtivos. 
Classes PN 10 e PN 16 - Corpo e portinhola em ferro fundido dúctil, e internos em 
bronze, mola em aço inox e vedação por meio de um elastômero, geralmente 
Buna-N. 
 
Meios de ligação. 
As válvulas de retenção tipo disco integral são apresentadas com as extremidades 
flangeadas ou do tipo wafer, sendo mais comum as do tipo flangeada. 
 
 310 
Identificação das partes de uma válvula de retenção tipo flap. 
 
 
1 - CORPO 
 
2 - PORTINHOLA 
 
3 - ANEL DE VEDAÇÃO 
 
4 - EIXO DA PORTINHOLA 
 
5 - MOLA 
 
6 - BUJÃO DO RETENTOR 
 
7 - ARRUELAS DE ENCOSTO 
VÁLVULA DE RETENÇÃO TIPO FLAP OU PORTINHOLA BASCULANTE 
 
By-pass. 
As válvulas de retenção tipo disco integral não apresentam “by-pass”. 
 
Instalação. 
As válvulas de retenção tipo flap ou portinhola basculante devem ser instaladas em 
tubulações horizontais e devem ser montadas conforme corte abaixo. Existe um 
modelo próprio para ser instalado no final de linhas que pode ser flangeada ou 
chumbada nas paredes de concreto. O corpo das válvulas sempre apresenta a 
indicação do fluxo e havendo necessidade de by-pass este deverá ser executado na 
própria tubulação. 
 
 
INSTALAÇÃO DE UMA VÁLVULA DE RETENÇÃO TIPO FLAP 
 
10.6. Válvula de Retenção Tipo Portinhola Simples. 
 
Aplicação. 
As válvulas de retenção tipo portinhola simples são próprias para aplicação em 
líquidos homogêneos sob pressão, em tubulações industriais de líquidos e gazes, 
sistemas de água e caracterizam-se por sua robustez, elevada perda de carga e 
pela sua longa durabilidade e baixo custo de manutenção. 
 
 311 
Meios de ligação. 
As válvulas de retenção tipo portinhola simples são apresentadas com as 
extremidades roscadas, soquetadas, para solda de topo ou ainda flangeadas. 
 
Materiais construtivos. 
Bronze fundido - utilizado para as válvulas das classes 125# com extremidades 
roscadas. 
Aço forjado - utilizado para as válvulas das classes 150#, 300# e 600# com 
extremidades roscadas, soquetadas, para solda de topo ou flangeadas. 
Aço fundido - utilizado para as válvulas das classes 150#, 300# e 600# com 
extremidades para solda de topo ou flangeadas. 
 
 
Identificação das partes de uma válvula de retenção portinhosa simples. 
 
 
 
By-pass. 
As válvulas de retenção tipo portinhola simples podem ser providas de “by-pass”.Instalação. 
As válvulas de retenção tipo portinhola simples podem ser instaladas em tubulações 
horizontais e devem ser montadas conforme corte acima ou ainda em tubulações 
verticais com o fluxo ascendente. O corpo das válvulas sempre apresenta a 
indicação do fluxo. 
 
 
10.7. Válvula de Retenção tipo Pistão. 
 
Aplicação. 
As válvulas de retenção tipo pistão são próprias para aplicação em serviços com 
fluidos homogêneos sob alta pressão, em tubulações industriais de líquidos e gazes, 
e caracterizam-se por elevada perda de carga, pela robustez do modelo e pela sua 
longa durabilidade aliado ao baixo custo de manutenção. 
 
 312 
Meios de ligação. 
As válvulas de retenção tipo pistão são apresentadas com as extremidades 
roscadas, com encaixe para solda, para solda de topo ou ainda flangeadas. 
 
Materiais construtivos. 
Bronze fundido - utilizado para as válvulas das classes 125# com extremidades 
roscadas. 
Aço forjado - utilizado para as válvulas das classes 150#, 300# e 600# com 
extremidades roscadas, soquetadas, para solda de topo ou flangeadas. 
Aço fundido - utilizado para as válvulas das classes 150#, 300# e 600# com 
extremidades para solda de topo ou flangeadas. 
 
Identificação das partes de uma válvula de retenção tipo pistão. 
 
 
By-pass. 
As válvulas de retenção tipo pistão podem apresentar “by-pass”. O corpo das 
válvulas sempre apresenta a indicação do fluxo e havendo necessidade de by-pass 
este poderá ser executado na própria tubulação ou nos pontos indicados no corpo 
da válvula. 
 
Instalação. 
As válvulas de retenção tipo pistão devem ser instaladas apenas em tubulações 
horizontais na posição indicada acima. O corpo das válvulas sempre apresenta a 
indicação do fluxo. 
 
 
10.8. Válvula de Retenção Vertical tipo Disco. 
 
Aplicação. 
As válvulas de retenção vertical tipo disco são próprias para aplicação em fluidos 
homogêneos sob pressão, em tubulações industriais e prediais de líquidos e gazes e 
caracterizam-se por elevada perda de carga, pela sua longa durabilidade e baixo 
custo de manutenção. 
 
Meios de ligação. 
As válvulas de retenção vertical tipo disco são apresentadas com as extremidades 
roscadas. 
 313 
Materiais construtivos. 
Bronze fundido - utilizado para as válvulas da classe 125# com extremidades 
roscadas. 
 
By-pass. 
As válvulas de retenção vertical tipo disco não apresentam “by-pass”. O corpo das 
válvulas sempre apresenta a indicação do fluxo e havendo necessidade de by-pass 
este deverá ser executado na própria tubulação. 
 
 
Identificação das partes de uma válvula de retenção vertical tipo disco. 
 
Instalação. 
As válvulas de retenção vertical tipo disco devem ser instaladas apenas em 
tubulações verticais com fluxo ascendente. O corpo das válvulas sempre apresenta 
a indicação do fluxo. 
 
 
 
10.9. Válvula de Retenção tipo Disco Duplo ou Duplex. 
 
Aplicação. 
As válvulas de retenção tipo disco duplo ou duplex são próprias para aplicação em 
líquidos homogêneos sob pressão, em tubulações industriais e prediais de líquidos e 
gazes, sistemas de água e caracterizam-se por pequena perda de carga comparada 
com os outros modelos, pela sua longa durabilidade e baixo custo de manutenção e 
por ser um modelo bem compacto e bem mais econômico que as similares de 
portinhola simples. 
 
Meios de ligação. 
As válvulas de retenção tipo disco duplo são apresentadas com as extremidades 
flangeadas mas a mais comum é a do tipo wafer. 
 
Materiais construtivos. 
Bronze fundido - utilizado para as válvulas da classe 125# com extremidades do tipo 
wafer. 
Ferro fundido cinzento - utilizado para as válvulas da classe 125# com extremidades 
do tipo wafer. 
Ferro fundido nodular - utilizado para as válvulas da classe 150# e 300# com 
extremidades do tipo wafer ou flangeadas. 
 314 
Aço carbono fundido - utilizado para as válvulas da classe 150# e 300# com 
extremidades do tipo wafer ou flangeadas. 
Aço inox fundido - utilizado para as válvulas da classe 150# e 300# com 
extremidades do tipo wafer ou flangeadas. 
 
Identificação das partes de uma válvula de retenção duplex. 
 
 
 
By-pass. 
As válvulas de retenção vertical tipo disco não apresentam “by-pass”. O corpo das 
válvulas sempre apresenta a indicação do fluxo e havendo necessidade de by-pass 
este deverá ser executado na própria tubulação. 
 
Instalação. 
As válvulas de retenção tipo disco duplo ou duplex podem ser instaladas em 
tubulações horizontais e em tubulações verticais com fluxo ascendente. O corpo das 
válvulas sempre apresenta a indicação do fluxo. 
 
 
10.10. Válvula de Retenção de Pé. 
 
Aplicação. 
As válvulas de retenção de pé ou simplesmente chamadas de válvulas de fundo de 
poço, tem por finalidade garantir a escorva de bombas de sucção. Normalmente são 
apresentadas conjugadas com um crivo ou ralo. 
 
Meios de ligação. 
As válvulas de retenção de pé são apresentadas com as extremidades roscadas ou 
flangeadas. 
 
Materiais construtivos. 
Bronze fundido - utilizado para as válvulas com extremidades roscadas. 
Ferro fundido cinzento - utilizado para as válvulas com extremidades do tipo wafer 
ou roscadas. 
Ferro fundido nodular - utilizado para as válvulas com extremidades do tipo wafer ou 
flangeadas. 
 315 
Identificação das partes de uma válvula de pé. 
 
Instalação. 
As válvulas de retenção de pé devem ser instaladas nas tubulações de sucção dos 
sistemas de bombeamento. 
 
