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RESPONSABILIDADE CIVIL 2

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como sejam os estragos 
ocasionados para evitar o sinistro, minorar o dano, ou salvar a coisa. Qualquer cláusula que vá contra ao 
previsto na norma será tida como nula. 
 
Atenção: Súmula n. 402 do STJ. “O contrato de seguro por danos pessoais compreende os danos morais, 
salvo cláusula expressa de exclusão.” 
 
O contrato coligado está presente no art. 780 do CC e é assim denominado pois se estabelece pela soma do 
contrato de seguro mais o de transporte. 
 
Os parâmetros para a indenização securitária estão expostos através no artigo 781 da legislação civilista 
Destacamos o princípio do justo ressarcimento, pois tal contrato não tem como fim enriquecer o segurado. 
Ainda é possível a cumulação de seguros ou o chamado seguro duplo disciplinado no art. 782 do CC. E ainda, 
de acordo com o art. 783 do CC pode ser realizado o seguro parcial. Nessa hipótese, evidencia-se o dispositivo 
que aborda a chamada cláusula de rateio, quando a cobertura contratada é inferior ao valor da coisa e dos 
danos. 
 
Fica excluído do dever de indenizar a ocorrência do vício ou defeito intrínseco, de acordo com o disposto no 
art. 784, segundo o qual não se inclui na garantia o sinistro provocado por vício intrínseco da coisa segurada 
(o defeito próprio da coisa, que se não encontra normalmente em outras da mesma espécie), não declarado 
pelo segurado. 
 
 
 
 
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O contrato de seguro não é personalíssimo e, portanto, admite-se a transferência do contrato a terceiro com a 
alienação ou cessão do interesse segurado. 
 
A sub-rogação legal está disposta no art. 786, estabelecendo que paga a indenização, o segurador sub-roga-
se, nos limites do valor respectivo, nos direitos e ações que competirem ao segurado contra o autor do dano. 
Salvo dolo, a sub-rogação não tem lugar se o dano foi causado pelo cônjuge do segurado, seus descendentes 
ou ascendentes, consanguíneos ou afins. Sendo ineficaz qualquer ato do segurado que diminua ou extinga, 
em prejuízo do segurador, os direitos a que se refere este artigo. 
 
Atenção: A regra descrita não se aplica ao seguro de pessoas (art. 800, CC) 
 
Sobre a hipótese de o segurado causar danos a terceiros remetemos à leitura das regras presentes no art. 787 
da lei civil. 
 
Atenção: Sobre o tema, observe: Sumula 529, do STJ: “No seguro de responsabilidade civil facultativo, não 
cabe o ajuizamento de ação pelo terceiro prejudicado direta e exclusivamente em face da seguradora do 
apontado causador do dano.” 
 
Sumula n. 537, STJ: “Em ação de reparação de danos, a seguradora denunciada, se aceitar a denunciação ou 
contestar o pedido do autor, pode ser condenada, direta e solidariamente junto com o segurado, ao pagamento 
da indenização devida a vítima, nos limites contratados na apólice.” 
 
Ainda veja a VI Jornada de Direito Civil: 
 
Enunciado n. 544. “O seguro de responsabilidade civil facultativo garante dois interesses, o do segurado contra 
os efeitos patrimoniais da imputação de responsabilidade e o da vítima à indenização, ambos destinatários da 
garantia, com pretensão própria e independente contra a seguradora.” 
 
Enunciado n. 546. “O § 2º do art. 787 do Código Civil deve ser interpretado em consonância com o art. 422 do 
mesmo diploma legal, não obstando o direito à indenização e ao reembolso. Artigos 787, § 
2º, e 422.” 
 
Na modalidade dos chamados seguros de responsabilidade legalmente obrigatórios, a indenização por sinistro 
será paga pelo segurador diretamente ao terceiro prejudicado. O segurador que for demandado em ação direta 
pela vítima do dano, não poderá opor a exceção de contrato não cumprido pelo segurado, sem promover a 
citação deste para integrar o contraditório. 
 
12.5. Seguro de pessoa (arts. 789 a 802, CC) 
 
Nesse seguro, o capital segurado poderá ser livremente pactuado entre as partes, não obedecendo ao princípio 
indenitário. Assim, a indenização pode não corresponder ao valor do prejuízo. 
 
