Modulo 1
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DisciplinaProteção Penal ao Patrimônio17 materiais71 seguidores
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30/11/2016 UNIP ­ Universidade Paulista : DisciplinaOnline ­ Sistemas de conteúdo online para Alunos.
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Artigo 155.
\u201cSubtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel:
Pena ­ reclusão, de um a quatro anos, e multa.
§ 1º ­ A pena aumenta­se de um terço, se o crime é praticado durante o repouso noturno.
§ 2º ­ Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor a coisa furtada, o juiz pode substituir a pena de reclusão pela de detenção, diminuí­la de um a dois terços, ou aplicar somentea pena de multa.
§ 3º ­ Equipara­se à coisa móvel a energia elétrica ou qualquer outra que tenha valor econômico.
Furto qualificado
§ 4º ­ A pena é de reclusão de dois a oito anos, e multa, se o crime é cometido:
I ­ com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa\u37e
II ­ com abuso de confiança, ou mediante fraude, escalada ou destreza\u37e
III ­ com emprego de chave falsa\u37e
IV ­ mediante concurso de duas ou mais pessoas.
§ 5º ­ A pena é de reclusão de 3 (três) a 8 (oito) anos, se a subtração for de veículo automotor que venha a ser transportado para outro Estado ou para o exterior\u201d. (Incluído pela Lei nº 9.426, de 1996)
 
 
           Nomen iuris: Furto
 
                        Conceito: é a subtração de coisa alheia móvel com o fim de assenhoramento definitivo.
 
                        Elementos do tipo:
                        ­ subtrair: é o tirar coisa de alguém (o agente recebe a coisa em posso ou detenção, de forma vigiada, e leva a coisa mesmo assim ­ é o que difere da apropriação indébita, pois neste
crime a posse é desvigiada).
                        ­ para si ou para outrem: é o elemento subjetivo do tipo (elemento subjetivo do injusto), ou seja, a finalidade do agente de tomar posse da coisa com ânimo de assenhoramento definitivo
(é o animus rem sibi habendi). Caso o agente não tenha a finalidade de assenhorar­se em definitivo da coisa, estaremos diante do furto de uso, e, como não há descrição típica neste caso, o fato será
atípico.
                        ­ coisa alheia móvel: é o objeto material.
                                   Coisa alheia é o que pertence a terceiro (a res nullius e a res derelicta não acarretam em furto, pois a coisa ,nestes casos, não pertence a ninguém ou está abandonada ­ agora,
quando se tratar de res desperdicta, em que a coisa está perdida, estaremos diante da apropriação de coisa achada e não furto, pois não há subtração. A coisa de uso comum não pode ser objeto de furto,
salvo quando for destacada de seu ambiente natural e esteja sendo explorada por alguém (dois requisitos: ex// água encanada ­ foi destacada do seu ambiente natural e está sendo explorada). O ser
humano não pode ser objeto de  furto, pois não é coisa, e muito menos alheia. Por outro  lado, a subtração de cadáver é possível, mas não será  furto por haver crime próprio  (artigo 211), em que a
objetividade jurídica tutelada é o respeito aos mortos ­ excepcionalmente, porém, o cadáver poderá ser objeto de furto quando pertencer a alguém Ex// cadáver pertencente à faculdade de medicina. Caso
a subtração seja de órgão de pessoa viva para transplante ilícito, será aplicada a Lei 9434/97.
                                   A palavra alheia é o elemento normativo do tipo (deve­se efetuar um juízo de valor para que haja tipicidade ­ assim, se a coisa não for de terceiro, mas do próprio agente, o fato
será atípico, por ausência de tipicidade). Aquele que subtrai coisa própria que se encontra em poder de terceiro, em razão do contrato ex// mútuo pignoratício, cometerá o delito previsto no artigo 346. O
credor que subtrai bem do devedor para se auto­ressarcir, em razão de dívida já vendida e não paga, cometerá o delito do artigo 345.
                                   obs// o furto é considerado um delito anormal por ter, em sua descrição típica, além dos elementos objetivos (objeto material, verbo, sujeito passivo e ativo), elementos subjetivos.
30/11/2016 UNIP ­ Universidade Paulista : DisciplinaOnline ­ Sistemas de conteúdo online para Alunos.
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                                   Por derradeiro, a coisa alheia dever ser móvel (é aquela que pode ser removida pela ação do homem ou que tem movimentos próprios). Ressalta­se que os bens considerados
imóveis por ficção do direito civil, são móveis no direito penal ex// um navio, uma aeronave etc
 
