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ED   INFLAMAÇÃO E REPARO TECIDUAL

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o tecido cicatricial sofre remodelação, que resulta em redução de volume da cicatriz, podendo haver até seu desaparecimento. Ocorre em tecidos permanentes, prejuízo na função, tecido granulação mais proeminente, prejuízo na função e maior quantidade de miofibroblasto.
O que é reagudização?
O que é a reação granulomatosa?
O que é necessário para que o tecido tenha a capacidade de se regenerar?
Que a área e a profundidade da lesão seja pequena, que seja em tecido lábeis ou estáveis. 
O que são células lábeis?
As células lábeis são células que se regeneram com facilidade e rapidez. São exemplos as células das superfícies de revestimento, do epitélio seminífero e dos órgãos hematopoéticos.
O que são células estáveis?
São células cuja capacidade de replicação dos núcleos permanece em descanso na maior parte do tempo, mas isso muda rapidamente quando se recebe um estímulo adequado. São exemplos os hematócitos, as células dos túbulos renais e os fibroblastos, fibras musculares lisa.
O que são células permanentes?
São células cujos núcleos não possuem mais a capacidade de reiniciar o processo replicativo e uma vez perdida essa capacidade, essas células não são mais substituídas. São exemplos os neurônios e as fibras musculares estriadas e cadiacas.
Quais os aspectos que se leva em consideração para saber se o tecido vai sofrer regeneração ou cicatrização?
O tamanho da lesão, a sua profundidade, o tipo de tecido lesado.
Por que é mais fácil ter reparo em um corte feito por bisturi do que um corte por queda?
Quais as características da cicatrização de primeira e segunda intenção? Dê exemplos e O que compõe o tecido de granulação?
Cicatrização primária ou por primeira intenção: ferida cujas bordas foram aproximadas por sutura e que não tenha sido infectada. É mais rápida e forma cicatrizes menores, visto que a fenda da ferida é mais estreita e a destruição tecidual nas suas bordas é menor. O exemplo clássico é o de feridas cirúrgicas, em que o sangue extravasado pelo corte forma um coágulo que ocupa o espaço entre as margens da ferida. A reação inflamatória se instala a partir da liberação de mediadores originados do coágulo de fibrina, das células aprisionadas no coágulo, do tecido conjuntivo das bordas da ferida e das células epiteliais da margem da lesão. A maior ou menor velocidade de cicatrização, o tamanho da cicatriz e sua maior ou menor retração dependem da quantidade e da qualidade de citocinas e fatores de crescimento produzidos durante o processo. O equilíbrio entre síntese e degradação da MEC é fundamental para uma cicatrização normal. A migração de leucócitos para a área ocupada pelo coágulo e para a MEC nas bordas da ferida depende da liberação de diferentes agentes quimiotáticos: nas primeiras horas, há migração maciça de neutrófilos por ação de fatores quimiotáticos gerados a partir da fibrina. A partir de 18 h, há grande produção de quimiocinas CC que atraem monócitos, e quimiocinas que recrutam linfócitos, os quais predominam no exsudato após 24 h. A fonte dessas quimiocinas são células conjuntivas da margem da ferida, monócitos e plaquetas presos no coágulo e células endoteliais de vasos nas bordas da lesão. Os fagócitos fagocitam o coágulo, iniciando-se a produção do tecido conjuntivo cicatricial e a regeneração do epitélio. Essa fase também depende da liberação de citocinas, quimiocnas i e fatores de crescimento. Os fibroblastos proliferam, deslocam-se e depositam componentes da matriz, inicialmente com grande quantidade de poliglicanos (ácido hialurônico) e de colágeno do tipo III, com fibras finas; essa MEC é mais fluida e permite a migração de células. Simultaneamente, ocorre formação de novos capilares. As células endoteliais que se deslocam formam um broto celular que cresce em direção ao coágulo, no qual está ocorrendo a deposição da MEC neoformada. As células endoteliais começam a sintetizar membrana basal e, a partir daí, o broto se