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Estatística experimental( Apostila)

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tem as mesmas características do primeiro com a vantagem de 
indicar erros de programação por meio de um jogo de cores no código do 
programa. 
EST 220 – Estatística Experimental – I/2008 
 
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2.1.2 Janela de Mensagens (Log window) 
Nesta janela são apresentadas mensagens relacionadas a execução de 
programas do usuário submetidos ao SAS. É aconselhável que, antes de 
submeter um novo programa, deletar as mensagens existentes. Aconselha-se 
também que, o usuário verifique as mensagens referentes ao programa que 
submeteu. Em geral, mensagens em azul indicam que não existem erros de 
programação. Mensagens em verde, indicam que “pequenos” erros de 
programação foram encontrados, mas que o próprio SAS “concertou” (com c 
mesmo, pois pode ser que o “concerto” dele não seja correto). Mensagens em 
vermelho, indicam que o SAS encontrou um erro de programação grave. Tais 
erros, podem impedir que uma programa seja executado e consequentemente 
nenhuma saída é obtida. 
2.1.3 Janela de Saída (Output window) 
Os resultados da execução de um programa são apresentados nesta 
janela. Vale lembrar que saídas poderão ser geradas mesmo quando existirem 
erros de programação. Portanto, é sempre bom olhar a janela de mensagens, 
antes de começar a interpretar os resultados mostrados na janela de saída. 
2.2 Elaboração de programas do SAS (SAS jobs) 
Um programa no SAS nada mais é do que um conjunto de comandos 
próprios (palavras chaves) do SAS, que são usados em uma sequência lógica, 
para realizar um conjunto de tarefas. Como mencionado anteriormente, os 
programas do SAS são normalmente editados na Janela do Editor de programas. 
Um programa no SAS, em geral, consiste de dois passos (steps) distintos: 
2.2.1 1o Passo: Data step 
No data step, dados são lidos e convertidos em um arquivo de trabalho do 
SAS. Neste passo deve ser informado o nome de todas as variáveis, bem como o 
seu tipo (caracter ou alfanumérica), suas posições no arquivo de dados. 
O conjunto de dados, se “pequeno”, pode ser inserido no programa. Se ao 
contrário, o conjunto de dados for “grande”, o mesmo deve ser salvo em arquivo à 
parte e o caminho para o SAS buscá-lo deve ser informado no DATA step. 
Normalmente, arquivos de dados gerados em outros softwares (excel, word, etc...) 
devem ser “importados” para o programa SAS. Consulte o help do SAS para 
verificar como isto deve ser realizado. O exemplo a seguir ilustra um DATA step. 
Anexo 3 – Introdução ao Uso do Programa SAS 
 
 
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 data a1; 
 input x1 $ x2 x3; 
 x4 = x2 + x3; 
 cards; 
 a 1 14.1 
 a 1 14.2 
Data step b 2 16.3 
 b 2 17.3 
 ; 
 run; 
 
