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RESUMO DE RITMO E DANÇA 2

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a atenção de seus alunos do seguinte modo: “Desce muito, muito lento”.
ACOMPANHAMENTO RÍTMICO: O uso de sons do próprio corpo é o meio mais natural encontrado em extrair sons, como palmas de formas diversas, batidas de pés, batuque no peito e nas pernas, sons da voz ou cantorias, assovios, estalos de dedos, apitos formados com as mãos, entre outras propostas. Outras formas são os instrumentos.
INSTRUMENTO MUSICAL: Qualquer objeto que pode ser utilizado para fazer música pode ser chamado de instrumento. Este pode ser empregado para várias finalidades. Eles se dividem em três famílias: instrumentos de corda, de sopro e de percussão.
Materiais sucateados, como paus, madeira, bambu, plástico, metais, entre outros, podem servir de instrumentos musicais, pois todos emanam sons e suas misturas sonoras podem surpreender.
STOMP: Formado por pessoas de várias nacionalidades e que dominam o ritmo corporal, o grupo de percussão instrumental chamado Stomp mistura música, dança, teatro, coreografia e algumas performances de seus componentes em suas apresentações por todo o mundo. Um dos integrantes do Stomp é um percussionista brasileiro chamado Marivaldo dos Santos. Ele está no grupo desde 1996 e é praticante de capoeira e danças folclóricas.
BARBATUQUES: O grupo de percussão corporal Barbatuques é nacional. É referência mundial em percussão corporal, ou seja, utiliza todas as possibilidades de extrair sons harmoniosos do corpo de seus integrantes. Os componentes do grupo acreditam que cada indivíduo apresenta um corpo sonoro que é único. Acreditam também que a forma de coletividade sonora é uma forma eficaz de produzir melodias e harmonias através da percussão corporal.
 UNIDADE II
CONCEITOS DA DANÇA: A dança é uma forma de manifestação artística que está diretamente ligada ao contexto social, político e religioso do meio em que está inserida.
Dalcroze: a dança é a arte de expressar emoções com o auxílio dos movimentos rítmicos.
A dança é uma arte que abrange todas as possibilidades físicas do ser humano. Pelo jogo de músculos, ela permite ao homem exteriorizar um estado latente segundo as leis naturais do ritmo e da estética.
A palavra dança deriva de tan. (sânscrito), que significa fusão
OBJETIVOS E FUNÇÕES DA DANÇA:
• a manutenção de capacidades físicas, como agilidade, coordenação, equilíbrio (dinâmico, estático e recuperado), flexibilidade, força (explosiva, isométrica e dinâmica), resistência (localizada, aeróbia e anaeróbia), potência muscular e cardiorrespiratória, mobilidade articular, ritmo e alinhamento biomecânico do movimento; 
• as referências socioafetivas despertam potencialidades, como cooperação, sociabilização, solidariedade, liderança, compreensão e laços de amizade, e incentivam a relação intrapessoal de forma positiva, estimulando a auto expressão. 
• o sentido cognitivo, por meio de estímulos ao raciocínio, atenção, concentração, criatividade, senso estético, percepção, consciência corporal e noção espaço temporal.
ATRIBUIÇÕES ESPECÍFICAS: • auto expressão; • comunicação; • diversão e prazer estético; • espiritualidade; • identificação cultural; • ruptura do sistema e revitalização da sociedade.
ELEMENTOS DA DANÇA: Corpo, espaço, tempo e força.
Fundamentos da dança:
• Locomoção: são meios de o corpo se deslocar pelo espaço usando as variações de direção, nível, tempo e formas de execução.
• Transferência: é a mudança ou deslocamento do peso corporal.
• Giro: são movimentos de rotação em torno do próprio eixo longitudinal, sobre um pé apenas, podendo ser executados no lugar ou se deslocando. O giro também é conhecido como pivô ou pirueta, podendo ser concretizado para dentro (en dedans) ou para fora (en dehors).
PIRUETA possui 4 fases:
 • Preparatória: é a acomodação do corpo, base técnica para iniciar o movimento.
• Impulsão: coloca o corpo no eixo central e é responsável pelo ritmo da velocidade do movimento.
• Giro: é o movimento rotacional no seu ápice.