 
10.11. Exemplos de especificação técnica de válvulas de retenção. 
Fluido: água potável 
Instalação: aparente 
Pressão de serviço: 5,0 kgf/cm2 
Temperatura: ambiente 
 
Válvula de retenção vertical tipo disco, classe 125#, 
corpo e disco de bronze fundido ASTM B62, fecho 
cônico com guia e extremidades roscadas conforme 
ABNT NBR 6414 (BSP). 
Ref. Niagara fig. 341 
 
 
Fluido: ar comprimido 
Instalação: aparente 
Pressão de serviço: 25,0 kgf/cm2 
Temperatura: ambiente 
 
Válvula de retenção tipo pistão, classe 300#, corpo de 
aço fundido ASTM A216 / WCB, internos em aço 
inoxidável, tampa aparafusada, dimensões conforme 
ASME/ANSI B16.10 e extremidades flangeadas 
conforme ASME/ANSI B16.5-300#FR. 
Ref. Ciwal fig. 216 
 
 
 
Fluido: água potável 
Instalação: fundo de poço 
Pressão de serviço: baixa 
Temperatura: ambiente 
 
Válvula de retenção de pé, corpo, grelha e internos de 
ferro fundido com disco de neoprene e extremidade 
roscada conforme NBR 6414 (BSP). 
Ref. Niagara fig. 282 
 
 316 
Fluido: vapor 
Instalação: aparente 
Pressão de serviço: 40 kgf/cm2 
Temperatura: 250 °C 
 
Válvula de retenção do tipo portinhola simples, classe 
300#, corpo em aço carbono ASTM A216 / WCB, 
internos em inox, tampa aparafusada, dimensões 
conforme ASME/ANSI B16.10 e extremidades 
flangeadas conforme ASME/ANSI B16.5-300#FR. 
Ref. Niagara fig. 282 
 
 
 
Fluido: água de resfriamento 
Instalação: aparente 
Pressão de serviço: 10 kgf/cm2 
Temperatura: 20 °C 
 
Válvula de retenção do tipo dupla portinhola, classe 
125#, corpo e disco em ferro fundido ASTM A126/B, 
eixo e molas em inox, vedação em neoprene, 
dimensões e construção conforme API 594, 
extremidades para montagem entre flanges conforme 
ASME/ANSI B16.5-150#FR. 
Ref. Niagara série 80 - Fig. 80 
 
 
 
Fluido: água selagem 
Instalação: aparente 
Pressão de serviço: 18 kgf/cm2 
Temperatura: 30 °C 
 
Válvula de retenção do tipo dupla portinhola, classe 
150#, corpo e disco em aço fundido ASTM A216/WCB, 
eixo e molas em inox, vedação em Buna-N, dimensões 
e construção conforme API 594, extremidades para 
montagem entre flanges ASME/ANSI B16.5-150#FR. 
Ref. Niagara série 80 - Fig. 80 
 
 
Fluido: vapor saturado 
Instalação: aparente 
Pressão de serviço: 15 kgf/cm2 
Temperatura: 200 °C 
 
Válvula de retenção do tipo dupla portinhola, classe 
150#,corpo e disco em aço fundido ASTM A216/WCB, 
eixo e molas em inox, vedação metal/metal, dimensões 
e construção conforme API 594, extremidades para 
montagem entre flanges ASME/ANSI B16.5-150#FR. 
Ref. Niagara série 80 - Fig. 80 
 
 317 
10.12. Exemplo de folha de dados. 
 
FOLHA DE DADOS: 
FD-009 VÁLVULA DE RETENÇÃO VRE-01 
 
1. ESTE DOCUMENTO DEVE SER ANEXADO À RESPECTIVA REQUISIÇÃO DE MATERIAL. 
2. O PROPONENTE DEVE PREENCHER A COLUNA “PROPOSTA”. 
 
 
Válvula de Retenção Especificação Proposta Notas 
01 TIPO 
02 CLASSE DE PRESSÃO 
03 EXTREMIDADES 
04 
05 
06 FACE 
07 
FLANGE 
ACABAMENTO 
08 
09 TIPO 
10 PARAFUSO 
11 
TAMPA 
JUNTA 
12 
13 
14 
15 
C
A
R
A
C
TE
R
ÍS
TI
C
A
S
 C
O
N
S
TR
U
TI
V
A
S
 
 
16 CORPO / TAMPA 
17 DISCO 
18 EIXO 
19 MOLA 
20 
INTERNOS 
VEDAÇÃO 
21 PARAFUSO 
22 PORCA 
23 
CORPO / TAMPA 
JUNTA 
24 
25 
26 
27 
28 
29 
30 
31 
M
A
TE
R
IA
IS
 
PLACA DE IDENTIFICAÇÃO 
32 
33 
34 
35 
A
C
E
S.
 
 
36 FLUIDO 
37 VAZÃO 
38 TEMPERATURA DE OPERAÇÃO 
39 PRESSÃO DE OPERAÇÃO 
40 DENSIDADE 
41 VISCOSIDADE 
42 
FL
U
ID
O
 
SÓLIDOS EM SUSPENSÃO 
43 DIMENSÕES 
44 CONSTRUÇÃO 
45 EXTREMIDADES 
46 TESTE 
47 N
O
R
M
A
S
 
 
48 REFERÊNCIA: 
49 
50 
51 
52 
G
E
R
A
L 
 
53 
54 
55 
56 
57 
N
O
TA
S
 
 
 
 
Folha 
/ 
 318 
10.13. Tabelas Técnicas. 
 
 
 
MATERIAIS 
CORPO BRONZE FUNDIDO ASTM B62 
GRELHA BRONZE FUNDIDO ASTM B62 
VÁLVULA DE PÉ COM CRIVO 
 
MATERIAL: BRONZE FUNDIDO 
 
 
 PARAFUSOS AÇO GALVANIZADO 
VEDAÇÃO BUNA-N 
 
 
FABRICANTES: 
 
 
 
 
NIAGARA 
MIPEL 
 
 
 
 
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm2 PSI 
ÁGUA E ÓLEO (AMBIENTE) 4,1 60 
 
 
 
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm2 PSI 
CORPO 
VEDAÇÃO 
 
 
ROSCA NPT MEIO DE LIGAÇÃO ROSCA BSP 
 
 
 
 
 
DN 1/2” 15 
3/4” 
20 
1” 
25 
1.1/4” 
32 
1.1/2” 
40 
2” 
50 
2.1/2” 
65 
3” 
80 
4” 
100 
5” 
125 
6” 
160 
A 82 82 94 120 120 128 152 182 238 335 365 
B 90 90 100 128 128 160 186 215 270 355 375 
kg 0,5 0,5 0,6 1,0 1,0 1,8 2,6 4,0 8,1 19,5 22,9 
 
 
 
 
 
APLICAÇÕES: 
1. ÁGUA, ÓLEO E OUTROS LÍQUIDOS. 
 
 
 
OBSERVAÇÃO: 
1. EXISTEM PEQUENAS DIFERENÇAS NAS DIMENSÕES PARA OS DIVERSOS FABRICANTES. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 319 
MATERIAIS 
CORPO BRONZE FUNDIDO ASTM B62 
GRELHA BRONZE FUNDIDO ASTM B62 
VÁLVULA DE PÉ COM CRIVO 
 
MATERIAL: FERRO FUNDIDO 
 
 
 PARAFUSOS AÇO GALVANIZADO 
VEDAÇÃO BUNA-N 
 
 
FABRICANTES: 
 
 
 
 
NIAGARA 
 
 
 
 
 
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm2 PSI 
ÁGUA, ÓLEO (AMBIENTE) 8,6 125 
 
 
 
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm2 PSI 
CORPO 
VEDAÇÃO 
 
 
FLANGE ANSI MEIO DE LIGAÇÃO FLANGE DIN 
 
 
 
 
 
 
DN 3” 80 
4” 
100 
5” 
125 
6” 
160 
8” 
200 
10” 
250 
12” 
300 
14” 
350 
 
A 165 203 216 267 356 457 508 508 
kg 7,0 11,0 14,0 20,0 49,0 95,0 149,0 196,0 
 
 
 
 
 
 
APLICAÇÕES: 
1. ÁGUA, ÓLEO E OUTROS LÍQUIDOS. 
 
 
 
OBSERVAÇÃO: 
1. EXISTEM PEQUENAS DIFERENÇAS NAS DIMENSÕES PARA OS DIVERSOS FABRICANTES. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 320 
MATERIAIS 
CORPO BRONZE FUNDIDO ASTM B62 
TAMPA BRONZE FUNDIDO ASTM B62 
VÁLVULA RETENÇÃO TIPO PORTINHOLA 
 
MATERIAL: BRONZE FUNDIDO 
CLASSE: 125# 
 
 DISCO BRONZE FUNDIDO ASTM B62 
BRAÇO BRONZE FUNDIDO ASTM B62 
VEDAÇÃO TEFLON OU NEOPRENE 
 
FABRICANTES: 
 
 
 
 
CIWAL 
NIAGARA 
MIPEL 
ACEPAM 
 
 
 
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm2 PSI 
ÁGUA, ÓLEO E GÁS (AMBIENTE) 14,1 200 
VAPOR 8,8 125 
 
 
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm2 PSI 
CORPO 21,1 300 
VEDAÇÃO 14,1 200 
 
 
ROSCA BSP MEIO DE LIGAÇÃO ROSCA NPT 
 
 
 
 
 
 
DN 1/2” 15 
3/4” 
20 
1” 
25 
1.1/4” 
32 
1.1/2” 
40 
2” 
50 
2.1/2” 
65 
3” 
80 
4” 
100 
 
A 66 70 82 96 108 128 160 170 220 
B 45 48 59 63 54 84 99 112 134 
kg 0,36 0,43 0,65 1,20 1,33 2,00 3,45 4,20 7,60 
 
 
 
 
 
APLICAÇÕES: 
1. ÁGUA, ÓLEO E OUTROS LÍQUIDOS. 
 
 
 
OBSERVAÇÃO: 
1. EXISTEM PEQUENAS DIFERENÇAS NAS DIMENSÕES PARA OS DIVERSOS FABRICANTES. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 321 
MATERIAIS 
CORPO AÇO FUNDIDO ASTM A216/WCB 
TAMPA AÇO FUNDIDO ASTM A216/WCB 
VÁLVULA RETENÇÃO TIPO PORTINHOLA 
 
MATERIAL: AÇO FUNDIDO 
CLASSE: 150# 
 
 DISCO AÇO FUNDIDO ASTM A216/WCB 
BRAÇO AÇO FUNDIDO ASTM A216/WCB 
ANEL SEDE AÇO LIGADO ASTM A217/CA15 
VEDAÇÃO TEFLON OU NEOPRENE 
FABRICANTES: 
 
 
 
 
CIWAL 
NIAGARA 
MIPEL 
ACEPAM 
 
 
 
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm2 PSI 
ÁGUA, ÓLEO E GÁS (AMBIENTE) 20,0 285 
VAPOR A 297 °C 10,5 150 
 
 
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm2 PSI 
CORPO 31,7 450 
VEDAÇÃO 221 315 
 
 
B16.5-150#FR MEIO DE LIGAÇÃO DIN 
 
 
 
 
 
 
 
DN 1.1/2” 40 
2” 
50 
2.1/2” 
65 
3” 
80 
4” 
100 
5” 
125 
6” 
160 
8” 
200 
10” 
250 
12” 
300 
14” 
350 
A 165 203 216 241 292 330 356 495 622 699 787 
B 104 120 137 146 176 191 210 256 344 405 483 
kg 11,0 13,0 18,0 24,0 39,0 58,0 67,0 120,0 221,0 301,0 446,0 
 
