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Trabalho de sensores 2 bi

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baratas. Sua melhor aplicação é na detecção de nível pois não tem boa acurácia. 
b) Pneumática: Bons para detecção de nível de materiais com alta viscosidade e para lugares onde o uso de eletricidade é restrita, como ambientes com atmosfera
explosiva. É uma técnica barata e robusta. 
c) Capacitivo: São capazes de operar com grande variedade de líquidos e sólidos com boa precisão e com faixa de operação de pressão e temperatura bastante
altos. No entanto, o tubo da sonda deve ter comprimento parecido com o da
altura do vazo, o que pode ser extremamente desvantajoso, e muitas vezes
inviável, para vasos bastante altos.
d) Ultrassônico: É um sensor bastante popular pelo seu custo-benefício. É possível obter valores bastantes precisos por um preço bastante baixo. Além disso, por
ser um medidor sem contato, pode ser usado para materiais corrosivos, de
alta viscosidade ou de altas temperaturas. 
e) Microondas: Este medidor é capaz de operar em ambientes com vapor, poeira, além de pressão e temperatura extremas (metal fundido e gases liquefeitos).
Seu bom desempenho, no entanto, vem atrelado a um alto preço e montagem
complexa. Ultimamente, os preços tem caído consideravelmente, e ele já pode
ser usado no lugar de ultrassônicos de longa distância. 
f) Magnetostritivo: Medidor de precisão muito alta, usado em transações comerciais, como na indústria de combustíveis. Também é usado na indústria química.
g) Borbulhador: É usado quando ultrassônico, bóia e microondas não foram bem sucedidas. É uma boa escolha para medição em áreas de risco, já que não usa
eletricidade. É uma técnica “auto-limpante”.
Medidores de Nível Tipo Bóia Mecânico ou Magnético
Nesse tipo de sensor, a bóia move de acordo com a superfície da água, indicando assim, o nível. A medição pode ser tanto contínua, gerando um sinal analógico ao variar a resistência da haste que segura o flutuador, por exemplo, quanto discreta, simplesmente
detectando um limiar, como em uma caixa d’água. 
Sensores de Nível do Tipo Bóia Magnético podem funcionar tanto na horizontal quanto na vertical. Na horizontal, atuam de maneira similar como citado acima, mas
o fechamento do contato ocorre com a aproximação de um campo magnético. Já um
flutuador magnético vertical (5, Series: LSF400) é comumente colocado no topo do tanque
e a bóia é instalada sob uma mola, que ao ser tencionada, resulta em um movimento
vertical tanto do núcleo quanto da haste, levando o magneto para fora, retirando o contato
com a chave. Como a medida é feita diretamente, o material para o flutuador
e a haste deve ser escolhido para que aguente a temperatura, composição química e a
pressão de trabalho. Outro fator importante a ser considerado é a densidade da bóia, que deve ser menor que a do líquido para poder flutuar, além disso a viscosidade do líquido deve ser levada em conta, pois quanto mais viscoso o fluido e dependendo do material escolhido para ser o flutuador, maior será a alteração de sua densidade ao longo do uso, descalibrando o sensor.
As aplicações do sensor de nível mecânico do tipo bóia estão nos mais variados
setores do mercado: medição de nível da gasolina do veículo, caixa d’água, monitoramento de vazamentos/enchimento, determinação do limiar entre interfaces água/óleo,
entre outros. Como principal vantagem, esse tipo de sensor opera em uma grande gama de
líquidos, inclusive corrosivos, além do mais, são simples e apresentam baixo custo. Como
desvantagem, esse sensor não pode operar em fluidos que possuem metais (no caso do
magnético) ou que são altamente viscosos.
Medidores de nível capacitivo
Medidores de nível capacitivos se utilizam da variação da capacitância obtida entre a sonda do medidor e a parede do vaso, que agem como as placas do capacitor. Uma sonda
de referência pode ser usada ao invés da parede do vaso, por exemplo, quando as paredes
do vaso não são condutoras. Sabendo que a capacitância C é diretamente proporcional
à área das placas A, à constante dielétrica do material entre as placas ε e inversamente
proporcional à distância d entre elas.