Comentários: 
1) a palavra chave DATA informa que o SAS deve criar um novo arquivo 
de trabalho, cujo nome é o que segue a palavra chave DATA. Este 
arquivo de trabalho, geralmente é deletado ao sair do SAS. As seguintes 
regras devem ser observadas ao dar um nome para um arquivo de 
trabalho do SAS: 
- o nome deve conter de 1 a 8 caracteres; 
- comece com qualquer letra ou _ (sublinhado) ; 
- continue com números, letras ou _ ; 
2) a palavra chave INPUT informa ao SAS os nomes das variáveis 
existentes no arquivo de dados. Neste exemplo, o conjunto de dados 
possui três variáveis cujos nomes são x1 x2 x3. O sinal $ depois do 
nome da primeira variável, informa ao SAS que a variável x1 é 
alfanumérica. A ausência deste sinal após os nomes das variáveis x2 e 
x3, indica que elas são apenas numéricas. Como não foi informado as 
colunas que cada uma delas ocupa no arquivo de dados, supõe-se que 
as mesmas ocupam as mesmas posições ao longo de todo o conjunto 
de dados e que também elas estejam separadas por pelo menos um 
espaço em branco; 
3) uma nova variável, x4, é criada. Esta é o resultado da soma da variável 
x2 e x3. As regras para nomear variáveis são as mesmas dadas 
anteriormente para nomear SAS data sets; 
4) a palavra chave CARDS informa ao SAS que, linhas a seguir são linhas 
que contém os valores das variáveis declaradas em INPUT; 
5) as linhas a seguir são os valores das variáveis; 
6) o ponto e vírgula na linha imediatamente após a última linha de dados, 
informa ao SAS que o conjunto de dados chegou ao fim; 
7) a palavra chave RUN informa ao SAS que aquele passo, no caso DATA 
step, acabou e que ele pode executar esta parte da análise; 
8) observe que ao final de cada linha de comandos (exceto as linhas que 
contém os dados, existe um ponto e vírgula. Este ponto e vírgula ao final 
de cada linha, informa ao SAS que aquele comando terminou. A falta de 
um ponto e vírgula em qualquer uma das linhas de comando, pode fazer 
com que o SAS não execute aquele passo. Este é um erro muito comum 
para principiantes do SAS. Se o usuário estiver usando o Enhanced 
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Editor, tais erros podem ser minimizados, pois a falta de um ponto e 
vírgula faz com que palavras chaves não apareçam em cores distintas; 
9) a identação das linhas não é requerida, embora ajude ao usuário saber 
onde começa e termina cada passo do programa. 
Se o conjunto de dados enconta-se em arquivo separado, por exemplo no 
disco C, na pasta Meus Dados e arquivo arq1.txt, então o caminho para o SAS ler 
este arquivo deve ser informado usando a palavra chave INFILE, como ilustrado a 
seguir: 
 
 data a2 
 Infile ‘C:\Meus Dados\arq1.txt’ 
data step input x1 $ x2 x3 
 x4 = x2 + x3 
 run 
 
Comentários adicionais para este exemplo: 
1) a palavra chave INFILE informa ao SAS que o conjunto de dados 
encontra-se em um arquivo em separado do programa, cujo caminho é 
informado a seguir; 
2) o caminho para o arquivo é escrito entre apóstrofes; 
2.2.2 2o Passo: PROCedure step 
Neste passo deve-se informar que tipo tarefa (análise estatística, ordenação 
de valores, gráficos, etc...) deseja-se realizar com um determinado arquivo de 
trabalho do SAS. O SAS possui uma variedade muito grande de procedimentos. O 
exemplo a seguir ilustra o uso do procedimento PRINT. 
 
proc step proc print data=a1; 
 var x1 x2 x3; 
 run; 
 
 O exemplo anterior é um exemplo muito simples, pois várias opções podem 
ser acrescentadas ao procedimento PRINT. No entanto, o objetivo agora é apenas 
fornecer uma idéia geral do passo PROC. Outros procedimentos e opções dos 
mesmos serão apresentados posteriormente. 
 
Comentários: 
1) um procedimento sempre inicia com a palavra chave PROC seguida do 
nome do procedimento que se deseja executar. No exemplo, o 
procedimento solicitado é o PRINT. Este procedimento pode ser usado 
para “imprimir” na tela conteúdos de um arquivo de trabalho do SAS. 
2) seguindo o nome do procedimento desejado, deve-se informar qual 
arquivo de trabalho do SAS deve ser utilizado neste passo. Caso o 
usuário não indique o nome do arquivo de trabalho, o SAS utilizará o 
arquivo de trabalho que foi mais recentemente criado. Ao final desta 
linha deve existir um ponto e vírgula; 
Anexo 3 – Introdução ao Uso do Programa SAS 
 
 
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3) a palavra chave VAR é usada para informar ao SAS, quais variáveis 
devem ter seus valores impressos; 
4) a última linha do procedimento deve conter a palavra chave RUN, 
seguida de ponto e vírgula. A presença desta palavra chave informa ao 
SAS que os comandos contidos naquele passo podem ser executados. 
 
Em um único programa, qualquer um destes dois passos podem se repetir 
inúmeras vezes. Ou seja, diferentes procedimentos podem ser solicitados para um 
mesmo conjunto de dados, e diferentes conjunto de dados podem ser informados 
num mesmo programa. 
2.3 Erros comuns na elaboração de um programa SAS 
Como todo qualquer programa computacional, erros de programas SAS 
podem comprometer parcial ou totalmente sua execução. O SAS é um programa 
robusto, no sentido

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