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V- Unidade de Vida - Sistema de Endomembranas

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P r o f . E s p . L u c a s M a n o e l L i m a S a n t o s 
 
 
 
 
 
 
Unidade de Vida: Célula e 
Desenvolvimento Embrionário 
 
Sistema de Endomembranas 
 
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARÁ 
CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E EDUCAÇÃO 
CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM 
 CIÊNCIAS NATURAIS 
Conceição do Araguaia – PA, Março de 2014. 
Os componentes do sistema de endomembranas se 
comunicam através de vesículas 
 O sistema de endomembranas é um dos mais volumosos 
na célula. 
 
 Ele se distribui por todo o citoplasma e é composto por 
vários compartimentos - cisternas, sacos, túbulos - que se 
comuniam entre si (Fig. 7.1). 
 
 Em alguns lugares, a comunicação é direta e em outros é 
mediada por vesículas transportadoras. 
 
 Estas se originam em um compartimento e se transfere 
ao outro em virtude de processos que envolvem a perda e 
ganho de membranas; 
 
 As vesículas transportadoras funcionam da seguinte maneira: 
 
1) brotam da membrana de um compartimento, chamado doador; 
 
2) viajam pelo citosol em busca de outro compartimento chamado 
receptor, com cuja membrana se fundem. 
 
Em consequência, uma parte da membrana e uma parte do 
conteúdo do compartimento doador se transferem, 
respectivamente, para a membrana e para o interior do 
compartimento receptor. 
 
 A figura anterior permite ver que o compartimento doador recupera 
a membrana perdida graças a Vesículas recicladoras. 
 
 
Retículo Endoplasmático 
 
 O retículo endoplasmático (RE) foi descoberto quando se introduziu a microscopia 
eletrônica no estudo das células. 
 
 As primeiras eletromicrografias mostraram um componente reticular que não chegava à 
membrana plasmática - daí os termos "retículo" e "endoplasmático" - até que se 
conheceu sua verdadeira forma tridimensional. 
 
 Finalmente, com o uso da radioautografia e de técnicas de análise citoquímica quase 
todos os seus componentes foram identificados. 
 
 O RE se distribui por todo o citoplasma, do núcleo até a membrana plasmática. 
 
 É composto por uma rede tridimensional de túbulos e sacos achatados totalmente 
interconectados 
 
Retículo Endoplasmático 
 Apesar de sua extensão e de sua intrincada 
morfologia, constitui uma organela indivisível, já 
que possui uma membrana contínua e uma só 
cavidade. 
 
 O citoesqueleto se encarrega de manter seus 
componentes em posições mais ou menos fixas 
dentro do citoplasma . 
 
 Esta organela se divide em dois setores, que se 
diferenciam pela ausência ou presença dos 
ribossomos sobre seu lado citosólico. 
 
 Denominam-se, respectivamente, retículo 
endoplasmático liso (REL) e retículo 
endoplasmático rugoso (RER). 
 
 Entre eles há um setor de transição, em parte liso e 
em parte rugoso. 
 
Retículo Endoplasmático 
O REL não contém ribossomas 
 
 Como acabamos de assinalar, o REL não tem ribossomas . 
 Pode compreender uma rede de túbulos interligados, cujo 
volume e distribuição espacial diferem nos diversos tipos de 
células. 
 
 Essa diversidade depende de suas variadas funções. 
 
 Por exemplo, a célula muscular estriada contém um REL 
absolutamente singular - o retículo sarcoplasmático - 
adaptado para desencadear a contratilidade do citoesqueleto 
 
Retículo Endoplasmático 
 
Retículo Endoplasmático 
O RER está associado a ribossomas 
 
 O RER é muito desenvolvido nas células que realizam síntese proteica ativa. 
 
 Em sua composição predominam os sacos achatados, que quando são abundantes 
encontram-se separados por um espaço citosólico estreito repleto de ribossomas. 
 
 Estes ribossomas estão aderidos à face citosólica da membrana do RE 
 
 Em geral, compõe complexos chamados polissomas ou polirribossomas, que 
consiste em grupos de ribossomas enlaçados por uma molécula de RNAm. 
 
