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Estudo de Harvard 2 Avaliação de Empresas e Custo de Capital

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Avaliação de Empresas e Custo de Capital
A importância de se calcular o valor de uma empresa é fator chave nas negociações de aquisições e fusões, seu objetivo é estipular o valor de uma empresa (valor justo) que sirva como base nas negociações. O valor de uma empresa depende de diversos fatores, tais como: quem está avaliando (comprador, vendedor ou um analista neutro), preferências, valores, interesses, objetivos e o cenário histórico, econômico, político e social.
Deve-se analisar o ambiente macro e micro-econômico antes de iniciar o processo de valuation. Os processos de avaliação (valuation) permitem avaliar decisões estratégicas, financeiras e operacionais na busca do objetivo das empresas, ou seja, a maximização do valor. 
A metodologia do Fluxo de caixa descontado leva em conta quatro elementos-chave da sua gestão financeira. Sendo um deles, a estimativa de fluxo de caixa que é o montante de caixa recebido e gasto por uma empresa durante um período específico. Já a determinação da taxa de desconto é determinado pelo custo médio ponderado de capital e pelos riscos de investimento. O Cálculo de valor residual é o período durante o qual o ativo poderá ser utilizado por uma empresa. E por fim, o cálculo de valor da empresa (valuation).
Este método é bastante utilizado por investidores, consultorias e demais interessados em conhecer o valor de uma empresa. Desta forma, esta ferramenta é acionada no momento em que uma empresa vai captar investimento, oferecer ações para seus colaboradores, se fundir com outra, ou quando vai ser vendida.
A metodologia de avaliação por Fluxo de Caixa Descontado (FCD) tem seu enfoque na capacidade de geração de resultados futuros da empresa, sendo o montante dos recursos financeiros gerados no futuro pelo negócio, trazidos ao seu valor presente, considerando o tempo e risco.
A taxa de desconto normalmente utilizada para descontar fluxos de caixa é denominada WACC (Weighted Average Cost of Capital), ou Custo Médio Ponderado de Capital, que leva em conta tanto o custo de capital dos acionistas quanto dos credores. 
A fórmula de cálculo é: 
WACC = Kd * (1–T) * D/V + Ke * E/V 
Em que, Kd = Custo da dívida da empresa (pode ser pelo cálculo da média dos empréstimos ou pelo custo de um novo empréstimo); T = Alíquota de imposto de renda incidente para a empresa ou projeto; D = Total de dívida na estrutura de capital da empresa; Ke = Custo de capital próprio (estimado pelo custo de oportunidade dos acionistas); E = Total de capital próprio na estrutura de capital; V = Total de capital de longo prazo aplicado (igual a D+E) 
Além dessas definições, é essencial também conhecer a fórmula de cálculo do custo de capital próprio (Ke). Não somente porque faz parte do cálculo do WACC, mas também porque em métodos de valuation em que se projeta o fluxo de caixa direto para acionistas, a taxa de desconto utilizada deve ser o Ke, que pode ser entendido com o custo de oportunidade do investidor para um investimento com perfil de risco similar ao analisado. A lógica do custo de capital próprio é que o investidor, ao optar por um investimento, está deixando de aplicar seu capital em outra oportunidade. Logo, o investimento deverá ter um retorno no mínimo igual à remuneração que este capital teria se aplicado em outro lugar. A fórmula de custo de capital próprio é: 
Ke = Rf + β * (Rm – Rf) 
Em que, Rf é o retorno livre de risco, ou a taxa de retorno que se consegue no mercado em um investimento sem risco (por exemplo: títulos do tesouro americano); β é o Beta do investimento, que se entende como o grau de risco do investimento, ou o nível de exposição ao risco de mercado de um investimento (se for igual a 1, o nível de risco é igual ao de mercado, abaixo de 1 o grau de risco é menor que o de mercado, e acima de 1 é maior que o risco do mercado); Rm é o retorno médio obtido em investimentos de risco no mercado, que, por ter risco positivo, deve ser conceitualmente maior que o retorno livre de risco
No processo de avaliação de uma empresa, é normal usar o fluxo de caixa livre. Nele é necessário descontar este fluxo pelo CMPC ou WACC (WACC = Custo do Capital de Terceiros Líquido de Imposto x Participação do Capital de Tercei.ros + Custo do Capital Próprio x Participação do Capital Próprio), onde se calcula através da ponderação do custo do Capital próprio e do capital de terceiros pelas suas participações no valor de uma empresa.
O CAPM (Capital Asset Pricing Model), pode ser utilizado para estimar o custo do capital próprio de uma empresa. Quando o capital da empresa é formado por capital de terceiros e capital próprio, o intuito é de estimar o custo do capital próprio, ou seja, o retorno que os acionistas esperam obter por terem injetado dinheiro na companhia. 
Este modelo tem em consideração a sensibilidade do ativo ao risco de mercado (que é representado pela variável do índice beta, retorno esperado do mercado e o retorno de um ativo. Este modelo considera que, num mercado competitivo, o prêmio de risco varia na mesma proporção que o Risco não diversificável (Beta), ou seja, o prêmio de risco esperado é dado pelo retorno esperado acima da taxa isenta de risco, e é proporcional ao Beta.
Ao aumentar a alavancagem, o custo de dívida e o custo de capital aumentam e isso se deve ao fato das fórmulas se ajustarem pelo efeito dos escudos fiscais por juros e não ajustes pelos custos de dificuldades financeiras.
O custo de capital não alavancado é uma referência útil também por uma razão: Tem menos tendência ao erro que os cálculos padrão da WACC devido a poucas partes móveis e com isso só há uma variável específica de projeto, ou seja, o Beta de ativos.
De fato, mais significativos na taxa de desconto de uma análise de fluxo de caixa descontado, são as taxas sem riscos e o Beta de ativos, contudo, melhorar a estima do beta de ativos justifica certo esforço analítico.

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