A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
54 pág.
RITMO E DANÇA - Unidade II - LIVRO TEXTO - Educação Física UNIP

Pré-visualização | Página 1 de 12

37
Re
vi
sã
o:
 N
om
e 
do
 re
vi
so
r -
 D
ia
gr
am
aç
ão
: N
om
e 
do
 d
ia
gr
am
ad
or
 -
 d
at
a
RITMO E DANÇA
Unidade II
5 A DANÇA
O objetivo desta unidade é destacar a linguagem da dança como expressão corporal e cultural e suas 
relações com a Educação Física.
A dança? Não é movimento,
súbito gesto musical.
É concentração, num momento,
da humana graça natural.
No solo não, no éter pairamos,
nele amaríamos ficar.
A dança – não vento nos ramos:
seiva, força, perene estar.
Um estar entre céu e chão,
novo domínio conquistado,
onde busque nossa paixão
libertar-se por todo lado…
Onde a alma possa descrever
suas mais divinas parábolas
sem fugir à forma do ser,
por sobre o mistério das fábulas (ANDRADE, 1964, p. 366).
5.1 Definindo conceitos
A dança é uma forma de manifestação artística que está diretamente ligada ao contexto social, 
político e religioso do meio em que está inserida.
Dalcroze dizia que a dança é a arte de expressar emoções com o auxílio dos movimentos rítmicos 
(ARTAXO NETO; MONTEIRO, 2008). 
“A dança é um meio de conhecimento introspectivo e do mundo exterior” (GARAUDY, 1980).
“A dança é movimento, é a resultante de uma sucessão de poses. São movimentos voluntários 
harmoniosos, rítmicos, com fim neles mesmos. É um movimento colocado em forma rítmica e espacial, 
uma sucessão de movimentos que começa, se desenvolve e é finalizado” (GUILLOT, 1974).
“Dança é uma arte articulada com princípios, valores, ideologia, filosofia, numa perspectiva de 
expressão humana, revitalizadora e justa para a sociedade” (GARCIA; HAAS, 2002).
38
Re
vi
sã
o:
 N
om
e 
do
 re
vi
so
r -
 D
ia
gr
am
aç
ão
: N
om
e 
do
 d
ia
gr
am
ad
or
 -
 d
at
a
Unidade II
A dança é uma arte que abrange todas as possibilidades físicas do ser humano. Pelo jogo de músculos, 
ela permite ao homem exteriorizar um estado latente segundo as leis naturais do ritmo e da estética. 
Como o corpo humano é o instrumento da arte da dança, é necessário discipliná-lo e desenvolvê-lo, 
para que atinja, através de movimentos harmônicos coordenados, toda a plasticidade, pureza de linhas 
e expressões possíveis. 
A palavra dança deriva de tan (sañscrito), que significa fusão.
5.2 Objetivos e funções da dança
O objetivo ao trabalhar com a dança é promover e desenvolver de forma consciente os aspectos 
físicos, socioafetivos e cognitivos. Vejamos alguns deles a seguir:
• a manutenção de capacidades físicas, como agilidade, coordenação, equilíbrio (dinâmico, estático 
e recuperado), flexibilidade, força (explosiva, isométrica e dinâmica), resistência (localizada, aeróbia 
e anaeróbia), potência muscular e cardiorrespiratória, mobilidade articular, ritmo e alinhamento 
biomecânico do movimento; 
• as referências socioafetivas despertam potencialidades, como cooperação, sociabilização, 
solidariedade, liderança, compreensão e laços de amizade, e incentivam a relação intrapessoal de 
forma positiva, estimulando a autoexpressão.
• o sentido cognitivo, por meio de estímulos ao raciocínio, atenção, concentração, criatividade, 
senso estético, percepção, consciência corporal e noção espaçotemporal.
Portanto, podemos notar que a dança tem a possibilidade de desenvolver o homem de forma 
integral nos aspectos socioafetivo-cognitivos. Ela possui algumas atribuições específicas, divididas em 
seis tópicos:
• autoexpressão;
• comunicação;
• diversão e prazer estético;
• espiritualidade;
• identificação cultural;
• ruptura do sistema e revitalização da sociedade.
5.3 Elementos que compõem a dança
A matéria-prima da dança é o seu “próprio corpo”, que conscientemente ocupa e se desloca pelo 
