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DEPRECIAÇÃO

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Depreciação
 A Depreciação ou Desvalorização é o custo ou a despesa da obsolescência dos ativos imobilizados, como por exemplo máquinas, veículos, móveis, imóveis ou instalações.
 Ao longo do tempo, com a obsolescência natural ou desgaste com uso na produção, os ativos vão perdendo valor. Essa perda de valor é apropriada pela contabilidade periodicamente até que esse ativo tenha valor reduzido a zero.
 A depreciação do ativo imobilizado diretamente empregado na produção será alocada como custo. Por sua vez, os ativos que não forem usados diretamente na produção terão suas depreciações contabilizadas como despesa.
	DESCRIÇÃO
	TAXA DE DEPRECIAÇÃO (AO ANO)
	TERRENOS
	0,00%
	EDIFÍCIOS E BENFEITORIAS
	4,00%
	MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS
	10,00%
	FERRAMENTAS E DISPOSITIVOS
	10,00%
	VEÍCULOS
	20,00%
	MÓVEIS E UTENSÍLIOS
	10,00%
	INSTALAÇÕES
	10,00%
	EQUIPAMENTOS DE PROCESSAMENTO DE DADOS
	20,00%
	APARELHOS E INSTRUMENTOS
	10,00%
	MARCAS E PATENTES
	0,00%
	EQUIPAMENTOS DE COMUNICAÇÃO
	20,00%
	CAIXA, FORMAS, MOLDES E VASILHAMES
	20,00%
	MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS USADOS
	20,00%
	DIREITO DE USO DE SOFTWARE
	0,00%
	VEÍCULOS USADOS
	40,00%
A DEPRECIAÇÃO PODE PRODUZIR BENEFÍCIOS FISCAIS IMPORTANTES
Mauricio Alvarez da Silva
 O reconhecimento da depreciação dos bens operacionais das empresas é um importante componente na formação do resultado das empresas e, para as empresas optantes pelo Lucro Real, de suma importância na determinação de impostos e contribuições.
 Os bens operacionais (imobilizados) têm um prazo determinado de vida útil finito e em decorrência do seu uso, ou mesmo obsolescência, se desgastam. Essa diminuição de utilidade e de valor deve ser reconhecida através da denominada depreciação.
 Este é um conceito contábil elementar e por isso muitas vezes entra no “piloto automático” quando então passam despercebidas algumas oportunidades de melhor utilização tributária.
 Considerando-se que o valor da depreciação afeta negativamente o resultado do exercício, pois se classifica como uma despesa, conclui-se que em uma empresa lucrativa, sob uma ótica tributária, deseja-se que sejam maiores os débitos dedutíveis de depreciação, pois haverá imediata redução do Imposto de Renda e da Contribuição Social.
 Por outro lado em uma empresa com baixa lucratividade possivelmente é interessante que as despesas de depreciação sejam apropriadas em um lapso maior de tempo, postergando-se o reconhecimento de tais encargos.
 Nesse contexto, um aspecto importante trata das taxas de depreciação fixadas pela Receita Federal do Brasil (IN SRF 162/1998 e IN SRF 130/1999) e a possibilidade destas serem alteradas para mais ou para menos.
 O Regulamento do Imposto de Renda possibilita ao contribuinte adotar taxas de depreciação que melhor representem a vida útil econômica dos bens de produção, desde que determinadas com base em estudos e laudos técnicos especializados. Remanescendo dúvidas, o contribuinte pode ainda pedir perícia do Instituto Nacional de Tecnologia, ou de outra entidade oficial de pesquisa científica ou tecnológica, prevalecendo os prazos de vida útil recomendados por essas instituições (Lei 4.506/1964, art. 57, § 4º).
 Assim, por exemplo, se a vida útil de determinado equipamento está fixada pela RFB em 10 (dez) anos e a administração da empresa discorda deste prazo, entendo que este deveria ser de 7 (sete) anos, deve providenciar o mencionado laudo técnico para amparar o seu procedimento.
 Também comumente passa despercebida a possibilidade da depreciação acelerada contábil de máquinas e equipamentos. Isto ocorre muito com indústrias que, por vezes, acrescem turnos extraordinários para atender sua produção, abrangendo apenas um período do ano, por exemplo, de outubro a dezembro. Não obstante, a legislação permite realizar a depreciação acelerada nesse período, pois há um desgaste antecipado dos citados bens de produção.
 Em relação aos bens móveis, poderão ser adotados, em função do número de horas diárias de operação, os seguintes coeficientes de depreciação acelerada (Lei 3.470/1958, art. 69):
I – um turno de oito horas................................1,0;
II – dois turnos de oito horas............................1,5;
III – três turnos de oito horas............................2,0.
 Portanto, a utilização da aceleração da depreciação contábil, quando há mais de um turno diário de operação, poderá permitir uma contabilização maior de encargos dedutíveis na apuração do resultado tributável.
Exemplo:
Máquina com custo de aquisição de R$ 100.000,00
Período de atividade: 2 turnos de 8 horas
Taxa anual de depreciação: 10%
Cálculo:
	Custo de aquisição R$
	100.000,00
	Taxa de depreciação anual (1 turno)
	10%
	Quota anual de depreciação R$
	10.000,00
	Coeficiente de aceleração
	1,5
	Depreciação contábil acelerada anual R$
	15.000,00
 Pequenos cuidados contábeis muitas vezes representam significativas vantagens tributárias, sem a necessidade de planejamentos e procedimentos complexos.
 Considerando o assunto abordado neste artigo, recomendamos aos empresários e contadores que reflitam sobre como está sendo tratada a depreciação em sua empresa.
*Mauricio Alvarez da Silva é Contabilista e foi atuante na área de auditoria independente por mais de 15 anos, com enfoque em controles internos, contabilidade e tributos. Atualmente, é consultor empresarial em Curitiba - PR. 
Método Linear
 O método linear consiste na aplicação de taxas constantes durante o tempo de vida útil estimado para o bem e é o mais frequentemente utilizado.
Fórmula
 
