Artigo Gástrite e úlcera
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Artigo Gástrite e úlcera


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GASTRITE E ÚLCERA PÉPTICA
Andreza Alves
Cristiane Marques
Danilo Paiva
Érica Souza
RESUMO
O estômago é a porção do trato gastrointestinal constituído por uma bolsa localizada entre o esôfago e o intestino delgado. Sua parede gástrica possui quatro camadas assim dispostas de fora para dentro: serosa (ou peritônio visceral), muscular, submucosa e mucosa. Algumas patologias comprometem essa parede gástrica que é o caso das gastrites e úlceras pépticas que são doenças que atingem pessoas de ambos os sexos, e diferentes idades. Essas doenças apesar de serem parecidas pelos sintomas são comumente confundidas, pela população, apesar de suas inúmeras diferenças.
 Palavras chave: Parede gástrica, gastrite e úlcera.
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Introdução
A gastrite é a inflamação da mucosa gástrica, que pode ser aguda ou crônica, de acordo com o aspecto histológico, extremamente comum na população como um todo, especialmente nos anos da meia-idade à terceira idade.
A gastrite crônica bacteriana que está associada a infecção pela bactéria Helicobacter pylori, é o tipo de maior frequência. Essa bactéria é também considerada um dos agentes causadores da úlcera péptica e atua como cofator na etiologia das malignidades gástricas.
A bactéria H. pylori coloniza especificamente a mucosa gástrica e as micro vilosidades gástricas das células epiteliais.
Uma úlcera péptica é uma área de lesão na mucosa gástrica ou intestinal, causada principalmente pela ação digestiva do suco gástrico ou das secreções no intestino delgado superior. É considerada uma doença crônica com períodos variáveis de remissão e atividade.
Métodos 
A pesquisa foi realizada através de livros e artigos científicos nacionais e internacionais, que se fez através da busca em banco de dados SciELO,. As palavras-chave utilizadas na pesquisa foram: Gastrite, Helicobacter pylori, úlcera péptica, gastroenterologia e similares em português. Foram selecionados os documentos de interesse para o estudo, ou seja, aqueles que faziam referência, em seus dados, a aspectos 
Revisão de literatura
 
Gastrites agudas
São classificadas em três grupos: gastrite aguda por Helicobater pylori (H.pylori), gastrite supurativa ou flegmonosa aguda e gastrite aguda hemorrágica ou gastrite erosiva aguda. Esta última pode ser secundária ao uso de álcool, ácido acetilsalicílico, anti-inflamatórios, corticosteroides e em situações clínicas como choque, trauma, cirurgias extensas, queimaduras, septicemia, insuficiência respiratória, hepática ou renal, entre outras.Histologicamente, independente da causa o quadro acomete todo o estômago, para, a seguir, predominar no antro e duodeno. As alterações histológicas se localizam apenas em áreas imediatamente adjacentes às lesões e se caracterizam, na zona subepitelial, por edema difuso da lâmina própria, congestão capilar e diferentes graus de hemorragias intersticial.
 