 
 
 
 
APLICAÇÕES: 
1. ÁGUA, ÓLEO E GÁS. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 322 
MATERIAIS 
CORPO Fo Fo ASTM A536 GR. 65T 
DISCO Fo Fo ASTM A536 GR. 65T 
VÁLVULA RETENÇÃO DUPLEX 
 
MATERIAL: AÇO FUNDIDO 
CLASSE: 150# 
 
 BRAÇO Fo Fo ASTM A536 GR. 65T 
SEDE (VEDAÇÃO) NEOPRENE 
 
 
FABRICANTES: 
 
 
 
 
CIWAL 
NIAGARA 
 
 
 
 
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm2 PSI 
ÁGUA, ÓLEO E GÁS (AMBIENTE) 20,0 285 
VAPOR A 297 °C 10,5 150 
 
 
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm2 PSI 
CORPO 31,7 450 
VEDAÇÃO 221 315 
 
 
B16.5-150#FR MEIO DE LIGAÇÃO WAFER DIN 
 
 
 
 
 
 
 
DN 2” 50 
2.1/2” 
65 
3” 
80 
4” 
100 
5” 
125 
6” 
160 
8” 
200 
10” 
250 
12” 
300 
14” 
350 
16” 
400 
D 102 121 133 171 - 219 276 337 406 448 511 
L 60 67 73 73 - 98 127 146 181 184 190 
kg 2,8 4,5 4,8 6,3 - 13,1 23,1 40,0 66,2 84,0 107,1 
 
 
 
 
PARAFUSO ESTOJO 
No 4 4 4 8 - 8 8 12 12 12 16 
 5/8” 5/8” 5/8” 5/8” - 3/4” 3/4” 7/8” 7/8” 1” 1” 
L 138 152 164 164 - 195 231 262 297 313 325 
 
APLICAÇÕES: 
1. ÁGUA, ÓLEO E GÁS. 
 
 
 
OBS.: PARAFUSOS, PORCAS E ARRUELAS NÃO ACOMPANHAM A VÁLVULA, DEVENDO SER REQUISITADOS. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 323 
10.14. Fabricantes 
 
 
MATERIAIS FABRICANTE (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) (9) 
Alfa Laval x x 
Asvotec x 
Brusantin x 
Ciwal x x x x x x 
CMC x x x x x 
Eicasa x x x 
Grofe x x 
Incoval x x x x 
Indumetal x x x x x x x 
IVC Vanasa x x x x x 
Macotec x x 
Mipel x 
Niagara x x x x x x 
Nova Americana x x x x x x x 
RTS x x x x x x x 
Scai x x x x x x 
Tecval x x x x x x 
Valcont x x x x 
Valvugás x x 
 
 
 
(1) AÇO FORJADO (6) FERRO FUNDIDO CINZENTO 
(2) AÇO FUNDIDO (7) FERRO NODULAR 
(3) AÇO INOXIDÁVEL (8) LATÃO 
(4) ALUMÍNIO (9) OUTROS 
(5)BRONZE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VÁLVULA REDUTORA 
DE PRESSÃO 
 
 
 
 325
11. VÁLVULA REDUTORA DE PRESSÃO 
 
 
11.1. Introdução. 
São válvulas destinadas a manter constante a pressão a jusante do ponto da 
instalação, uma pressão menor que a de montante, dentro de uma faixa de pressão 
pré-estabelecida. São conhecidas como válvulas reguladoras de pressão. 
 
 
11.2. Aplicação. 
São aplicadas sempre que se quer manter ou reduzir a pressão de uma tubulação e, 
desta maneira, manter controle sobre pressão, vazão, níveis de água, sistemas de 
bombeamento e outras aplicações em sistemas industriais e de condução e 
distribuição de água e também redes de abastecimento para sistemas de irrigação. 
 
 
 
11.3. Principais vantagens. 
A vantagem é a regulação da pressão do fluido para que se possa fazer a aplicação 
na pressão mais conveniente e podendo ser empregada em qualquer tipo de fluido e 
ser fabricada com diferentes matérias. 
 
 
11.4. Principais desvantagens. 
A maior desvantagem é o custo final pois uma válvula redutora de pressão sempre 
requer a instalação de uma estação redutora de pressão. Além disso requerem uma 
manutenção constante 
 
 326
 
11.5. Identificação das partes de uma válvula redutora de pressão. 
 
Válvula redutora de pressão e ação direta. 
 
 
Válvula de controle auto operada (tipo Bermad®). 
 
 
 
11.6. Sistema construtivo. 
 
Quanto ao meio de ligação 
 
Roscada. 
Para as válvulas de bronze ou de ferro fundido tanto para os modelos de ação direta 
como as do tipo de controle auto operada. 
 
Flangeada. 
Para as válvulas de bronze, ferro fundido ou aço fundido, tanto para os modelos de 
ação direta como para as de controle auto operadas. 
 327
11.7. Materiais construtivos. 
 
Bronze fundido – ASTM B62 
O bronze fundido é empregado na construção do corpo e da tampa das válvulas de 
pequenos e médios diâmetros para as válvulas de ação direta e para as válvulas 
redutoras auto-operadas. 
Os meios de ligação empregados nas válvulas de bronze são as roscas e o flange. 
As roscas são conforme as normas NBR 6414 (BSP) ou ASME/ANSI B1.20.1 (NPT). 
Os flanges poderão ter as dimensões conforme a norma ASME/ANSI B16.24 com 
faces planas. 
 
Ferro fundido. 
O ferro fundido cinzento ASTM A126/B é empregado na construção do corpo e 
tampa das válvulas de médios e grandes diâmetros e o meio de ligação utilizado é o 
flange com dimensões conforme ASME/ANSI B16.1, com faces planas. 
O ferro fundido dúctil NBR 7663 (ISO 2531) é empregado na construção do corpo e 
tampa das válvulas de médios e grandes diâmetros e o meio de ligação utilizado é o 
flange com dimensões conforme ASME/ANSI B16.1, com faces com ressalto. 
 
Latão laminado. 
O latão laminado é empregado para a construção do plug e do disco espaçador. 
 
Elastômeros. 
Neoprene reforçado com nylon é empregado na construção do diafragma. 
Buna-N é empregado na vedação da junção do corpo com a tampa e no anel de 
vedação do obturador. 
 
11.8. Acionamento das válvulas 
Todas essas válvulas são de acionamento automático. 
 
11.9. Instalação das válvulas. 
 
Válvulas de ação direta. 
 328 
Válvulas redutoras auto-operadas. 
 
instalação de uma válvula. 
 
 
Instalação de duas válvulas em série. 
 
 
 
11.10. Acessórios para as válvulas redutoras auto-operadas. 
 
Disco V-Port. 
 
Este acessório é eficaz na eliminação de problemas 
como cavitação e formação de ondas de choque. A 
maioria das válvulas encontradas no mercado não 
pode oferecer esta característica, uma vez que 
apresentam a haste duplamente guiada, com a guia 
inferior diretamente no caminho do escoamento. 
 
 
BAIXA VAZÃO MÉDIA VAZÃO ALTA VAZÃO 
 
 329 
Piloto redutor de pressão. 
O “piloto” desempenha todas as principais funções 
de um circuito de controle de duas vias. É uma 
válvula de ação direta ativada por um diafragma 
sensível à pressão que tende a equilibrar-se com 
uma mola de tensão pré-determinada. 
O piloto de pressão está normalmente aberto e tende 
a fechar com o aumento de pressão a jusante. O 
piloto sente a pressão diretamente, entretanto, um 
sensor remoto externo pode ser instalado como 
opcional. Uma válvula agulha interna atua como 
restritora de escoamento a montante e como 
reguladora da velocidade de fechamento 
 
 
Fecho mecânico. 
Este acessório, instalado no lugar do plug da tampa, permite fechamento 
manual a ajustes de vazão independente do circuito externo de controle. 
 
Indicador de Abertura. 
Instalado no lugar do plug da tampa, permite a visualização da abertura e 
possibilita a automação de sistemas (telemetria). Uma importante característica 
é a sua alta resistência a vazamentos devido ao sistema de guia que permite a 
haste do indicador girar independente da haste da válvula e ainda compensar 
desvios com auto-centralização. 
 
Filtro Especial. 
Geralmente utilizado para água bruta. 
 
 
11.11. Exemplos de especificações técnicas 
 
Fluido: Ar comprimido 
Instalação: aparente 
Pressão de serviço: 10,0 kg/cm2 
Pressão de saída: 4,0 kg/cm2 
Temperatura: 80º C (max.) 
 
Válvula redutora de pressão, de ação direta, 
corpo de bronze fundido, mola de aço 
carbono temperado, diafragma de neoprene 
reforçado com nylon, disco de bronze, 
vedação de borracha especial, extremidades 
roscadas conforme NBR 6414 (BSP). 
Ref. Niagara Fig. 152-B 
 
 
 
 
 330 
Fluido: Água potável 
Instalação: aparente 
Pressão de serviço: 9,0 a 12,0 kg/cm2 
Pressão de saída: 3,0 kg/cm2 
Temperatura: 30º C (max.) 
 
Válvula redutora de pressão auto-operada, 
classe 125#, corpo e tampa de ferro fundido 
nodular, diafragma de neoprene reforçado 
com nylon, vedação em Buna-N, 
extremidades flangeadas conforme a norma 
ASME/ANSI B16.1-125#FP. 
Ref. Bárbara-Bermad série 700 
 
 
 
Fluido: Água bruta 
Instalação: aparente 
Pressão de serviço: 8,0 a 11,0 kg/cm2 
Pressão de saída: 5,0 kg/cm2 
Temperatura: 30º C (max.) 
 
Válvula redutora de pressão auto-operada, 
classe 150#, corpo e tampa de ferro fundido 
nodular, diafragma de neoprene reforçado 
com nylon, vedação em Buna-N, equipada 
com piloto redutor de pressão, piloto para 
alívio de pressão, fecho mecânico, indicador 
de abertura e filtro especial, extremidades 
flangeadas conforme a norma ISO 2531 
Classe PN 10. 
Ref. Bárbara-Bermad série 700 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 331 
11.12. Exemplo de Folha de Dados. 
 