Exemplo
 
1) (KUHNEN, 2001) Calcular o valor da depreciação de uma máquina de R$ 400.000,00, sabendo que a vida útil é de 5 anos, e o valor residual de R$ 50.000,00.
Solução:
Método da Soma dos Algarismos dos Anos 
 O método de cálculo da depreciação pela soma dos dígitos dos anos é também conhecido por Método da Soma dos Algarismos dos Anos, ou simplesmente pela sua siga, em inglês, SOYD.
 Este método consiste em encontrar uma cota que varia de acordo ao sentido a ser aplicada, crescente ou decrescente. O sentido decrescente permite maior uniformidade nos custos globais (IUDICIBUS et al., 2010, p. 252), sendo o mais utilizado, já que o decréscimo na cota de depreciação compensa os encargos de manutenção e reparos dos bens, que são menores quando estes são novos e tendem a aumentar com o decorrer do tempo.
 Podem-se obter os valores das cotas anuais e a partir destas obter as cotas duo decimais, já que a depreciação deve ser aplicada, geralmente, mês a mês, ou simplesmente obter os valores em períodos mensais, este cálculo é facilitado ao utilizar a calculadora financeira HP12C.
 O cálculo das cotas deve ser feito pela multiplicação do valor a ser depreciado, por uma fração onde o numerador é o número referente ao índice do período a ser calculado dentro de sua série e o denominador é o valor resultante da soma de todos os números a partir do número 1 até a quantidade de períodos de vida útil do bem, por exemplo, para um bem a ser depreciado pelo período de 5 anos:
1 + 2 + 3 + 4 + 5 = 15
 No caso de aplicar o método no sentido decrescente, por este período, a um bem cujo custo seja de $10.000,00 têm-se as cotas anuais:
	Período
	Cálculo
	Cota Anual
	Saldo a Depreciar
	1
	5 / 15 x $ 10.000,00
	$ 3.333,33
	$ 6.666,67
	2
	4 / 15 x $ 10.000,00
	$ 2.666,67
	$ 4.000,00
	3
	3 / 15 x $ 10.000,00
	$ 2.000,00
	$ 2.000,00
	4
	2 / 15 x $ 10.000,00
	$ 1.333,33
	$ 666,67
	5
	1 / 15 x $ 10.000,00
	$ 666,67
	$ 0,00
	SOMA
	$ 10.000,00
	
Método das Horas de Trabalho 
 Este método consiste em estimar o número de horas de trabalho durante o tempo de vida útil previsto para o bem.
 A cota de depreciação será obtida dividindo-se o número de horas trabalhadas no período,
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