Os medidores capacitivos podem ser utilizados em uma grande gama de aplicações, entre estas, medição de líquidos condutivos e não-condutivos, com variadas densidades, além de poder operar em condições de alta temperatura e pressão e, com a escolha correta do material da sonda, podem operar em ambientes corrosivos. O medidor também não
tem partes móveis e é de fácil manutenção. No entanto, o acúmulo de material na sonda
pode acarretar em erros na medição, e materiais com constantes dielétricas muito altas
necessitam de um isolamento na sonda, de teflon, por exemplo, para evitar um curto
entre a sonda e o terra. Quanto maior a constante dielétrica do material, melhor será a
medida. Materiais com constantes dielétricas extremamente baixas, como vidro, plásticos
e materiais com densidade muito baixa, ou seja, com grande quantidade de ar entre
suas moléculas, terão melhores resultados com outros medidores. A grande limitação dos
medidores capacitivos se dá ao fato de que a haste da sonda deve se estender até o fundo
do tanque, o que inviabiliza seu uso em tanques muito altos. Neste caso, medidores sem
contato são os mais indicados. 
Medidores de nível ultrassônicos
Medidores de nível ultrassônicos se utilizam de ondas acústicas de alta frequência, de 20 a 200 KHz, para realizarem a medição do nível do vaso. Esta tecnologia pode ser usada tanto para detecção de nível quanto para medição contínua. Estes medidores tem
como principais vantagens: é um medidor sem contato, portanto pode ser usado para
medir substâncias viscosas (óleos), que geralmente se acumulam em medidores de contato,
corrosivas e dejetos; por conter um microprocessador, pode ser um medidor inteligente,
com comunicação serial, configuração remota, ajuste de calibração, etc; além disso, é de
fácil instalação e manutenção. Para detecção de nível, dois cristais piezoelétricos são posicionados a uma distância fixa. Um deles é o transmissor, que gera as ondas ultrassônicas, o outro é o receptor. Ondas mecânicas se propagam muito melhor em líquidos do que no ar, portanto, quando há líquido o suficiente entre os cristais, o receptor recebe um sinal forte o suficiente para o acionamento de um relé, gerando o sinal de detecção de nível. Com esta técnica, há contato entre o medidor e o líquido, por isso, as substâncias em que ela pode ser utilizada são restritas. No caso de medição contínua, um transdutor é responsável por enviar ondas sonoras. 
De forma prática, há algumas imprecisões que afetam as medições, como a variação da temperatura do ar, que muda a velocidade de propagação do som, interferência causada por ecos, reflexões em bordas, o fato da onda se propagar de forma cônica e juntas do vaso e a distância de supressão, isto é, o “ponto cego” do sensor. A distância de supressão é
causada pelo fato de que o transdutor é responsável tanto por transmitir como receber os
pulsos de onda. Desta forma, há um período de vibração após a emissão de um pulso que
deve ser atenuada para que se possa receber um pulso refletido. Isto se traduz em uma
distância mínima para que o sensor consiga captar o pulso. De forma geral, quanto maior
o alcance do sensor, maior será sua distância de supressão, que varia de 0.1 a 1m, no geral.
Com o uso de um termômetro, que muitas vezes já vem integrado com o sensor, é possível realizar o ajuste de temperatura e evitar distorção na saída devido à mudança
da velocidade de propagação da onda. Alguns sensores, inclusive, permitem a utilização
de termômetros externos ou do uso de um parâmetro configurável, para o caso de um
ambiente de temperatura controlada. Quanto à interferência causada por eco, hoje em dia
os microprocessadores são dotados de algoritmos de processamento de dados que permitem
que os sensores sejam usados nas mais variadas formas de tanques com interferência
minimizada, contando até com formatos de tanques pré-programados. 
Os sensores ultrassônicos têm a vantagem

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