A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
Via glicolítica

Pré-visualização | Página 1 de 4

Respiração celular
Respiração celular é o processo de conversão das ligações químicas de moléculas ricas em energia que poderão ser usadas nos processos vitais. Ela pode ser de dois tipo:
Respiração anaeróbica
Respiração aeróbica 
C6H12O6 + 6O2---> ação das enzimas ---> 6CO2 + 6H2O + energia
A respiração celular processa-se nas seguintes etapas:
Glicólise ou Via glicolítica
Ciclo de Krebs
Cadeia respiratória
Via Glicolítica ou Glicólise (anaeróbica)
A glicólise é convertida, já no final de 10 processos de transformação, em 2 moléculas de piruvatos
Nesta etapa gasta 2 ATP e obtém-se 4 ATP e 2 NADH
A seguir, as 10 reações que levam a glicose a dois piruvatos
Primeira reação
Toda enzima que termina em cinase transfere fosfato de uma molécula para outra
Glicose 6-fsfato indica que há um fosfato no carbono 6
Foi gasto 1 ATP
Como o fosfato é negativo (P-) ele não passa pela membrana
Então a primeira reação é para impedir a glicose de sair da célula
Segunda reação
Ação da isomerase que converte um isômero em outro
Converte a glicose em frutose que é mais simétrica e que será dividida em 2 moléculas com 3 carbonos cada.
Terceira reação
Ocorre o gasto do segundo ATP
O segundo fosfato veio do ATP para o carbono 1
A molécula fica mais simétrica para ser partida ao meio
Quarta reação
a frutose1,6-bifosfato será dividida ao meio pela enzima Aldolase
surge duas moléculas diferentes: Di-hidroxiacetona fosfato e gliceraldeído 3-fosfato
Foram gerados dois gliceraldeídos 
Todas as reações agora ocorrem em dobro (uma para cada gliceraldeído)
Quinta reação
Ação da Triose fosfato isomerase 
Sexta reação
O gliceraldeído sofre a ação de uma enzima que usa o Pi (fosfato inorgânico)
Este processo ocorre em duas fases:
A primeira parte da reação foi a oxidação do gliceraldeído, ou seja, perda de H+ para o NADH e a segunda parte da reação foi a entrada do Pi para forma 1,3 bifosforoglicerato
Sétima reação
Surgem dois ATPs, assim como na reação anterior surgem dois NADH porque são duas moléculas de gliceraldeído.
O P que esta no C3 deve também sair pra formar mais ATP
Oitava reação
A enzima muda a molécula 
Mas há repulsão entre O- e o P-, a saída do P é favorável
Nona reação
A saída de uma H2O torna a presença do P mais desfavorável ainda.
Décima reação 
(lembrem-se de que tudo da reação em dobro)
Surgem mais dois ATPs
Surgem dois Piruvatos
Fases de investimento de energia: consumo de 2 ATPs
Clivagem (dividir): transformação em moléculas idênticas
Fase de geração de energia: produz 2 NADH e 4 ATPs
VIA GLICOLÍTICAS
PRINCIPAIS DESTINOS DA GLICOSE 
A glicose pode ser armazenada (como um polissacarídeo ou como sacarose), pode ser oxidada a pentoses, através da via das pentoses, ou pode ser oxidada a compostos de três átomos de carbono (piruvato). 
O piruvato, em condições aeróbicas é oxidado a acetato, o qual entra no ciclo do ácido de Krebs e é oxidado até CO2 e H2O. Entretanto, sob condições anaeróbicas (como em músculos esqueléticos muito ativos, em plantas submersas, ou em algumas bactérias) ocorre a fermentação formando produtos como o lactato e o etanol. 
 Glicolise anaeróbica: é a degradação da glicose sem a necessidade de O2, tendo como produto final o acido lático, esta via é muito mais rápida que a glicolise aeróbica sendo utilizada quando exercícios rigorosos são realizados
Glicolise aeróbica: é a degradação da glicose na presença de O2, tendo como produto final o piruvato que por sua vês é transportado para dentro da mitocôndria para completar sua oxidação ate CO2 e H2O, ativando o ciclo de krebs e a cadeia respiratória. 
PIRUVATO 
A glicose é quebrada até a transformação do piruvato.
