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WATSU

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WATSU
Giovanna Loterio Tybel
Fisioterapia
Vitoria
2017
CONCEITO
WATSU
 O objetivo deste trabalho é mostrar um
 pouquinho da história deste método
 que é tão importante para pessoas
 incapacitadas que necessitam de reabilitação.
 Professor responsável
 Fagner Salles
 Fisioterapia aquática
 Giovanna loterio tybel
 Vitoria 
 2017 
Historia do método watsu
O watsu é uma técnica de terapia integrativa corporal na água e seus movimentos derivam do zen shiatsu. Foi criada em 1980 por Harold Dull, presidente da Worldwide Aquatic Bodywork Association (WABA), Instrutores, institutos e Profissionais no registro de treinamento membros da Worldwide Aquatic Bodywork Association.  Supervisiona programas e sua aplicação aquática, o qual começou a aplicar a técnica nos seus alunos no centro de reabilitação Harbin Hot Springs, na Califórnia, Estados Unidos. O nome dessa prática é uma abreviação de “bater shiatsu” (shiatsu na água). Hoje, ela é praticada por diversos profissionais da saúde como naturólogos e fisioterapeutas e também é aceita como uma técnica eficaz em reabilitação primária pela comunidade científica.
No oriente, o alongamento é uma terapia mais antiga que a acupuntura e esses movimentos se concentram em pontos ao longo dos meridianos e têm como finalidade fortalecer, tonificar e aumentar a flexibilidade e a amplitude de movimento. Harold Dull descobriu que esses efeitos são mais intensos quando se alonga alguém flutuando na água morna.  Isso foi confirmado por Fisioterapeutas; que, trabalham com disfunções e incapacidades físicas, concluíram que o Watsu promove um aumento de amplitude de movimento maior que os métodos tradicionais. Até mesmo alguém insuficientemente flexível para ser colocado nas posições mais complexas do Watsu, recebe grandes benefícios por seus simples embalos e torções graduais.  E como o alongamento e a rotação de braços e pernas abrem os meridianos, fluindo melhor as energias; o paciente experimenta uma maior flexibilidade e reprograma os seus receptores para uma postura mais suave e flexível fora d’água. Esse método emprega conceitos peculiares pouco comuns para a medicina ocidental. Entre eles destacam-se a aceitação incondicional, os meridianos e o yin-yang. Foi criado para ser uma técnica de massagem que não era necessariamente destinada à pacientes; no entanto, terapeutas de reabilitação aquática reportaram resultados positivos quando aplicaram em portadores de distúrbios neuromusculares e músculo-esqueléticos (DULL, 2000).
	DESCRIÇÃO DE UMA APLICAÇÃO DO WATSU
	O WATSU é uma técnica de terapia corporal realizada em piscina coberta e aquecida, com música suave, onde o Fisioterapeuta realiza uma sequência de movimentos durante uma hora, promovendo passivamente para o paciente, mobilização de todas as articulações, alongamento das cadeias musculares e fáscias, trações e pompagens da coluna vertebral, rotações de tronco e articulações proximais.  O Fisioterapeuta realiza massagens de pressão pontual nos pontos preestabelecidos no trajeto dos meridianos e ainda pode associar qualquer outra forma de massagem que seja do seu conhecimento. O watsu permite ao Fisioterapeuta ser bastante criativo e isso é à base de todos os trabalhos corporais. Todos os movimentos são passivos e contínuos, onde o paciente experimenta uma situação de relaxamento muito intensa e as posturas associadas esse estado de inconsciência faz com que o paciente recorde com facilidade, de situações e fases de sua vida 
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O Watsu é um método suave, caracterizado por alongamentos, movimentos rítmicos rotacionais e em espirais, trações e manipulações articulares, ora livres ora sequenciais, nos quais o terapeuta oferece apoio total, assemelhando-se a uma dança na água. Essas transições são tão importantes quanto às posturas em si, criando um sentido de continuidade e fluxo, que desenvolve confiança e ajuda o paciente a relaxar. Apesar de, inicialmente, não ter sido criado para fins reabilitacionais, nos últimos 10 anos vem sendo utilizado como ferramenta no tratamento fisioterapêutico de disfunções sensório-motoras.
Técnica
Watsu é realizada em piscina em água morna na altura do peito. Durante uma sessão, um provedor (médico ou terapeuta) embala delicadamente, Suavemente alongando-se os músculos, dissociando as cinturas, liberando as regiões enrijecidas do corpo, trabalhando com muita delicadeza as estruturas corporais; manipulando suave, mas fortemente a coluna vertebral, sem provocar dor, normalizando o fluxo energético corporal dos meridianos assim como o fluxo de energia da coluna vertebral do receptor (cliente ou paciente). Uma sessão típica consiste em uma progressão de coordenação respiração, padrões de movimento em posições diferentes, e massagem. Padrões de movimento, incluindo embalando gentil e de balanço, mais dinâmico alongamento e mobilização, calma, e técnicas de mobilização específicas voltadas para as necessidades ou condição do receptor. A sessão pode durar de alguns minutos a mais de uma hora. Durante uma sessão, o provedor monitora continuamente o estado do receptor, levando em conta mudanças sutis na tensão muscular e respiração, e responsivo a adaptar o tratamento em conformidade.
Indicações
– Que necessitam estimulo para transferência de peso.
– Que apresentam atraso no desenvolvimento neuropsicomotor.
– Que apresentam alterações tônicas importantes (hipertonia).
– Que possuem déficit de equilíbrio
– Que apresentam diminuição da força muscular.
– Que apresentam diminuição da amplitude de movimento.
– Que apresentam dores generalizadas e não conseguem realizar exercícios em solo.
Lesões cerebrais traumáticas, lesões da medula espinal, doença de Parkinson, artrite, paralisia cerebral, dor crônica, fibromialgia, espondilite anquilosante, pós-mastectomia, pós-cirurgia torácica e estresse pós-traumático.
 Gerontes
Nos idosos, a terapia aquática apresenta vários benefícios, dentre os quais se destacam: diminuição da frequência cardíaca, aumento do desempenho cardiopulmonar, fortalecimento e aumento da capacidade elástica dos músculos, aumento da amplitude articular, diminuição e/ou eliminação das tensões mentais (BORNACHELA, 1999; CANDELORO, 2009). 02
Exercícios regulares podem auxiliar os idosos na ampliação de sua qualidade de vida e reduzir a taxa de declínio do seu estado funcional. A hidroterapia é uma prática segura para programas aeróbicos, além de ser importante para o tratamento de patologias associadas ao envelhecimento tal com Parkinson, osteoporose e artrose (CANDELORO, 2009).
Deficientes físicos
As propriedades físicas da água e sua relação com o corpo oferecem ao portador de deficiência maior possibilidade de mobilidade, afastando-o momentaneamente da utilização de próteses, bengalas, cadeira de roda, etc. Contribui significativamente para o desenvolvimento psicomotor do indivíduo (ROCHA, 1994).
De acordo com o mesmo autor, a hidroterapia relaxa, estica e reforça a musculatura, através de movimentos coordenados; aguça os reflexos proporcionando melhor domínio dos músculos exercitados; melhora a flexibilidade; evita tensões e rompimento de músculos. Conduz, portanto, a efeitos psíquicos

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