FOLHA DE DADOS 
FD-010 VÁLVULA REDUTORA DE AÇÃO DIRETA VRP-01 
 
1. ESTE DOCUMENTO DEVE SER ANEXADO À RESPECTIVA REQUISIÇÃO DE MATERIAL. 
2. O PROPONENTE DEVE PREENCHER A COLUNA “PROPOSTA”. 
 
VÁLVULA REDUTORA DE PRESSÃO ESPECIFICAÇÃO PROPOSTA NOTAS 
01 CORPO / TAMPA 
02 PRESSÃO DE ENTRADA 
03 EXTREMIDADES 
04 FACE 
05 
FLANGE 
ACABAMENTO 
06 
07 
08 
09 
10 
11 
12 
13 
14 
15 C
A
R
A
C
TE
R
ÍS
T.
 C
O
N
S
TR
U
TI
VA
S
 
 
16 CORPO/TAMPA 
17 PARAFUSO DE AJUSTE 
18 CONTRA-PORCA 
19 MOLA 
20 DIAFRAGMA 
21 DISCO 
22 VEDAÇÃO DO DISCO 
23 GARFO 
24 
25 
26 
27 
28 
29 
30 
M
A
TE
R
IA
IS
 
PLACA DE IDENTIFICAÇÃO 
31 
32 
33 
34 A
C
E
S.
 
 
35 FLUIDO 
36 VAZÃO 
37 TEMPERATURA DE OPERAÇÃO 
38 PRESSÃO DE OPERAÇÃO 
39 DENSIDADE 
40 VISCOSIDADE 
41 
FL
U
ID
O
 
SÓLIDOS EM SUSPENSÃO 
42 CONSTRUÇÃO 
43 MEDIDA FACE A FACE 
44 EXTREMIDADES 
45 TESTE DO CORPO 
46 TESTE DO DIAFRAGMA 
47 
N
O
R
M
A
S
 
 
48 REFERÊNCIAS 
49 
50 
51 
52 G
E
R
A
L 
 
53 
54 
55 
56 
57 N
O
TA
S
 
 
 FOLHA/ 
 
 332 
FOLHA DE DADOS 
FD-011 VÁLVULA REDUTORA AUTO-OPERADA VRP-02 
 
1. ESTE DOCUMENTO DEVE SER ANEXADO À RESPECTIVA REQUISIÇÃO DE MATERIAL. 
 2. O PROPONENTE DEVE PREENCHER A COLUNA “PROPOSTA”. 
 
VÁLVULA REDUTORA DE PRESSÃO ESPECIFICAÇÃO PROPOSTA NOTAS 
01 CORPO / TAMPA 
02 CLASSE DE PRESSÃO 
03 EXTREMIDADES 
04 FACE 
05 
FLANGE 
ACABAMENTO 
06 ENTRADA 
07 PRESSÃO SAÍDA 
08 DISCO V-PORT 
09 PILOTO REDUTOR DE PRESSÃO 
10 PILOTO PARA ALÍVIO DE PRESSÃO 
11 FECHO MECÂNICO 
12 INDICADOR DE ABERTURA 
13 FILTRO 
14 CHAVE DE FIM DE CURSO 
15 C
A
R
A
C
TE
R
ÍS
T.
 C
O
N
S
TR
U
TI
VA
S
 
 
16 CORPO/TAMPA 
17 PLUG DA TAMPA 
18 ANEL O’RING DO PLUG 
19 PARAFUSO DA TAMPA 
20 DIAFRAGMA 
21 DISCO ESPAÇADOR 
22 DISCO DO DIAFRAGMA 
23 HASTE 
24 BUCHA 
25 DISCO 
26 VEDAÇÃO 
27 
28 
29 
30 
M
A
TE
R
IA
IS
 
PLACA DE IDENTIFICAÇÃO 
31 
32 
33 
34 A
C
E
S.
 
 
35 FLUIDO 
36 VAZÃO 
37 TEMPERATURA DE OPERAÇÃO 
38 PRESSÃO DE OPERAÇÃO 
39 DENSIDADE 
40 VISCOSIDADE 
41 
FL
U
ID
O
 
SÓLIDOS EM SUSPENSÃO 
42 CONSTRUÇÃO 
43 MEDIDA FACE A FACE 
44 EXTREMIDADES 
45 TESTE DO CORPO 
46 TESTE DO DIAFRAGMA 
47 
N
O
R
M
A
S
 
 
48 REFERÊNCIAS 
49 
50 
51 
52 G
E
R
A
L 
 
53 
54 
55 
56 
57 N
O
TA
S
 
 
 FOLHA / 
 
 
 
 333 
11.13. Tabelas técnicas. 
 
MATERIAIS 
CORPO FERRO FUND. ASTM A126/B 
TAMPA FERRO FUND. ASTM A126/B 
VÁLVULA REDUTORA DE PRESSÃO 
MATERIAL: FERRO FUNDIDO 
CLASSE: 125 LIBRAS 
 
MOLA AÇO CARB. TEMPERADO 
DIAFRAGMA NEOPRENE COM NYLON 
VEDAÇÃO BORRACHA 
 
FABRICANTES: 
 
 
 
 
NIAGARA 
 
 
 
 
 
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm2 PSI 
ENTRADA 10,5 150 
DE 0,35 5 SAÍDA REGULÁVEL A 6,3 90 
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm2 PSI 
 
 
 
 
MEIO DE LIGAÇÃO ROSCADA 
 
 
 
 
 
 
 
DN 1/2” 15 
3/4” 
20 
1” 
25 
1.1/4” 
32 
1.1/2” 
40 
2” 
50 
2.1/2” 
65 
3” 
80 
4” 
100 
5” 
125 
6” 
150 
8” 
200 
L 90 120 144 162 176 200 192 230 - - - - 
D 110 138 168 190 208 230 240 292 - - - - 
H1 50 72 80 93 100 120 130 160 - - - - 
H2 130 188 225 242 270 320 390 440 - - - - 
Kg 1,9 4,2 7,1 9,6 11,6 17,5 23,0 36,0 - - - - 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APLICAÇÕES: 
1. PRODUTOS COM SÓLIDOS EM GERAL. 
2. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS OU COM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO. 
 
OBSERVAÇÃO: 
1. EXISTEM PEQUENAS DIFERENÇAS NAS DIMENSÕES PARA OS DIVERSOS FABRICANTES. 
 
 
 
 
 
 
 
 334 
MATERIAIS 
CORPO FERRO FUNDIDO DÚCTIL 
TAMPA FERRO FUNDIDO DÚCTIL 
VÁLVULA REDUTORA DE PRESSÃO 
MATERIAL: FERRO FUNDIDO 
CLASSE: PN10 
 
MOLA AÇO CARB. TEMPERADO 
DIAFRAGMA NEOPRENE COM NYLON 
VEDAÇÃO BORRACHA 
 
FABRICANTES: 
 
 
 
 
NIAGARA 
 
 
 
 
 
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm2 PSI 
ENTRADA 10,5 150 
DE SAÍDA REGULÁVEL A 
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm2 PSI 
 
 
 
 
MEIO DE LIGAÇÃO FLANGEADA 
 
 
 
 
 
 
 
DN 2” 50 
2.1/2” 
65 
3” 
80 
4” 
100 
6” 
150 
8” 
200 
10” 
250 
12” 
300 
14” 
350 
16” 
400 
18” 
450 
20” 
500 
A 78 89 100 112 140 170 203 240 263 300 330 357 
L 205 205 250 320 415 500 605 725 733 990 1000 1100 
H 235 249 305 380 500 580 720 820 843 1095 1123 1150 
W 155 178 163 200 320 390 480 550 550 700 740 740 
Kg 10,6 13,0 22,0 37,0 75,0 125,0 217,0 370,0 381,0 846,0 945,0 962,0 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APLICAÇÕES: 
1. PRODUTOS COM SÓLIDOS EM GERAL. 
2. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS OU COM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO. 
 
OBSERVAÇÃO: 
1. EXISTEM PEQUENAS DIFERENÇAS NAS DIMENSÕES PARA OS DIVERSOS FABRICANTES. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 335 
11.14. Fabricantes de Válvulas Redutoras de Pressão 
 
MATERIAIS FABRICANTE (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) (9) 
ASCA x x x 
EICASA x x x x 
GROFE x 
HITER x x x 
INCOVAL x x 
IVC VANASA x x x x 
SPIRAX SARCO x x x 
VALTEK x x 
 
 
 
 
 
 
(1) AÇO FORJADO (6) FERRO FUNDIDO CINZENTO 
(2) AÇO FUNDIDO (7) FERRO NODULAR 
(3) AÇO INOXIDÁVEL (8) LATÃO 
(4) ALUMÍNIO (9) OUTROS 
(5) BRONZE 
 
 
 
11.15. Fabricantes de Válvulas de Controle Auto-operadas 
 
MATERIAIS FABRICANTE (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) (9) 
BERMAD x 
VALLOY x 
 
 
 
 
 
 
(1) AÇO FORJADO (6) FERRO FUNDIDO CINZENTO 
(2) AÇO FUNDIDO (7) FERRO NODULAR 
(3) AÇO INOXIDÁVEL (8) LATÃO 
(4) ALUMÍNIO (9) OUTROS 
(5) BRONZE 
 
 
VÁLVULAS DE 
SEGURANÇA e ALÍVIO 
 
 
 
 
 337 
12. VÁLVULA DE SEGURANÇA E ALÍVIO 
 
12.1. Introdução 
São válvulas que têm por finalidade a proteção pessoal e a proteção de linhas 
e equipamentos. É uma válvula de auto-operação, usando a energia do próprio 
fluido para a sua operação, abertura ou fechamento. 
 
Válvula de Segurança. 
Dispositivo automático de alívio de pressão, atuada pela pressão estática na 
entrada do obturador e caracterizada pela abertura instantânea e isso ocorre 
quando o fluido é um vapor ou gás. 
 