Quando o piruvato é formado, este pode seguir por duas vias:
Ou atravessa a mitocôndria por uma descarboxilização e continua no ciclo de Krebs, ou quando há a necessidade de consumo excessivo dos músculos segue por via de formação de ác láctico formando lactato
O piruvato pode ser oxidado a CO2 no ciclo de Krebs e ATP gerado pela transferência de elétrons ao oxigênio na fosforilação oxidativa. Entretanto, se o piruvato e o NADH gerados na glicólise forem convertidos a lactato (glicólise anaeróbica), ATP pode ser gerado na ausência de oxigênio, através da fosforilação a nível de substrato.[2]
FERMENTAÇÃO
A produção de ATP não servirá para armazenamento de energia.
E não será armazenado a médio ou longo prazo, ele é consumido imediatamente
A energia a longo prazo é armazenada na forma de gordura
Glicólise e ciclo de Krebs convertem o NAD+ e FAD+ em NADH e FADH2 e a cadeia respiratória pega o NADH e FADH2 utiliza os elétrons e esses voltam a ser NAD+ e FAD+, assim podem ser reutilizados pela glicólise e pelo ciclo de Krebs.
Uma vez que falte oxigênio na cadeia respiratória para atrair os elétrons, esta para, assim como o ciclo de Krebs, sem a cadeia o NADH não volta a ser NAD e o FADH2 não volta a ser FAD, vai começar a faltar NAD+ e FAD+ na célula, assim sendo a glicólise também deveria parar, pois esta também precisa de NAD+ o que levaria a morte celular.
Neste momento entra em ação a fermentação que impede que a glicólise pare
Portanto a estratégia da fermentação para impedir a interrupção da glicólise na falta de oxigênio é restaurar o estoque de NAD+ para abastecer a glicólise
Quando ocorre a falta de O2?
Em atividade muscular intensa
Nossas células musculares fazem um tipo de fermentação chamada fermentação láctica, porque o produto final é o lactato, em atividade muscular intensa pode chegar um momento de não ter oxigênio suficiente para no músculo para suprir a demanda.
Sem O2 entra uma cadeia de eventos que aciona a fermentação
Nesta figura na parte de cima observamos a glicólise, em que há produção de 2 moléculas de piruvato com 2 ATPs de saldo
Na falta de O2 o ciclo de Krebs para
Ao invés do piruvato entrar na mitocôndria e iniciar as reações do ciclo de Krebs, ele permanece no citosol e será convertido em lactato, para essa conversão é necessário uma fonte de hidrogênios e elétrons e essa fonte é o NADH
A figura mostra que a diferença do piruvato para o lactato é que o lactato tem 2 hidrogênios que o piruvato não tem, NADH que fornece esses hidrogênios e elétrons, quando NADH fornece esses hidrogênios passa a ser NAD+, assim esse NAD+ pode ser reutilizado pela glicólise, evitando sua interrupção na falta de NAD+
FERMENTAÇÃO EM MICROORGANISMOS
FERMENTAÇÃO ALCOOLICA
Alguns microrganismos, bactérias e fungos fazem outro tipo de fermentação, a fermentação alcoólica, que tem o mesmo objetivo da láctica, recompor o NAD+ para evitar que a glicólise pare na falta de O2.
Nesse caso o piruvato é convertido em acetaldeido, piruvato libera CO2 e ocorre a conversão
O acetaladeido é convertido em um álcool chamado etanol, para isso é necessário hidrogênios e elétrons, quem fornece é o NADH, assim NADH volta a ser NAD+ e pode ser reutilizado pela glicólise, evitando que esta pare na falta de O2
Esse processo é muito usado pela indústria na produção de bebidas alcóolicas e produção de pão. 
O fungo utilizado no pão fermenta o amido do pão, realizando fermentação alcoólica 
Na fermentação alcoólica há a liberação de CO2, essa liberação faz a massa do pão crescer, fica cheia de furinhos.
O álcool do pão evapora ao ser colocado no forno.
Nos NÃO realizamos fermentação alcóolica
A fermentação produz poucos ATPs, apenas 2 da glicólise, porque realiza oxidação incompleta da glicose o que gasta muita energia dos alimentos
GLICONEOGÊNESE
BIOQUÍMICA 1
Metabolismo do Glicogênio
O excesso de glicose é convertido em formas poliméricas de armazenamento, e no caso dos animais vertebrados e muitos micro-organismos, em forma de glicogênio.
Nos vertebrados, o glicogênio, a reserva energética dos animais, é encontrado principalmente no fígado e no músculo esquelético, podendo apresentar até 10% do peso do fígado e 1 a 2% do peso do músculo
O glicogênio é armazenado em grandes