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Ciência Política e Teoria Geral do Estado

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adequado ao desenvolvimento das aptidões humanas. Como o homem é, por natureza, um animal social, a associação é natural e não convencional. Na busca do bem, o homem forma a comunidade, que se organiza pela distribuição das tarefas especializadas. Um indivíduo completa o outro, cada um com funções diferentes que favorecem à todos”.
O Estado (a polis) é superior ao indivíduo, porquanto a coletividade é superior as pessoas em particular, o bem comum é superior ao bem particular. A coletividade que nos dá segurança.
Aristóteles era da elite, então, para ele era ótimo que haviam escravos, pois assim, ele poderia pensar, ao invés de plantar, colher, trabalhar.
IDADE MÉDIA – ROMA
Estado medieval ou feudal
Teológico cristão
O Imperador Romano coordenava outras regiões do mundo (províncias), e estas eram administradas por um governador. Nessas províncias haviam cidades, que eram governadas por prefeitos.
Germanos, vizinhos, “invadiram” o Império Romano, criando então os reinos bárbaros.
O lugar do imperador foi ocupado pelo Papa;
O lugar do governador foi ocupado pelo Bispo;
O lugar do prefeito foi ocupado pelo Páraco (padre).
A Igreja começa a tomar poder.
No Feudalismo, a atividade de produção é a terra.
Se há guerra, há fome, há peste, há morte. (cavaleiros do apocalipse)
A Igreja começa a “organizar a guerra”. A guerra era a paz de Deus ou a trégua de Deus.
Diminui-se as guerras, aumenta-se a produção, diminui-se as mortes. É onde há grande número de pessoas. A terra é escassa para suprir a necessidade de todos, então, busca-se recursos fora.
O Rei adquire terras férteis e é atacado por isso, não havia exército para se defender, pede ajuda à quem se torna senhor feudal. O Rei dá poder aos senhores feudais caso mantenha sua terra.
O excesso de poderes diferentes começa a atrapalhar os comerciantes.
Os famosos comerciantes eram os alemães. Na Alemanha, a praça era chamada de Burg. Foi daí que surgiu a palavra “burguês”.
Burguesia + Rei = absolutismo (mercantilismo)
SANTO AGOSTINHO
“O Estado, embora tenha um papel importante para a sociedade, é relativo, pois a atividade política é notável, porém não é absoluta. Ela (a política) pode, quando bem exercida, tornar a vida dos cidadãos da “pátria celeste” confortável e serena. Porém, de forma parcial, pois seu campo de atuação se esgota nos estreitos limites da “cidade terrena”.”
Ou seja, dentro do Estado pode estar tudo certo, até o momento que alguém de fora invada-a.
IDADE MODERNA
Estado Medieval – dividido em feudos.
A burguesia se alia ao rei. Financia para o rei o exército. Em troca, o rei faz regras e leis que beneficiam a burguesia.
O Rei centraliza o poder.
Estado Nacional Moderno (absolutista) – XV ao XVIII
Estado legal – regido por leis, não mais por crenças, costumes...
Emana pelo Rei, ou seja, as leis são feitas pelo Rei
Se a lei não é do rei, então ele está acima dela, o rei pode descumpri-la
Não era um Estado de Direito.
Enquanto a economia era nacional, tudo bem. O problema surge quando a economia amplia para internacional (séc. XVIII). É onde acontece as revoluções liberais, onde a burguesia, questiona o poder do rei (iluminismo – movimento contra o absolutismo).
Iluminismo: antiabsolutista e antimercantilista
Antiabsolutista
Constitucionalismo: criação de uma constituição que rege a vida em sociedade
Divisão de poderes: 
1- Legislativo: cria-se as leis
2- Executivo: somente esse era do rei
3- Jurídico
Antimercantilista
Liberalismo: o Estado interfere minimamente na economia
Algumas revoluções liberais: Revolução Inglesa, Revolução Americana e a Revolução Francesa.