Válvula de Alívio. 
Dispositivo automático de alívio de pressão, atuada pela pressão estática na 
entrada do obturador e caracterizada pela abertura lenta à medida que a 
pressão aumenta acima da pressão de ajuste, o que ocorre com o trabalho 
com líquidos. 
 
Válvula de Segurança e Alívio. 
É denominada válvula de segurança e alívio aquela que trabalha com líquidos 
e gases. 
 
12.2. Aplicação. 
São usadas na proteção de tubulações e equipamentos contra sobre-pressão 
e, conseqüentemente na proteção das vidas humanas. 
 
12.3. Identificação das partes de uma válvula de Segurança e Alívio 
 
 
 338 
12.4. Instalação. 
 
Devem ser instaladas diretamente ligadas aos pontos a serem 
protegidos e entre a tubulação e a entrada válvula de segurança 
/ alívio não pode nada que possa impedir o fluxo, não pode 
haver uma válvula de bloqueio para manutenção e nem mesmo 
uma figura oito. A passagem deve estar completamente livre 
entre a tubulação a ser protegida e a válvula de segurança / 
alívio. O tubo de saída da válvula, o alívio, deverá descarregar 
em uma área segura e completamente livre. 
Para ar comprimido, vapor e gases inertes o ponto de descarga 
pode ser a atmosfera, em um ponto acima do local mais alto da 
edificação, seguro para a presença de pessoas. 
Para líquidos esse ponto poderá ser o próprio tanque que 
contém o fluido ou ainda um tanque destinado especialmente 
para esse fim. 
 
 
12.5. Sistema construtivo. 
As válvulas de segurança e alívio geralmente têm a forma angular e o bocal de 
entrada é, em geral, um pouco menor que o bocal de saída, normalmente um 
diâmetro abaixo. 
Quanto ao meio de ligação. 
 
Rosca BSP ou NPT. 
Normalmente empregadas em válvulas de pequenos diâmetros. 
 
Solda do tipo encaixe (soquete) 
Normalmente empregadas em válvulas de pequenos diâmetros onde se deseja 
estanqueidade absoluta nas ligações. 
 
Extremidades flangeadas 
Fabricadas em qualquer diâmetro e empregadas onde se deseja a facilidade de 
montagem e desmontagem. 
 
Quanto ao meio de ligação entre corpo e castelo. 
Roscada. 
Sistema empregado em válvulas de pequenos diâmetros em baixas pressões e 
temperatura ambiente. 
 
Flangeadoou aparafusado:. 
Empregado em válvulas dos mais variados diâmetros para todas as classes de 
pressão para serviços de maior responsabilidade. 
 
Quanto ao tipo do castelo. 
A tampa ou castelo poderá ser aberto expondo a parte interna, mola e haste, 
ou ainda fechado. 
 
Castelo com alavanca. 
O castelo poderá ser provido de uma alavanca para teste. 
 339 
12.6. Exemplos de especificações técnicas 
 
Fluido: Água 
Instalação: aparente 
Pressão de serviço: 12,0 kg/cm2 
Pressão de abertura: 13,0 kg/cm2 
Temperatura: 35º C (max.) 
Local da instalação: Tubulação 
Vazão: 5,0 l/s 
 
Válvula de alívio, classe 150#, tipo angular, 
castelo fechado, sem alavanca, corpo e 
castelo em aço fundido, castelo roscado ao 
corpo, mola em inox, extremidades com rosca 
fêmea conforme ASME/ANSI B1.20.1 (NPT) 
Ref. W. Burger mod. WB-2700 
 
Fluido: Vapor saturado 
Instalação: aparente 
Pressão de serviço: 16,0 kg/cm2 
Pressão de abertura: 17,0 kg/cm2 
Temperatura: 206º C (max.) 
Local da instalação: Caldeira 
Vazão: 2000 kg/h 
 
Válvula de segurança, classe 300#, tipo 
angular, castelo aberto, com alavanca, corpo 
e castelo em aço fundido, castelo 
aparafusado ao corpo, mola em inox, 
extremidades com flanges conforme 
ASME/ANSI B16.5-300#FR 
Ref. W. Burger mod. WB-2500-V1 
 
 
 
Fluido: Ar comprimido 
Instalação: aparente 
Pressão de serviço: 16,0 kg/cm2 
Pressão de abertura: 17,0 kg/cm2 
Temperatura: 40º C (max.) 
Local da instalação: Tanque pulmão 
Vazão: 60,0 Nm3/mim 
 
Válvula de segurança, classe 150#, tipo 
angular, castelo aberto, com alavanca, corpo 
e castelo em aço fundido, castelo 
aparafusado ao corpo, mola em inox, 
extremidades com flanges conforme 
ASME/ANSI B16.5-150#FR 
Ref. W. Burger mod. WB-2500-V1 
 
 
 340 
12.7. Exemplo de Folha de Dados 
 
FOLHA DE DADOS 
FD-012 VÁLVULA SEGURANÇA / ALÍVIO VSA-01 
 
1. ESTE DOCUMENTO DEVE SER ANEXADO À RESPECTIVA REQUISIÇÃO DE MATERIAL. 
2. O PROPONENTE DEVE PREENCHER A COLUNA “PROPOSTA”. 
 
VÁLVULA SEGURANÇA / ALÍVIO ESPECIFICAÇÃO PROPOSTA NOTAS 
01 CORPO / TAMPA 
02 CLASSE DE PRESSÃO 
03 EXTREMIDADES 
04 FACE 
05 
FLANGE 
ACABAMENTO 
06 TIPO / MODELO 
07 TIPO DE CASTELO 
08 
09 ALAVANCA 
10 
11 
12 
13 
14 
15 C
A
R
A
C
TE
R
ÍS
T.
 C
O
N
S
TR
U
TI
VA
S
 
 
16 CORPO 
17 CASTELO 
18 MOLA 
19 DISCO 
20 VEDAÇÃO 
21 HASTE 
22 PARAFUSO 
23 PORCA 
24 
25 
26 
27 
28 
29 
30 
M
A
TE
R
IA
IS
 
PLACA DE IDENTIFICAÇÃO 
31 FLUIDO 
32 VAZÃO 
33 PRESSÃO DE OPERAÇÃO 
34 PRESSÃO DE ABERTURA 
35 TEMPERATURA DE OPERAÇÃO 
36 DENSIDADE 
37 VISCOSIDADE 
38 
39 
40 
41 
FL
U
ID
O
 
SÓLIDOS EM SUSPENSÃO 
42 CONSTRUÇÃO 
43 MEDIDA FACE A FACE 
44 EXTREMIDADES 
45 TESTE DO CORPO 
46 
47 
N
O
R
M
A
S
 
 
48 REFERÊNCIAS 
49 
50 
51 
52 G
E
R
A
L 
 
53 
54 
55 
56 
57 N
O
TA
S
 
 
 FOLHA / 
 
 341 
12.8. Tabelas técnicas. 
 
MATERIAIS 
CORPO AÇO ASTM A234/WCB 
TAMPA AÇO ASTM A234/WCB 
VÁLVULA DE SEGURANÇA E ALIVIO 
MATERIAL: AÇO CARBONO 
CLASSE: 150 LIBRAS 
 
DISCO AÇO INOX 
SUPORTE DO DISCO AÇO INOX 
MOLA AÇO CARBONO 
PRISIONEIROS AÇO LIGADO 
FABRICANTES: 
 
 
 
 
W. BURGER 
CORNERSOL 
 
 
 
 
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm2 PSI 
ÁGUA E GÁS 
 
 
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm2 PSI 
 
 
 
 
MEIO DE LIGAÇÃO FLANGEADA ANSI B16.5 
 
 
 
DIMENSÕES API 526 
TESTES API 527 
 
DN 
1” 
x 
2” 
1.1/2” 
x 
2” 
1.1/2” 
x 
2.1/2” 
2” 
x 
3” 
2.1/2” 
x 
4” 
3” 
x 
4” 
4” 
x 
6” 
6” 
x 
8” 
 
L 114 132 132 152 171 178 210 241 
H 502 543 543 625 650 765 892 1038 
H1 98 138 138 138 170 189 241 264 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APLICAÇÕES: 
1. PRODUTOS COM SÓLIDOS EM GERAL. 
2. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS OU COM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 342 
MATERIAIS 
CORPO AÇO ASTM A234/WCB 
TAMPA AÇO ASTM A234/WCB 
VÁLVULA DE SEGURANÇA E ALIVIO 
MATERIAL: AÇO CARBONO 
CLASSE: 150 LIBRAS 
 
 
 DISCO AÇO INOX 
SUPORTE DO DISCO AÇO INOX 
MOLA AÇO CARBONO 
PRISIONEIROS AÇO LIGADO 
FABRICANTES: 
 
 
 
 
W. BURGER 
CORNERSOL 
 
 
 
 
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm2 PSI 
ÁGUA E GÁS 
 
 
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm2 PSI 
 
 
 
 
MEIO DE LIGAÇÃO FLANGEADA ANSI B16.5 
 
 
 
DIMENSÕES API 526 
TESTES API 527 
 
DN 
1/2” 
x 
1/2” 
1/2” 
x 
3/4” 
1/2” 
x 
1” 
3/4” 
x 
3/4” 
3/4” 
x 
1” 
1” 
x 
1” 
1” 
x 
1.1/2” 
 
L 43 43 43 51 51 51 51 
H 175 175 175 183 183 183 183 
H1 51 51 51 71 71 71 79 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APLICAÇÕES: 
1. PRODUTOS COM SÓLIDOS EM GERAL. 
2. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS OU COM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 343 
12.9. Fabricantes 
 
MATERIAIS FABRICANTE (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) (9) 
AERRE x x x x x 
ASCA x x x 
CORNERSOL x x 
CROSBY x x x 
DOX x x x 
EICASA x x 
GROFE x 
MIPEL x 
SPIRAX SARCO x x 
W. BURGER x x x x x x 
 
 
 
 
(1) AÇO FORJADO (6) FERRO FUNDIDO CINZENTO 
(2) AÇO FUNDIDO (7) FERRO NODULAR 
(3) AÇO INOXIDÁVEL (8) LATÃO 
(4) ALUMÍNIO (9) OUTROS 
(5) BRONZE 
 
 
ACESSÓRIOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 345
13. ACESSÓRIOS 
 
13.1. Introdução 
Acessórios são peças destinadas a dar qualidade ao fluxo e segurança à tubulação. 
 
13.2. Aplicação: 
São empregados com as mais diversas finalidades nas instalações hidráulicas e 
industriais, tais como, filtragem, retirada do condensado em tubulações de gazes, 
entrada e saída de ar das tubulações de líquidos, medição de temperatura e pressão 
e totalização de vazão e outros. 
 