 A finalidade do RER pelos ribossomos deve-se à existência de receptores específicos 
em sua membrana que não são encontrados no REL; 
Complexo de Golgi 
 O complexo golgiense foi identificado, no ano de 1898, 
pelo médico e pesquisador italiano Camilo Golgi. 
 
 Golgi estava interessado no estudo da morfologia do tecido 
nervoso e as técnicas de coloração, vigentes na época, eram 
insatisfatórias para uma adequada visualização tecidual. 
 
 Assim, Camilo desenvolveu uma série de técnicas de 
impregnação destes tecidos com metais. 
 
 Uma destas técnicas, denominada reação negra, onde o 
tecido era tratado com dicromato de potássio e 
posteriormente impregnado com nitrato de prata, 
formando cromato de prata, permitiu, ao pesquisador, a 
identificação de uma rede intracelular que ele denominou 
aparato reticular interno. 
 
 “Nascia” o complexo de Golgi, conhecido, hoje, como 
complexo golgiense (CG). 
Complexo de Golgi 
Estrutura do Complexo Golgiense 
 
 O complexo de Golgi é composto por um sistema de vesículas achatadas, denominadas cisterna, 
que podem variar em número e tamanho. 
 
 Estas cisternas são circundadas por diversas vesículas esféricas que são responsáveis pelo 
transporte de moléculas entre os compartimentos do CG. 
 
 Na maioria das células animais e vegetais, o CG é constituído por 5 a 8 cisternas, que são 
mantidas próximas por meio de iterações com uma matriz protéica presente no citosol. 
 
 O CG mantém uma estreita relação funcional e estrutural com o retículo endoplasmático. 
 
 A face do CG voltada para o retículo (e conseqüentemente, para o núcleo celular) é, geralmente, 
convexa e denominada rede cis. 
 
 Já a face voltada para a membrana plasmática, é côncava, e denominada rede trans. 
 
 Entre as redes cis e trans, encontram-se as demais cisternas que compõem o CG. 
 
 
O Complexo Golgiense e o Processamento De Proteínas 
 
 As glicoproteínas sintetizadas no REG, e que são direcionadas para 
o complexo golgiense por meio de transporte vesicular, sofrem uma 
série de modificações, na sua porção glicídica, à medida que são 
transportadas pelos compartimentos que constituem o CG. 
 
 Estas proteínas são transportadas para a rede cis através de 
vesículas que brotam da membrana do retículo endoplasmático; 
 
 Ao se fusionarem com a membrana das cisternas que compreendem 
a rede cis, estas vesículas passam a integrar o CG. 
Esquema ilustrativo do tráfego de 
vesículas e transporte de proteínas entre 
o retículo endoplasmático e o complexo 
golgiense. 
 Envelope nuclear (1); 
 Complexo de poros nucleares (2); 
 Retículo endoplasmático granuloso (3); 
 Retículo endoplasmático não-granuloso (4); 
 Ribossomos aderidos ao REG (5); 
 Proteínas (6); 
 Vesículas de transporte (7); 
 Complexo Golgiense (8); 
 Face cis do complexo golgiense (9); 
 Face trans do complexo golgiense; Cisternas do 
complexo golgiense (10). 
 As vesículas transportadoras destinadas à superfície celular descarregam seu conteúdo fora da célula 
mediante um processo chamado exocitose; 
 
 Uma boa parte das vesículas transportadoras oriundas da face de saída do complexo de Golgi tem como 
destino a membrana plasmática. 
 
 As membranas dessas vesículas são transferidas para a membrana plasmática e que as moléculas 
solúveis contidas em suas cavidades saem para o exterior (são chamadas "moléculas de exportação"). 
 
 A vesícula transportadora expulsa seu conteúdo para fora da célula por um processo denominado 
exocitose, que se dá com a fusão da membrana da vesícula com a membrana plasmática e a descarga do 
conteúdo vesicular no meio exterior (Fig. 7.20). 
 
 Às vezes, a quantidade de membrana transferida para a 
membrana plasmática alcança grandes proporções. 
 
 Isso é compensado pela formação simultânea