                        Objetividade jurídica: a posse e a propriedade da coisa.
 
                        Sujeito ativo: qualquer pessoa, salvo o proprietário.
                        Trata­se de crime comum, que pode ser praticado por qualquer pessoa.
                        Quanto ao proprietário, a tipicidade se dará à luz do delito descrito no artigo 346, CP.
                        Aquele que furta o ladrão cometerá furto, não em razão do 1º ladrão, mas sim em relação à vítima originária, pois a posse do 1º ladrão é ilegítima e para que haja furto há necessidade da
posse ser legítima.
 
                        Sujeito passivo: pessoa física ou jurídica, titular da posse, detenção ou propriedade.
 
                        Conduta: o núcleo do tipo é subtrair, que significa tirar, retirar. Este apossamento poder ser feito de forma direta ou indereta.
                        O apossamento direto é aquele em que o sujeito ativo subtrai pessoalmente o objeto material. Já no apossamento indireto, a subtração é efetuada, por exemplos, por animais adestrados.
 
                        Consumação: quando a coisa sai da esfera de vigilância da vítima e entra na posse tranquila do agente, ainda que por pouco tempo. Assim, se o agente subtrai coisa da vítima, e na fuga
a perde, sendo preso posteriormente, responderá por furto consumado, pois a vítima sofreu prejuízo. Da mesma forma, se o crime é praticado em concurso de agentes e um deles consegue fugir com a res
furtivae, todos responderão por furto consumado.
                        A prisão em flagrante não acarreta, necessariamente, furto tentado\u37e é o caso do flagrante ficto em que o agente é encontrado com o objeto do crime (armas, papéis etc), logo após o seu
cometimento.
                        Deve­se ressaltar que o furto é um crime material e instantâneo, ou seja, na descrição típica consta a conduta e o resultado visado pelo agente, havendo necessidade que este último
ocorra para que se opere a consumação. Além disto, é um crime instantâneo, pois a consumação ocorre em um momento certo e determinado, não se prolongando no tempo.
 
                        Tentativa (conatus): é possível.
                        Ocorrerá quando o agente não lograr consumar o crime por circunstâncias alheias à vontade do agente.
 
                        Concurso de crimes: o furto admite o concurso material, formal e a continuidade delitiva.
 
                        Pergunta: Como será a responsabilização do ladrão que, após o furto, vende a coisa à terceiro de boa fé como se a coisa fosse sua ? Responderá por furto e estelionato?
                        Resp// As regras do antefactum e postfactum impuníveis não poderão ser aplicadas, muito embora sejam crimes conexos (há relação de meio e fim entre dois fatos), pois constituem
ofensas a bens diversos ou pertencentes a pessoas diversas.
                        Não se pode dizer que o estelionado é um postfactum impunível, uma vez que nesta espécie de progressão criminosa exige­se menor gravidade da conduta subsequente em face da
anterior, o que não ocorre.
                        Da mesma forma, não há que se falar em antefactum impunível, uma vez que são diversos os sujeitos passivos (para que haja antefactum impunível há necessidade que se trate de um
mesmo bem jurídico, pertencente a um mesmo sujeito).
                        Assim, o agente será responsabilizado por furto e estelionato
Malu
Malu fez um comentário
Esse otário não justificou nada, somente atrapalhando a vida alheia, somente postou para ter mais conteudos.
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