13.3. Filtros. 
Acessório destinado a garantir a qualidade do fluido quanto à quantidade e diâmetro 
máximo dos sólidos em suspensão e podem ser classificados em filtros permanentes 
e temporários. 
Basicamente existem dois tipos de filtros permanentes o tipo “Y” e os de cesto e 
também dois modelos de filtros temporários, os cônicos e os planos. 
 
Filtros permanentes tipo Y. 
 
Instalação. 
Devem ser instalados em linhas horizontais com o filtro voltado para baixo ou 
inclinados, no máximo, a 45°. Também podem ser instalados em linhas verticais com 
o fluxo descendente. 
 
Fluido: água 
Instalação: aparente 
Pressão de serviço: 3,0 kgf/cm2 
Temperatura: ambiente 
 
Filtro tipo Y, classe 150#, corpo de bronze 
fundido ASTM A62, elemento filtrante em 
malha de inox para retenção de sólidos de 
0,15mm (Mash 100), bujão para limpeza, 
extremidades roscadas conforme 
ASME/ANSI B1.20.1 (NPT). 
Ref. Ciwal fig. 49 e Sfay série 25 
 
 
Fluido: água 
Instalação: aparente 
Pressão de serviço: 10,0 kgf/cm2 
Temperatura: 90 °C 
 
Filtro tipo Y, classe 125#, corpo de ferro 
fundido ASTM A126/B, elemento filtrante 
em chapa de inox para retenção de 
sólidos de 1/32” (Mash 20), bujão para 
limpeza, extremidades roscadas conforme 
ASME/ANSI B1.20.1 (NPT). 
Ref. Niagara fig. 977 e Sfay série 52 
 
 346
Filtros permanentes tipo Cesto. 
 
Instalação. 
Devem ser instalados em linhas horizontais com o filtrovoltado para baixo. Os filtros 
tipo cesto devem substituir os filtros do tipo y sempre que se fizer necessário uma 
limpeza freqüente do elemento filtrante. 
 
Fluido: óleo diesel 
Instalação: aparente 
Pressão de serviço: 2,0 kgf/cm2 
Temperatura: 30 °C 
 
Filtro tipo cesto simplex, classe 150#, corpo e tampa de 
aço fundido ASTM A216/WCB, elemento filtrante em 
chapa de inox para retenção de sólidos de 1/64” (Mash 
40), bujão para drenagem, extremidades flangeadas 
conforme ASME/ANSI B16.5-150#FR. 
Ref. Niagara fig. 995 e Sfay série 45 
 
Fluido: água bruta 
Instalação: aparente 
Pressão de serviço: 1,0 kgf/cm2 
Temperatura: 30 °C 
 
Filtro tipo cesto duplex, classe 125#, corpo e tampa de 
ferro fundido ASTM A126/B, elemento filtrante em chapa 
de inox para retenção de sólidos de 1/16” (Mash 10), 
bujão para drenagem, válvula de desvio do tipo macho 
em ferro fundido, extremidades flangeadas conforme 
ASME/ANSI B16.1-125#FP. 
Ref. Sfay série 22 
 
 
Filtros temporários. 
 
Instalação. 
São instalados para proteger equipamentos e posteriormente serem removidos, 
geralmente após a pré-partida ou após manutenções. São fabricados em chapa de 
aço carbono ou inox e instalados entre flanges, tipo wafer. 
 
 
TIPO PLANO TIPO CÔNICO TIPO CESTO 
 
 347
Tabela dos elementos filtrantes. 
 
TABELA DOS ELEMENTOS FILTRANTES 
Mash 325 250 200 150 100 80 60 40 20 16 10 8 7 
mm 0,043 0,061 0,073 0,104 0,152 0,178 0,229 0,397 0,794 1,191 1,588 1,984 3,175 
Pol. - - - - - - - 1/64 1/32 3/64 1/16 5/64 1/8 
Micron 43 61 73 104 152 178 229 397 794 1191 1588 1984 3175 
Tipo MALHA DE AÇO INOX CHAPA PERFURADA 
 
 
13.4. Visores de fluxo. 
 
Instalação. 
Podem ser instalados em linhas horizontais ou verticais e têm por finalidade a 
confirmação visual da presença de fluxo em uma determinada linha. 
Existem modelos para líquidos e para gases com palheta ou roda aletada, tipo 
ventoinha, para indicar a presença de fluxo. 
 
 
Visor de fluxo para líquidos, classe 150#, modelo reto, 
corpo em bronze fundido ASTM B62, visor em vidro 
temperado transparente, extremidades roscadas 
conforme ASME/ANSI B1.20.1 (NPT). 
Ref. Niagara fig. 139 
 
 
Visor de fluxo para líquidos, classe 150#, modelo reto, 
corpo em aço carbono fundido ASTM A216 / WCB, visor 
em vidro temperado transparente de ambos os lados, 
extremidades flangeadas conforme 
ASME/ANSI B16.5-150#FR. 
Ref. Niagara fig. 137-R 
 
 
 
13.5. Ventosas. 
 
Instalação. 
Devem ser instalados nos pontos altos das linhas com a finalidade de expelir o ar 
deslocado pelo líquido durante o enchimento da tubulação, expelir automaticamente 
o ar acumulado durante a operação e admitir ar durante o processo de 
esvaziamento da tubulação, bem como manter a pressão de esvaziamento dentro 
dos limites previstos em projeto, evitando o colapso e protegendo a tubulação. 
Existem dois modelos de ventosa, o primeiro denominado de “ventosa simples”, que 
tem como função expelir continuamente o ar acumulado durante a operação da 
linha. O segundo denominado de “ventosa de tríplice função” que tem como funções: 
expelir continuamente o ar acumulado durante a operação, expelir o ar deslocado 
durante o enchimento da linha e admitir ar durante o esvaziamento da linha. 
Na instalação se requer uma válvula de bloqueio entre a ventosa e a linha, para 
manutenção. 
 
 
 348
Ventosa de simples, PN 10, corpo e tampa 
em ferro fundido, flutuador em EPDM, tampa 
aparafusada no corpo, parafusos em aço 
carbono galvanizado, niple de descarga em 
latão, extremidade com flange conforme ISO 
2531 / PN 10. 
Ref. Saint Gobain mod. VSF10 
 
 
 
Ventosa de tríplice função, PN 10, corpo e 
tampa em ferro fundido, flutuador maior em 
alumínio e flutuador menor em EPDM, 
tampas aparafusadas no corpo, parafusos 
em aço carbono galvanizado, niple de 
descarga em latão, extremidade com flange 
conforme ISO 2531 / PN 10. 
Ref. Saint Gobain mod. VTF10 
 
 
 
 
13.6. Separadores de umidade. 
Devem ser instalados nas linhas horizontais contendo gazes onde se deseja 
remover a umidade contida em forma de gotículas em suspensão. 
A construção do separador se baseia na passagem do fluido gasoso por uma 
chicana onde as gotículas de liquido, por sua inércia, deverão ficar retidas e 
formando gotas maiores que serão encaminhadas para um ponto de drenagem ou 
purga. 
 
Separador de umidade horizontal, classe 
125#, corpo em ferro fundido cinzento 
ASTM A126/B, extremidades flangeadas 
conforme ASME/ANSI B16.1-125#FP. 
Ref. Sarco mod. SPH 
 
 
Separador de umidade vertical, classe 
125#, corpo em ferro fundido cinzento 
ASTM A126/B, extremidades roscadas 
conforme ASME/ANSI B1.20.1 (NPT). 
Ref. Sarco mod. SPV 
 
 
 
 349
13.7. Purgadores. 
São acessórios destinados a eliminar automaticamente o fluido condensado em 
linhas de gases e vapores. Para se ter idéia da quantidade de condensado, por 
exemplo, um compressor de 3,0 Nm3/min nas condições ambientais de 25 °C e 75% 
de umidade relativa a 7,0 kgf/cm2, produzirá 60 litros de condensado por dia. No 
mercado encontramos vários tipos de purgadores mas os mais comuns são o 
purgador de bóia, o de balde invertido, os termodinâmicos e os eletrônicos. 
 
Instalação. 
Em oposição às ventosas devem ser instalados preferencialmente nos pontos baixos 
das linhas, no final dos trechos horizontais onde se tem uma elevação da tubulação, 
no final das linhas e nos longos trechos horizontais. De um modo geral, em linhas de 
ar comprimido, deve-se instalar um purgador a cada 40,0m de tubulação. 
 
Purgadores de bóia. 
 
Recomendados para os sistemas de 
vapor , de ar comprimido e outros gases 
onde não se tem a presença de óleo 
dissolvido no condensado. 
Existem vários modelos de purgadores 
de bóia. 
Ref. Sarco PARA VAPOR PARA AR COMPRIMIDO 
 
 
Purgadores de Balde invertido. 
 
 
Recomendados para os sistemas de 
vapor , de ar comprimido e outros gases 
onde se tem a presença de óleo 
dissolvido no condensado. 
Existem dois modelos de purgadores de 
balde invertido, um normal e outro de alta 
capacidade. 
Ref. Sarco 
NORMAL ALTA CAPACIDADE 
 
 
Purgadores termodinâmicos. 
 
