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Coberturas em estruturas de madeira   exemplos de cálculo

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zipadas, isto é, unidas, dobradas e apertadas in loco por máquina es-
pecial), não há necessidade de serem sobrepostas, como no caso das telhas onduladas, senoidais 
e trapezoidais. A cumeeira também não precisa ser alta, podendo a inclinação do telhado ser de 
até 0,5%. Isso reduz, inclusive, os custos da estrutura de apoio. 
Figure IA. 
Telhai metàlkas 
(Portal dos telhas, 
2009). 
Aço - Ondulada Alumínio - Trapezoidal Alumínio - Ondulada 
Telhas de concreto: apresentam boa resistência mecânica e durabilidade e são comer-
cializadas em cores e formatos variados. 
Telhes de fibra vegetal: são leves, apresentam bom desempenho como isolante termo-
-acústico, não quebram nem corroem. São comercializadas em cores diferenciadas. 
Decorlit Euroiop clássica Qndullne 
Telhas transparentes: em fibra de vidro, policarbonato ou polipropileno, propiciam o 
aclaramento em ambientes. Geralmente são comercializadas nos modelos das telhas cerâmicas. 
Figura 15. 
Telhas de concreto 
(PortalM telhas, 
2009). 
Figuro í,í. 
Telha dehbra 
vegetal (Portal dm 
telhas, 2009}. 
" S , 
Trapezoidal de policarbonato Translúcido romana 
Figura 1.7. 
Telhas transporem 
(Portal dos 
telhas, 2009) 
Telhas Plásticas de PVC: aumentam o aclaramento, são leves, frágeis e de custo redu-
zido. A incidência de raios ultravioletas provoca seu d escora mento. 
Telhas de madeira: são telhas planas formadas por madeira tratada de refloresta mento, 
semelhantes àquelas utilizadas em países com inverno rigoroso, onde os telhados são muito 
inclinados para que a neve escorra. 
figura 18. 
Telha de PVC (Portal das 
Telhas, 2009). 
figura 1.9 
Telha de madeira 
(Portal dos 
Telhas, 2009) 
Ondex Finlux Plana 
1.2.1.2. Inclinação para as telhas 
Cada telha exige uma inclinação diferente. O valor mínimo indicado na Tabela 1.2 
garantirá o escoamento da água sem a ocorrência de infiltrações, £ importante lembrar que, 
quanto maior for o comprimento da água, maior terá que ser a inclinação, pois maior será o 
volume de água coletado durante as chuvas. Para as telhas cerâmicas e de concreto, existe 
uma inclinação máxima a partir da qual será necessário realizar a amarração de tais telhas na 
estrutura de sustentação, para que elas não percam estabilidade. A amarração é feita através 
de arames resistentes à corrosão. 
Figura W. 
Inclinação das telhas de 
Concreto (Modificado de 
mo, 2009). 
NECESSÁRIO 
AMARRAR 
IIKLIIIAÇAO 
Mil UMA 
J f l ' , í iU l i ' « * 
Comprimírits d ípano até 7 rTi Sm i m tom H m 
Tabela 1.2. 
Inclinações para telhas 
cerâmicas (Produtos 
cerâmicos, 2009) 
Modelo da telha Inclinação minima {%) Inclinação máxima (%) Peso (kg f/m1) 
Paulista 20 25 69 a S3 
Colonial 20 25 65 a 78 
Portuguesa 30 45 40 a 50 
Plan 20 30 72 a 86 
Romana 30 45 48 a 58 
Francesa 32 40 45 a 54 
1.2.1.3. Quantidade de telhas 
O número de telhas por metro quadrado varia de acordo com o tipo e o modelo esco-
lhidos. Ao se realizar a compra das telhas é de bom alvitre que se adquira cerca de 10% a mais 
do que o valor calculado em função da área das águas. Assim procedendo, estar-se-á levando 
em conta o efeito do corte de telhas, que por sua vez é tão maior quanto maior for o número 
de águas do telhado, além de reservar telhas para futuras manutenções. Infelizmente as telhas 
cerâmicas apresentam o inconveniente de falta de uniformidade dimensional e geométrica, 
mesmo que se considere um fabricante especifico. 