• Aterrissagem: é o processo de desaceleração e parada do giro
QUEDA: é a mudança de nível de movimento e, por conseguinte, da base de sustentação
SALTOS: o corpo fica suspenso e perde momentaneamente o contato com o solo ou outra base de sustentação na qual se apoia. Os saltos possuem três fases: impulsão, voo e amortecimento da queda.
Pode-se destacar que a terceira fase (amortecimento da queda) é a grande responsável pelas lesões.
COREOGRAFIA: é composta de pequenas frases ou células de movimentos, que vão se agrupando umas às outras, até elaborar uma coreografia. O mecanismo é exatamente igual na criação de um livro: frases se unem e formam o capítulo, e vários capítulos integram o livro.
COMPOSIÇÃO COREOGRÁFICA: é o “fazer artístico”, é a finalização de todo um processo de aprendizado no qual combinamos e exploramos de forma consciente os elementos que compõem a dança, seus fundamentos e a técnica do estilo de dança utilizado.
TEMPO DE CRIAÇÃO DEPENDE DE VÁRIOS ASPECTOS: • nível técnico dos executantes; • estilo de dança; • faixa etária; • grupos especiais; • número de alunos; • o tema da coreografia (abstrato, concreto, de repertório etc.).
HISTÓRIA DA DANÇA: Podemos dizer que a dança existe desde que o homem existe. Sem dúvida, ela é uma das artes mais antigas, por meio da qual o homem manifestava suas crenças, desejos e impulsos.
HOMENS: Os homens dançavam muito mais que as mulheres, pois o regime era patriarcal. Com movimentos amplos e másculos (saltos e passos largos), dançavam para adquirir forças para a caça e celebrar vitórias. Havia danças guerreiras, solares, animalizadas e de máscaras.
MULHERES: As mulheres dançavam pela fertilidade, pelo nascimento, pela chuva e pelas colheitas. Suas articulações eram curtas e estreitas. Nesse período nascem a dança pantomima (imitação de animais) e a dança abstrata (em círculo) para atrair forças magnéticas.
DANÇA NA ANTIGUIDADE: a dança tinha um caráter sacro religioso e festivo.
DANÇA NA IDADE MÉDIA: a Igreja condenou a dança pagã, que era um costume popular para festejar a primavera, a semeadura e as colheitas. Entretanto, nessa época, essa mesma dança passou a ser absorvida pela nobreza e sofreu transformações em seus movimentos. Estes são codificados à métrica musical e a dança é executada apenas como divertimento. Então, passa a ter duas linhas: a dança popular e a dança da classe dominante.
DANÇA NO RENASCIMENTO: surgiu na Itália e se espalhou por toda a Europa. As artes e o saber passam a ser valorizados (razão humana, filosofia, literatura e ciências), constituindo um patrimônio cultural que revolucionou o pensamento e a estética até então conhecidos. A dança clássica recebeu um forte impulso evolutivo, o balé se desenvolveu com virtuosismo, estética e técnica e as danças populares persistiram e mantiveram suas tradições.
DANÇA NO ROMANTISMO: a dança foi marcada pela Revolução Francesa e pela manifestação artístico-cultural, como oposição ao Iluminismo, articulado na razão humana. O balé se incorporou a esse movimento, negando a realidade e caminhando ao encontro da fantasia, do irreal e do etéreo. Suas histórias são românticas, narrando lendas e amores impossíveis entre o homem e seres imaginários (fadas, bruxos, ninfas, sílfides) ou entre o nobre e a camponesa.
Marie Taglioni (Sueca): foi a primeira bailarina a usar sapatilha de ponta.
Isadora Duncan (americana): foi a precursora da dança moderna. Ela, que não aceitava as regras rígidas e arcaicas do balé, abandonou as sapatilhas de ponta e criou sua própria técnica, dançando os movimentos da natureza (onda, vento, nuvem, árvore) ou de antigas civilizações. Essa personagem influenciou vários bailarinos, coreógrafos e estudiosos daquele período, que passaram a criar um novo vocábulo de dança e de linguagem corporal.
DANÇA NA ATUALIDADE: explora a pluralidade, a ambivalência, a fragmentação de movimentos, a variação de velocidade, de peso, de espaço, e passa a ser um corpo aberto a investigações. Seus movimentos são baseados no cotidiano

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