Recomendados para os sistemas de 
vapor saturado, têm um funcionamento 
muito simples, compacto e robusto sem 
necessidade de manutenção constante. 
Ref. Sarco modelo TD 52, TDS 52 
TD 52 TDS 52 (COM FILTRO) 
 350
Purgador eletrônico. 
Recomendados para os sistemas de ar comprimido, para 
condensado com ou sem a presença de óleo, têm a instalação 
e o funcionamento muito simples, sem necessidade de 
manutenção constante. Funciona por meio de uma válvula 
solenóide de ação direta, conjugado a dois temporizadores, o 
primeiro controla a abertura, que pode ser ajustado para a 
duração de 0,5 a 10s, e o segundo controla a freqüência das 
aberturas, que pode ser ajustada de 30s a 45min. 
Ref. Sarco modelo EDT 1 
 
 
13.8. Manômetros. 
São acessórios destinados a medir a pressão em tubulações e equipamentos e o 
sistema sensor pode ser do tipo bourdon para serviços gerais ou do tipo fole para 
serviços de baixas pressões em aplicações de alta precisão. 
Podem ser de montagem local ou em painéis e existem várias escalas padronizadas. 
Os manômetros podem apresentar diversos diâmetros de mostradores. 
 
Manômetro para uso industrial com elemento elástico do tipo 
bourdon em aço inox AISI 316, para montagem local, caixa de 
alumínio polido, mostrador de 114mm com escala 0-10 
kgf/cm2, conexão inferior de 1/2” NPT. 
Ref. Willy Ashcroft mod. BBIN 
 
 
 
Acessórios para manômetros. 
 
Selo de diafragma. 
Isola o sensor de pressão dos eventuais efeitos causados por 
corrosão, partículas sólidas, cristalização, alta viscosidade, 
congelamento entre outros. 
 
 
Amortecedor de pulsação. 
Para linha de pressão pulsantepois estabiliza o ponteiro do 
manômetro e evita o desgaste do mecanismo interno. 
Existem modelos com esfera interna e outros com disco 
interno. 
 
 
Tubo sifão. 
Promove a queda da temperatura do fluido em aplicações de 
medição de vapor e demais com alta temperatura. 
Os dois modelos existentes no mercado são o tubo trombeta e 
o tubo sifão. 
 
 351
Extensão capilar. 
Usado para instalação remota do 
manômetro ou instalação em painéis ou 
ainda para o distanciamento entre o selo 
diafragma e o acoplamento do 
manômetro. 
Tubo capilar, diâmetro do orifício de 
1,8mm, em inox com conectores em inox 
com rosca 1/4” ou 1/2” com rosca NPT 
ou BSP. O comprimento do tubo capilar 
pode variar de 1,5m a 30,0m. 
Ref. Willy 
 
 
Válvula de esfera. 
Válvulas de esfera, tipo monobloco, de latão forjado, com três 
vias. 
Essas válvulas de esfera, próprias para manômetros, quando 
fechadas, dão escape à pressão retida no manômetro. 
Ref. Worcester 
 
 
 
13.9. Termômetros. 
São acessórios destinados a medir a temperatura em tubulações e equipamentos e 
o sistema sensor pode ser do tipo “par bi-metálico”, os mais usuais, ou atuado a gás. 
Podem ser de montagem local ou em painéis e existem várias escalas padronizadas. 
Os termômetros podem apresentar diversos diâmetros de mostradores. 
 
 
Termômetro, do tipo par bi-metálico, caixa de aço 
carbono estampado, acabamento em epóxi preto, 
diâmetro de 100mm, escala de 0-100 °C, mostrador de 
alumínio com fundo branco e marcação em preto, para 
montagem local, saída lateral, comprimento da haste de 
64mm, com conexão de Æ1/2” NPT. 
Ref. Willy 
 
 
 
Termômetro atuado a gás, caixa de aço carbono 
estampado, acabamento em epóxi preto, diâmetro de 
114mm, escala de 0-200 °C, mostrador de alumínio com 
fundo branco e marcação em preto, para montagem 
remota, em painel, saída lateral, comprimento da haste 
de 64mm, capiar com comprimento de 3,0m, com 
conexão de Æ1/2” NPT. 
Ref. Willy 
 352
 
Acessórios para termômetros. 
 
Poço para termômetro. 
O poço para termômetro tem por objetivo a proteção do termômetro, evitando a 
deformação da haste causada pelo fluxo na tubulação, preserva a haste contra a 
corrosão e erosão causada pela ação química e física do fluido. Possibilita a 
manutenção do termômetro com a linha em operação. 
 
Poço para termômetro, usinado em aço inox, 
rosca externa de 3/4” NPT e rosca interna de 
1/2” NPT para instalação de termômetro do 
tipo par bi-metálico com haste de 100mm e 
diâmetro de 1/4”, em tubulação sem isolante 
térmico. 
Ref. Willy 
 
 
Poço para termômetro, usinado em aço inox, 
rosca externa de 3/4” NPT e rosca interna de 
1/2” NPT para instalação de termômetro do 
tipo par bi-metálico com haste de 230mm e 
diâmetro de 1/4”, em tubulação com isolante 
térmico de espessura de 75mm. 
Ref. Willy 
 
 
 353 
14. GLOSSÁRIO 
 
 
lto-Forno (Blast Furnace) Forno onde elementos sólidos como minério de ferro, coque 
e fundentes são combinados em alta pressão com um sopro de ar quente, reduzindo 
continuamente o minério de ferro em ferro líquido. 
 
Anodo (Anode) Eletrodo no qual ocorrem reações de oxidação. No anodo há uma tendência 
em aumentar o número de íons do metal em solução, a massa do anodo também tende a 
diminuir (corrosão). 
 
Anodo de sacrifício Recobrimento ou peça soldada que vai corroendo, protegendo o aço dos 
agentes corrosivos atmosféricos. 
 
Austêmpera Tratamento isotérmico composto de aquecimento até a temperatura de 
austenitização, permanência nesta temperatura até completa equalização, resfriamento rápido 
até a faixa de formação da bainita, permanência nesta temperatura até completa 
transformação. Utiliza-se para peças que necessitam de alta tenacidade (efeito-mola). 
 
Austenita (Austenite) Fase do aço cúbica de face centrada (CFC), com boa resistência 
mecânica, apreciável tenacidade, não magnética, com solubilidade máxima de carbono de 2%. 
 
Austenitização Transformação da estrutura da matriz existente em estrutura austenítica 
através de aquecimento. Pode ser parcial (aquecimento dentro da faixa de transformação) ou 
completa (aquecimento acima da faixa de transformação). 
 
 
oretação Tratamento termoquímico em que se promove enriquecimento superficial com 
boro. Utiliza-se para peças que necessitam de alta resistência à abrasão. 
 
Brasagem (Brazing) Junção de duas partes metálicas pela fusão de um outro metal com ponto 
de fusão mais baixo, esta técnica é chamada de solda forte. 
 
 
ementação (Cementing; Cementation; Carburizing; Casehardening) Tratamento 
termoquímico em que se promove enriquecimento superficial com carbono, por 
difusão.Utiliza-se para peças que necessitem de alta dureza superficial, alta resistência 
à fadiga de contato e submetidas a cargas superficiais elevadas. 
 
Cementita (Fe3C) (Cementite; Carbide Carbon; Cementite Carbide; Iron Carbide) 
Carboneto de Ferro (Fe3C). Fase muito dura e quebradiça, de estrutura ortorrômbica. 
 
Cianetação Carbonitretação realizada em meio líquido. 
 
Cisalhamento Modo de deformação em que a tensão aplicada é paralela à superfície sobre a 
qual se aplica. 
 
Coalescimento Tratamento térmico de recozimento com a finalidade de se obterem os 
carbonetos sob forma esferoidal. Usualmente é caracterizado por permanência em temperatura 
ligeiramente superior ou inferior ao ponto A1 ou oscilação em torno de A1 e resfriamento lento. 
Também denominado esferoidização. Utiliza-se para produtos que necessitem de dureza 
baixíssima para poderem ser deformadas plasticamente. 
 
Conformabilidade Propriedade do material que se deforma com facilidade, podendo tomar 
diversas formas segundo as cargas submetidas. 
 
Coque (Coke) Carvão tratado ao forno para a evacuação dos elementos voláteis. Basicamente 
carbono puro, é um dos elementos da combustão do alto-forno. 
 
 
A 
B 
C 
 354 
eformação (Deformation; Distortion) Alteração do comprimento por unidade de 
comprimento inicial. 
 
Deformação a frio (Cold Forming; Cold Straining) Deformação abaixo da temperatura de 
recristalização. 
 
Deformação a quente Deformação acima da temperatura de recristalização. 
 
Deformação Elástica (Elastic Strain; Elastic Deformation) Regime de deformação onde não 
ocorre mudança dimensional permanente, isto é, com o fim do carregamento, o material volta 
ao estado inicial. 
 
Deformação Plástica (Plastic Deformation; Cold-work) Regime de deformação onde ocorre 
mudança dimensional permanente, ocorre depois que estão excedidos os limites de 
deformação elástica. 
 
Descarbonetação (Decarburization) Redução do teor de carbono em toda a extensão ou 
parte do material. Utiliza-se para produtos que necessitem de baixa permeabilidade magnética. 
Pode ser superficial ou total. 
 
Diagrama de Equilíbrio (Phase Diagram) Apresentação gráfica das relações das fases com a 
composição e os fatores ambientes. Também conhecido como "Diagrama de Fases". 
 
Dureza (Hardness) Resistência à penetração, ou risco, que um material apresenta. Existem 
diferentes escalas, para diferentes ensaios de dureza (Rockwell, Brinell, Vickers, Meyer, Shore 
A, Shore D, etc.). 
 
Dutilidade (Ductility) Propriedade do material de sofrer deformação permanente sem romper. 
 
 
lasticidade Tensão máxima que ainda provoca deformação elástica. 
 
 
 
Endurecimento por Envelhecimento (Age Hardening) Processo de Envelhecimento que 
aumenta a dureza e a resistência e costuma baixar a dutilidade. Este processo usualmente 
acompanha a solubilização, o trabalho a frio ou o resfriamento rápido. Também conhecido 
como endurecimento por precipitação. 
 
Escória Rejeito da redução de minério de ferro, trata-se basicamente de óxidos e outras 
impurezas. 
 
Extrusão Operação de conformação provocada pela passagem do material empurrado através 
de uma matriz.adiga Tendência à ruptura sob carga inferior ao limite de resistência à tração, quando o 
material é sujeito a ciclos repetidos de tensões. 
 