reorganiza, formando a luz do novo capilar, em comunicação com o capilar de origem. Dessa maneira, forma-se uma rede capilar que acompanha a nova matrz i que está sendo produzida por fibroblastos, originando um tecido conjuntivo bem vascularizado. Esse tecido conjuntivo matriz frouxo, rico em capilares sanguíneos e contendo leucócitos e extracelular formada por fibras colágenas finas (colá geno do tipo Ili), ácido hialurônico e quantidade moderada de proteoglicanos, recebe o nome de tecido de granulação. Macroscopicamente, esse tecido tem coloração rósea e aspecto granuloso. O tecido de granulação é edemaciado porque o endotélio capilar não apresenta estruturas juncionais completas e permite a passagem de líquidos para o interstício. Cerca de 5 dias após a sutura, o tecido de granulação preenche todo o espaço da ferida e o epitélio da epiderme já adquire sua espessura normal, inclusive com início de ceratinização. O aumento de resistência da cicatriz decorre de remodelação do colágeno, especialmente pela maior quantidade de colágeno do tipo I e pelo aumento de ligações transversais entre as suas moléculas. Conclui-se, portanto, que o processo de cicatrização é controlado por vários fatores de crescimento e citocinas sintetizados por macrófagos, plaquetas, células endoteliais e linfócitos T, além daqueles liberados da MEC ou produzidos após a ação de proteases nessa matriz. A maior ou menor velocidade de cicatrização, o tamanho da cicatriz e sua maior ou menor retração dependem da quantidade e da qualidade de citocinas e fatores de crescimento produzidos durante o processo. O equilíbrio entre síntese e degradação da MEC é fundamental para uma cicatrização normal. A degradação depende da produção de metaloproteases e de seus inibidores (TIMP).
Cicatrização secundária ou por segunda intenção: ferida mais ampla, com bordas afastadas ou que tenha sido infectada. No primeiro caso, no segundo. Quando a ferida é extensa e tem margens afastadas, forma-se um grande coágulo; se houver infecção associada, surge reação inflamatória exuberante. Nos dois casos, a exsudação de fagócitos é muito intensa e forma-se abundante tecido de granulação. Como as bordas da ferida são distantes, a regeneração da epiderme é mais lenta e demora mais tempo para se completar. As células da epiderme proliferam nas margens, onde ocorre certo grau de hiperplasia devido à grande quantidade de fatores de crescimento liberados a partir de células exsudadas. Nas fases iniciais, o tecido de granulação faz saliência na superfície da ferida. Com o passar do tempo, esse tecido sofre as mesmas transformações descritas na cicatrização por primeira intenção, sendo muito mais intenso e evidenciável o fenômeno de retração da cicatriz por miofibroblastos (a transformação de fibroblastos em miofibroblastos é muito mais frequente nesse tipo de cicatrização). A retração é tão pronunciada que pode, em alguns meses, reduzir a superfície da cicatriz em 90% da dimensão inicial. Como na cicatrização por primeira intenção, a resistência da cicatriz aumenta com o passar do tempo, mas não atinge os níveis da pele íntegra. Os fatores de crescimento envolvidos nessa cicatrização são os mesmos descritos para a cicatrização por primeira intenção. Todas as lesões destrutivas de qualquer órgão ou estrutura podem ter cicatrização pelos mesmos mecanismos descritos para a pele. Se a lesão for extensa e/ou houver infecção, o processo é mais intenso e maior é a quantidade de tecido de granulação produzido. As cicatrizes formadas podem sofrer retração e remodelamento em graus variáveis, podendo inclusive diminuir de volume ou mesmo desaparecer.
Quais os fatores que influenciam a cicatrização?
A cicatrização é influenciada por fatores locais e sistêmicos que podem reduzir, retardar ou impedir o processo.
Fatores locais. Isquemia local, por lesões vasculares ou por compressão, além de dimni uir o aporte de nutrientes para a produção de matriz extracelular, diminui a síntese de colágeno (baixa tensão de 02), reduz o pH e aumenta catabólitos, como ADP e adenosina,