Erosões causadas pela gastrite aguda
Gastrite aguda por Helicobater pylori (H.pylori):
Adquirido por via oral, o microrganismo penetra na camada de muco e se multiplica em contato íntimo com as células epiteliais do estômago. O epitélio responde com depleção de mucina, esfoliação celular e alterações regenerativas sinciais.Os produtos bacterianos ativam os mastócitos e, através de sua degranulação, há liberação de outros ativadores inflamatórios que aumentam a permeabilidade vascular e a expressão de moléculas de leucócitos nas células endoteliais. O H.pylori estimula o epitélio gás ártico a produzir uma potente citosina, a interleucina-8 cuja produção é potencializada pelo fator de necrose tumoral. Nesta fase ocorre hipocloridria e ausência de secreção de ácido ascórbico para o suco gástrico. 
Embora a primo-infecção pelo H. pylori passe desapercebida pela maioria dos pacientes, às vezes após um período de incubação variável de 3 a 7 dias, alguns indivíduos desenvolvem um quadro clínico caracterizado por dor ou mal estar epigástrico,pirose,náuseas,vômitos,flatulência, sialorreia,halitose,cefaléia e astenia. As anormalidades macroscópicas são variáveis à endoscopia, desde pequeno hematoma até erosões, úlceras ou mesmo lesões pseudotumorais.Na maioria dos pacientes as alterações concentram-se no antro mas podem acometer também o corpo gástrico.O diagnóstico laboratorial da infecção aguda pode ser feito através da histologia, testes respiratórios com carbono 13ou 14, cultura e teste de uréase.
Tratamento: consiste na hipersecreção ácida e vários outros recursos para erradicação do H.pylori.
Gastrite flegmonosa aguda
Se caracteriza por infecção bacteriana da mucosa e submucosa do estômago, na maioria dos casos a inflamação não ultrapassa a cárdia e o piloro, sendo a mucosa gástrica relativamente pouco acometida. O quadro costuma se instalar com complicação de doença sistêmica ou septicemia, tendo sido descrita após empiema, meningite e endocardite pneumocócica, entre outras. Quando causada por agentes formadores de gás é denominada gastrite enfisematosa em decorrência de fatores predisponentes, como cirurgia gástrica, hipocloridria câncer gástrico, úlcera gástrica e gastrite. Os sintomas são dor epigástrica, náuseas e vômitos purulentos. A biopsia pode não definir o diagnostico que é feito através de laparatomiza exploradora ou, mesmo, na necropsia.
Tratamento: a terapêutica inclui o emprego de antibióticos de amplo espectro associada à drenagem cirúrgica ou endoscópica da parede gástrica.
Gastrite aguda hemorrágica
as lesões agudas da mucosa gastroduodenal ou úlceras de estresse se iniciam nas primeira horas após grandes traumas ou doenças sistêmicas graves e acometem as regiões proximais do estomago. Ocasionalmente, podem também envolver o antro gástrico,duodeno ou esôfago distal.São caracterizadas por múltiplas lesões hemorrágicas,puntiformes associadas a alterações da superfície epitelial e edema.Como complicação clinica a gastrite aguda pode exteriorizar-se por hemorragia digestiva alta.A sua patogenia não é bem conhecida,sendo os mecanismos mais aceitos aqueles relacionados com alterações nos mecanismos defensivos da mucosa gastroduodenal.
Tratamento:consiste no uso de medicações antiácidas para reduzir a frequência de sangramento digestivo.
 
Gastrites crônicas
Gastrite crônica associada ao Helicobater pylori
O H.pylori é considerado o principal agente etiológico em mais de 95% das gastrites crônicas.Essa bactéria coloniza a mucosa gástrica humana com mínima competição por parte de outros microrganismos e parece estar particularmente adaptada a esse ambiente.Embora a presença do H.pylori evoque resposta imune local e sistêmica,a infecção, uma vez adquirida ,persiste para sempre,sendo raramente eliminada espontaneamente.
O antro é tipicamente a primeira região a ser acometida,podendo as vezes predominar o comprometimento do corpo,ou mesmo,de todo o órgão.A gastrite crônica do corpo gástrico,associada a atrofia acentuada,eleva de três a quatro vezes o risco de carcinoma gástrico,do tipo intestinal.O principal significado clinico da gastrite crônica associada ao H.pylori reside em sua estreita associação etiológica com a ulcera péptica duodenal e com o carcinoma e linfoma gástrico.
Tratamento:consiste na erradicação do H.pylori.
Estômago infectado pela bactéria H. pylori
Gastrite crônica autoimune
Conhecida também como gastrite tipo A ,acomete o corpo e fundo gástricos,sendo caracterizada por um atrofia seletiva,parcial ou completa,das glândulas gástricas desta área ,ocorrendo substituição parcial ou completa,das células superficiais normais por mucosa tipo intestinal(metaplasia intestinal).
 Funcionalmente a atrofia das glândulas gástricas se associa com hipocloridria(atrofia parcial),paralelamente há um decréscimo na secreção do fator intrínseco,podendo ocasionar a redução da absorção da vitamina B12 e o aparecimento de anemia perniciosa.
A gastrite atrófica é uma doença autoimune assintomática do ponto de vista gastrintestinal,advindos sintomas