No seguro sobre a vida de outros, o proponente é obrigado a declarar o seu interesse pela preservação da vida 
do segurado, sob pena de falsidade. Até prova em contrário, presume-se o interesse, quando o segurado é 
cônjuge, ascendente ou descendente do proponente, de acordo com a redação do art. 
790 do CC. 
 
Atenção: A norma omitiu a figura do companheiro. 
 
Trata-se de prerrogativa do segurado a possibilidade de substituir-se a qualquer tempo e ainda sem justificação. 
 
Não sendo indicada a pessoa ou beneficiário, ou por qualquer motivo não prevalecer aquela que fora objeto de 
indicação, o capital segurado será pago desta forma: metade ao cônjuge não separado judicialmente, e o 
restante aos herdeiros do segurado, obedecida a ordem da vocação hereditária. Caso inexistam tais pessoas, 
serão beneficiários aqueles que provarem que a morte do segurado os privou dos meios necessários à 
subsistência, de acordo com o art. 792 do CC. 
 
É válida a instituição do companheiro como beneficiário, se ao tempo do contrato o segurado era separado 
judicialmente, ou já se encontrava separado de fato 
 
 
 
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Atenção: A lei civil utiliza o termo separação judicial, observe que há o entendimento que com a EC n. 66/2010 
esta figura foi retirada do nosso ordenamento. 
 
O capital do seguro de vida pertence ao beneficiário não estando sujeito às dívidas do segurado, nem é 
considerado como herança. 
 
O art. 795 da lei civil, dispõe que é nula, no seguro de pessoa, qualquer transação para pagamento reduzido 
do capital segurado. Trata-se da aplicação do princípio da boa-fé nos contratos. 
 
O prêmio, no seguro de vida, será conveniado por prazo limitado, ou por toda a vida do segurado. Em qualquer 
hipótese, quando for individual, o segurador não terá ação para cobrar o prêmio vencido, cuja falta de 
pagamento, nos prazos previstos, acarretará consoante se estipular, a resolução do contrato, com a restituição 
da reserva já formada, ou a redução do capital garantido proporcionalmente ao prêmio pago, de acordo o art. 
796, CC. 
 
Ocorrendo a morte, é lícito estipular-se um prazo de carência, durante o qual o segurador não responde pelo 
sinistro, ficando este obrigado a devolver ao beneficiário o montante da reserva técnica já formada (art. 797). 
Não há fixação legal de um prazo, devendo este ser pautado pelo princípio da razoabilidade. 
 
O beneficiário não tem direito ao capital estipulado quando o segurado se suicida nos primeiros dois anos de 
vigência inicial do contrato, ou da sua recondução depois de suspenso, observado o disposto no parágrafo 
único do artigo 797. Será nula a cláusula contratual que exclui o pagamento do capital por suicídio do segurado. 
(art. 798, CC) 
 
Atenção: Sobre o tema, veja: 
 
Súmula n. 61 do STJ. “O seguro de vida cobre o suicídio não premeditado”. 
 
Súmula n. 105 do STF. “Salvo se tiver havido premeditação, o suicídio do segurado no período contratual de 
carência não exime o segurador do pagamento do seguro”. 
 
O segurador não pode eximir-se ao pagamento do seguro, ainda que da apólice conste a restrição, se a morte 
ou a incapacidade do segurado provier da utilização de meio de transporte mais arriscado, da prestação de 
serviço militar, da prática de esporte, ou de atos de humanidade em auxílio de outrem (art. 799, CC). 
 
Atenção: A referência aos atos de humanidade em auxílio de outrem significa aqueles que são praticados em 
estado de necessidade. 
 
Nos seguros de pessoas, segurador fica proibido de sub-rogar-se nos direitos e ações do segurado, ou do 
beneficiário, contra o causador do sinistro. Assim, no seguro de pessoas não há direito de regresso. 
 
O seguro de pessoas pode ser estipulado por pessoa natural ou jurídica em proveito de grupo que a ela, de 
qualquer modo, se vincule. O estipulante não representa

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