 
Ferrita Fase do ferro com estrutura cúbica de corpo centrado (CCC), com boa ductilidade. 
 
Ferro Gusa Produto do alto-forno que será posteriormente refinado na aciaria ou que pode ser 
vendido tal qual. 
 
Fluência Fenômeno pelo qual os metais e ligas tendem a sofrer deformações plásticas, 
quando submetidos por longos períodos a tensões constantes, porém inferiores ao limite de 
resistência normal do material. Normalmente ocorre a altas temperaturas. 
 
D 
E 
F 
 355 
Forjamento (Forging) Processo de fabricação descrito por deformação mecânica de um metal 
aquecido através de martelamento ou prensagem. 
 
Fundente Agente limpador de ferro, reagente que carrega a escória para o topo, permitindo 
purificar o ferro. 
 
Fundição (Casting) Processo de vazamento de um material na fase líquida em um molde. 
 
 
alvanização Recobrimento de aço com uma fina camada de zinco para aumentar a 
resistência à corrosão. 
 
 
Grafita Forma mais comum do carbono, tem estrutura lamelar. 
 
Grãos (Grain) Cristal individual de mesma orientação de rede cristalina num agregado 
policristalino. 
 
 
mpureza Qualquer substância metálica ou não, estranha à composição específica dos 
metais e ligas, que aparece geralmente como consequência do processo de fabricação. 
 
 
aminação Processo de deformação plástica dos metais no qual o material passa entre 
rolos, com altas tensões compressivas devido à ação de prensagem dos rolos, e com 
tensões cisalhantes superficiais resultante da fricção entre os rolos e o metal. 
 
Laminação a Frio Etapa final do processo de laminação que tem por objetivo o acabamento do 
metal, no qual o mesmo, inicialmente recebido da laminação a quente como chapa grossa, tem 
sua espessura reduzida para valores bem menores, normalmente à temperatura ambiente. 
 
Laminação a Quente Etapa inicial do processo de laminação no qual o material é aquecido a 
uma temperatura elevada (no caso de aços inicia entre 1100 e 1300 ºC e termina entre 700 e 
900 ºC, porém no caso de não-ferrosos estas temperaturas normalmente são bem mais baixas) 
para que seja realizado o chamado desbaste dos lingotes ou placas fundidas. 
 
Laminado a Frio Produto resultante da laminação à temperatura ambiente, sob a forma de 
chapas finas, fitas e folhas finas, de esmerado acabamento superficial, com propriedades 
mecânicas melhoradas e rigoroso controle dimensional. A diferença entre chapa e folha é dada 
pela espessura do produto, pois de um modo geral o termo chapa fina aplica-se a produtos 
com espessura superior a 1/4 de polegada (6,35 mm aproximadamente), sendo as folhas e 
fitas os produtos com espessura inferior a este limite. A diferença entre folha e tira é dada pela 
largura do produto: quando inferior a 24 polegadas (609,6 mm) denomina-se tira e acima desse 
valor define-se como folha. 
 
Laminado a quente Produto resultante do processo de laminação em alta temperatura do 
lingote ou placa fundida e que resulta na produção de chapa grossa, vergalhão, barra, tubo ou 
perfil, que são os chamados laminados a quente, destinados à laminação a frio, etapa seguinte 
do processo de fabricação. 
 
Latão Liga de cobre e zinco. 
 
Liga Metálica Material contendo dois ou mais elementos metálicos. 
 
Limite de Escoamento Resistência máxima a deformação elástica. 
 
Limite de Fadiga Tensão máxima cíclica que pode ser aplicada num material de modo que ele 
resista sem romper a um número infinito de ciclos. 
 
Limite de Resistência Tensão máxima suportada sem rompimento da peça ou corpo de prova. 
G 
I 
L 
 356 
 
Lingote Produto bruto resultante da solidificação do metal líqüido em molde metálico, 
geralmente destinado a posterior conformação plástica. 
 
Lixiviação Processo de extração de metal de um minério com o uso de solventes. 
 
 
aleabilidade Propriedade que permite a conformação de uma liga metálica por 
deformação. 
 
 
Maleabilização Tratamento térmico aplicado ao ferro branco, em que o elemento carbono 
passa a grafita, na forma arredondada, ou é eliminado. Ambos os fenômenos podem ocorrer 
simultaneamente. O elemento carbono também pode estar presente em fase ou fases oriundas 
da transformação da austenita (como por exemplo a perlita). 
 
Martêmpera Tratamento térmico isotérmico composto de austenitização seguida de 
resfriamento brusco até temperatura ligeiramente acima da faixa de formação de martensita, 
visando a equalizar a temperatura do material e ao resfriamento adequado até a temperatura 
ambiente. Utiliza-se para peças propensas a sofrerem empenamentos e que necessitam das 
mesmas propriedades alcançáveis pelo têmpera seguida de revenimento. 
 
Martensita Fase metaestável que corresponde a uma solução sólida supersaturada de 
carbono em ferro. É uma fase extremamente dura. 
 
Meios de Resfriamento Os meios de resfriamento usados no tratamento térmico do aço são o 
ambiente do forno, ar e meios líquidos. 
 
Minério Mineral comercialmente explorável no estado puro ou como fonte de outro elemento. 
 
Módulo de Elasticidade (Young Modulus; Modulus of Elasticity) No regime elástico, 
coeficiente de proporcionalidade entre a tensão e a deformação percentual. 
 
Módulo de Rigidez No regime elástico, coeficiente de proporcionalidade entre a tensão 
cisalhante e a deformação angular. 
 
 
itretação Tratamento termoquímico em que se promove enriquecimento superficial com 
nitrogênio. Utiliza-se para peças que necessitam de alta resistência á fadiga de contato, 
alta resistência ao atrito adesivo e submetidas a cargas superficiais baixas. 
 
 
assivação Aderência de uma camada de óxidos na superfície do material, protegendo-o 
da corrosão. 
 
 
Perlita Microestrutura eutetóide da liga ferro-carbono constituída de ferrita e cementita, com 
teor global de carbono de 0,8%. 
 
Perlitização Tratamento térmico de transformação de austenita em perlita. Termo largamente 
usado em tratamento de ferro fundidos. Utiliza-se para peças de ferro fundido que necessitem 
de maior dureza do que a obtida após a fundição. 
 
Pitting chamamos de pitting ou corrosão alveolar a formação de pequenas cavidades no aço 
inox que podem chegar a perfurar a peça. 
 
Plasticidade Capacidade de um material de se deformar inelasticamente isto é definitivamente. 
Existem dois tipos de deformação a elástica e a plástica. Na deformação elástica, o material 
retorna as suas dimensões de origem após o fim do carregamento, na deformação plástica o 
material assume novas dimensões. 
M 
N 
P 
 357 
 
Polimento sanitário É o padrão de acabamento com rugosidade inferior a 1,0 micra que se 
aplica aos aços inox para uso em serviços chamados sanitários. 
 
Propriedades mecânicas Propriedades de um material que revelam as reações elásticas e 
inelásticas à aplicação de forças, tensões e deformações. 
 
 
ecobrimento Processo de deposição e cobertura de um material com outro que confira 
as propriedades superficiais requeridas, como, por exemplo, resistência à corrosão. 
 
 
Recozimento Termo genérico que indica um tratamento térmico composto de aquecimento 
controlado até uma determinada temperatura, permanência nessa temperatura durante um 
certo intervalo de tempo e resfriamento regulado. O recozimento altera microestrura e 
propriedades do material. 
 
Recristalização Nucleação e crescimento de novos grãos, geralmente equiaxiais e isentos de 
tensão, a partir de uma matriz deformada plasticamente. Utiliza-se para peças deformadas 
plasticamente a frio, com a finalidade de reduzirem ao seus limites de escoamento e de 
resistência. 
 
Resiliência Capacidade do material absorver e devolver energia sem deformação permanente. 
 
Revenido Ou Revenimento. Tratamento térmico que elimina a maiorparte dos inconvenientes 
provocados pela têmpera. Remove tensões internas, corrige dureza excessiva e fragilidade, 
aumentando a dutilidade e tenacidade do material. 
 
Revenimento Tratamento térmico de uma peça temperada ou normalizada, caracterizado por 
reaquecimento abaixo da zona crítica e resfriamento adequado, visando a ajustar as 
propriedades mecânicas.Utiliza-se para peças recém-temperadas, com a finalidade de 
reduzirem-se as tensões produzidas durante a têmpera. 
 
Rigidez Propriedade de resitir à deformação elástica. 
 
 
ensitização: chamamos de sensitização dos aços inox, à formação de carbonetos 
complexos de cromo, resultante da combinação do cromo com o carbono livre. 
Este fenômeno ocorre em altas temperaturas, entre 400°C e 850°C, sendo máximo por 
volta de 650°C. O aço sensitizado fica vulnerável à corrosão inter-granular. 
 
 
arugo Produto semi-acabado longilíneo de seção geométrica simples para posterior 
processamento. 
 
 
Têmpera Tratamento térmico que consiste no resfriamento rápido do material, de uma 
temperatura superior à sua temperatura crítica em meio de resfriamento específico. 
 
Tenacidade Capacidade de um material tem para absorver energia, no campo plástico. 
 
Tensões Residuais (Residual stress) Tensões provenientes de deformação térmicas ou 
mecânicas não uniforme, presentes em um corpo livre de esforços externos ou gradientes 
térmicos. 
 
Torneamento Processo de usinagem de metais no qual a peça é rotacionada em um torno, à 
medida em que é submetida à ação de uma ferramenta cortante. 
 
R 
S 
T 
 358 
Tratamento térmico Operação ou conjunto de operações realizadas no estado sólido que 
compreendem aquecimento, permanência em determinadas temperaturas e resfriamento, 
realizados com a finalidade de conferir ao material determinadas características. 
 
Tratamento termoquímico Conjunto de operações realizadas no estado sólido que 
compreendem modificações na composição química da superfície da peça, em condições de 
temperatura e meio adequados. 
 
Trefilação Conformação a frio de material passando por uma matriz com redução de área da 
seção. 
 
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