Telha Quantidade ítelhas/m1) 
Paulista 28 
Colonial 17 
Portuguesa 16 
Pian 26 
Romana 17 
Francesa 18 
Tobela t i 
Quantidades de telhas 
poio cada modelo 
(Montalvo, 2009), 
1.2.1.4. Cuidados de manutenção 
Não se deve pisar diretamente sobre as telhas, e sim fazer um "caminho" de tábuas 
sobie o telhado. Evitar trabalhar sobre telhas molhadas, pois perdem muito de suas resistências, 
Essa primeira escolha estabelece limites técnicos para a definição do sistema estrutural, que é 
o segundo passo a ser dado. 
1.3. Subcoberturas 
Destinadas a promover conforto térmico, funcionam como isolante por Interceptar 95% 
da radiação, diminuindo consideravelmente a passagem de carga térmica pelo telhado. Normal-
mente são compostas por produtosaluminizados. Corretamente instaladas, evitam as infiltrações 
de água provenientes de goteiras do telhado, conduzindo para fora da construção, Elas também 
dificultam a passagem de umidade e vapor de água e a entrada de poeira, fuligem e poluição. 
1.4. Sobrecoberturas 
As sobrecoberturas são instaladas sobre o telhado antigo, não necessitando de des-
montagens de estruturas ou telhas, O telhado original é conservado evitando interrupções na 
sua produção. Sua cobertura ganha um excelente isolamento térmico colocado entre a ccber-
FlgmI i.V. 
Subçobertura: 
I) Caibro 
2} Sotmalbro 
3) Forro 
4) Maate de 
sitbcobertm 
5) Ripa 
6) Telha 
mm ms). 
tura antiga e a nova, funcionando também como solução definitiva contra vazamentos, Em 
pouco tempo tem-se uma nova cobertura, com um excelente isolamento térmico e aparência 
impecável 
Figura 1.12. 
Sobfecoknm 
(Modificado de POLO 
GOMES, 2009). 
1.5. Sistemas estruturais para coberturas 
As estruturas de apoio dos telhados são definidas pelas características das telhas 
adotadas. Mesmo assim são vários os sistemas estruturais possíveis de serem escolhidos para 
fazerem parte do sistema de cobertura. As estruturas das coberturas são usualmente divididas 
em trama, estrutural principal e contraventamento, 
1.5.1. Trama 
A trama é a parte da estrutura da cobertura que forma uma superfície paralela àquela 
formada pelo telhado. Usualmente ela é formada pelo conjunto das ripas, caibros e terças e tem 
a função de sustentar as telhas, mas em alguns casos pode não ser necessária. 
1.5.2. Ripas 
As telhas definem a constituição da trama. Caso as telhas sejam pequenas, do tipo de 
assentar, será necessária a execução de um ripamento. As ripas são peças de madeira de seção 
transversal, cuja largura normalmente maior do que sua altura fica apoiada sobre os caibros. 
O espaçamento entre as ripas é dado pelas dimensões dos recobri mentos longitudinais das 
telhas, e por isso se deve construir uma guia de ripamento para execução do ripamento. A 
distância entre duas ripas, somada da largura de uma ripa, é igual á galga cio ripamento. Para 
a determinação deste valor, pode-se encaixar 12 telhas entre si, sobre uma superfície plana. 
Em seguida, deve-se afastaras telhas o máximo possível e medir o comprimento da superfície 
coberta. Por último deve-se juntar estas telhas, o máximo possível, e novamente medir o com-
primento da superfície coberta. A galga será dada pela média destas duas medidas, divididas 
pelo número de telhas usadas no procedimento. Usualmente as ripas são pregadas sobre os 
caibros, com penetração igual à metade do seu comprimento. As emendas das ripas são de 
topo e executadas sobre os caibros. 
Galga Gy;a 
Ripa CõibfO 
Figura 1.13. 
folgue Cm éc 
fàparmnto. 
Os vãos dai ripas dependem do tipo da telha, da madeira usada, da seção da ripa 
e da inclinação do telhado. Quanto maior a inclinação do telhado, maior será o vão possível 
para a rrpa. A Tabela 1.4 apresenta valores de vãos dados para ripas em telhados com 35% de 
inclinação, em função das classes de resistência da madeira e de duas categorias de telhas 
cerâmicas, as mais leves e as mais pesadas, que correspondem às compostas por duas peças, 
uma côncava e outra convexa. Para o cálculo deste vão foi usada a norma Projeto de Estruturas 
de Madeira - ABNT NBR 7190:1997. As ripas são dimensionadas á flexão obliqua. Como ações 
foram considerados, além do peso próprio, o peso das telhas e uma sobrecarga de 5 KN/rn5 A 
referida norma de madeiras exige que se considere a ação de uma carga concentrada de 1 KN,

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