Livro Aula Competência Tributária
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DIREITO FINANCEIRO E TRIBUTÁRIO 
 04 
Competência 
Tributária 
 
 
 
 
 
 Introdução 
 
 
 Noções Gerais 
 
Definição: 
Competência em matéria tributária, é a faculdade atribuída pela Constituição às pessoas de direito 
público com capacidade política para criar tributos. 
 
Competência Constitucional: 
A competência decorre da Constituição; é esta que, da mesma forma que atribui competências ao 
Estado para atuar em diversos outros campos, no tributário confere-lhe a faculdade de criar tributos. 
A norma de competência inserida na Constituição não cria, por si mesma, o tributo. Pelo contrário, 
limita-se a dar algumas características que permitam individualizá-lo e, dessa forma, repartir-se a 
competência entre a União, os Estados e os Municípios. Há em nosso sistema, ainda, a característica 
da rigidez. Assim, essa partilha rigorosa da competência tributária possui o caráter de rígida, 
prevalecendo enquanto viger o Texto Constitucional que a estipula. 
 
Caráter Legislativo: 
A competência tributária envolve não só o poder de fiscalizar e cobrar tributos, mas também o de 
legislar a respeito. Não tem competência tributária o ente público desprovido de poder legislativo. 
Assim, a competência tributária, em sentido estritamente legal, pertence exclusivamente à União, aos 
Estados, ao DF e aos Municípios. 
 
Capacidade Tributária: 
É um outro conceito, que envolve apenas a fiscalização e a cobrança, por delegação, sem poder de 
legislar. Neste caso estão, por exemplo, o INSS e o DNER. 
 
! A atribuição de arrecadar tributos a pessoa de direito privado não constitui delegação, mas, apenas uma relação contratual (art. 7º, §3º do Código Tributário). 
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 Distribuição de Competências 
 
Distribuição de Competência entre os Entes Federados: 
É um dos suportes fundamentais da Federação o poder de instituir e arrecadar tributos próprios. Não 
poderia haver uma efetiva autonomia dos diversos entes que compõem a Federação se estes 
dependessem tão somente das receitas que lhe fossem doadas. 
Cada uma das pessoas de direito público com capacidade política (que desfrutam de Legislativo 
próprio) dispõe de certos tributos, os quais podem instituir e arrecadar, sem colidir com iguais 
modalidades ou com iguais tributos de outras pessoas da mesma natureza. Isso se deve a um sistema 
bem concatenado em que, por um lado, os tributos são divididos em modalidades e, de outro, 
estatuem-se, na própria Constituição, os critérios para a sua apropriação. 
 
Competência da União Competência dos Estados, DF e Municípios 
Impostos Impostos 
Taxas Taxas 
Contribuição de Melhoria Contribuição de Melhoria 
Contribuições Sociais Diversas Contribuições Sociais Previdenciárias, cobradas 
unicamente de seus servidores e, em benefício 
destes 
Empréstimos Compulsórios 
 
Competência Privativa: 
Quando pertence a uma só entidade, como no caso do ISS, que é atribuído aos Municípios. 
 
Competência Comum: 
Quando pertinente a todas as entidades, como é o caso das taxas e contribuições de melhoria, dentro 
da área de atuação de cada uma. 
 
Competência Concorrente: 
Quando atribuída aos Municípios, aos Estados e à União, ficando esta com o direito de editar as 
normas gerais e os outros entes, as normas suplementares. 
 
! Na omissão da União, podem os outros entes públicos editar também as normas gerais, válidas enquanto perdurar a referida omissão (art. 24, §§ 3º e 4º da Constituição Federal). 
 
Competência Residual: 
Essa rigidez na partilha sofre um pequeno abrandamento, dada a existência de uma competência 
residual, é dizer, uma faculdade para criar impostos não enunciados na Constituição. Essa 
prerrogativa é exclusiva da União, que, nos termos do artigo 154, I, mediante lei complementar pode 
instaurar outros impostos que não tenham fato gerador nem base de cálculo idênticas aos impostos 
expressamente discriminados na Constituição. 
 
 
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Competência Extraordinária: 
É a referente a impostos que podem ser criados pela União, no caso de guerra. 
 
 
 Domicílio 
 
Conceito Civil: 
Domicílio é o lugar onde a pessoa reside com ânimo definitivo ou o lugar onde mantenha o centro de 
suas ocupações; ou, ainda, o lugar onde responde por suas obrigações. Quem não tem residência fixa 
ou centro de ocupações habituais terá como domicílio o lugar onde for encontrado. O domicílio das 
pessoas jurídicas de direito privado é a sede das mesmas, ou as filiais, para os atos ali praticados. 
 
Domicílio Tributário: 
Na lei tributária prevalece o domicílio que o contribuinte indicar. O Código Tributário menciona em 
primeiro lugar o domicílio de eleição, que é o de livre indicação da pessoa (art. 127). Mas a indicação 
pode não ser aceita se dificultar a arrecadação ou a fiscalização do tributo (art. 127, § 2º). Conforme 
o tributo, cada estabelecimento poderá ser o domicílio. No ISS, por exemplo, o domicílio é cada 
estabelecimento prestador de serviços ou, na construção civil, o local da execução da obra. Não 
cabendo a aplicação dos critérios usuais, domicílio será o lugar da situação dos bens ou da ocorrência 
dos atos ou fatos que deram origem à obrigação (art. 127, § 1º). As pessoa jurídicas de direito público 
têm como domicílio qualquer de suas repartições no território da entidade tributante (art. 127, III). 
 
 
 
 
 
 Incidência, Não Incidência, Imunidade e Isenção 
 
 
 Incidência 
 
É quando alguém pratica um ato ou fato previsto na lei tributária, diz-se que nesse ato ou fato incide 
a legislação daquele determinado tributo. Confunde-se, assim, a incidência com a ocorrência do fato 
gerador tributário. Incidência é a situação em que o tributo é devido por ter ocorrido o respectivo fato 
gerador. 
 
 
 Não Incidência 
 
Se diz não-incidência quando um fato ou ato ou situação não se enquadra na lei tributária, estando 
portanto fora do campo da incidência tributária. Por ser um fato gerador qualquer que não tributário, 
a pessoa que praticou o ato ou fato não está obrigado ao cumprimento da obrigação tributária, salvo 
se a lei prever expressamente o cumprimento de determinada obrigação, a fim de salvaguardar o 
interesse da Administração Pública. 
 
 
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 Imunidade 
 
A imunidade é uma limitação constitucional ao poder de tributar. Alcança só os impostos. Tem-se 
três categorias de imunidades, doutrinariamente divididas: 
a) recíproca: de natureza política (entre União, Estados, DF e Municípios). 
b) genérica: de modo geral (por exemplo para papel, livros, etc.) 
c) peculiar: para determinados impostos e determinadas finalidades. 
 
! Se a Constituição Federal veda expressamente determinada tributação, logo, é imunidade. A lei que reproduz texto sobre imunidade é totalmente inócua. Se restringi-la, será inconstitucional. Se 
alargá-la, a ampliação corresponderá a uma verdadeira isenção. 
 
 
 Isenção 
 
Isenção é a dispensa legal do pagamento de um determinado tributo, via de regra concedida face a 
relevante interesse social ou econômico regional, setorial ou nacional. Só pode isentar quem tem a 
competência para tributar. A isenção não se confunde com a não-incidência, pois há o fato gerador e 
há a hipótese de incidência prevista na lei, mas o legislador dispensa