espaço das mais variadas maneiras, empregando em seus movimentos uma determinada força de acordo 
com o objetivo a ser realizado, em um tempo preestabelecido. A seguir, vamos estudar os elementos que 
compõem a dança.
39
Re
vi
sã
o:
 N
om
e 
do
 re
vi
so
r -
 D
ia
gr
am
aç
ão
: N
om
e 
do
 d
ia
gr
am
ad
or
 -
 d
at
a
RITMO E DANÇA
O primeiro desses elementos é o corpo. Veja o quadro a seguir:
Quadro 2 – Corpo
Partes do corpo
Interna: 
músculos, tendões, ligamentos, ossos, articulações, coração e pulmões 
(respiração).
Externa: 
cabeça, olhos, queixo, boca, pescoço, parte superior do tronco, costas, 
costelas, ombros, braços, cotovelos, punhos, mãos, metacarpos, pélvis, 
diafragma, abdômen, quadril, pernas, joelhos, tornozelos, pés, artelhos e 
pele.
Movimentos do corpo
estender;
curvar;
torcer;
rodar;
elevar;
cair;
girar;
balançar;
sacudir;
suspender;
desmoronar.
Passos
andar;
correr;
saltar;
galopar;
deslizar.
Outro elemento é o espaço. Veja:
Quadro 3 – Espaço
Forma desenhos do corpo no espaço.
Nível (altura do 
movimento)
alto;
médio; 
baixo.
Direção
frente;
atrás;
lados: direito e esquerdo; 
diagonais: direito e esquerdo.
40
Re
vi
sã
o:
 N
om
e 
do
 re
vi
so
r -
 D
ia
gr
am
aç
ão
: N
om
e 
do
 d
ia
gr
am
ad
or
 -
 d
at
a
Unidade II
Tamanho
grande; 
pequeno.
Lugar
no mesmo lugar; 
através do espaço.
Foco
Foco interno: 
atenção na força empregada, na qualidade do movimento, contagem da 
música (pulso), respiração etc.
Foco externo: 
atenção espacial, na expressão do movimento, na comunicação com a 
plateia etc.
Caminho
Direto: reto. 
Indireto: curvo/ zigue-zague.
A força também é um elemento:
Quadro 4 - Força 
Peso
leve;
pesado.
Energia
compacta;
solta.
Fluência
livre;
controlada.
Por fim, o tempo:
Quadro 5 - Tempo
Batida pulso.
Tempo
rápido;
lento; 
pausa.
Acento
forte;
fraco.
Duração
longa;
curta.
5.4 Fundamentos da dança
Vejamos agora quais são os fundamentos principais da dança:
• Locomoção: são meios de o corpo se deslocar pelo espaço usando as variações de direção, nível, 
tempo e formas de execução.
41
Re
vi
sã
o:
 N
om
e 
do
 re
vi
so
r -
 D
ia
gr
am
aç
ão
: N
om
e 
do
 d
ia
gr
am
ad
or
 -
 d
at
a
RITMO E DANÇA
• Transferência: é a mudança ou deslocamento do peso corporal. Exemplo: quando uma bailarina 
se prepara para dar uma pirueta, ela está com o peso corporal dividido entre os dois membros 
inferiores. Para realizar o movimento de giro sobre uma perna, é necessário que ela transfira o 
peso corporal apenas para um membro inferior.
• Giro: são movimentos de rotação em torno do próprio eixo longitudinal, sobre um pé apenas, 
podendo ser executados no lugar ou se deslocando. O giro também é conhecido como pivô ou 
pirueta, podendo ser concretizado para dentro (en dedans) ou para fora (en dehors).
O movimento é composto de cinco componentes: cabeça, braços, tronco, pernas e pés, e todos 
devem trabalhar simultaneamente. 
A pirueta possui quatro fases:
• Preparatória: é a acomodação do corpo, base técnica para iniciar o movimento. Nesta fase é importante:
— o alinhamento das estruturas, como ombros e crista ilíaca; 
— a aquisição do tônus necessário do tronco para o controle postural;
— o encaixe do quadril (ísquios alinhados ao calcâneo).
• Impulsão: coloca o corpo no eixo central e é responsável pelo ritmo da velocidade do movimento
— o corpo deverá trabalhar com forças antagônicas (tronco alongando ao máximo para cima e 
pés com toda a sua base de sustentação, empurrando o chão);
— deve-se flexionar as pernas, sem alterar a postura ereta do tronco;
— é necessário transferir o peso da base de duas pernas para uma, dando o impulso necessário 
para o movimento rotacional.
• Giro: é o movimento rotacional no seu ápice. Nele:

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.