JOHN LOCKE
“É em nome dos direitos naturais do homem que o contrato social entre os indivíduos, que cria a sociedade e o Estado, é realizado. O governo deve, portanto, comprometer-se com a preservação destes direitos. O poder é, então, delegado a uma assembleia ou a um soberano para exercer essa função em nome da união voluntária e consentida pelos indivíduos. A legitimidade reside, em sua origem, no consentimento dos indivíduos que os constituíram, e que podem, portanto, retira-lo daqueles que não governam no interessa da maioria ou que ameaçam a liberdade e os direitos dos indivíduos”. 
ADAM SMITH
“O Estado deve desempenhar três funções: Manutenção da Segurança Militar; Administração da Justiça; erguer e manter certas instituições públicas (aquelas que vão nos dar bem-estar: instituições de saúde, educação...). A intervenção do Estado noutros domínios para além de ser inútil é também prejudicial”.
ESTADO DE DIREITO
A partir do século 18, nasce o Estado de Direito
1ª geração: Liberal
2ª geração: Social
3ª e 4ª geração: Democrático
KARL MARX
“O Estado é uma superestrutura. O Estado capitalista assegura o predomínio das relações capitalistas de produção, protege-as, garante a reprodução ampliada do capital, a acumulação capitalista. Portanto, o Estado é parte integrante das próprias relações de produção capitalistas e é determinado por elas”.
Infraestrutura: relações sociais de produção (relação necessária para o capitalismo)
Se não houver patrão ou funcionário, não há capitalismo.
Essa relação se dá entre:
Meios de produção – tema, MP, tecnologia, conhecimento, capital...
Forças produtivas – pessoas que vendem ou alugam suas forças produtivas
Superestrutura: como evitar a luta de classes.
A superestrutura se dá pelo meio jurídico/político e pela ideologia.
Jurídico: leis
Político: governo
Com esses, cria-se o Estado, que utiliza da ideologia para evitar a luta de classes. No caso, se mantem a diferença de classes.
As forças produtivas (empregados) votam nos proprietários dos meios de produção (empregadores), e estes criam leis que os beneficiam. As forças produtivas não votam neles mesmos devido a ideologia.
Ideologia (discurso de convencimento): conjunto de representações da realidade elaborado pelas classes sociais.
Ambos fazem e constroem ideologias, porém, a ideologia dos proprietários dos meios de produção tem maior alcance popular, pois eles possuem maior acesso aos meios que propagam informação.
A finalidade da ideologia é conquistar, manter ou ampliar os seus espaços de poder na sociedade.
ANTONIO GRAMSCI
“O Estado é um instrumento de hegemonia ou da ditadura da classe dominante. No primeiro caso, a classe dominante mantém o controle da sociedade através da difusão da sua ideologia entre os dominados. Os conflitos de classes são apaziguados porque a ideologia do dominador é aceita como legítima pelos dominados. No segundo caso, a sociedade é mantida coesa pelo recurso à violência, situação perigosa e indesejável para a classe dominante porque a verdadeira natureza do sistema é desnudada”.
Hegemonia: todos concordam que tal maneira é o correto e o que deve ser feito para tal coisa; criada pelos aparelhos ideológicos.
Ditadura: criada pelos aparelhos de repressão; elimina os opositores.
Exemplo de hegemonia: Dinheiro não traz felicidade.
Discurso vazio, pois a “felicidade” é relativa.
Discurso de hegemonia: Eu quero ser feliz e, para isso, não preciso de dinheiro.
Ideologia: Se eu não quero ter dinheiro, não apresento ameaça para aquele que tem.
As revoluções sempre acontecem da quebra de uma hegemonia.
MAX WEBER
“O Estado é um aparato administrativo e política que detém o monopólio da violência legítima dentro de um determinado território, a partir da crença dos indivíduos em sua legitimidade e, assim, evitar que indivíduos e organizações civis eventualmente se utilizem da violência física em benefício próprio. Por isso, apenas o Estado é autorizado pela sociedade (legitimidade) ao uso da força como poder coercitivo”.
JOHN MAYNARD KEYNES
“O Estado deve assegurar o bem-estar social e assumir o papel regulador da vida econômica, promovendo o equilíbrio necessário entre a demanda e a satisfação”.
FRIEDRICH HAYEK
“O Estado (Mínimo), deve apenas zelar pelo bom funcionamento do mercado: garantindo a ordem, elaborando leis