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Anotação de Semiótica

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Semiótica
Revela as formas como o indivíduo dá significado a tudo que o cerca. Ela é, portanto, a ciência que estuda os signos e todas as linguagens e acontecimentos culturais como se fossem fenômenos produtores de significado, neste sentido define a semiose.
Segundo Santaella há três matrizes da linguagem e do pensamento:
Linguagem verbal - oral
Linguagem visual - escrita
Linguagem sonora
A Semiótica de Peirce é considerada um saber abstrato e formal, generalizado. Segundo este autor, as pessoas exprimem o contexto à sua volta através de uma tríade, qual seja, Primeiridade, Segundidade e Terceiridade, alicerces de sua teoria.
Primeiridade – percepção
Secondidade – relação, associação
Terceiridade – síntese (sentido produzido na mente)
Peirce preferiu, porém, por critérios científicos, usar os termos acima citados, Primeiridade, Segundidade e Terceiridade. A primeira qualidade percebida pela consciência é uma sensação não visível, tênue. É tudo que imprime graça e um colorido delicado ao nosso consciente, aquilo que é presente, imediato, o entendimento superficial de algo. O segundo atributo é a percepção dos eventos exteriores, da matéria, da realidade concreta, na qual estamos constantemente em interação. É a compreensão mais profunda dos significados.
A terceiridade refere-se ao estrato inteligível da experiência, aos significados dos signos, à esfera da representação e da simbolização. Neste âmbito se realiza a elaboração intelectual, a junção dos dois primeiros aspectos à sua vivência, ou seja, ela confere à estruturação dos dois primeiros elementos em uma oração o contexto pessoal necessário.
Peirce também identifica três tipos de signos: 
O ícone – A relação entre o representamen e o objeto é igual. Elo afetivo entre o signo e o objeto em si, como a pintura, a fotografia, etc.
O índice – A relação se dá por alguma causa/efeito. A representação de um legado cultural ou de uma vivência pessoal obtida ao longo da vida, o que leva imediatamente à compreensão de um sinal, o qual se associa a esta experiência ou conhecimento ancestral – exemplo: onde há fumaça (indício causal), há fogo (conclusão a partir do sinal visualizado).
O símbolo – Nos remete a convecção. Associação arbitrária entre o signo e o objeto representado, ex: marcas de empresas, bandeiras de países, estados, etc.
Outro autor importante, Ferdinad de Saussure, é conhecido como pai da Semiose. Para ele, a mera realidade sígnica justifica a existência de um ramo do conhecimento que estude os signos na sua relação com o contexto social. Diferentemente de Peirce, ele não confunde o universo da simbolização e o da vida real. Segundo Saussure, os signos, inerentes ao mundo da representação, são constituídos por um significante, sua parte material, e pelo significado, sua esfera conceitual, mental. Já o referente – que Peirce chama de objeto – está inserido na esfera da realidade.
O signo é formado de significante (cadeia de sons) e significado (o conceito, sentido literal), ex:
Cidade - significado(s.o) – Cidade é uma área densamente povoada onde se agrupam zonas residenciais, comerciais e industriais. 
- significante(s.e) – junção das letras c/i/d/a/d/e