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Ocupação Temporária   intervenção da propriedade

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Ocupação Temporária 
1 – Conceito: É a forma de intervenção pela qual o Poder Público usa transitoriamente imóveis privados, como meio de apoio à execução de obras e serviços públicos. 
Ex. Utilização temporária de terrenos particulares contíguos a estradas (em construção ou em reforma), para a alocação transitória de máquinas de asfalto, equipamentos de serviço, pequenas barracas de operários etc. O uso de escolas, clubes e outros estabelecimentos privados por ocasião das eleições. Temos também como outros exemplos de ocupação temporária de bens imóveis necessários a pesquisa e lavra de minérios nucleares (decreto-lei 1965/81) como ocupação temporária em sítios arqueológicos (lei 3.924/81).
2 – Fundamento: Art. 5º, XXIII e art. 170, III, CF. O art. 36 do Decreto-lei nº 3365/41 dispõe a respeito da seguinte forma: 
“é permitida a ocupação temporária, que será indenizada, afinal, por ação própria, de terrenos não edificados, vizinhos às obras e necessários à sua realização.” 
3 – Objeto: propriedade imóvel, uma vez que o art. 36 do Decreto- lei nº 3365/41, faz referência ao uso de terrenos não edificados. 
4 – Formas de instituição: Se for ocupação temporária vinculada à desapropriação, deverá ser feita por meio de ato formal, seja por decreto do Chefe do Poder Executivo, ou no próprio decreto expropriatório. Se for ocupação temporária desvinculada da desapropriação, dispensa ato formal, a atividade é autoexecutória, como é o caso do uso de terrenos baldios para alocação de máquinas e equipamentos. No caso de serviços eleitorais, o formalismo limita- se a um ofício de autoridade judicial comunicando a data e o horário do uso da propriedade privada. 
5 – Extinção: Se a ocupação visa à consecução de obras e serviços públicos, a propriedade deverá ser desocupada tão logo esteja concluída a atividade pública. 
6 – Indenização: Na ocupação temporária vinculada ao processo de desapropriação (art. 36) há o dever do Estado de indenizar o proprietário pelo uso do imóvel. Ao contrário, na ocupação temporária desvinculada da desapropriação, a indenização é condicionada ao dano. Assim, nos casos de obras em estradas e serviços eleitorais, não há, em regra, indenização. 
7 – Características: 
Direito pessoal; Só incide sobre a propriedade imóvel; Tem caráter de transitoriedade; A situação constitutiva da ocupação é a necessidade de realização de obras e serviços públicos normais; A indenização varia conforme a modalidade de ocupação: se for vinculada à desapropriação, haverá indenização, caso contrário, não haverá indenização (salvo se houver prejuízo para o proprietário). 
Resumo de ocupação temporária:
Ocorre para a realização de obras, serviços e atividades públicas. Assim como a servidão administrativa, a ocupação temporária incide sobre bens imóveis, entretanto ocorre em caráter temporário, como é possível presumir a partir do nome do instituto. É o caso, por exemplo, da ocupação de terreno particular para depósito de materiais de construção que visam a construção de uma escola pública vizinha ao imóvel.
Também de forma bastante semelhante à servidão administrativa, atinge o caráter exclusivo da propriedade, e ainda, não há indenização, salvo se houver dano.